A história menos conhecida: A Igreja Católica polaca na transição para a
democracia
Se o papel de João Paulo II na luta contra o comunismo é indisputado, o papel
da Igreja polaca na transição de 1989 é menos conhecido, mas não menos
importante. A Igreja polaca apoiou a formação do Solidariedade no Verão quente
de 1980, mas nunca perdeu a independência, de tal modo que permaneceu uma
intermediária em que o regime confiou no decorrer das negociações com a
oposição. O presente artigo descreve e analisa a atuação da Igreja nas
diferentes fases deste processo, desde a instauração do comunismo às eleições
semilivres de 1989. O artigo argumenta que a Igreja teve um papel crucial na
formulação das redes de oposição que levaram à formação do Sindicato
Solidariedade e que o seu capital social e político foi essencial para levar a
bom termo a transição pactuada que resultou no desmoronar do comunismo na
Europa Central e Oriental e na reunificação da Europa.
WyszyÅski e WojtyÅa: a Igreja durante o comunismo
Durante o período comunista a Igreja Católica Polaca sofreu perseguições e
tentativas de aniquilamento da sua independência pelo regime, tendo resistido a
estas graças à estratégia concebida e levada a cabo pelo Cardeal Stefan
WyszyÅski. WyszyÅski combinava a capacidade de defender os interesses da
Igreja com a habilidade para negociar com o regime, sendo conhecido por saber
sempre onde estava 'a borda do abismo'.1 Durante a crise de outubro
de 1956, Union in 1980 and that its social and political capital was essential
to lead conhecida como o outono Polaco, vendo-se a braços com um levantamento
popular contra o regime, o recentemente reinstaurado Secretário Geral do
partido Stanislaw Gomulka propôs ao Cardeal uma aliança patriótica para salvar
a Polónia da invasão soviética2. Em troca, a Igreja polaca conseguiu maior
liberdade de culto e a legalização dos Clubes de Intelectuais Católicos (KIK) e
das suas publicações, a mais importante das quais era o semanário, Tygodnik
Powszechny. Logo em 1957, a Igreja lançou uma contraofensiva no sentido de
mobilizar os fiéis em torno de um ideal nacional e religioso. As Novenas do
Milénio duraram nove anos e levaram a todas as cidades As Novenas do Milénio
duraram nove anos e levaram a todas as cidades e vilas polacas a imagem da
Nossa Senhora de CzÄstochowa, num programa destinado a preparar a celebração
do Milénio Sagrado do batismo do primeiro rei polaco, Mieszko I, em 966. O
santuário da Nossa Senhora Negra de CzÄstochowa, o local principal das
celebrações da Novena foi chave para o vocabulário simbólico da Novena,
representando a nação polaca unida sob a bandeira da Nossa Senhora e resistindo
ao regime comunista3. As Novenas foram usadas pela Igreja para imprimir um
carácter religioso às celebrações do Estado polaco e dessa forma desafiar a
legitimidade do regime comunista.
A Igreja fez também uso da retórica patriótica para contrariar os ventos
modernizadores do Concílio Vaticano II e a tentativa do Papa Paulo VI e do
secretário de estado Agostino Casaroli de ganhar maior controlo sobre a Igreja
polaca4. que "A Igreja está plenamente consciente da sua missão histórica
em relação à nação, pela qual se lutou no passado quando o estado teve que
manter silêncio."5
No final dos anos 60 a facção progressista e universalista ganhou um líder, o
Cardeal de Cracóvia, Karol WojtyÅa, reconhecido pelo seu trabalho no Concílio
Vaticano II. WojtyÅa cultivou relações com os Arcebispos Koenig de Viena e
Alfred Bengsh de Berlim6. No convite para as celebrações do Milénio Sagrado
Polaco, o Episcopado Polaco incluiu a Carta Pastoral dos Bispos Polacos aos
seus Irmãos Alemães,redigida por WojtyÅa e que iniciava um diálogo de
reconciliação, encapsulado na famosa frase "nós perdoamos e pedimos
perdão".7 Contudo a resposta tépida dos bispos alemães a esta carta deu
azo a que o regime comunista criticasse a carta dos bispos polacos, lançando
uma campanha sob o mote "nós não perdoamos e não esquecemos"8. Esta
foi uma posição que foi bem recebida pela sociedade e que caracteriza bem o
clima de confronto entre a Igreja e o Estado nesta década.
A "IGREJA E A ESQUERDA"9
Durante os anos 70 a nova corrente universalista liderada por WojtyÅa
aproximou-se de uma nova geração de dissidentes. Anteriormente a Igreja e a
dissidência ao regime posicionavam-se em sectores políticos opostos; a
desilusão com o regime durante os confrontos estudantis em Varsóvia em Março de
1968 aproximou uma nova geração de dissidentes da defesa dos direitos humanos
proposta por WojtyÅa e os contra o regime pelo seu ataque à dignidade
humana10. Apesar de WojtyÅa ter sido inicialmente considerado pelo regime como
mais conciliador do que WyszyÅski, ele veio a ser o autor de um novo discurso
anticomunista que redesenhou as linhas de batalha contra o comunismo11. Para
WojtyÅa o materialismo Marxista levava a uma conceção errada da natureza
humana, logo a sua resistência ao comunismo assentava numa acusação mais
fundamental contra o regime12.
A repressão violenta dos trabalhadores pelo regime comunista durante os
protestos de 1976 levaram os dissidentes ex-Marxistas a organizar o Comité de
Defesa dos Trabalhadores (KOR)13. Os intelectuais de esquerda constituíam o
núcleo do KOR, mas alguns padres como Jan Zieja e Zbigniew Kamiski foram também
membros importantes, e o grupo tinha ligações importantes com os KIK14. Nestas
redes de opositores entre os membros do KIK e do KOR formaram-se os primeiros
núcleos da elite política democrática.
A eleição de Karol WojtyÅa ao papado em 1978 deu a esta aliança anticomunista
uma nova dinâmica e uma dimensão global15. Durante a visita apostólica à sua
terra natal em 1979, João Paulo II apresenta o programa do seu papado: a
unificação da Europa. Na primeira homilia do seu pontificado, João Paulo II
anuncia o desejo de que todos os sistemas políticos abram as portas a Cristo,
sendo esta já uma afirmação programática de luta pela cristianização da Europa.
Durante a oração ao Espírito Santo na missa quer a unificação da Europa? O
Espírito Santo não o ordena? Que através deste Papa polaco, o Papa eslavo, a
unidade espiritual da Europa Cristã é demonstrada, constituída por duas
tradições, a Oriental e a Ocidental? Nós, Polacos, que sempre fomos parte da
tradição Ocidental, assim como os nossos irmãos Lituanos, sempre estimámos as
tradições do Cristianismo Oriental. Os nossos países foram convidados por estas
tradições, que deram origem a uma nova Roma - em Constantinopla."16
A IGREJA E O SOLIDARIEDADE
Menos de um ano passou entre a visita papal e a emergência do Solidariedade.
Durante a greve de ocupação nos estaleiros navais Lenine em Gdansk, forjou-se
uma aliança entre trabalhadores grevistas, a Igreja católica e os dissidentes,
que resultou numa mobilização sem precedentes da sociedade civil no sindicato
Solidariedade17. Desde a sua legalização, em setembro de 1980, até à sua
suspensão em dezembro de 1981, o Solidariedade mobilizou 10 milhões de membros
e tornou-se o mais sério desafio ao comunismo18.
Contudo, o Solidariedade não confrontou diretamente o regime: a agenda política
do movimento não contemplava nem o derrube nem a reforma do partido comunista.
A 'revolução autolimitada' do Solidariedade tinha como objetivo a criação de
uma sociedade civil paralela e compatível com o poder do partido comunista.
Durante este período, a Igreja Polaca atuou tanto como apoiante como mediadora
entre o Solidariedade e o governo comunista. As fações tradicionais e
progressistas da Igreja uniram-se no apoio ao Solidariedade. O líder católico
Tadeusz Mazowiecki, futuro primeiro-ministro da Polónia democrática, foi dos
primeiros a apoiar os trabalhadores em greve através da carta dos 64
intelectuais19. As missas e confissões do Padre Henryk Jankowski no adro do
Estaleiro Lenine tornaram-se, juntamente com os crucifixos, bandeiras polacas e
pósteres de João Paulo II, elementos intrínsecos da estética e do ethosdo
movimento. O clero teve uma influência forte na atuação do Solidariedade,
liderança do Solidariedade, em particular de Lech Warar o sindicato nos
momentos em que o radicalismo do movimento arriscava o carácter autolimitado da
revolução. A Igreja foi também parte da Comissão Conjunta entre o governo e o
Solidariedade, onde o Cardeal de Cracóvia Franciszek Macharski, o Arcebispo
Jerzy Stroba de Poznan, o Bispo BronisÅaw DÄ browski20, secretário do
Episcopado e o Padre Alojsy Orszulik, porta-voz do Episcopado tentaram mediar a
relação entre o movimento e o governo21.
Para além do seu papel de mediação, um dos impactos mais significativos da
Igreja no Solidariedade durante o período de 1980-81 foi a influência que teve
na criação do ethosdo Solidariedade. Membros do clero, tais, como o Padre Józef
Tischner e, acima de tudo, João Paulo II e o seu Evangelho da Liberdade,
providenciaram a doutrina no qual o programa ideológico do Solidariedade. se
baseou22. Depois da imposição da lei marcial em dezembro de 1981 e da
ilegalização do Solidariedade, as visitas do papa à Polónia em 1983 e 1987
continuaram a influenciar a oposição na clandestinidade23. Para além do apoio
moral ao Solidariedade durante estas visitas, os ensinamentos doutrinais do
papa sobre a dignidade da pessoa humana e a sua insistência de que as relações
entre as nações deveriam ser baseadas no reconhecimento mútuo e na
solidariedade entre as nações influenciou as futuras elites democráticas em
assuntos de política interna e externa24. Como João Paulo II escreveria mais
tarde: "Por um lado, as diferenças nacionais devem ser mantidas como base
da solidariedade Europeia, por outro lado, a identidade nacional só pode ser
concretizada através da abertura às outras nações e à solidariedade com
elas."25
O Solidariedade traduziu estas exortações numa política externa em que a
prioridade da unificação Europeia e a reconciliação com os países vizinhos com
quem a Polónia tinha uma história de guerra durante os séculos anteriores
ocupou o primeiro plano. A partir de meados dos anos oitenta, estes assuntos
passaram a ser debatidos numa série de debates intitulados "Fórum na
Europa" e levados a cabo pelos millieuscatólicos de Varsóvia, mas
incluindo o que viria a ser a elite de política externa da Polónia
democrática26. Estes debates foram cruciais para criar um consenso sobre a
prioridade da integração europeia para a Polónia livre entre as futuras elites
democráticas27, sendo que as redes pró-Europeias da elite polaca viriam a
tornar-se mais proeminentes na Comissão Executiva Nacional do Solidariedade,
quando esta foi reconstituída em 198728. Para além desta reorientação das
linhas mestras da política Europeia Ocidental da Polónia, o Solidariedade
também alterou a sua política externa em relação à Ucrânia e Lituânia, sendo
uma das primeiras apoiantes das aspirações de independência destes países29.
A TRANSIÇÃO PARA A DEMOCRACIA
Durante o período da clandestinidade, em particular enquanto a maioria da
liderança do movimento estava presa, a Igreja Católica representou o
Solidariedadenas conversações com as autoridades comunistas polacas. Contudo, a
cada vez mais enfraquecida economia polaca jogava a favor do Solidariedade. Em
novembro de 1984, centenas de milhares de polacos encheram Varsovia durante o
funeral do Padre Jerzy Popie uszko, o capelao do Solidariedade,assassinado por
agentes secretos. O aumento da contestação social foi crescente a partir de
1986, e o regime dirigido pelo general Wojciech Jaruzelski estava cada vez mais
preocupado com a inquietação popular e mostrou-se cauteloso em relação à
oposição. Em novembro de 1987, a população respondeu às propostas de reformas
políticas e económicas pelo regime com indiferença, tendo-se registado a maior
abstenção de todas as eleições organizadas na Polónia comunista30.
Quando, em janeiro de 1988, uma onda de greves começou em Nowa Huta e mais
tarde se espalhou por todo o país, o regime concluiu que não poderia
ultrapassar a crise sem o apoio do Solidariedade. No ano anterior, João Paulo
II tinha visitado a Polónia e mostrado mais uma vez a capacidade de mobilização
da Igreja, e o seu apoio implícito ao Solidariedade deu à oposição a
credibilidade necessária. Sob a égide da Perestroikade Mikhail Gorbatchev, o
líder comunista General Jaruzelski anunciou, durante o plenário do Comité
Central, a criação de uma câmara alta no parlamento a 13 junho de 1988. A
intenção era introduzir alguns elementos pluralistas na instituição e de
incluir a oposição no sistema político. Contudo, a linha dura do partido
recusou-se a negociar diretamente com o Solidariedade, e, por essa razão, a
liderança moderada do Partido decidiu pedir ao Cardeal Glemp que atuasse como
intermediário com a oposição. A 3 de maio de 1988, o secretario do Comite
Central Stanis aw Ciosek - encarregado de negociar com a oposição -
informou o líder do KIK de Varsóvia, Andrzej Wielowieyski, que o partido estava
pronto para iniciar negociações com o Solidariedade31.
O Cardeal Glemp nomeou os padres e bispos que mediaram entre o regime e a
oposição, tendo estes sido cruciais para o estabelecimento das negociações e do
seu sucesso para ultrapassar as diferenças entre o Solidariedade e o regime que
decorreram entre fevereiro e abril de 1988: o Padre Bronis aw Dembowski,
diretor espiritual do KIK de Varsovia,o Padre Alojzy Orszulik, o secretário do
Episcopado e o bispo Tadeusz Goc owski.32
Ficou assim demonstrado que, apesar do apoio dado por João Paulo II e por uma
grande parte do clero à oposição do Solidariedade, o regime considerou a Igreja
a sua melhor escolha para servir de intermediário33.
A IGREJA, A MESA REDONDA E A REORIENTAÇÃO DA POLÍTICA EXTERNA DA POLÓNIA
Depois de Mikhail Gorbatchev declarar ao General Wojciech Jaruzelski, durante a
visita a Varsóvia no verão de 1988, em como não via obstáculos à inclusão do
Solidariedade na esfera política, as negociações para uma transição política
ganharam velocidade. A Igreja permaneceu um elemento agilizador do processo,
ajudando a ultrapassar os impasses que iam surgindo. Por exemplo, em novembro
de 1988, quando as conversações foram interrompidas devido ao desacordo entre
Walesa e o governo sobre a exigência de legalização do Solidariedade, a
mediação do Padre Orszulik, secretário do Episcopado, e do Arcebispo D browski
foi essencial para encontrar uma fórmula que permitisse ultrapassar o bloqueio:
as duas partes acordaram que a legalização do Solidariedade seria o resultado
das negociações, não o seu ponto de partida34. Durante o processo negocial
iniciado em fevereiro de 1989, o clero polaco permaneceu em primeiro plano.
Membros do clero estiveram presentes não só na mesa redonda, mas, foram também
presença constante nas conversações informais que envolviam um grupo muito
restrito de negociadores e onde algumas das decisões fundamentais foram
tomadas. Alojzy Orszulik esteve em todas as reuniões, tendo mais uma vez atuado
como garante da boa-fé das partes e relatando todo o processo35.
O governo e a oposição assinaram os acordos de mesa redonda a 4 de abril de
198936. A principal conclusão do processo foi o acordo quanto a um contrato
entre o Solidariedade e o Partido em relação ao novo poder político: não só se
formou um parlamento bicamaral instituído de poderes políticos reais e se
instituiu um chefe de Estado, como o Solidariedade foi legalizado e pôde
concorrer nas eleições parlamentares de junho de 1989. A Igreja polaca esteve
ao lado do Solidariedade durante a campanha eleitoral, tendo as listas do
Solidariedade ganhado 99 dos 100 lugares no Senado e todos os lugares aos que
tinham direito a candidatar-se na câmara baixa, i.e. 35 porcento37.
O papel da Igreja não terminou com as eleições de junho de 1989. Depois da
vitória do Solidariedade, os comunistas recearam que o Sindicato não cumprisse
o acordo de que 65 porcento dos lugares no parlamento permanecessem sob
controlo comunista. Mais uma vez a Igreja foi importante ao assegurar aos
comunistas que o Solidariedade não contestava o acordo e ajudou a forjar o
compromisso resultando na formação de um governo de coligação liderado por
Tadeusz Mazowiecki em setembro de 198938.
CONCLUSÃO
Este artigo analisou o papel da Igreja Católica polaca na resistência ao
comunismo e o seu papel na transição pactuada, em que o Solidariedade e o
Partido Operário Unificado Polaco negociaram a mudança de regime. Estas linhas
comprovam a análise de Linz e de Stepan que apontam para o facto de a Igreja
polaca ter sido um terceiro polo de poder social e político, e que, por essa
razão, o regime comunista na Polónia nunca atingiu características
totalitárias39. As relações entre a Igreja e o comunismo foram caracterizadas
por confronto mas também por negociação constante. O surgimento do movimento
Solidariedade esteve, por isso, ligado à existência de redes de oposição em que
a Igreja desempenhou um papel de apoio.
Pelo seu apoio ao Solidariedade e pela importância nas negociações da transição
pactuada, nos primeiros anos de democracia a Igreja Católica polaca gozava de
um capital social e político extremamente alto. Embora este apoio incondicional
se tenha degradado nos anos subsequentes e a unidade que caracterizou a sua
atuação durante o comunismo se tenha dissipado, o legado de uma política
externa pró-Europeia perdurou nas décadas seguintes, fazendo hoje da Polónia um
membro plenamente integrado da Europa reunificada.
Data de receção: 15 de julho de 2014
Data de aprovação: 29 de agosto de 2014
NOTAS
1
WEIGEL, George - The end and the beginning: Pope John Paul II -
The victory of freedom, the last years, the legacy. Nova Iorque: Image Books,
2010, p. 210.
2
A Polónia conseguiu assim evitar o destino da Hungria, onde a rebelião
anticomunista foi combatida pelo Exército Vermelho e pelas tropas do Pacto de
Varsóvia.
3
OSA, Maryjane - Solidarity and Contention: Networks of Polish
Opposition. Minneapolis: University of Minnesota Press, 2003, p. 62.
4
CASAROLI, Agostino - Il Mar tirio della Pazienza: La Santa Sede e i
paesi comunisti (1963-89). Torino: Einaudi, 2000, pp. 301-303.
5
MONTICONE, Ronald C. - The Catholic Church in Communist Poland 1945-
1985: Forty Years of Church-State Relations. Nova Iorque: East European
Monographs, Boulder, 1986, p. 156.
6
RAINA, P. K. - iióÅ katoliwietle dokumentów 1945-1989, t. 3.
Poznan: Pelplin, 1996, p. 227.
7
MONTICONE, Ronald C. - The Catholic Church in Communist Poland 1945-
1985: Forty Years of Church-State Relations. New York: East European
Monographs, Boulder, 1986, pp. 39.
8
LUXMOORE, Jonathan e BABIUCH, Jolanta - The Vatican and the Red Flag:
The Struggle for the Soul of Eastern Europe. New York: Geoffrey Chapman, 2000,
p. 139.
9
Este é o título do livro de Adam Michnik descrevendo o processo de aproximação
dos dissidentes de esquerda e da Igreja. Ver MICHNIK, Adam - The church
and the left. Chicago: University of Chicago Press, 1993.
10
GREGG, Samuel - Challenging the modern world: Karol Wojtyla/John Paul II
and the development of Catholic social teaching. Lanham: Lexington Books, 2002,
p. 70; ZMIJEWSKI, Norbert A. - The Catholic-Marxist ideological dialogue
in Poland, 1945-1980. Aldershot, Hants, England: Brookfield, 1991, p. 170.
11
LUXMOORE, Jonathan e BABIUCH, Jolanta - The Vatican and the Red Flag:
The Str uggle for the So ul of Easter n Europe. New York: Geoffrey Chapman,
2000, p. 197.
12
WILLIAMS, George - The Mind of John Paul II: Origins of His Thoughts and
Actions. Nova York: Seabury Press, 1981, p. 267.
13
BERNHARD, Michael H. - The origins of democratization in Poland:
workers, intellectuals, and oppositional politics, 1976198 0. New York:
Columbia University Press, 1993, pp. 88-90.
14
BERNHARD, Michael H. The origins of democratization in Poland: workers,
intellectuals, and oppositional politics, 1976-1980, 1993, p. 137; OSA, Maryjane - Solidarity and Contention: Networks of Polish
Opposition. Minneapolis: Universisty of Minnesota Press, 2003, p.181.
15
SNYDER, Timothy - The reconstruction of nations: Poland, Ukraine,
Lithuania, Belarus, 1569-1999. New Haven: Yale University Press, 2003, p. 276.
16
João Paulo II, 1979.
17
FRISZKE, Andrzej. Opozycja polityczna w PRL 1945-1980. Londres: Aneks, 1994,
p. 591.
18
OSA, Maryjane. Solidarity and Contention: Networks of Polish Opposition, 2003,
p. 131; ACHERSON, Neal - The Polish August: The Self-Limiting Revolution.
Londres: Penguin, 1981, pp. 135-167.
19
ACHERSON, Neal. The Polish August: The Self-Limiting Revolution, 1981.
20
O Bispo Bronii foi o braço direito do Cardeal Wysz yn´ski durante a crise de
1980-1981.
21
ACHERSON, Neal. The Polish August: The Self-Limiting Revolution, 1981, p. 222.
22
Ibidem, p. 267.
23
WEIGEL, George - Witness to hope: The biography of Pope John Paul II.
New York: Cliff Street Books, 2001, pp. 263-296.
24
HANSON, Eric O. - The Catholic Church in world politics. Princeton,
N.J.: Princeton University Press, 1987, p. 52.
25
POPE JOHN PAUL II - Post-Synodal Apostolic Exhortation, Ecclesia in
Europa, of His Holiness Pope John Paul II to the Bishops Men and Women in the
Consecrated Life and All the Lay Faithful on Jesus Christ Alive in His Church
the Source of Hope for Europe. Roma: Libreria Editrice Vaticana, 2003.
26
SKORZYNSKI, Zygmunt - Konwersatorium i Fundacja „Polska w
Europie" (The Seminar and the Foundation "Poland in
Europe").Polska w Europie. 1990, pp.98-100; ZATYKA, Marcin. O papel de
João Paulo II e da Igreja Católica polaca na adesão da Polónia à União
Europeia. PhD Thesis. Lisboa: Nova University of Lisbon, dezembro 2013.
27
CZAPUTOWICZ, Jacek - "Polityka zagraniczna w dziaÅaniach opozycji
przed rokityczny, Vol. 4-5, 2009, pp. 57-86.
28
BOROW SK I, A dam e OFICY N A WYDAWNICZA - The road to independence:
Solidarnosc, 1980-2005. Warszawa: Oficyna Wydawnicza Volumen, 2005, p. 139.
29
SNYDER, Timothy - The reconstruction of nations: Poland, Ukraine,
Lithuania, Belarus, 1569-1999. New Haven: Yale University Press, 2003, pp. 229-
30.
30
ZAMOYSKI, Adam. História da Polónia. Lisboa: Edições 70, p. 350.
31
RAINA, Peter. Rozmowy z wÅadzami PRL. Arcybii w sÅuz.bie Kos´cioÅa i
Narodu. Vol. II. Varsóvia: ka Polska, 1995, pp. 232-240.
32
RAINA, Peter. Rozmowy z wÅadzami PRL. Arcybii w sÅuz.bie Kos´cioÅa i
Narodu. Vol. II. Varsóvia: ka Polska, 1995, pp. 232-240.
33
ZIEMER, Klaus - "Die Rolle der katholischen Kirche beim
politischen Systemwechsel 1988 bis 1990", InVEEN, Hans-Joachim, MÄRZ,
Peter et SCHLICHTING, Franz-Josef (dir.) - Polen: Kirche und Revolution:
das Christentum in Ostmitteleuropa vor und nach 1989. Köln: Böhlau, 2009, pp.
79-90.
34
ELSTER, Jon - The roundtable talks and the breakdown of communism.
Chicago: University of Chicago Press, 1996, p. 29.
35
ORSZULIK, Alojzy - Czas przeÅomu: Notatki ks. Alojzego Orszulika z
rozmów z wÅadzami PRL w latach 1981-1989 (A Time of Breakthrough: Father
Alojzy Orszulik's Notes from discussions with the authorities of the
Polish People's Republic in the years 19811989). Warszaw: Apostolicum
Wydawnic-. two y Pallotynów, 2006, p. 605; ZIEMER, Klaus - "Die
Rolle der katholischen Kirche beim politischen Systemwechsel 1988 bis
1990", 2009, p. 93.
36
Os acordos da mesa redonda podem ser consultados em: http://okragly-stol.pl/
37
ROSZKOWSKI, Wojciech. Najnowsza historia Polski. Varsóvia, Ski, 2003, pp. 117.
38
ZIEMER, Klaus - "Die Rolle der katholischen Kirche beim
politischen Systemwechsel 1988 bis 1990", 2009, p. 96.
39
LINZ, Juan J. e STEPAN, Alfred C. - Problems of democratic transition
and consolidation: Southern Europe, South America, and post-communist Europe.
Baltimore: Johns Hopkins University Press, 1996.
Rua Dona Estefânia, 195, 5 D
1000-155 Lisboa
Portugal
ipri@ipri.pt