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Representação em texto

EuPTCVHe0872-07542014000600009

variedadeEu
ano2014
fonteScielo

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Infeção neonatal precoce: uma realidade COMUNICAÇÕES ORAIS

CO-9 Infeção neonatal precoce: uma realidade

Ekaterina PopikI; Alexandra AlmeidaI IServiço de Cuidados Intensivos Neonatais e Pediátricos, Departamento de Infância e Adolescência, Centro Materno Infantil do Norte, Centro Hospitalar do Porto

Introdução (e objetivos):Apesar da melhoria dos cuidados perinatais e do cuidado colocado na prevenção, a infeção bacteriana neonatal precoce (manifestada nas primeiras 72 horas de vida) é ainda uma importante causa de morbimortalidade neonatal.

Estudar as infecções neonatais precoces (INP) nos recém-nascidos (RN) nascidos na Maternidade Júlio Dinis (MJD) entre 01/01/13 e 30/06/14. Analisar riscos infeciosos maternos predisponentes. Avaliar agentes etiológicos, sua sensibilidade aos antibióticos e adequação da terapêutica antibiótica pós- natal.

Metodologia:Estudo retrospetivo dos processos clínicos dos RN que tiveram diagn óstico de sépsis, meningite ou pneumonia no per íodo referido.

Resultados:Diagnosticou-se INP em 97 RN internados na MJD. Destes, excluíram-se 3 por ausência de dados necessários para o estudo e 3 por terem nascido noutras instituições. A incidência de INP foi de 2.1%, sendo 21% em RN com idade gestacional (IG) <37 semanas. Diagnosticou-se sépsis em 89% dos casos (incidência de 19‰ NV), pneumonia em 11%, detetando-se 1 caso de meningite. Em relação ao risco infecioso materno, detetou-se corioamnionite em 21%, trabalho de parto pretermo espontâneo em 13%, risco para infeção por SGB em 7% e outros riscos em 25%. Verificou-se rotura prolongada de membranas em 35% dos RN e 57% das mães fizeram pelo menos uma dose de antibiótico antes do nascimento.

Realizou-se histologia da placenta em 58%, sendo esta compatível com infeção em 77%. Cerca de 1/3 dos RN manteve-se assintomático, tratado por alterações analíticas detetadas em contexto de risco. Obteve-se isolamento de agente em 13%, todos casos de sépsis (incidência 2.8‰ RN), sendo o agente mais frequente E. coli (7 casos, todos sens íveis à gentamicina e 4 à ampicilina), seguido por SGB (4 casos, todos sens íveis à penicilina). Todos os RN tiveram como tratamento inicial ampicilina e gentamicina. Verificou-se óbito em 5.5% dos RN (25% com agente identificado), todos com IG <30 semanas, sendo isolada E.coli em 3 dos 5 RN.

Conclusão:A incidência de sépsis encontrada foi muito elevada, mesmo tendo em conta apenas as s épsis com agente identificado (3 vezes o valor da literatura). No entanto, a sua mortalidade é sobreponível ao que se verifica na literatura. Como previsto, com a profilaxia para o SGB, a E.coli passou a ser o agente mais prevalente. Provavelmente estaremos a sobrevalorizar diagn ósticos de sépsis. Por outro lado, o facto de grande parte das m ães fazerem antibioterapia prenatal, dificulta o isolamento de agente.


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