A equipe de enfermagem e Maslow: (in)satisfações no trabalho
REFLEXÃO
A equipe de enfermagem e Maslow: (in)satisfações no trabalho
The nursing team and Maslow: (dis)satisfaction in the work
El equipo de enfermería y Maslow: (in)satisfacciones en el trabajo
Lorena Fagundes Ladeia Vitória RegisI; Isaura Setenta PortoII
IEnfermeira. Aluna do Programa de Pós - Graduação Stricto Sensu - Mestrado da
Escola de Enfermagem Anna Nery - Universidade Federal do Rio de Janeiro, RJ
IIDoutora em Enfermagem - Professora Adjunto do Departamento de Enfermagem
Médico-Cirúgica da Escola de Enfermagem Anna Nery - Universidade Federal do Rio
de Janeiro, RJ. Pesquisadora do CNPq
1. INTRODUÇÃO
A Enfermagem vem apontando em pesquisas científicas visões e considerações
sobre a profissão de maneira que lhe permita atualizar e construir um caminho
profissional mais consistente.
O cuidado em edificar uma história para Enfermagem com mais coerência
cientifica permite aos enfermeiros um crescimento intenso e apurado, capaz de
alcançar um futuro mais atuante e decisivo.
Neste contexto, este artigo tem a finalidade de expor e refletir sobre uma nova
proposta de estudo aplicada a Enfermagem, que envolve as (in)satisfações no
trabalho dos integrantes da equipe de enfermagem, como ponto fundamental na
realização e desenvolvimento de suas atividades. A retomada das necessidades
humanas básicas é um instrumento essencial para compreender fatores que motivam
essas atividades gerando (in)satisfação e bom desempenho desta equipe no
trabalho.
No decorrer de nossas trajetórias profissionais pudemos perceber que a
insatisfação da equipe de enfermagem no trabalho era marcante e visível. Desde
então, começamos a questionar o motivo de tantas insatisfações e se havia
comprometimento da assistência aos pacientes. Estava claro para nós que o
cuidado prestado reside em cada um dos integrantes da equipe de enfermagem
sendo influenciado através dos nossos desejos, necessidades e satisfações.
"Tudo que existe e vive precisa ser cuidado para continuar a existir e a viver"
(1). Então, entendemos que as ações na Enfermagem estavam além das aparências e
repousavam na sua essência. Os valores, fundamentos, sentimentos e ações dos
integrantes da equipe refletiam-se na prática. Assim, o ambiente passava a ser
espelho das relações pessoais e sociais. "O ambiente é como um sistema
biológico, social, político e econômico que se organiza, desorganiza-se e
reorganiza-se"(2).
Neste ambiente as pessoas criam identidade própria, modos de viver e cuidar, no
qual suas (in)satisfações estão totalmente implícitas no processo de vivência
influenciando as relações existentes neste espaço. Diante destes
questionamentos, a (in)satisfação dos integrantes da equipe de enfermagem
apresenta uma relação com a interação necessária à realização do cuidado
podendo comprometer a assistência que será prestada.
A satisfação é "ação ou efeito de realizar-se; prazer, contentamento;
corresponder às expectativas, corresponder ao que se deseja"(3). Em psicologia,
"satisfação é o resultado de uma variedade de atitudes da pessoa perante
fatores associados ao seu trabalho e atitude no trabalho designa o sentimento
que o empregado experimenta a propósito do seu emprego"(4).
Poucas propostas relativas aos integrantes da equipe de enfermagem e sua
influência sobre o cuidado são discutidas no sentido de abordar suas
(in)satisfação e estresse dentro do trabalho, salvo a proposta que envolve o
saber - fazer da enfermagem. Sendo assim, o nível de satisfação profissional
vem tornando-se fator essencial, determinante e discutível para melhor
entendimento do cuidado. O cuidar deve ser entendido como a realização de ações
na enfermagem considerando-se inevitável à satisfação de um conjunto de
necessidades tanto da clientela, como dos integrantes da equipe de enfermagem
que executam este cuidado envolvendo mais interação e autonomia. Para tal, esta
reflexão propõe uma discussão acerca da teoria da motivação humana ou
hierarquia das necessidades humanas básicas de Abraham Maslow(5)
correlacionando-a com as ações dentro da Enfermagem. Nessa hierarquia os
indivíduos estão em processo contínuo de desenvolvimento tendendo a transitar
por entre as necessidades e em busca da auto-realização.
2. A TEORIA DAS NECESSIDADES HUMANAS BÁSICAS
Ao atingirem as necessidades fisiológicas, de segurança, sociais, de estima e
auto-realização os seres humanos atingem também a satisfação necessária para
desempenharem melhor as suas atividades. Maslow é um psicólogo e pesquisador do
comportamento humano bastante conhecido na Enfermagem, pois Wanda Horta(6), em
seus estudos como enfermeira pioneira no Brasil adaptou a teoria das
necessidades humanas básicas para a Enfermagem, aplicando as idéias de Maslow
ao processo de cuidar. Nesta abordagem da teoria aplicada a profissão, a
enfermeira é o agente responsável que realiza o processo de planejamento para
cuidar das necessidades básicas do cliente, estabelecendo uma ação direta e
atuante da Enfermagem diante dos problemas apresentados por ele. Com esta
adaptação, Wanda Horta trouxe para a Enfermagem a observação, interação e
intervenção junto ao cliente para satisfazer suas necessidades humanas básicas.
Por outro lado, Maslow concebeu a teoria da motivação humana baseada na
hierarquia das necessidades humanas básicas. Esta teoria parte do princípio de
que todo ser humano tem necessidades comuns que motivam seu comportamento no
sentido de satisfazê-las, associando-as a uma hierarquia. O ser humano, como
está sempre buscando satisfação, quando experimenta alguma satisfação em um
dado nível, logo se desloca para o próximo e assim sucessivamente. Na sua
teoria Maslow classifica, hierarquicamente, as necessidades em cinco níveis, a
saber:
1- Necessidades básicas ou fisiológicas: aquelas diretamente relacionadas à
existência e a sobrevivência do ser humano, estando neste grupo as necessidades
de alimento, água, vestuário, sexo e saneamento. Para Maslow, as necessidades
fisiológicas são o ponto de partida para a teoria, pois elas são primordiais.
As necessidades fisiológicas se referem às necessidades biológicas do
indivíduo. São as mais prementes, dominando a direção do comportamento do ser
humano quando esta se encontra insatisfeito. Assim, uma pessoa dominada por tal
necessidade tende a perceber apenas os estímulos que visam satisfazê-las, sua
visão de futuro fica limitada e determinada por tal necessidade.
2- Necessidades de segurança: estão nesse grupo as necessidades relacionadas à
proteção individual contra perigos e ameaças como, por exemplo, a necessidade
de saúde, trabalho, seguro, previdência social e ordem social. Maslow ressalta
que a necessidade de segurança permite o indivíduo dar preferência pelas coisas
familiares, tender por uma religião ou filosofia de vida e pelas rotinas do dia
a dia. Porém, a necessidade de segurança só pode ser considerada um motivador
ativo e dominante caso encontre-se em momentos de urgência. Sobre este
pensamento: "as necessidades de segurança têm grande importância, de vez que na
vida organizacional as pessoas tem uma relação de dependência com a organização
e onde as ações gerenciais arbitrárias ou as decisões inconsistentes e
incoerentes podem provocar incerteza ou insegurança nas pessoas quanto a sua
permanência no trabalho"(7).
3- Necessidades sociais: relacionadas à vida em sociedade, englobando
necessidades de convívio, amizade, respeito amor, lazer e participação. Estas
são as necessidades de convívio social referindo as necessidades de afeto das
pessoas que convivemos tais como; amigos, noiva, esposa e filhos. O ser humano
tenderá a construir relacionamentos afetivos com o intuito de se sentir
integrado, parte de um grupo em sociedade. Assim, "quando as necessidades
sociais não estão suficientemente satisfeitas, a pessoa se torna resistente,
antagônica e hostil com relação às pessoas que a cercam. A frustração dessas
necessidades conduz geralmente a falta de adaptação social e a solidão. A
necessidade de dar e receber afeto é uma importante ativadora do comportamento
humano quando se utiliza a administração participativa"(7).
4- Necessidades do ego (estima): guardam relação com a auto-satisfação,
caracterizando-se como necessidades de independência, apreciação, dignidade,
reconhecimento, igualdade subjetiva, respeito e oportunidades. Elas expressam
as necessidades ou desejos das pessoas de alcançarem uma auto-avaliação
estável, bem como uma auto-estima firmemente baseada em sua personalidade. A
satisfação destas necessidades conduz a sentimentos de autoconfiança, valor,
força, capacidade, suficiência e utilidade ao mundo. "Pero la frustración de
estas necesidades, produce sentimientos de inferioridad, debilidad o
impotencia, puede conseguirse fácilmente un estímulo de la neurosis traumática
grave"(5).
5- Necessidades de auto-realização: expressam o mais alto nível das
necessidades estando diretamente relacionadas à realização integral do
indivíduo. Neste grupo estão as necessidades de utilização plena das
potencialidades, de capacidade e da existência de ideologias. São necessidades
de crescimento revelando uma tendência de todo ser humano para realizar
plenamente o seu potencial. Essa tendência pode ser expressa como o desejo de a
pessoa tornar-se sempre mais do que é e de vir a ser tudo o que pode ser. Neste
sentido: "Un músico tiene que hacer música, un artista tiene que pintar, un
poeta tiene que escribir, si quieren estar en paz con sus respectivas
personalidades. Un hombre tiene que ser lo que puede ser"(5).
A necessidade de auto-realização não se extingue pelo pleno ato de saciar.
Quanto maior for a satisfação experimentada, tanto maior e mais importante
parecerá à necessidade. O surgimento claro desta necessidade descansa na
satisfação anterior das necessidades fisiológicas, de segurança, de amor e
estima.
Além das cinco necessidades citadas, acrescentou-se à teoria, o desejo de todo
ser humano de saber e conhecer. Há assim, uma necessidade natural do ser humano
de buscar o sentido das coisas, de forma a organizar o mundo em que vive. São
as necessidades denominadas cognitivas, que incluem os desejos de saber, de
compreender, sistematizar, organizar, analisar e procurar relações e sentidos.
Estas necessidades viriam antes da auto-realização. A necessidade de ajudar os
outros a se desenvolverem e a realizarem seu potencial foi denominada como
transcendente e viria posteriormente à auto-realização.
Existem certas pré-condições para que as necessidades básicas possam ser
satisfeitas e sem essas precondições seria impossível a satisfação das
necessidades. São elas: liberdade de falar, liberdade de expressão, liberdade
para investigar e buscar informação, liberdade para se defender e buscar
justiça, equidade, honestidade e permanência garantida dentro do grupo. "Al
frustrarse estas libertades, el individuo reaccionará con una respuesta de
amenaza o emergencia"(5).
Nesta teoria, a hierarquia entre as necessidades está ligada às características
do ser humano, independente do sistema de produção. Este sistema precisa
satisfazê-las, sob pena de criar/ampliar a pressão por parte dos sujeitos
envolvidos. Para Maslow, o comportamento é motivado por necessidades a que ele
deu o nome de necessidades fundamentais.
As necessidades fundamentais podem ser classificadas em necessidades superiores
e necessidades inferiores que se orientam sob a base do principio de potencia
relativa. "Las necesidades básicas se ordenan por si mismas en una jerarquía
perfectamente definitiva, sobre la base del principio de potencia relativa"(5).
Podemos então descrever que as necessidades inferiores dependem de condições
internas do próprio indivíduo, por isto estão muito mais localizadas, são
instintivas, animais, perceptíveis, mais numerosas, fáceis de serem medidas
(tangíveis) e mais limitadas que as superiores.
As necessidades superiores requerem condições externas favoráveis que estejam
mais acessíveis à satisfação. São menos numerosas, por isto menos perceptíveis,
menos controláveis, desenvolvem conseqüências cívicas e sociais importantes e
produzem melhores resultados subjetivos tendo como exemplo, a felicidade,
serenidade e riqueza da vida interna. Quando estas necessidades estão
satisfeitas significa que o indivíduo alcançou maior eficiência biológica,
maior longevidade, menos enfermidades. Sendo assim, elas são mais humanas e
refletem a auto-realização. Sobre estas afirmações: "Usualmente, dan mayor
importancia a la necesidad superior que a la inferior aquellos que han
satisfecho las dos. Aquellos que han conocido ambas consideran el autorrespeto
más importante, subjetivamente, que un estómago lleno. Tales personas podrán
sacrificarse más fácilmente por contentar apetitos superiores y estarán
fácilmente dispuestas a resistir la privación inferior"(5).
O intuito em satisfazer as necessidades básicas está também associado a uma
série ascendente de níveis de saúde psicológica. Um homem que ganha respeito e
admiração dos que estão a sua volta, podendo desenvolver sua auto-estima,
favorece progressivamente o próprio equilíbrio psicológico. "Tal hipótesis nos
lleva a estudiar hechos antes descuidados y plantear de nuevo muchas cuestiones
antiguas que no han sido contestadas"(5).
Assim foram levantados os seguintes pressupostos da Teoria das Necessidades
Humanas Básicas:
1- O princípio mais importante da vida motivacional é a organização das
necessidades em uma hierarquia de prioridade ou potencial;
2- O comportamento humano está determinado pelas necessidades básicas e
conseqüentemente motivado por elas;
3- Existem pré-condições para que as necessidades sejam satisfeitas;
4- Quando parcialmente ou satisfeita uma necessidade aparece outra do tipo
superior;
5- As necessidades inferiores são mais internas, estimuladas por questões do
próprio indivíduo; e as necessidades superiores são mais externas, estimuladas
por questões de fora do indivíduo;
6- Quando o indivíduo atinge parcialmente suas necessidades, atinge também uma
série ascendente de graus de saúde psicológica e satisfação;
7- Um individuo insatisfeito é um homem enfermo (doente);
8- A não satisfação das necessidades básicas, com o tempo pode significar o
surgimento de patologias graves;
9- A insatisfação das necessidades leva o individuo a não desenvolver o máximo
de suas potencialidades.
Esta teoria não é a única que explica o comportamento humano, pois nem todo
comportamento é determinado pelas necessidades. As necessidades fundamentais
são em grande parte inconscientes e por outro lado, os fatores sócio-culturais
também influenciam na forma ou objetos, nos quais os homens buscam satisfazer
suas necessidades(5).
3. A TEORIA DA MOTIVAÇÃO HUMANA E A ENFERMAGEM
Considerando-se o conteúdo exposto, é preciso reavaliar constantemente esse
conhecimento, essa prática pela diversidade e essa singularidade do sujeito que
cuida, durante as suas atividades. A prática em algumas instituições de saúde
tem mostrado que as insatisfações que afetam seus funcionários afetam também o
processo de seu desenvolvimento no trabalho e devem ser levadas à reflexão,
possibilitando ações coletivas para minimizar ou resolver tais problemas.
A Enfermagem é uma profissão a serviço do ser humano e da dinâmica que envolve
quem cuida e quem é cuidado (seus clientes). O cuidado é, antes de tudo, um
exercício dos seres humanos e uma arte de observar, saber e fazer. Por isto,
não se trata de uma ação técnica a ser estudada e desenvolvida, tal como uma
função braçal. Na profissão estão implícitas as relações humanas e as
implicações que definem sua prática e tudo a sua volta. Jamais analisar-se-á a
Enfermagem, sem antes reconhecer que dela nasce um universo humano
extraordinário, revelador e original. A respeito desta afirmativa:
A Enfermagem é uma atividade de cuidado aos seres humanos e, como processo de
trabalho, tem um objetivo e uma direção. Tem uma finalidade de trabalho que ao
ser caracterizado define a tendência da sua ação. Tais afirmações significam
que a prática da Enfermagem revela mais do que apenas um fazer técnico, revela
a origem e conseqüência desse fazer(8).
Diante dessas argumentações fica fácil compreender porque a Enfermagem traz em
si um movimento humano, pois ela é uma ciência em construção capaz de gerar
relações e reações humanas. Partindo desta afirmativa, podemos utilizar a
retomada das necessidades humanas básicas, como uma abordagem capaz de
identificar as necessidades da equipe de enfermagem, suas (in)satisfações no
trabalho.
A Enfermagem sempre foi uma profissão que concebeu seres humanos cuidando de
outros seres humanos, que interagem reagindo a cada (des)encontro e
demonstrando (in)satisfações. Ao contato entre quem cuida e quem é cuidado, que
se materializa com a realização do cuidado de enfermagem oferecido, aparecem as
conseqüências de um desempenho de trabalho excelente ou frustrado.
A interação entre a teoria da motivação humana de Maslow e algumas
características da prática da enfermagem leva a perceber que as necessidades
humanas podem influenciar o desenvolvimento das atividades da equipe de
enfermagem no trabalho. Portanto, a teoria pode ser utilizada tanto para
fundamentar esta pesquisa, quanto a outras pesquisas de enfermagem que busquem
compreender o comportamento dos indivíduos no trabalho.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A Teoria da Motivação Humana procurou desenvolver as bases para uma ideologia
que pudesse unir e compreender os seres humanos. Ao saciar as necessidades
básicas dos indivíduos, proporcionando satisfação(5) fornece a Enfermagem à
possibilidade de retomar tais necessidades para entender o processo de cuidar
da equipe de enfermagem e através desta necessidades compreender suas
(in)satisfações no trabalho.
A proposta desta nova reflexão é, antes de tudo, uma situação de encontro da
Enfermagem com sua essência, com seus profissionais e da profissão com o
cliente assistido. Analisamos uma situação ainda pouco abordada e reconhecemos,
passo a passo, a essência da Enfermagem. Contudo, algo extraordinário ainda se
encontra oculto e somente no interior das discussões sobre este assunto poderá
ser revelado.
A luz destes pensamentos buscamos desvendar as conseqüências das
(in)satisfações dos integrantes da equipe de enfermagem no ato de cuidar. Essas
buscas são bastante importantes para a Enfermagem Hospitalar, mas também para a
saúde do trabalhador de enfermagem e fundamental para entender o processo de
cuidar, as implicações para os integrantes da equipe de enfermagem e para os
clientes sob seus cuidados.
Sua contribuição será a compreensão mais aprofundada sobre o que move os
integrantes da equipe de enfermagem, em sua prática cotidiana dos cuidados de
enfermagem, nos diversos cenários do hospital. Essa compreensão traz em si, uma
contribuição para a assistência, o ensino e a pesquisa de enfermagem.
Para a assistência e o ensino de enfermagem, a contribuição pode vir a
significar um amplo redirecionamento para a retomada de princípios e valores da
Enfermagem, revisão, educação, atuação e avaliação dessa assistência e desse
ensino, voltada principalmente para o desempenho dos integrantes da equipe de
enfermagem, nos cenários hospitalares. Para a pesquisa em enfermagem, a
contribuição implica em novas possibilidades de pesquisa. Os objetos de estudo
poderão focalizar algo que ainda deixou de ser explorado em outros estudos, ou
seja, a influência das (in)satisfação dos integrantes da equipe de enfermagem
no trabalho sobre o cuidado que ofertam.
Essa visão leva a considerar uma nova proposta de cuidar, tendo como foco o
integrante da equipe (funcionário), para desenvolver uma assistência de
excelência, na medida em que a equipe mais integrada, autônoma, atuante e
satisfeita construa um ambiente de trabalho mais saudável, feliz, capaz de
reconstruir no dia-a-dia um cuidado estruturado, planejado e sólido.