Ressocialização do enfermeiro gerente
Introdução
A tarefa da administração, sob o ponto de vista de seu conceito tradicional, é
ordenar, sistematizar e disciplinar a energia humana direcionando-a, única e
exclusivamente, para os objetivos da organização. Propostas neste sentido foram
minuciosamente elaboradas e enfática e arduamente definidas por Taylor, Fayol e
Weber, através do Movimento da Administração Científica da Teoria da Gerência
Administrativa e do Modelo Burocrático, respetivamente, constituindo-se assim
na Teoria Clássica da área. Este enfoque compreende os recursos humanos da
organização apenas como meios de produção e assim subjaz a essa conceção a
necessidade de dirigir e controlar o comportamento dos trabalhadores tendo em
vista os anseios organizacionais.
O estilo de administrar e gerenciar pessoas e serviços está mudando. O
gerenciamento que acata a metáfora da organização como uma máquina, que resiste
à mudança, centraliza informações, ignora opiniões e recomendações dos
trabalhadores, cria um ambiente de medo e desconfiança, aponta erros com
arrogância, está cedendo espaço para uma postura administrativa mais humana,
aberta e flexível e que valoriza o aprendizado contínuo. O novo paradigma
gerencial está fundamentado na compreensão de que as pessoas são os recursos
mais valiosos de qualquer organização que busca a criatividade, a inovação e a
qualidade excelente.
A administração passou a compreender, desta maneira, a importância das pessoas
no cenário empresarial porque considerou que ao mesmo tempo que as organizações
têm objetivos específicos estabelecidos, elas são comunidades de pessoas que
constroem relacionamentos, ajudam-se mutuamente e buscam significado em suas
atividades quotidianas para sua dimensão pessoal (Capra, 2002).
Como bem postula a Teoria Y, a motivação, o potencial de desenvolvimento, a
capacidade de assumir responsabilidades, de conduzir o comportamento rumo aos
objetivos da organização, são fatores que estão presentes nas pessoas. Sendo
assim, a administração tem a responsabilidade de propiciar condições para que
as pessoas reconheçam e desenvolvam, por si próprias, essas características
humanas (McGregor, 2002). Portanto, o reconhecimento do que preconiza a Teoria
Y aliado à necessidade organizacional de maior produtividade com qualidade, num
mercado tão competitivo, tem provocado na administração a demanda de atitudes e
comportamentos diferentes daqueles utilizados pelas pessoas sob a vigência da
Teoria Clássica.
A mudança na forma e no conteúdo do trabalho administrativo e gerencial tem
paulatinamente alcançado as organizações, dentre elas as prestadoras de
serviços de saúde (Osty e Uhalde, 2008). Contudo, no setor hospitalar, tomando
as atividades administrativas exercidas pelo enfermeiro, pode-se inferir que a
socialização inicial deste profissional, nesse meio, se deu sob intensa e
poderosa influência da Teoria Clássica da Administração. Até hoje sente-se o
impacto da referida teoria nos padrões gerenciais dos enfermeiros, com um
agravante -tais funções são caracterizadas como seu objeto de trabalho
(Trevizan, 1988). Em outras palavras, os enfermeiros brasileiros, na sua
maioria, têm-se envolvido, sobretudo, em funções administrativas no contexto
hospitalar. Entretanto, o desempenho destas funções, por estes profissionais,
tem-se mostrado inadequado e insuficiente tendo em vista a garantia de uma
assistência personalizada e de excelência. Assim, torna-se necessária uma
mudança alicerçada na ressocialização do enfermeiro-gerente sob a visão de
novos valores (Trevizan et al., 2010). Nesse sentido, indaga-se: que valores
existem no âmago do trabalho do enfermeiro que exerce a gerência? Esta é uma
inquietação que há tempos é registada na literatura. A Teoria do U apresenta
valores ao processo de liderança gerencial caracterizando-o pelos atos de
sentir, presenciar e concretizar (Senge, 2007). A ideia central da teoria é,
portanto, estimular a construção de lideranças conectadas com o mundo e que
consigam aprender fazendo. A Teoria do U é, assim, uma tecnologia social de
mudança, transformadora, que fornece elementos para que os líderes enfrentem os
desafios gerenciais buscando aprender com as experiências passadas e aprender
com o futuro como ele emerge. Neste contexto, este estudo apresenta como
objetivo contribuir para a compreensão do processo de ressocialização
profissional e organizacional do enfermeiro-gerente, com base nos pressupostos
da Teoria do U, com vista a oferecer novos elementos para o desenvolvimento dos
recursos humanos da enfermagem. Desta forma, foram selecionadas duas teses de
doutoramento em Enfermagem das décadas de 80 e 90 do século XX e uma
dissertação de mestrado da década de 2000, cujas investigações focalizam a
função gerencial do enfermeiro num mesmo hospital-escola, o que possibilitou
comparar o conteúdo e observar a evolução da função gerencial executada pelo
enfermeiro nesta organização de saúde.
Também foi utilizada outra tese de doutoramento da década de 2000 que versa
sobre a especificidade do enfermeiro numa visão multiprofissional, para
caracterizar a especificidade do trabalho do enfermeiro. As teses e
dissertações analisadas foram desenvolvidas no âmbito do Programa de Doutorado
em Enfermagem Fundamental da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da
Universidade de São Paulo, Brasil. A reflexão aqui apresentada baseia-se neste
referencial, interrelacionando-os com os pressupostos das teorias
administrativas, especialmente da Teoria do U.
Revisão da literatura
A ressocialização profissional e a função gerencial do enfermeiro
A socialização, ou seja, o processo inicial de aprendizado de papéis sociais
pelo enfermeiro em seu primeiro contacto com a prática, envolve a aquisição de
habilidades e conhecimentos necessários para a realização das atividades, com
base num senso de identidade que caracteriza a cultura organizacional
(Shinyashiki et al., 2006). Nessa perspetiva, a identidade profissional do
enfermeiro é construída dentro dos serviços de saúde, especialmente os
hospitalares. Nesse contexto, a socialização inicial do enfermeiro vem sendo
historicamente pautada por valores mecanicistas que não mais respondem às
necessidades organizacionais da atualidade.
Considerando a realidade atual, caracterizada por uma maior complexidade,
vislumbra-se a necessidade de mudanças de valores na construção de um movimento
de ressocialização dos profissionais dos serviços de saúde, especialmente os
enfermeiros, ampliando-se o cuidado de enfermagem e tornando-o mais interativo,
intersubjetivo e vinculado à pessoa humana (Nunes et al., 2010). Propõe-se,
então, uma nova socialização ou ressocialização dos enfermeiros no contexto
organizacional em que atuam. Dessa forma, a mudança cultural que fundamenta
esta ressocialização deve ser incorporada por todos os membros da organização
nos diferentes níveis (estratégico, tático e operacional). No caso dos
hospitais, os profissionais que desempenham funções gerenciais ou táticas são
peças chave neste processo. Partindo do entendimento de que o exercício
gerencial é priorizado pelo enfermeiro da área hospitalar, e que tal evidência
tem-se constituído em uma questão mesclada por incompreensões em nosso país, o
estudo de Trevizan (1988), da década de 80, buscou analisar esse desempenho do
enfermeiro sob a ótica das determinações institucionais e verificar como este
profissional, atuando em funções gerenciais, se comporta dentro de uma
organização hospitalar burocrática. Dessa investigação depreende-se que, dos
dados coletados através de observação intermitente, nos anos de 1980 e 1985, os
enfermeiros despenderam em média, respetivamente, 66% e 62,5% de tempo em
funções administrativas nas unidades de internação estudadas. Tais funções
foram classificadas como burocráticas e não burocráticas, indicando que em 1980
o índice de funções burocráticas atingiu 68% e em 1985 esse índice alcançou 77%
do total das atividades administrativas, sendo que, verificar prontuários,
exames, escalas de cirurgia; receber, passar ou dirigir passagem de plantão;
orientar funcionários sobre normas, rotinas e atribuições; e implementar ordens
médicas, foram as funções burocráticas mais frequentes nos dois referidos anos.
Tais resultados permitem afirmar que, diante das implicações do processo
organizacional hospitalar em questão, os enfermeiros devem tomar para si o
desempenho das funções gerenciais nas unidades de internação. Mas observou-se
que o comportamento gerencial apresentando pelos profissionais investigados é
de grande adesão aos pressupostos e argumentos burocráticos que emanam do
interior da organização de saúde estudada. O trabalho do enfermeiro, na sua
grande parte, é marcado pela impessoalidade e distância do cliente. Pode-se
inferir que, no contexto estudado, este profissional se vincula e se compromete
burocraticamente com sua organização empregadora e que seu compromisso com a
profissão se dá também em níveis de burocratização.
Com base nos dados da pesquisa de Ferraz (1995), realizada na década de 90,
pode-se constatar que o panorama descrito no estudo acima apresentado por
Trevizan (1988) não se modificou, ou seja, os enfermeiros continuam realizando
suas funções gerenciais predominantemente orientados para a tecnoburocracia
hospitalar (Fernandes, 2000). A autora argumenta que dos depoimentos dos atores
sociais investigados, os mais veementes apontam para a necessidade de mudanças
no papel do enfermeiro. Cabe salientar que a composição dos atores sociais,
participantes desta pesquisa, é a seguinte: elementos da administração superior
e intermediária da enfermagem, o superintendente do hospital, diretores dos
departamentos de apoio médico, apoio técnico, apoio administrativo, diretor da
divisão médica, enfermeiros, auxiliares e atendentes de enfermagem e médicos
docentes e residentes. Assim, podemos observar que transformações no papel do
enfermeiro e, consequentemente, na sua prática assistencial e gerencial começam
a ser requeridas por diversos agentes do conjunto hospitalar, inclusive pelo
superintendente e médicos, cujas demandas em relação ao comportamento do
enfermeiro estimulavam esse profissional a manter a burocratização de seu
trabalho.
A dissertação de mestrado de Fernandes (2000), da década de 2000, constitui-se
numa réplica de um estudo sobre as atividades dos enfermeiros-chefes de
unidades de internação de um hospital-escola, realizado na década de 70
(Trevizan, 1978). Com os objetivos de identificar as atividades realizadas
pelos enfermeiros e verificar sua evolução, os resultados de ambos os estudos
foram comparados, concluindo-se que mesmo depois de transcorridos mais de vinte
anos, a maioria das atividades exercidas está centrada no gerenciamento
burocrático (43,4%). Quando investigados sobre quais as atividades que tomam
mais o seu tempo, os enfermeiros, mais uma vez, referiram entre outras, aquelas
de natureza administrativoburocráticas. Expressa a autora sua preocupação sobre
a questão e afirma que muitas hesitações e incertezas ainda persistem na
conduta quotidiana da enfermeira; que os problemas apontados tempos atrás ainda
nos atingem, atualmente (Fernandes, 2000).
Partindo da perceção de que há um dilema a respeito do que seja específico do
enfermeiro, o que compete ao enfermeiro, a tese de doutoramento de Saar e
Trevizan (2007), da década de 2000, buscou identificar e analisar a
especificidade profissional do enfermeiro através de literatura científica
selecionada, informações de enfermeiros e de outros profissionais da equipe de
saúde de uma instituição hospitalar. Em suas considerações, a autora Saar
(2005) e Saar e Trevizan (2007) afirma que a cultura dos microssistemas de
saúde espera que o enfermeiro assuma o papel de administrador, tornando-o seu
papel principal. Dos dados obtidos, foi constatado que além de ser o papel de
administrador o mais evidenciado nas falas dos informantes e nos trabalhos
analisados, é este papel que distingue o enfermeiro dos demais elementos da
equipe de enfermagem. Salienta, ainda, que este papel do enfermeiro é sua
especificidade e que ele é exercido a partir de modelos já existentes.
Ao comparar os resultados das três pesquisas, Trevizan (1988), Ferraz (1995) e
Fernandes (2000), realizadas no mesmo hospital-escola, podemos observar que a
prática gerencial do enfermeiro continua vinculada aos aspetos da administração
convencional e burocrática, priorizando conteúdos favoráveis às metas
organizacionais em detrimento das metas profissionais que emanam da enfermagem.
No quarto estudo analisado, Saar (2005) afirma que o exercício da gerência é a
especificidade do enfermeiro, mas, também como os outros, salienta a
necessidade de mudança neste exercício. A seguir, abordaremos premissas da
Teoria do U como alternativa complementar na ressocialização do enfermeiro que
exerce a gerência.
Premissas da Teoria do U para a ressocialização do enfermeiro
Foi empreendida uma obra literária e científica a partir da compreensão da
natureza dos todos, e de como partes e todos se inter-relacionam, alertando
para o fato de que os sistemas vivos criam-se a si mesmos, estão sempre se
desenvolvendo e se transformando juntamente com seus elementos. Segundo os
autores, em nenhum lugar é mais importante entender a relação entre partes e
todos do que na evolução das instituições globais e dos sistemas mais amplos
que elas criam coletivamente. Entretanto, o problema primário dessas
instituições é que elas ainda não tomaram consciência de si mesmas como
sistemas vivos. Quando fizerem isso, poderão se tornar um lugar para se
presenciar o todo como deve ser, não como tem sido (Senge, 2007).
Neste sentido, há necessidade de novas maneiras de pensar o aprendizado. Quando
atuamos sob medo ou ansiedade (como é, no nosso entender, o caso do
enfermeiro), nossas ações apresentam inclinação para se apoiarem num padrão
habitual, para a repetição. Com as ações coletivas, o processo não é diferente.
Nestas circunstâncias há aprendizado, mas é um aprendizado reativo, no qual
reforçamos modelos mentais estabelecidos.
As novas maneiras de pensar o aprendizado procederam de entrevistas que os
autores realizaram com cientistas, empresários e líderes sociais que, muitas
vezes, eram iniciadas com perguntas sobre a essência do trabalho do
entrevistado, resultando em diálogos que possibilitaram a compreensão mais
profunda do eu e do sentimento de pertença ao mundo. Em relação aos
empresários, os autores perceberam que estes estavam esclarecidos em relação ao
significado de agir com ideias novas e conhecimento intuitivo a serviço do que
está emergindo. Desta forma, cientistas e empresários propiciaram elucidação de
um novo tipo de aprendizado com capacidade de criar um mundo não conduzido
fundamentalmente pelo hábito. Trata-se de níveis mais profundos de aprendizado
que produzem maior consciência do todo, de como ele é e de como evolui, pois
assim há a possibilidade de gerar ações capazes de beneficiar continuamente o
todo que emerge. Em outras palavras, a profundidade da perceção é determinante
e quanto mais profunda, mais nos possibilita ver o todo, o que é, e assim atuar
a partir dessa fonte (Senge, 2007).
Foi desse contexto que emergiram as sementes da Teoria do U. Brian Arthur,
economista, foi um dos entrevistados que contribuiu com destaque ao discorrer
sobre a necessidade de pressentir um futuro emergente tendo em vista os
desafios impostos por uma economia cada vez mais fundamentada em recursos
tecnológicos. No mesmo ritmo da evolução tecnológica, vão também acontecendo
alterações destrutivas nas estruturas organizacionais e, em consequência, há
decadência em relação à previsibilidade. Tudo muda rapidamente nesse ambiente
empresarial e as decisões tomadas segundo os hábitos da teoria clássica tornam-
se procedimentos inviáveis e insensatos. Agora, na nova realidade
organizacional é preciso ver o problema de uma certa distância e impedir
qualquer tipo de reação automática. Frequentemente, mudanças realizadas em
organizações são superficiais porque seus processos não produzem a profundidade
de compreensão necessária e o consequente envolvimento das pessoas. Quando se
deseja mudar acontecimentos, comportamentos, tendo-se em vista que o futuro
deve ser realmente desigual do passado, outro processo é requerido. Os autores
referem-se a este processo como os atos de sentir, presenciar e concretizar e o
denominam de Teoria do U, dado que, esses três atos se caracterizam pelo
movimento em forma de U (Senge, 2007; Scharmer, 2007).
O sentir é se inteirar da realidade da situação até se integrar totalmente a
ela. É estudar o problema por todos os ângulos. O presenciar resulta da
profundidade do que ocorre no sentir, descendo o U, e determina o que acontece
depois. Significa o alcance de um estado de lucidez e conexão com o que está
surgindo, com o saber interior. O presenciar é a condição que está na base do
U, significando ver a partir da fonte mais profunda e fazer-se de veículo para
essa fonte. O desafio para perceber a ação de presenciar está na subtileza da
experiência. O concretizar significa trazer alguma coisa nova à realidade. Aqui
é importante atuar através de um fluxo natural, pois o conhecimento foi
absorvido por meio da sensação. Assim como o sentir requer ausência de esquemas
preestabelecidos, o concretizar pressupõe a não imposição de nossa vontade, uma
vez que, agir a partir da nossa intenção mais profunda, traz à tona forças que
nunca se manifestariam se nos limitássemos a impor nossa vontade a uma situação
(Senge, 2007).
Em síntese, a teoria do U é caracterizada pelo vínculo entre as pessoas, como
observadores e como atores, e com o mundo no qual atuam. Quanto ao seu
processo: na haste esquerda do U ' no sentir, o mundo é o que é, algo lá fora e
o eu é um observador desse mundo exterior; aos poucos passa-se a percebê-lo
através de sua conexão com o saber interior ' é o presenciar na base do U e é o
mistério que ocorre na haste direita do Y, no concretizar o mundo se
materializa por intermédio das pessoas, ou seja, o eu se transforma e o futuro
começa a surgir.
Conclusão
Os valores que tradicionalmente embasam o trabalho gerencial do enfermeiro
precisam ser transformados no contexto de compreensão das organizações como
entidades sociais, eminentemente formadas por pessoas e cujos serviços se
direcionam a pessoas.
Dessa forma, acreditamos que o sentir, o presenciar e o concretizar ' premissas
da Teoria do U ' possam fornecer um horizonte para contribuir para a
ressocialização dos enfermeiros gerentes na busca constante pela transformação
e humanização dos serviços de saúde.
Como as mudanças culturais são incrementais, trata-se de uma experiência subtil
que requer sensibilidade na busca de perceção de uma realidade prestes a
emergir, para atuar em consonância com ela. Nesse sentido, a inserção dos
pressupostos da Teoria do U na atividade gerencial do enfermeiro possibilita, a
nosso ver, sua ressocialização frente a comportamentos e atitudes focalizados
no sentir, no presenciar e no concretizar. Em síntese, esse processo de
ressocialização do enfermeiro pressupõe: - o aprendizado de não impor padrões
obsoletos a realidades novas; dedicação a muita observação da qual decorre um
tipo diferente de saber; a dependência do ponto de partida do enfermeiro e de
quem ele é como pessoa; ação compatível com seu sentimento interior, o qual vai
trazendo significado à medida que ele se funde com as circunstâncias; que o
enfermeiro deve ver além do que está preparado para ver, ultrapassando seus
modelos mentais.