Características psicométricas da self-esteem scale em mulheres moçambicanas em
risco sexual
ABSTRACT
This study describes the results of the evaluation of the psychometric
characteristics of Self-Esteem Scale (SES) (Rosenberg, 1965) in a sample of
Mozambican women in sexual risk for HIV/AIDS. In this research participated 173
women in sexual risk (M age 24.68; SD=5.55). They were recruited from
Gynecology Service of Central Hospital of Beira (Mozambique), by gynecologists,
according to clinical criteria. The SES has high levels of internal consistency
in the sample under study (Cronbach Alpha: 0.87) and a significant correlation
with the general self-efficacy scale (r=0.19, p=0.01), which gives convergent
validity. Thus, the SES demonstrated good psychometric characteristics in this
Mozambican sample. These results are not conclusive in terms of scale
validation in Mozambique, although it is an important instrument in terms of
research and intervention within the framework of psychological assessment and
the promotion of women's health, in this context.
Key- words - self-esteem, HIV/AIDS, female, African vulnerability.
O vírus da imunodeficiência adquirida/síndrome da imunodeficiência adquirida
(VIH/SIDA) apresenta-se como uma das principais ameaças à vida humana (Snelling
et al., 2007). As mulheres são as mais vulneráveis biopsicossocialmente,
sobretudo em contextos desfavorecidos (Joint United Nations Programme on HIV
and AIDS - UNAIDS, 2008). Em África, do total de adultos infectados, cerca de
59% corresponde a mulheres (Floriano, 2006). Em Moçambique, as mulheres
encontram-se mais representadas do que os homens em termos de infecção pelo VIH
(Santamaria, 2005; UNAIDS, 2008). A disparidade de género é mais acentuada na
faixa etária dos 20 aos 24 anos, onde as mulheres chegam a atingir os 75% e
ultrapassam em quatro vezes o número de homens da mesma idade. Santamaria
(2005) avança algumas explicações para esta disparidade, apontando, para além
da maior vulnerabilidade biológica feminina, o facto das mulheres moçambicanas
viverem numa situação de desigualdade de género e normas sociais, que exigem
que estas sejam mais passivas, e consequentemente, menos informadas acerca da
sexualidade, assim como submissas à vontade dos parceiros em matéria de
relações de género.
Vários estudos têm demonstrado que o estado de saúde mental e as variáveis de
bem-estar influenciam os comportamentos sexuais (Kloos et al., 2005). Uma
destas variáveis psicológicas é a auto-estima. De acordo com Rosenberg (1965),
a definição de auto-estima traduz-se numa atitude positiva ou negativa face ao
self, revelando-se um indicador de respeito por si próprio. O conceito de auto-
estima pressupõe que o indivíduo se sente bem consigo mesmo, não significando
que se considere melhor ou pior do que os outros.
Amaro (1995, cit. por Zierler & Krieger, 1997) desenvolveu uma investigação
com 2 527 mulheres afro-americanas, residentes em Los Angeles, cujo objectivo
passou por conhecer as razões que levavam estas mulheres a praticarem sexo com
parceiros que não usavam o preservativo. As mulheres entrevistadas expressaram
sentimentos de impotência, baixa auto-estima, isolamento e falta de voz como
estando na base da sua incapacidade para negociar o sexo seguro (Amaro, 1995,
cit. por Zierler & Krieger, 1997). Ou seja, não estando psicologicamente
capazes de negociar o sexo seguro, facilmente estas mulheres acederam ao sexo
desprotegido, colocando-se em alto risco para o VIH. Também Myers et al.
(2009), no desenvolvimento de um estudo com mulheres seropositivas e
seronegativas (n=288), detectaram que variáveis como a depressão e a baixa
auto-estima foram preditores de consumo de álcool, que, como se sabe, é uma
prática de risco para os comportamentos sexuais desprotegidos.
Neste seguimento, também um estudo da Cooperação Brasil-Moçambique e do
Ministério da Saúde de Moçambique (2000), constatou que a prostituição é uma
actividade de alto risco para a infecção pelo VIH, devido a uma série de
factores individuais e sociais. Como factores individuais compreende-se a baixa
auto-estima, porque são estigmatizadas pela sociedade e, em geral, vítimas de
violência da polícia e de alguns segmentos da população; baixo nível de
escolaridade; baixo acesso a informação e serviços de saúde; baixo rendimento,
o que susceptibiliza a aceitação da prática sexual sem protecção, etc. São
factores sociais para a vulnerabilidade o pensamento machista que impera na
sociedade, as condições limítrofes de sobrevivência e o baixo nível de
cidadania da população face a este grupo. Ou seja, dedicar-se à prostituição é
uma prática de alto risco para a saúde e também para a integridade física e
psicológica, sendo esta vulnerabilidade potenciada por diversos factores de
diferente natureza. Muitas das mulheres que se prostituem deparam-se com graves
problemas nas suas vidas que não se confinam apenas à probabilidade de contrair
uma doença (Guerra & Lima, 2005). No entanto, estes problemas (e.g. baixos
níveis de auto-estima) contribuem para a sua vulnerabilidade face ao VIH/SIDA.
Em suma, a literatura científica tem colocado em evidência a importância de
factores psicológicos, tais como a auto-estima, na protecção/risco face ao VIH/
SIDA. Assim, será legítimo considerar que é de toda a pertinência desenvolver e
adaptar instrumentos de avaliação psicológica capazes de avaliar os níveis de
auto-estima, tendo em vista a promoção da saúde sexual das mulheres. Esta
necessidade é especialmente urgente em contextos como o moçambicano, onde os
índices de VIH/SIDA e outras doenças sexualmente transmissíveis (DST) são
elevados (UNAIDS, 2008). Adicionalmente, a realidade ao nível de instrumentos
de avaliação psicológica é praticamente inexistente em contexto moçambicano.
Desta forma, considera-se importante adaptar e validar instrumentos como a
Self-Esteem Scale (SES) (Rosenberg, 1965).
MÉTODO
Participantes
Esta é uma amostra aleatória de 173 mulheres moçambicanas, em risco sexual para
o VIH/SIDA, utentes da Consulta de Ginecologia do Hospital Central da Beira. No
quadro que segue apresentam-se as principais características sócio-demográficas
e clínicas da amostra.
Demograficamente, a amostra é constituída por mulheres jovens (média de idade
de 24,68 anos), maioritariamente solteiras (41,6%), e com um nível de instrução
situado entre os 10 e os 12 anos de escolaridade (67,1%).
Clinicamente, há a referir que a maioria das mulheres possui um único parceiro
(91,9%), já teve alguma doença sexualmente transmissível (DST) ao longo da vida
(67,1%), já fez o teste para o VIH/SIDA (84,4%), e não utiliza o preservativo
como método contraceptivo (61,8%).
Material
A Self-Esteem Scale de Rosenberg (1965) é um dos instrumentos de avaliação que
avalia a auto-estima. Este instrumento foi criado em 1960 e aferido numa
amostra de 5402 estudantes de liceu de Nova Iorque. Desde então tem vindo a ser
largamente aplicada na pesquisa em Ciências Sociais. Este instrumento de 10
itens avalia a auto-estima através de um continuum de afirmações com extremos
ao nível da baixa auto-estima e da elevada auto-estima (escala de Guttman). Os
itens são apresentados alternadamente na positiva e na negativa, de forma a que
haja um maior controlo ao nível do enviesamento das respostas. As respostas são
apresentadas numa escala Likert de quatro pontos: concordo totalmente,
concordo, discordo, discordo totalmente. O total da escala resulta da
soma dos itens, que varia de 0 a 30, sendo que o máximo indica elevada auto-
estima. A escala evidenciou elevada fidelidade, demonstrando correlações teste-
reteste na ordem dos 0,82 a 0,88, e um alfa de Cronbach variando de 0,77 a 0,88
para a consistência interna (Rosenberg, 1986).
Em contexto português, há estudos que revelam a utilização desta escala numa
amostra de 305 alunos do 9º ano, e posteriormente noutra de 701 alunos
(Peixoto, 1988). Nesta investigação não são referidos dados de validação do
instrumento. Um estudo de Santos e Maia (2003), também com uma amostra de
adolescentes portugueses, revelou um bom nível de consistência interna da
escala (alfa de Cronbach = 0,86) e confirmou a dimensão única e a estabilidade
temporal da mesma. Em contexto brasileiro, a SES foi objecto de revisão e
validação por Hutz e Zanon (2011), com uma amostra de participantes (n=1151) de
ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 10 e os 30 anos. Os
resultados deste estudo confirmaram, mais uma vez, a dimensão unifactorial da
escala e revelaram uma consistência interna elevada (alfa de Cronbach = 0,90).
McIntyre e Costa (2004) utilizaram a SES no decorrer de um estudo acerca da
saúde sexual feminina, tendo a versão experimental das autoras derivado da
versão original de Rosenberg (1965) com 10 itens, assim como o respectivo
método de cotação (3= concordo totalmente, 2=concordo, 1=discordo, e 0=
discordo totalmente). A análise das correlações para o total da escala revelou
que todos os itens apresentaram correlações acima de 0,55 com o total da
escala, variando dos 0,55 aos 0,75. O coeficiente de fidelidade para os valores
do total foi de 0,89, o que revelou uma elevada consistência interna desta
escala. As autoras estudaram ainda a validade de construto, através da análise
factorial dos componentes principais seguida de rotação varimax. Assim,
observou-se uma retenção de todos os itens, visto que as saturações foram
superiores a 0,51 (variaram entre 0,52 e 0,85), confirmando-se a
unidimensionalidade da escala (1 factor explicou 50,63% da variância total;
eigenvaluede 5,00). Foi ainda estudada a validade convergente e discriminante
através de correlações entre a SES e a Escala de Suporte Social (Cutrona &
Russel, 1987), entre a SES e o Questionário de Perda de Recursos (COR) (total e
sub-escalas) (Hobfoll & Lilly, 1993), e entre a SES e a Escala de Depressão
do Centro de Estudos Epidemiológicos (total e sub-escalas) (Randloff, 1977). Os
resultados desta análise demonstraram que as escalas se correlacionam no
sentido esperado: o suporte social correlaciona-se significativa e
positivamente com a auto-estima (r=0,35, p<0,01), e a perda de recursos e a
depressão correlacionam-se de modo negativo e significativo com a auto-estima
(r=-0,24, p<0,01 para o COR-E; r=-0,57, p<0,01 para o CES-D). Perante os
resultados da análise das propriedades psicométricas da escala, as autoras
afirmam que esta revela possuir boa fidelidade e validade nesta amostra
portuguesa de mulheres em risco sexual (Costa, 2007; McIntyre & Costa,
2004).
No presente estudo, com mulheres moçambicanas em risco sexual para a infecção
pelo VIH, utilizou-se a versão portuguesa da SES de McIntyre e Costa (2004). No
entanto, foram retirados 4 itens (em geral, estou inclinada a sentir-me uma
falhada; sinto que não tenho muito do que me orgulhar; por vezes, sinto-me
inútil; por vezes, penso que não sou boa em nada), devido à sua baixa média
e variabilidade. Esta baixa média dos itens pode dever-se à pouca relevância
destes aspectos na vida das participantes ou a questões de desejabilidade
social. O formato de resposta mantém-se numa escala de quatro pontos, que varia
entre 3 (concordo totalmente), 2 (concordo), 1 (discordo) e 0 (discordo
totalmente). Um dos itens (gostaria de ter mais respeito por mim própria) é
invertido. Assim, a versão moçambicana da escala é constituída por 6 itens.
Para avaliar a validade convergente da SES, correlacionou-se o valor da mesma
com o da Escala de Auto-Eficácia Geral de Schwarzer e Jerusalem (1993, versão
de 2000) (GSES) (correlação de Pearson), na amostra em estudo. O objectivo de
verificar a correlação entre estas duas escalas prende-se com o facto de ambas
avaliarem dimensões psicológicas altamente relevantes para o processo de
negociação de uma sexualidade segura (Myers et al., 2009; Pallonen et al.,
2008).
Procedimento
O presente trabalho, relativo à análise das características psicométricas da
SES, é parte de um trabalho de investigação mais alargado que teve como
objectivo (1) identificar os preditores psicossociais de risco para o VIH/SIDA
na mulher moçambicana e (2) avaliar a eficácia de uma intervenção psicossocial
na promoção da saúde sexual feminina. As participantes foram recrutadas no
decorrer das consultas externas de Ginecologia, do Hospital Central da Beira
(HCB), em Moçambique. Os médicos ginecologistas que colaboraram na investigação
seleccionaram mulheres em risco para o VIH/SIDA de acordo com um de quatro
critérios: (1) procurar cuidados para doenças sexualmente transmissíveis (DST),
(2) relatar ter tido múltiplos parceiros durante os seis meses prévios, (3)
relatar ter tido sexo com uma pessoa que sabe ter outros parceiros sexuais, e
(4) utilizar drogas endovenosas/abuso de substâncias. Após fornecerem uma breve
explicação acerca da investigação às utentes da Consulta Externa de Ginecologia
e de verificarem se um dos quatro critérios clínicos se aplicava, os médicos
ginecologistas encaminharam as mulheres para o gabinete de atendimento onde
decorreu a recolha de dados, acompanhadas de uma ficha de referenciação com
informação acerca do critério aplicado e assinada pelo médico responsável.
Posteriormente, em instalações adequadas, as mulheres foram recebidas pela
investigadora responsável e/ou pela colaboradora da investigação, uma
funcionária do próprio hospital, com treino prévio em relação a todos os
procedimentos da investigação e academicamente sensível ao âmbito de actuação
da área da Psicologia. Neste momento foi explicado a todas as mulheres
recrutadas a natureza e finalidade da investigação, assim como devidamente
esclarecida a questão da confidencialidade e do carácter voluntário da
participação. Às mulheres que concordaram participar na investigação, foi dado
a ler e a assinar o documento de consentimento informado. Adicionalmente, o
trabalho de investigação foi devidamente autorizado pela direcção do HCB e pelo
Ministério da Saúde de Moçambique.
Os dados foram tratados estatisticamente através do programa SPSS (versão 17).
Para além de estatística descritiva dos itens do instrumento, procedeu-se à
análise da consistência interna da escala, assim como à análise da validade
convergente.
RESULTADOS
As características psicométricas desta versão abreviada da SES foram avaliadas
em termos de fidelidade e de validade convergente.
Fidelidade
A consistência interna do instrumento foi avaliada através do cálculo do alfa
de Cronbach. A análise das correlações demonstra que todos os itens se
correlacionam acima de 0,73 com o total da escala, à excepção do último item
(0,38). O coeficiente de fidelidade para a SES é de 0,87, o que revela uma
consistência interna elevada da escala.
Validade
Não foi efectuada a análise factorial dos itens neste instrumento, visto que o
mesmo não está completo (trata-se de uma versão reduzida). No entanto,
apresentamos os resultados da correlação da SES com a Escala de Auto-Eficácia
Geral de Schwarzer e Jerusalem (1993, versão de 2000) (GSES) (r=0,19, p<0,05),
como indicador de validade convergente. Embora não muito elevada, esta
correlação atinge a significância, o que é encorajador no âmbito da validade da
SES, sobretudo no contexto da promoção da saúde sexual, pois, tal como a auto-
estima, a auto-eficácia é uma variável que se encontra altamente associada ao
comportamento sexual seguro (O`Leary & Jemmott, 1995; Pallonen et al.,2008;
Rogado & Leal, 2000).
DISCUSSÃO
O objectivo do presente trabalho foi avaliar as características psicométricas
da SES numa amostra de mulheres moçambicanas em risco sexual para a infecção
pelo VIH/SIDA. Pretendeu-se, desta forma, apresentar os resultados desta
análise em termos de fidelidade e de validade convergente. Os resultados
observados ao nível da análise das características psicométricas do instrumento
revelam que este possui elevada validade e fidelidade na amostra em estudo.
A consistência interna da escala é elevada, com todos os itens a
correlacionarem-se acima de 0,73 com o total da escala, excepto um. A
manutenção deste último item deveu-se ao facto da sua retirada não aumentar o
valor do alfa de Cronbachdo total da escala e tratar-se de um item relevante
para o estudo em causa. O valor obtido é semelhante ao encontrado pelo autor em
estudos iniciais (Rosenberg, 1986) e aos revelados no estudo de McIntyre e
Costa (2004), com uma amostra clinicamente similar ao do presente estudo, com
mulheres jovens em risco para a infecção pelo VIH/SIDA.
A SES correlaciona-se positiva e significativamente com a auto-eficácia geral,
outra variável psicológica pertinente no âmbito da prevenção do VIH/SIDA, o que
confere validade convergente ao instrumento. Ou seja, quanto mais elevados são
os níveis de auto-estima, mais elevados são os níveis de auto-eficácia geral.
Esta associação é encorajadora, na medida em que se trata de variáveis
relevantes para a protecção sexual (Myers et al., 2009; Pallonen et al., 2008).
Estes resultados vão de encontro aos encontrados por McIntyre e Costa (2004),
na medida em que no estudo das autoras a escala também se correlacionou
significativamente com outras variáveis psicossociais associadas (e.g. suporte
social, percepção de perda de recursos e depressão).
Assim, foi possível observar que a SES possui elevada fidelidade e validade na
amostra em estudo, com resultados semelhantes aos encontrados em estudos
anteriores (Hutz & Zanon, 2011; McIntyre & Costa, 2004; Rosenberg,
1986; Santos & Maia, 2003). Esta constatação é muito importante no âmbito
da promoção sexual feminina e na prevenção do VIH/SIDA, sobretudo em contexto
africano, na medida em que a literatura tem sugerido com muito afinco que as
questões de saúde mental, onde se inclui o nível de auto-estima, estão
altamente relacionadas com a decisão que as mulheres tomam relativamente a
comportamentos de risco face o VIH, nomeadamente, no que se refere à escolha
dos parceiros e à capacidade de negociar o sexo seguro. Estes riscos são ainda
maiores em mulheres provenientes de minorias étnicas e de grupos
socioeconómicos desfavorecidos (Wyatt, Myers, & Loeb, 2004). Assim, não há
dúvidas de que a adaptação de instrumentos de avaliação psicológica como a SES
é uma mais valia muito importante num contexto como o moçambicano, de forma a
avaliar os níveis de auto-estima destas mulheres, o que permite uma intervenção
mais adequada a nível psicológico, capaz de evitar as repercussões que estas
dimensões podem ter ao nível dos comportamentos de saúde (eg. comportamentos de
risco para o VIH/SIDA).
Será importante referir que o presente estudo é pioneiro no contexto
moçambicano e não tem como objectivo validar a SES para a população
moçambicana, apenas na amostra em estudo. Não obstante, perante os resultados
observados, encoraja-se a sua utilização em estudos semelhantes em contexto
moçambicano e considera-se que este se traduz num importante instrumento no
âmbito da avaliação psicológica e da promoção da saúde, em contexto africano.