Administração de medicamentos: análise da produção científica de enfermagem
REVISÃO
Administração de medicamentos: análise da produção científica de enfermagem
Medicine administration: analysis of nursing scientific production
Administración de medicamentos: analisis da producción cientifica de enfermería
Consuelo Helena Aires de Freitas LopesI;Edna Maria Camelo ChavesII; Maria
Salete Bessa JorgeIII
IEnfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora do Curso de Mestrado Acadêmico
Cuidados Clínicos em Enfermagem da Universidade Estadual do Ceará (UECE),
Fortaleza, CE. consueloaires@yahoo.com.br
IIEnfermeira. Mestranda do Curso de Mestrado Cuidados Clínicos em Enfermagem da
Universidade Estadual do Ceará (UECE), Fortaleza CE. Mestre em Saúde da Criança
e do Adolescente. ednacam3@ibest.com.br
IIIEnfermeira. Doutora em Enfermagem. Coordenadora do Mestrado Acadêmico em
Saúde Pública. Docente do Mestrado Acadêmico em Cuidados Clínicos e Enfermagem
da Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, CE
1. INTRODUÇÃO
A administração de medicamentos é um procedimento que pode ser realizado por
alguns profissionais de saúde, no entanto é uma prática realizada
cotidianamente pela equipe de enfermagem. Requer conhecimentos de farmacologia
relacionados ao tipo da droga, mecanismos de ação, excreção, atuação nos
sistemas orgânicos; além de conhecimentos de semiologia e semiotécnica, e
avaliação clínica do estado de saúde do cliente.
Entre as particularidades enquanto prática clínica, o profissional precisa ter
preparo técnico e científico, em destaque, o conhecimento dos efeitos adversos
das drogas que podem ser de grandes proporções. É do nosso conhecimento a
possibilidade do comprometimento do sistema renal e hepático, que são sistemas
responsáveis pelo metabolismo e excreção dos fármacos; além das reações
ocasionadas por hipersensibilidade, situações estas que podem acontecer mesmo
quando a medicação é preparada e administrada corretamente.
A complexidade que envolve esta prática leva-nos a refletir sobre questões
amplamente discutidas no cotidiano, uma vez que a equipe de enfermagem fica
responsável pelo preparo, armazenamento, aprazamento e administração das
medicações, constituindo-se de uma prática que ocupa lugar de destaque na
enfermagem.
O enfermeiro responsável pela equipe de enfermagem, tem responsabilidade neste
processo de trabalho, mesmo quando esta é realizada pelos demais membros da
equipe de enfermagem, em que rotineiramente a administração de medicamentos é
delegada, ficando esta em nível de supervisão. Pois, embora não sendo
responsável pela prescrição, o enfermeiro deve conhecer as peculiaridades e
etapas que envolvem a administração de medicação, a fim de prevenir erros que
coloquem em risco a vida do cliente(1). Vale ressaltar, que o ato de delegar
não reduz a responsabilidade do enfermeiro envolvido nas ações assistenciais
executadas por qualquer componente da equipe de enfermagem ao mesmo subordinado
(2).
O interesse pelo tema surgiu em decorrência da necessidade do conhecimento da
administração de medicamentos enquanto prática clínica, verificando o que vem
sendo estudado e conhecido no âmbito da profissão sobre esta questão. Para a
enfermagem que atua no cuidado direto ao cliente, faz-se necessária uma
reflexão mais atenta acerca deste cuidado, com vistas a desenvolver estratégias
que venham propiciar segurança para a equipe de enfermagem e clientes. A
responsabilidade ética nos chama a atenção para estar revendo a formação
profissional, conhecimentos e habilidades dos profissionais de enfermagem, além
das condições de trabalho oferecidas nas instituições. Portanto, o objetivo do
presente estudo, consistiu em analisar a produção científica da enfermagem
acerca da administração de medicamentos enquanto prática clínica.
2. METODOLOGIA
Trata-se de uma revisão bibliográfica a partir de artigos publicados em
periódicos de enfermagem, acerca da temática. Este tipo de pesquisa tem como
base a análise do material, através da organização e interpretação no
atendimento ao objetivo da investigação(3).
Foram consultados periódicos de enfermagem indexados na LILACS (Literatura
Latino-americana e do Caribe em Saúde) e MEDLINE (Literatura internacional em
Ciências da Saúde), consulta aos periódicos de enfermagem disponíveis nas
bibliotecas da Universidade Federal do Ceará, Universidade Estadual do Ceará,
Universidade de Fortaleza, Escola de Saúde Pública e Associação Brasileira de
Enfermagem. Verificou-se escassez de publicação pediátrica nesta temática nos
periódicos consultados.
A fase de coleta de dados ocorreu no período de abril a junho de 2005. Foram
consideradas todas as publicações encontradas nas revistas que abordassem o
tema relacionado à administração de medicamentos, entre os anos de 1999 a 2004.
Os descritores utilizados foram: enfermagem, erros de medicação e administração
de medicamentos. Em princípio a seleção dos artigos se deu após a leitura
analítica dos resumos, foram encontrados 25 artigos em 07 revistas indexadas em
Qualis periódico nacional e internacional categoria A e B. Após a identificação
dos artigos, foram realizadas leituras flutuantes dos textos, pois este momento
consistiu em buscar conteúdos acerca da administração de medicamentos
desenvolvida em enfermagem. Nesse momento foi iniciada a organização do
material, em que os trabalhos foram separados e selecionados em pastas,
levando-se em conta a fonte documental. A partir daí, foi possível realizar a
organização segundo classificação da revista, ano, número, volume e
caracterização do conteúdo do artigo, como mostra o quadro_1.
No intuito de preservar os aspectos éticos na pesquisa, optamos em manter no
anonimato quaisquer dados que pudessem identificar a autoria dos artigos,
denominando-as por revista 1 com os artigos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7; revista 2, com
os artigos 8, 9, 10, 11, 12, 23, 14; revista 3, com os artigos 15, 16, 17, 18,
19, 20; revista, com o artigo 21, revista 5, com o artigo 22, revista 6, com o
artigo 23 e a revista 7 com os artigos 24 e 25. O quadro_1 mostra a forma como
os artigos foram organizados.
Em seguida procedeu-se a fase de análise do material. Optou-se pela análise de
conteúdo que consiste em um conjunto de técnicas de análise de comunicação
realizada através de procedimentos sistematizados e objetivos de descrição do
conteúdo das mensagens, de indicadores quantitativos ou não, que possibilitem
inferências acerca do que está em analise(4). Assim, foram identificadas nesta
análise o texto em sua totalidade, seguido de classificação e enumeração,
segundo a presença ou ausência dos itens de sentido(4,5) .
Froam seguidos os passos recomendados que foram: pré-análise, exploração do
material, tratamento dos resultados obtidos e interpretação, descritos no
quadro_2. Foi realizada uma leitura mais atenta do conteúdo manifesto,
fichamentos para determinar unidades de registro através de palavras-chave,
recortes de trechos importantes que manifestavam a administração de
medicamentos, enquanto prática clínica de enfermagem. A partir daí, foi
possível determinar a codificação dos artigos analisados.
Posteriormente, ocorreu a fase de exploração do material, que consistiu em
agregar trechos codificados em busca da compreensão. Tal agregação,
possibilitou construir as seguintes categorias e subcategorias: conhecimento e
habilidades técnico-cientificas, interação medicamentosa, conhecimento do aluno
de enfermagem e conhecimento do cliente; prevenção de erros, instrumento,
responsabilidade; informática, prescrição eletrônica e software. No quadro 2
está apresentada a forma como recortes de textos subsidiaram a formação e
denominação das mesmas.
O tratamento dos dados deu-se a partir da busca dos aspectos objetivos e
subjetivos contidos nas publicações de enfermagem, as opiniões e percepções dos
enfermeiros acerca da pratica de administração de medicamentos no âmbito da
enfermagem. Esta fase consistiu em apreender conteúdos latentes, indo além do
manifesto, permitindo realizar interpretações com maior aprofundamento, para
atingir os significados. A interpretação foi respaldada em literatura
específica(4), realizando pontos de reflexão e crítica dos conteúdos estudados.
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os artigos selecionados faziam referência ao processo de administração de
medicamentos, desde o conhecimento e habilidades dos profissionais, formas de
administração, interação medicamentosa, erros, e a informática como instrumento
básico no processo do trabalho.
Verificamos que o foco de atenção das pesquisas analisadas estavam voltadas
para os conhecimentos técnico científicos que os profissionais precisam ter
para estarem realizando a prática, tendo-se pesquisado acerca dos conhecimentos
de alunos de enfermagem e de clientes sobre as medicações recebidas.
Verificamos outrossim, atenção nas pesquisas quanto à ocorrência de erros,
revelando ser uma preocupação muito presente nas pesquisas atuais, tendo forte
intenção de alerta para esta questão e formas ou estratégias na prevenção de
erros. A informática tem sido exaustivamente apresentada nas pesquisas, como
método operacional que vem sendo introduzido nos serviços de saúde sob forma de
prescrição eletrônica e produção de software com vistas a assegurar a qualidade
da assistência prestada.
Constatou-se que os artigos analisados mostraram-se diretamente relacionadas
com a prática profissional dos investigadores, seja na assistência, na vida
acadêmica ou na pesquisa. Pudemos observar o envolvimento do enfermeiro com a
temática dentro do contexto sociocultural determinado e uma constante
movimentação para desenvolver ações que permeiam o cuidado. A busca pela
excelência tem contribuído para o aprofundamento das questões vinculadas à
assistência do enfermeiro.
Conhecimento e habilidade
Nessa categoria os artigos enfocam a importância do conhecimento farmacológico,
articulando teoria e prática para que a administração de medicamentos ocorra de
forma adequada, durante a terapia. Apesar das deficiências em relação ao
conhecimento, cabe aos profissionais buscar aprofundamento do conteúdo
fornecido na graduação, uma vez que cabe ao enfermeiro a responsabilidade
dentro da equipe por todo o processo. Além do papel de educador dentro da
equipe, cabe à supervisão direta pelos procedimentos realizados por algum
membro da equipe de enfermagem.
A administração de medicamentos é uma das práticas assistências mais executadas
no cotidiano, que envolve o preparo, a técnica de administração, o
acondicionamento, o acompanhamento do cliente diante das possíveis complicações
clínicas e iatrogênicas ocasionadas pelo extravasamento de medições. É um
procedimento que exige do profissional conhecimento e competência, em que o
enfermeiro deve ver o paciente que está recebendo a medicação não apenas do
ponto de vista biológico, mas como ser que está interagindo com o profissional
no momento de receber o medicamento, que é a oportunidade para a recuperação da
sua saúde.
A terapia medicamentosa para os alunos da graduação, é o grande gerador de
ansiedade, pelo medo de errar no preparo, na administração do medicamento, na
via, ocasionando dor e sofrimento, podendo levar á morte
(6) .
Estes sentimentos emergem quando os alunos se deparam com tão imensa
responsabilidade, pois naquele momento eles estão lidando com uma vida
totalmente dependente de seus cuidados.Aqui vale a reflexão: Será que os cursos
de graduação em enfermagem estão preparando os alunos para assumir suas funções
como profissionais?
O preparo dos medicamentos requer destreza na execução da técnica para evitar a
contaminação das soluções durante a manipulação.
As administrações por via intramuscular e intravenosa são propensas a
complicações relativas a técnica. Esta tarefa requer cuidados especiais, que
vão desde a lavagem das mãos antes do preparo da medicação até a administração
propriamente dita, que deve ser realizada por profissionais capacitados.
A interação medicamentosa é um dos assuntos complexos dentro da administração
de medicamentos, pois requer aprofundamento nas bases farmacológicas das
medicações utilizadas. No cenário nacional existem cerca de 1.500 fármacos com
aproximadamente 5.000 nomes comerciais, com 20.000 formas de apresentações
farmacêuticas diferentes(7). É importante que o enfermeiro dentro da unidade
hospitalar mantenha-se, atualizado com as medicações utilizadas rotineiramente,
a fim de conhecer as drogas incompatíveis, que formam cristais e culminam com a
obstrução dos catéteres centrais.
Com o aumento das doenças crônicas como as cardiovasculares, o uso de esquemas
terapêuticos, com associação de várias medicações, com a finalidade de melhorar
a eficácia dos medicamentos, têm sido uma estratégia utilizada dentro dos
serviços de saúde. Todavia, deve-se ressaltar que a composição química destas
substâncias, pode reagir entre si causando efeitos orgânicos indesejados ou
iatrogênicos.
Para os enfermeiros, que são responsáveis pelo aprazamento das prescrições
medicamentosas, faz-se necessário um aprofundamento acerca das medicações
utilizadas dentro do serviço, pois á execução cabe a equipe de enfermagem, que
na maioria das vezes desconhece as possibilidades de interação medicamentosa.
Prevenção de erros
A abrangência das questões éticas que envolvem a prevenção de falhas na
administração de medicação, remete-nos a uma reflexão mais ampla, pois se sabe
que o enfermeiro é responsável por todas as etapas do processo que envolve a
administração de medicamentos, realizada por algum membro da equipe de
enfermagem. A de administração de medicamentos é uma das responsabilidades mais
sérias que pesam sobre o enfermeiro e equipe de enfermagem que se encontra a
ele subordinada. Vai além da execução mecânica da tarefa, requer discernimento
e compromisso profissional(2, 8).
Na maioria das instituições ocorre a subnotificação por falta de supervisão,
por medo de represálias ou punições que possam ocorrer. Este fato é um
agravante que dificulta a identificação e as possíveis intervenções para
melhoria da prática.
Somente com a identificação sistemática de erros, pode-se desenvolver atividade
com ênfase na educação para a modificação de uma prática(9). O registro do erro
deve ser a primeira atitude de um profissional após a ocorrência do erro(12).
Todavia, pelo medo de medidas disciplinares incoerentes, os erros muitas vezes
são omitidos. Os erros só serão reduzidos mediante um processo contínuo de
educação em serviço.
Dentre as estratégias de prevenção, citam-se as prescrições eletrônicas, que
têm por objetivo facilitar a compreensão da prescrição; o papel do farmacêutico
na dispensação dos medicamentos; a criação de um relatório de erros não com
caráter punitivo, mas educador e um serviço de educação continuada para
capacitar os profissionais de enfermagem que se encontram no final do processo
de administração de medicamentos(9,11). Na prática para reduzir as complicações
o enfermeiro deve supervisionar as atividades executadas pelos membros da
equipe, uma vez que o acesso às prescrições informatizadas não fazem parte do
contexto de todas as instituições hospitalares.
A partir das leituras reflexivas, pudemos perceber a dimensão do procedimento
para a equipe de enfermagem e cliente que está sujeito o risco de erros em todo
o processo de administração de medicação. O enfermeiro é responsável pela
supervisão em todas as etapas do processo que vai desde o aprazamento até a
administração da medicação nas unidades de saúde. Minimizar estes erros
representa um desafio para a equipe profissional que atua diretamente prestando
cuidado ao cliente.
A informática
A tecnologia nos últimos anos, tem contribuído para a melhoria da qualidade da
assistência. Com o surgimento daInternet, o acesso ás informações tem
contribuído para a difusão das informações e do conhecimento dentro do nosso
contexto cultural. A partir do desenvolvimento de um site em administração de
medicação com informações específicas, disponibilizadas para os profissionais
da saúde, alunos dos cursos de enfermagem, medicina, farmácia, professores,
além do público em geral(13).
A informática tem permitido aos profissionais o desenvolvimento de software
educacional como estratégias para melhoria do processo ensino-aprendizagem. Na
pediatria foi desenvolvido um software educacional intitulado "A criança e o
medicamento" como recurso para o ensino de enfermagem(12,13).
A produção de cursos on-line sobre administração de medicamentos, é outro
aspecto que deve ser considerado para a formação dos profissionais á distância.
Nesse contexto a educação se coloca como um processo educativo, onde
aprendizagem se dá por meio de recursos tecnológicos sem a presença de
professores e alunos em sala de aula. Apesar das vantagens como a
flexibilidade, maior acesso às informações, aprendizagem independente e
melhoria das habilidades no computador as desvantagens se sobrepõem , pois o
acesso à Internet ainda é para um grupo pequeno dentro da sociedade; ocorre o
distanciamento dos discentes e docentes e ocorre o aumento na demanda de tempo
(11,14).
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A administração de medicamentos é uma prática clínica relevante para os
profissionais da enfermagem, que prestam cuidados ao ser humano em situação de
adoecimento.
A partir deste trabalho, deparamo-nos com uma produção significante em
periódicos nacionais, apesar da dificuldade encontrada para obtenção dos
artigos. Os erros envolvendo a terapia medicamentosa têm sido alvo dos
pesquisadores em decorrência dos riscos a que expõem os clientes dimensão dos
riscos. Tal aspecto mostra que os profissionais de enfermagem estão envolvidos
e comprometidos em encontrar formas que visem à melhoria da qualidade de
assistência prestada. Com isto outros aspectos começam a ser abordados como a
criação de softwares para incrementar a assistência prestada.
Consiste em processo dinâmico, que requer avaliação para implementação de
programas educacionais junto à equipe de enfermagem. Enquanto prática clínica
na busca pela excelência da qualidade prestada, destacamos a importância do
homem como ser holístico dentro de uma visão do todo. No levantamento
bibliográfico, não foram encontrados periódicos que abordassem questões
envolvendo avaliação clínica de enfermagem durante a terapia medicamentosa.
Vale ressaltar que as publicações na área da pediatria e da neonatologia são
escassas.
No âmbito da tecnologia, observamos que a produção sobre a temática
administração de medicamentos tem englobado os mais variados aspectos no
processo teórico-prático, enquanto que a busca pelo homem holístico, visando
todo o contexto de integridade durante o processo de administração de
medicamentos tem sido pouco explorada. A propagação das informações por via on-
line, tem favorecido a difusão do conhecimento no campo profissional, apesar de
não existir uma seleção rigorosa do material que circula.
Constatamos, que os artigos acerca de erros de medicação se destacaram. Isto
mostra a preocupação dos autores com o conhecimento da terapia medicamentosa,
pois a prevenção dos erros é a única forma de não colocar em risco a vida do
cliente. Cabe ao profissional de enfermagem a busca pela qualificação para
soluções de problemas que repercutam nas condições de saúde, cura e qualidade
de vida do ser humano. a busca pelo homem holístico.
Observamos que as produções científicas versam sobre uma diversidade de
situações que ocorrem no campo de atuação da equipe de enfermagem, no entanto,
para que a prática profissional seja realizada numa perspectiva de cuidado
clinico de enfermagem, faz-se necessário que o enfermeiro junto a sua equipe de
trabalho desenvolva a prática de administração de medicamentos indo além da
aquisição de conhecimentos técnico científico de farmacologia, semiologia e
semiotécnica, além do desenvolvimento da informática com prescrições
eletrônicas para melhor operacionalizar o processo no trabalho com segurança e
prevenção de erros.
Pontuamos aqui, a necessidade do despertar para as questões éticas acerca desta
prática, não somente no que tange aos direitos e deveres de clientes e
profissionais envolvidos, mas principalmente como cuidado clínico a pessoas em
crise, que precisam ser ouvidas e percebidas, seja no silêncio ou no desabafo,
verbal ou expressado, pelos seus sentimentos na dor, esperança, desesperança,
enfim, considerando-o como ser humano, pois esta prática proporciona a
possibilidade de interação da enfermagem com o cliente e família, expressando
uma prática clínica de enfermagem quando fundamentada na interação entre
pessoas.