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Representação em texto

BrBRCVHe0034-71672005000400008

variedadeBr
Country of publicationBR
colégioLife Sciences
Great areaHealth Sciences
ISSN0034-7167
ano2005
Issue0004
Article number00008

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Fatores associados com a incontinência urinária na mulher PESQUISA

Fatores associados com a incontinência urinária na mulher

Factors associated with urinary incontinence in women

Factores asociados con la incontinencia urinaria en la mujer

Rosângela HigaI; Maria Helena Baena de Moraes LopesII IEnfermeira. Mestre em Enfermagem. Supervisora do Serviço de Enfermagem da Unidade de Pacientes Externos do Centro de Atenção Integral a Saúde da Mulher (CAISM) - UNICAMP IIEnfermeria. Professora Associada Doutora do Departamento de Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP

1. INTRODUÇÃO Na população feminina, a experiência com episódios de perda urinária é uma condição que ocorre não somente entre mulheres idosas, mas também entre mulheres jovens e na meia-idade. Os problemas urinários não são conseqüências naturais da idade e nem é um problema exclusivo do envelhecimento(1).

A incontinência urinária (IU) foi definida pela Sociedade Internacional de Continência (International Continence Society - ICS) como "perda involuntária de urina que é um problema social ou higiênico"(2). A definição como um problema social ou higiênico tem sido consistente em vários estudos realizados, no entanto, pode ou não se tornar um problema higiênico ou social, porque nem todas as mulheres consideram que a IU interfere nas atividades diárias(3).

A mulher incontinente reporta uma pior qualidade de vida comparada com a mulher continente(2-4) e estudos demonstram que a depressão e a doença do pânico são altamente prevalentes em mulheres com IU(5).

Alguns fatores influenciam os índices de prevalência da IU na mulher, fazendo com que os resultados não tenham a mesma consistência nos diversos estudos.

Estes índices variam de acordo com a metodologia adotada para o estudo, como: características da população (faixa etária, atividade profissional, presença de doenças crônicas, menopausa, entre outras); tipo de IU (de esforço - IUE, urge- incontinência - UI e mista - IM) e freqüência da perda urinária (diária, semanal, mensal ou esporádica). De uma forma geral, os estudos apresentam índices que variam de 7% a 57%(6-7).

A literatura aponta vários fatores que são considerados risco para o desenvolvimento da IU na mulher. Os principais fatores de risco para IU citados foram: idade, obesidade, paridade, tipos de parto, uso de anestesia no parto, peso do RN, menopausa, cirurgias ginecológicas, constipação intestinal, doenças crônicas, fatores hereditários, uso de drogas, consumo de cafeína, tabagismo e exercícios físicos(8-10), no entanto, os achados dos diferentes estudos são por vezes contraditórios. No Brasil, são poucos os estudos sobre a prevalência de incontinência urinária e fatores de risco associados, fato que dificulta conhecer a real dimensão do problema em nossa população.

Embora alguns autores tenham recomendado que o diagnóstico e tratamento inicial devam ser práticas do clínico geral em unidades de atenção primária à saúde e a primeira investigação da IU, por meio de relatos dos sintomas, deva ser iniciado pela enfermeira, isto, geralmente, não tem ocorrido(11,12).

Na literatura, observou-se, que estudos recentes têm analisado o impacto causado pela IU nas atividades ocupacionais e isso tem chamado a atenção dos pesquisadores, uma vez que os resultados têm mostrado que a IU traz conseqüências tanto na vida pessoal como no desempenho profissional destas mulheres, causando um grande impacto na qualidade de vida desta população.

Estima-se um aumento do número de idosos, especialmente do sexo feminino, assim, o número de mulheres trabalhadoras na fase do climatério tenderá a crescer e, como conseqüência, o número de casos de IU em mulheres profissionalmente ativas(4,13-16).

2. OBJETIVOS 1. Verificar a prevalência de IU em geral e de acordo com a categoria profissional, entre mulheres profissionais de enfermagem de um hospital-escola na cidade de Campinas - SP, Brasil.

2. Comparar entre o grupo incontinente e o grupo continente a prevalência das seguintes variáveis: idade, raça, índice de massa corpórea (IMC), local do corpo que engordou, mudança de peso, número de gestações, número de partos, uso de anestesia no parto, peso do RN, cirurgias ginecológicas (histerectomia e correção de IU), menopausa, constipação intestinal, doenças crônicas (doença neurológica, hipertensão e diabetes), tosse crônica, uso de drogas (reposição hormonal e diurético), consumo de cafeína e quantidade ingerida, tabagismo e atividade física, consideradas pela literatura como fatores de risco para IU.

3. SUJEITOS E MÉTODO A população do estudo foi constituída por 378 profissionais de enfermagem (enfermeiras, técnicas, auxiliares e atendentes de enfermagem) de um hospital- escola da cidade de Campinas, SP, que tem como objetivo prestar assistência integral à saúde da mulher e do recém-nascido. Foram excluídas as servidoras que se encontravam em afastamento ou licença médica.

A coleta de dados ocorreu no período de dezembro de 2002 a março de 2003. As funcionárias responderam a um questionário com os seguintes dados: local; horário de trabalho; categoria profissional; idade; raça; relação peso/altura (IMC); mudança de peso; local do corpo que mais engordou; antecedentes pessoais de hipertensão, diabetes e doenças neurológicas; menopausa; uso de medicamentos (diuréticos, reposição hormonal e outros); consumo de café e quantidade de café ingerido; tabagismo e quantidade de cigarros fumados por dia, tosse crônica; constipação intestinal; cirurgia ginecológica anterior (histerectomia e correção de IU) e história obstétrica (número de gestações, número de partos, local do parto, tipo de parto, lesão perineal - episiotomia ou rotura, tipo de anestesia, peso do recém-nascido e idade materna por ocasião do parto). Foi perguntado ainda, se praticava algum tipo de esporte, ginástica ou atividade física, especificando qual e com que freqüência.

A IU foi avaliada de acordo com o relato dos sintomas de perda urinária, definido por como "queixa de qualquer perda involuntária de urina"(2) através da questão: "Durante o último ano, você perdeu urina (sem querer, na calcinha) pelo menos uma vez no mês?"(15). O tipo de IU foi identificado por meio das questões: 1. Você perde urina quando tosse, espirra, faz força ou carrega peso? Se afirmativo, considerou-se incontinência urinária por esforço.

2. Você perde urina antes de chegar ao banheiro, depois de sentir forte vontade de urinar ou sem perceber? Se afirmativo, considerou-se urge-incontinência.

3. Você perde urina de alguma outra forma, diferente das duas perguntas anteriores? Se afirmativo, considerou-se como tipo indefinido.

- Quando a mulher respondeu afirmativamente às duas primeiras questões, considerou-se como incontinência mista.

Os dados coletados foram inseridos em um banco de dados, utilizando-se o programa Excel. Para o estudo estatístico foi utilizado o programa computacional SAS System for Windows (Statistical Analysis System), versão 8.2.

(SAS Institute Inc, 1999-2001, Cary, NC, USA).

Após a coleta de dados, foi estabelecida a prevalência de IU e a seguir, os grupos sem e com incontinência foram comparados quanto à prevalência de algumas variáveis.

A análise descritiva foi realizada através de tabelas de freqüências para as variáveis categóricas e medidas de posição e dispersão para as variáveis contínuas.

Para verificar associação ou comparar proporções foi utilizado o teste t de Student, Qui-quadrado (c2) ou Exato de Fisher, quando necessário. Para comparar medidas contínuas entre dois grupos independentes foi utilizado o teste de Mann-Whitney(17,18). Para verificar a associação das variáveis com a IU foi utilizada a análise de regressão logística univariada e multivariada. Pelo processo de seleção das variáveis "Stepwise" obteve-se a seleção das variáveis mais significativas(19). O nível de significância adotado foi de 5%, ou seja, p< 0,05%.

As participantes do estudo assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição(20).

4. RESULTADOS Foram distribuídos 378 questionários, respondidos 301 (79,6%) e eliminados dez.

Assim, a amostra foi composta por 291 (77%) participantes e 80 (27,5%) referiram queixa de perda involuntária de urina pelo menos uma vez por mês, no último ano.

Cerca de um terço (34%) das funcionárias referiu queixas de IM; 28% referiram IUE; 20%, UI e 16%, outros tipos de incontinência urinária. A prevalência de perda urinária foi maior entre as auxiliares de enfermagem (p= 0,0356, pelo teste c2).

O grupo mais jovem foi o das técnicas de enfermagem (48% <30 anos) e o de maior idade, o das atendentes de enfermagem (22,2% >51 anos). O grupo de auxiliares e de atendentes de enfermagem apresentaram uma proporção elevada de indivíduos com idade >41 anos (66% e 72,2% respectivamente) e sobrepeso/obesidade (58,5% e 44,4%, respectivamente) (Tabela_1).

A idade média do grupo como um todo foi 37 (DP+10) anos, variando de 19 a 66 anos. O IMC foi, em média, 25,5 (DP+4,9) kg/m² com variação entre 16,4kg/m² e 42,5kg/m².

Considerando as funcionárias com queixa de IU, a idade média foi de 40 (DP+10) anos, variando de 19 a 66 anos. O IMC médio foi de 27,6 (DP+5,2)kg/m², variando de 18,5kg/m² a 42,5kg/m².

O perfil das profissionais que responderam o questionário é apresentado na Tabela_2. Comparando-se as mulheres continentes com as incontinentes, as mulheres com IU tinham idade mais avançada (p=0,0008) e índice de IMC mais elevado (p<0,0001). A prevalência de IU foi maior nas faixas etárias de 41-50 e >51 anos (p= 0,0052, pelo teste c2) e IMC >26kg/m2 e >30kg/m2 (p= 0,0008, pelo teste c2).

Na Tabela_3 são apresentados os dados obstétricos das profissionais de enfermagem. Considerando-se o grupo como um todo, verifica-se que, aproximadamente um terço das mulheres era nuligesta e também um terço era nulípara, sendo que, entre as demais mulheres que ficaram grávidas, o maior número de gestações foi seis e o maior número de partos, cinco, referidos por uma mesma funcionária. De acordo com o tipo de parto, 23,7% tiveram somente parto cesáreo e 28,2% parto vaginal com algum tipo de lesão perineal.

Comparando-se os dois grupos, com e sem incontinência, as mulheres incontinentes ficaram grávidas mais vezes (p=0,0019) e tiveram mais partos do que as mulheres continentes (p=0,0024). Quanto aos tipos de parto, verificou-se que havia uma proporção maior de mulheres com IU entre as tiveram pelo menos um parto normal (p= 0,0370).

Comparando-se os seguintes grupos: mulheres que tiveram somente parto cesáreo; mulheres nulíparas e as que tiveram parto vaginal com rotura ou episiotomia, verificou-se que havia uma proporção maior de mulheres incontinentes no último grupo (p=0,0220).

Considerando a idade materna no parto (vaginal e cesáreo), entre as mulheres incontinentes que forneceram esta informação (n=47), a mais jovem tinha 16 anos e a maior idade foi 41 anos, por ocasião do primeiro parto. Dentre estas funcionárias, 25,4% tiveram o primeiro parto entre 21 e 25 anos. Duas apresentaram queixa de IU antes do primeiro parto (um e cinco anos antes) e quatro, no mesmo ano do último parto (três tiveram parto cesáreo e uma, parto normal). Para as demais, a IU iniciou-se de dois até 29 anos após o último parto.

De acordo com a Tabela_4, as variáveis: IMC; idade; número de gestações, número de partos, menopausa; mudança de peso (engordar, engordar e emagrecer); uso de estrógeno; constipação intestinal; lesão perineal; tipo de parto e a hipertensão arterial mostraram estarem associadas com a queixa de IU. As demais variáveis não estavam associadas à IU.

Para identificar os fatores que estavam associados com a IU foi utilizada a análise de regressão logística univariada e multivariada. Para a análise univariada foram incluídas todas as variáveis com p< 0,20.

Na Tabela_5 são apresentadas as categorias de variáveis que tiveram associação com IU na análise de regressão logística univariada. Observou-se a associação da IU com: idade a partir dos 41 anos; IMC >26; alteração de peso e local do corpo que mais engordou. Os fatores ginecológicos e obstétricos (menopausa, uso de estrógeno na menopausa, número de gestações, número de partos, episiotomia no parto e ter pelo menos um parto normal) e os antecedentes pessoais como a hipertensão e a constipação intestinal também se mostraram associados com a IU.

Na análise de regressão logística multivariada pelo processo de seleção de variáveis "Stepwise" (Tabela_6) demonstrou-se que os fatores: idade, alteração de peso, constipação intestinal e hipertensão arterial estavam associadas à IU.

Considerando-se a chance de queixa de IU, esta foi de 26 vezes entre as que engordaram e emagreceram; 4,2 vezes entre mulheres que emagreceram; 3,8 vezes nos casos de hipertensão arterial; 3,1 vezes, quando apresentavam constipação intestinal e, comparando-se com a faixa etária <30 anos, de 3,0 vezes após os 41 anos de idade. No entanto, não se pode garantir que estas variáveis são fatores de risco porque não se sabe se antecederam aos sintomas de IU. Além disso, observa-se alta variação do intervalo de confiança do Odds Ratio para a variável engordou e emagreceu em razão do pequeno tamanho amostral (seis).

Setenta e sete mulheres deixaram de responder a uma ou mais questões referentes às variáveis em análise, portanto, não foram incluídas na análise multivariada.

5. DISCUSSÃO Enfatiza-se que neste estudo foi avaliado o sintoma de perda urinária que é relatado ser mais comum que a condição de incontinência urinária(2).

O presente estudo identificou índice considerável de mulheres com IU (27,5%) e este resultado mostrou consistência com outros estudos envolvendo mulheres trabalhadoras e que encontraram prevalência de 21%(19) e 29%(15).

Grande parte das mulheres com queixa de IU eram jovens ou na meia-idade (45% tinham idade <40 anos) e exerciam atividades ocupacionais que requeriam esforço físico, mas, em sua maioria, não praticavam regularmente atividade física estressante. Quanto ao tipo de IU, os resultados estão de acordo com outros estudos que evidenciaram maior prevalência da incontinência mista quando o diagnóstico se baseia apenas na queixa clínica(21,22).

Na população em geral, a IUE foi maior entre mulheres com menos de 50 anos enquanto que a IM e a UI predominaram entre as mulheres com mais de 50 anos(4).

Em outros estudos com mulheres de idade acima de 30 anos e com mulheres jovens que exerciam atividades físicas mais severas como profissionais do atletismo, da dança e militares predominou a incontinência por esforço(6,11,13,23-25).

Considerando-se a categoria profissional, as auxiliares de enfermagem incontinentes juntamente com as atendentes de enfermagem tinham idade mais avançada do que as outras categorias. A queixa de perda urinária foi mais freqüente entre as auxiliares de enfermagem e acredita-se que esteja relacionada com a idade (56,5% tinham mais de 40 anos) e com o sobrepeso (82,2% tinham IMC > 26kg/m²).

A análise de regressão logística multivariada apresentou como os principais fatores associados com os sintomas de perda urinária na mulher a idade, a alteração de peso e a constipação intestinal.

A associação entre a idade e a IU foi altamente significativa, indicando que a chance de desenvolver a IU aumenta com o aumento da idade. Este achado está de acordo com estudos realizados entre mulheres trabalhadoras e na população feminina em geral. As mulheres trabalhadoras incontinentes foram significativamente mais velhas (idade média de 45 anos) do que as continentes (idade média de 36 anos)(15). Comparando-se dois grupos de mulheres trabalhadoras, a maioria (70,5%) tinha idade superior a 40 anos(16). No entanto, em dois estudos desenvolvidos com mulheres brasileiras, não se observou associação significativa entre a idade e a IU(14,24).

A alteração de peso mostrou ser importante fator associado com a IU. No presente estudo é importante notar que o fato de ter engordado e emagrecido aumentou a chance de apresentar IU em 26 vezes e ter emagrecido 4,2 vezes, em comparação com a não mudança de peso e este fato foi mais importante do que ter somente engordado, que teve associação com a IU na análise univariada. No entanto, ter engordado e emagrecido não tem sido relatado na literatura como fator de risco para IU e, de fato, os estudos sugerem que a diminuição do peso poderia reduzir a ocorrência de IU(26). Desta maneira, o presente estudo apresentou resultados contraditórios em relação a literatura, apontando que ter emagrecido é um fator associado com a ocorrência de IU. É possível que estes resultados decorram do reduzido número de casos (seis mulheres incontinentes engordaram e emagreceram e 13 emagreceram). Além disso, não se sabe se, anteriormente, estas mulheres tinham sobrepeso e/ou qual foi o índice de perda de peso. Faz-se necessário, portanto, desenvolver outros estudos com casuísticas maiores a fim de confirmar ou não estes achados.

Alguns autores têm apontado que a constipação intestinal influencia no desenvolvimento da IU(9,27,28), no entanto este fator tem sido pouco discutido e avaliado como fator de risco. Um estudo realizado com 487 mulheres demonstrou que a constipação intestinal tem significativa associação com a noctúria (risco de 2,2 vezes), UI (risco de 1,6 vez) e IUE (risco de 1,4 vezes)(9). Outro estudo que envolveu 1.154 mulheres também demonstrou associação entre a constipação intestinal e a IU (p= 0,03)(27). Estes estudos mostram consistência com o nosso resultado, no qual observamos que 42,5% das mulheres com IU referiram ter constipação intestinal (3,1 vezes maior chance de IU).

No presente estudo, uma variável que chamou a atenção foi a hipertensão arterial cuja associação com a IU não pode ser explicada pelo uso de diuréticos que, segundo alguns autores, é fator que contribui para que mulheres hipertensas apresentem perda urinária(29,30). hipótese de que a carga excessiva na bexiga, após o tratamento com diuréticos, possibilita causar não somente a urge-incontinência como também a incontinência urinária de esforço (9). Considerando que, no estudo em questão, algumas mulheres hipertensas relataram usar outros medicamentos não diuréticos como tratamento, seria plausível realizar novas investigações, envolvendo a ação destes medicamentos sobre a função vesical, o que não foi possível no presente estudo em virtude de grande diversidade dos mesmos e casuística insuficiente.

6. CONCLUSÕES A prevalência de sintoma de perda urinária, no mínimo mensalmente, foi de 27,5%. De acordo com a categoria profissional, a prevalência foi maior entre auxiliares de enfermagem (43,4%).

Considerando os fatores de risco citados na literatura, identificaram-se algumas variáveis associadas à IU e, através da análise de regressão logística multivariada a alteração de peso, a hipertensão arterial, a constipação intestinal e a idade foram as variáveis que demonstraram estar associadas aos sintomas de perda urinária.


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