Incubadora de aprendizagem: uma nova forma de ensino na Enfermagem/Saúde
ATUALIZAÇÃO
Incubadora de aprendizagem: uma nova forma de ensino na Enfermagem/Saúde
Incubator of learning: a new form of teaching in Nursing/Health
Incubadora de aprendizaje: una nueva forma de enseñanza en la Enfermería/Salud
Diana CecagnoI; Deisi Cardoso SoaresII; Heidi Crecencia Heckler de SiqueiraIII;
Suzana CecagnoIV
IEnfermeira. Mestre em Enfermagem pela FURG. Membro do Núcleo de Pesquisa
GESAES, Rio Grande, RS
IIEnfermeira. Mestranda em Enfermagem pela FURG. Membro do Núcleo de Pesquisa
GESAES, Rio Grande, RS
IIIEnfermeira. Mestre e Doutora em Enfermagem. Coordenadora do Núcleo de
Pesquisa GESAES, Rio Grande, RS
IVEnfermeira. Graduada em Enfermagem pela UFPEL, Pelotas RS. cecagnod@yahoo.com
1. INTRODUÇÃO
O presente texto possui como base uma das idéias que emergiu da dissertação de
mestrado, de uma das autoras(1), intitulada "Serviço de Educação Continuada na
enfermagem das instituições de saúde do município do Rio Grande/RS" que teve
como objetivo investigar junto às instituições de saúde a existência deste
serviço, bem como, as estratégias utilizadas para o seu funcionamento.
Analisando o referencial teórico, construído com o intuito de subsidiar a
pesquisa e ao compará-lo com os dados obtidos, junto aos sujeitos do trabalho,
percebeu-se que existe neles uma preocupação unânime no que se refere ao
aprendizado contínuo. Essa inquietação manifestou-se diferente do encontrado na
bibliografia que subsidiou este estudo, merecendo, por isso, destaque e
encaminhamento mais específico.
Os dados demonstraram unanimidade dos sujeitos, em relação a importância
atribuída à existência do Serviço de Educação Continuada (SEDC) na Instituição,
entretanto ele não existe em nenhuma das instituições pesquisadas, causando,
assim, um paradoxo. Além disso, os entrevistados entendem o aprendizado
contínuo como "Treinamento" enquanto o referencial teórico o descreve como algo
sistematizado e formal na instituição, enfatizando o valor cultural em relação
à gestão de recursos humanos, ou seja, deve existir a valorização dos
trabalhadores na instituição e por isso a aprendizagem deve ser considerada
como investimento e não simplesmente como um treinamento para aumentar a
produtividade.
Conforme vários autores(2-,6), é necessário, para se adaptar a educação à
realidade tecnológica da informática avançada, um novo modo de aprender: a
incubadora de aprendizagem. Essa nova forma de educação deve contemplar os
avanços científicos e principalmente os tecnológicos, aliando a inovação e
buscando estratégias que permitem traduzi-la, transformá-la e aplicá-la na
prática.
A enfermagem, não diferente das demais profissões, deve acompanhar as mudanças
do mundo globalizado, seguindo uma linha de pensamento onde o aprender deve
fazer parte do seu cotidiano. Na atualidade, os avanços tecnológicos são uma
constante e, para tentar manter-se atualizado, é necessário empenhar esforços
com vistas a desenvolver uma cultura de aprendizado contínuo, tendo como
principal ferramenta a educação inovadora. Ela permite intervir, (re)construir
e mudar a prática, adequando o pensar e o fazer às exigências e necessidades
atuais.
2. CONCEITUANDO A INCUBADORA DE APRENDIZAGEM
No intuito de conseguir acompanhar a era turbulenta de inovação tecnológica
impõe-se desenvolver mentes intuitivas, criativas, capazes de ousar e encontrar
estratégias diferentes de pensar e agir. Essas estratégias podem ter o seu
ponto de partida, na integração da inovação tecnológica com a educação, que
poderá ser alcançada através da implantação e implementação de incubadoras de
aprendizagem.
Incubadoras são descritas na literatura com diferentes definições(7-10), no
entanto, assumem características semelhantes, como mecanismos destinados a
criar condições para o crescimento de instituições e negócios(6). Encontram-se
diversas terminologias para designar esta forma de aprendizagem: incubadoras
tecnológicas, centros de aprendizagem e/ou incubadoras de aprendizagem. Elas
oferecem aos aprendentes orientações específicas para desenvolver serviços
especializados testando novas tecnologias. Com a finalidade de assegurar o seu
fortalecimento e possibilitar a criação de novas formas de pensar e agir,
exigem espaço físico e infra-estrutura própria, capacitando-as a proporcionar a
melhoria do desempenho profissional(7).
A literatura destaca que a incubadora de aprendizagem deve ser constituída por
pessoas que acreditam em mudanças no ambiente de aprendizagem, com estrutura e
pessoal próprio, para agir como um centro capaz de sustentar a teoria, ao mesmo
tempo que conduz a um trabalho educacional prático, coerente e avançado(8).
Diferentes campos de atuação já desenvolvem incubadoras tecnológicas, entre
eles, a administração e a informática. Estas procuram criar, testar e lançar no
mercado novos produtos e serviços inovadores, otimizando empreendedores capazes
de desenvolver, na prática, o que aprenderam teoricamente. As incubadoras
funcionam como verdadeiros serviços/empresas, implantando projetos de
aperfeiçoamento de atividades, além de contribuir com o relacionamento
interpessoal, a melhoria da qualidade de ensino/aprendizagem e, principalmente,
estimular a criação de novos empreendimentos alicerçados nas necessidades do
mercado. As incubadoras permitem desenvolver e testar novas idéias e com isso é
possível aumentar o desenvolvimento do espírito empreendedor do grupo que
busca, através desta modalidade, ingressar e consolidar-se no mercado de
trabalho.
Na enfermagem essa inovação ainda não faz parte como modalidade de ensino/
aprendizagem, embora exista espaço, nas instituições de saúde e de ensino,
públicas e privadas. Este tipo de proposta possui sustentação na necessidade do
desenvolvimento criativo do conhecimento científico, pesquisado, apoiado e
exercitado na prática. Os profissionais da enfermagem, enfrentam,
constantemente, grandes mudanças nos seus procedimentos e um aumento na sua
complexidade, que se modificam com o avanço científico e as novas tecnologias,
que de forma acelerada se impõem. As dificuldades para acompanhar essa mudança
e essa complexidade de procedimentos estão presentes no seu cotidiano e se
acentuam porque, na prática, ainda não se encontra profissionais empreendedores
capazes de pesquisar, testar e desenvolver produtos e serviços inovadores em
incubadoras de aprendizagem e lança-los no mercado que precisa adaptar-se às
exigências do novo conhecimento.
Na enfermagem, faz-se necessário criar novas formas tecnológicas do cuidado
humano com o intuito de habilitar e manter atualizada a equipe, em relação às
mudanças e avanços constantes do conhecimento. Entre os grandes avanços do
conhecimento científico destaca-se a biotecnologia, os procedimentos de ponta,
biologia molecular e as novas tendências do gerenciamento do cuidado que
necessita atender as exigências de um mercado globalizado buscando maior
agregação de valor ao que lhe é ofertado.
Todas essas transformações necessitam ser planejadas, discutidas, compreendidas
e acompanhadas pela equipe de trabalho para encontrar os mecanismos, as
estratégias e a instrumentalização necessária para a incorporação de atitudes,
comportamentos, alcançáveis através de novos projetos, capazes de atender as
crescentes exigências do mercado. Além disso é preciso, ao mesmo tempo,
proporcionar melhores condições de trabalho aos profissionais, auxiliando no
reconhecimento e na valorização profissional, promovendo uma qualificação
adequada, e criando novos empreendimentos para a enfermagem, tornando-os
comprometidos e multiplicadores desse novo conhecimento.
Cada profissional é possuidor de potencialidades que podem encontrar-se
latentes, que ao serem despertadas, pelo processo educativo, podem passar ao
campo da construção do conhecimento, de saber e da ação, transformando-se em
atividades de desenvolvimento individual e social, tornando o indivíduo mais
apto e criativo nas tomadas de decisões, as quais, no enfermeiro, são expressas
em ações no seu cotidiano(11).
Olhando a incubadora de aprendizagem nesta perspectiva, se torna mais fácil a
adesão institucional e, assim, conseguir os recursos humanos, financeiros e
materiais necessários para promover, de forma contínua e sistemática, o
aprendizado. Esse fato está evidenciado no referencial teórico12onde, a
gerência/administração/direção hospitalar exerce tarefa indispensável à
complementação de sua função na instituição, que é a de mobilizar recursos
materiais e humanos, para facilitar o acesso de profissionais à capacitação e
qualificação, incentivando a criatividade e a responsabilidade.
É importante ressaltar que as Instituições que apoiam/incentivam e financiam
uma incubadora, estarão à frente no mercado de trabalho porque é com base nas
suas necessidades que ela procura implementar os novos projetos. Inúmeras são
as vantagens para a empresa, para os profissionais e clientes, baseando-se
especificamente na busca da tecnologia aliada a qualidade do atendimento. Este
modelo abrange todos os seguimentos de uma instituição, entre eles, os de
ensino e pesquisa proporcionando a possibilidade de parcerias.
Neste sentido a incubadora tecnológica pode servir de ponte entre as
universidades, institutos de ensino e pesquisa, instituições de trabalho e a
sociedade, desenvolvendo um intenso intercâmbio entre elas, para capacitar,
gerenciar e recriar uma tecnologia, a partir de conhecimentos básicos para sua
compreensão(8).
Na incubadora de aprendizagem, poderão participar outros profissionais da área
da saúde, oportunizando um aprendizado coletivo e interdisciplinar. Assim o
aprendizado coletivo deve ser a competência básica de uma instituição que
deseja coordenar diferentes serviços, buscando integrar tecnologias, organizar
o trabalho e agregar valor ao seu produto(13,14).
A saúde é o produto obtido através da ação interdisciplinar dos profissionais
da área da saúde, entre os quais se encontra a enfermagem. A enfermagem
absorvendo e desenvolvendo os novos conhecimentos da sua área necessita, cada
vez mais, avançar não apenas na melhoria do atendimento ao cliente, mas
sobretudo encontrar novas formas tecnológicas de agir, de prestar o cuidado.
Na enfermagem, adicionar valor ao produto/saúde pode ser visto como uma
possibilidade de qualificar o profissional, tornando-o capaz de agregar os
avanços tecnológicos ao conhecimento que possui, oportunizando melhorias na
organização do seu trabalho e na qualidade do seu serviço, aumentando
conseqüentemente sua auto-estima, motivando-o a prosseguir no processo do
"aprender a aprender". Além disso, desperta a necessidade de desenvolver o
espírito empreendedor dos profissionais da enfermagem, ainda pouco estimulado .
Entendemos que a instituição, ao buscar a criação de serviços complexos, como
exemplo, o transplante de medula óssea ou cardíaco, necessita de uma estrutura
tecnológica e humana de ponta. Ao possuir a incubadora de aprendizagem, esta
será responsável por todo o processo de implantação, desde a elaboração de
protocolos, qualificação dos profissionais, estudos de custos e benefícios,
dimensionamento da estrutura física e de pessoal, planejamento adequado às
condições da instituição e do serviço, estruturando linhas de pesquisas a serem
realizadas, portanto, envolvendo-se em todas as inter-relações do serviço em
implantação. Portanto, um centro - incubadora de aprendizagem- não se restringe
somente aos clientes internos da enfermagem, mas oferece oportunidades mais
amplas, permitindo o acesso a essa modalidade de ensino a outras profissionais
e instituições congêneres.
A base metodológica educacional da incubadora de aprendizagem deve consistir no
desenvolvimento de atividades, que permitam tornar a tecnologia uma parte
integrante do seu conhecimento, para melhorar as atividades práticas, promover
a aquisição de habilidades, competências e atitudes inovadoras, produzindo um
profissional mais qualificado para exercer as suas funções.
A literatura, acerca das incubadoras de aprendizagem(7-10),permite elaborar uma
proposta da implantação de um centro - incubadora de aprendizagem- tanto no que
se refere ao seu planejamento, organização, quanto a sua implantação e
implementação.
Neste trabalho, sugere-se através de um centro - incubadora de aprendizagem
mostrar uma forma inovadora para o processo de aprender na enfermagem/saúde,
seja em instituições de ensino, de trabalho ou na comunidade.
Assim, descreve-se a seguir, as etapas, que podem ser utilizadas para a
implantação de um projeto piloto para uma incubadora de aprendizagem na
enfermagem/saúde. Cabe salientar que estas etapas estão baseadas em diferentes
autores, acima citados, e em projetos, que desenvolvem e/ou escrevem acerca do
tema:
3. ETAPAS DA IMPLANTAÇÃO DE UM CENTRO - INCUBADORA DE APRENDIZAGEM NA
ENFERMAGEM
A implantação de um centro - incubadora de aprendizagem na enfermagem requer a
observação de diversas etapas que apresentamos a seguir:
1ª etapa: Planejamento de uma incubadora
O planejamento deve ser elaborado por pessoas que acreditam em mudanças
profundas no ambiente de aprendizagem e que vêem, na tecnologia e na
informação, uma forma de subsidiar novas práticas de aprender. Deve ser
direcionado à orientação, acompanhamento, avaliação, execução e registro de
formas inovadoras de aprendizado, visando, prioritariamente, à sua
continuidade, sem se descuidar de incluir nos seus propósitos uma tendência
mundial, a preservação ambiental.
Inicialmente, é necessário efetuar um estudo da realidade vivida em um
determinado ambiente de trabalho, para que se possa juntar a combinação de
conduzir um projeto piloto e disseminar suas idéias, ou seja, sua estruturadeve
assegurar uma articulação institucional abrangente e diversificada, que garante
a ela apoio administrativo, financeiro, tecnológico e humano. Deve ter um
planejamento escrito, expondo de maneira coerente as idéias e reflexões dos
envolvidos nesse processo, que garanta:
- fundamentar a implantação da incubadora;
- estabelecer e operacionalizar as atividades;
- traçar metas para a incubadora, com estratégias que asseguram seu
desenvolvimento presente e futuro;
- divulgar e promover a incubadora;
- obter apoio financeiro e de parcerias.
Para contemplar esses critérios, é necessário o envolvimento efetivo da
instituição, com locação de recursos humanos, materiais e financeiros, a
motivação de cada um dos envolvidos com suas atribuições e responsabilidades,
bem como a cooperação, para que os objetivos sejam alcançados. Nesse sentido,
resgatando o descrito no referencial teórico, a direção/administração das
instituições tem o poder e a responsabilidade de destinar os recursos
necessários, para que um centro - incubadora de aprendizagem seja implantado na
enfermagem/saúde.
A estrutura e o pessoal locados para esta finalidade devem garantir que esse
consiga desenvolver suas atividades, de modo a conduzir um trabalho teórico-
prático com fins educacionais.
Depois de estabelecidas as metas, para orientar as atividades a serem
desenvolvidas, é preciso fazer um diagnóstico, levantando as necessidades a
serem trabalhadas, de modo a adequar o conteúdo/a temática à realidade,
proporcionando um melhor resultado final.
Alguns autores citados(7-10), que trabalham com incubadoras de aprendizagem,
defendem a idéia de que essa deve iniciar com um projeto piloto, com o objetivo
de desenvolver e disseminar o novo processo de aprendizagem que se diferencie
da estrutura tradicional, ou seja, transformar a mentalidade, para acompanhar o
avanço tecnológico de informação proposto pelo mundo globalizado.
Criado este espaço do centro incubadora de aprendizagem na enfermagem -, ele
poderá ser operacionalizado por meio de diversos projetos ou subprojetos.
2ª etapa: Elaboração de um projeto
Este projeto deverá, fundamentalmente, descrever os aspectos operacionais e
estratégicos do centro incubadora de aprendizagem na enfermagem/saúde.
As informações colhidas, anteriormente, deverão servir de subsídio para esta
etapa, demonstrando a compatibilidade, ou não, da realidade local com os
objetivos traçados pelo projeto. É necessário que sejam documentados o perfil,
a motivação, a alocação de recursos humanos, materiais e financeiros, o
cronograma e as estratégias para o desenvolvimento das atividades propostas.
Devem, ainda, ser salientadas as possíveis parcerias, a cooperação esperada, a
qualificação desejada, os aspectos técnicos, éticos e jurídicos envolvidos e de
que forma poderá ocorrer a promoção da melhoria na imagem institucional .Uma
forte articulação institucional deve ser formada, visando à obtenção de apoio
para a operacionalização da incubadora de aprendizagem na enfermagem.
Neste projeto, devem estar claramente descritos, além do anteriormente citado
os seguintes aspectos:
a) Espaço físicopara a instalação de salas, laboratórios, entre outros, para
que possam ser desenvolvidas as atividades;
b) Recursos humanos:equipe de pessoas responsáveis pelo funcionamento e
possíveis parcerias que irão executar os serviços/programas do projeto. Deverão
constar, também, as formas de motivação e integração dos participantes;
c) Recursos materiais e financeiros.Estabelecer de forma clara as fontes dos
recursos materiais e financeiras que serão destinados para a execução dos
trabalhos;
d) Promoção e divulgação que permita a troca e a disseminação de informações e
de experiências que propiciem o surgimento de novas formas de empreendimentos
para o cuidado humano na enfermagem/saúde;
e) Continuidade:o que será realizado, para caracterizar uma forma contínua de
aprendizado, visando a manter o trabalhador de enfermagem/saúde em contato com
novas tecnologias e serviços, tornando-o mais qualificado e um multiplicador
desse novo conhecimento;
f) Avaliaçõese readaptações que se fizerem necessárias, com vistas a melhorias
na implantação e implementação do projeto;
g) Possibilidades: além do alcance dos objetivos específicos previstos para o
centro de incubadora de aprendizagem, este servirá de fonte para a realização
de pesquisas de novos produtos, serviços ou procedimentos;
h) Local ou unidade:Refere-se ao espaço onde o plano piloto será implantado.
3ª etapa: Implantação do projeto
Consiste na execução do projeto, seguindo o plano de elaboração. A organização
para a execução do projeto deve permitir um melhor atendimento dos objetivos
institucionais, seja de ensino, pesquisa, de trabalho ou para atender as
necessidades da sociedade. Nesta etapa, deve-se realizar uma constante
avaliação do projeto previsto na fase anterior, reformulando-o com a finalidade
de adequá-lo às possíveis exigências do mercado.
Essas etapas não se caracterizam como estáticas ou únicas, apenas têm o intuito
de alertar os trabalhadores de enfermagem/saúde sobre uma nova forma de
aprendizagem, já utilizada por outras profissões, tais como as da área de
administração, informática e análise de sistemas, propiciando resultados
satisfatórios.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ousou-se apresentar a idéia de um centro - incubadora de aprendizagemna
enfermagem/saúde, tendo a pretensão de mostrar uma nova forma de ensino-
aprendizagem na enfermagem/saúde, já utilizada em outras profissões/áreas, que
agrega inovação, educação e avanços tecnológicos. Esse centro consiste num novo
espaço a ser conquistado, procurando desenvolver estratégias, para superar os
desafios apresentados pela tecnologia e o mundo globalizado em constante e
rápida transformação. Essas reflexões reforçam o descrito(16)ao afirmar que
"Compreender a dinâmica e a profundidade do processo de mudança na educação de
enfermagem, respeitando as potencialidades e os desafios é aceitar que mudar é
difícil, mas é possível e urgente".
Os enfermeiros que ousarem utilizar esta nova forma de aprendizagem, necessitam
aprofundar e intensificar o estudo acerca de incubadoras tecnológicas/
aprendizagem para que, de uma maneira mais efetiva, possam ser pesquisadas,
testadas e utilizadas com segurança e eficiência.. No entanto, fica o desafio
para que esta idéia de aprendizado seja disseminada e implementada na
enfermagem/saúde e assim, seja difundido mais este espaço para a utilização de
tecnologias avançadas.