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Representação em texto

EuPTHUHu1645-00862010000200008

variedadeEu
ano2010
fonteScielo

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A importância da massagem do bebé para as atitudes face à maternidade

As atitudes das mães variam principalmente em duas fases: no final da gravi­dez e nos primeiros meses de puerpério, existindo diversos factores que podem con­tribuir para estas alterações, nomeadamente: suporte social, satisfação matrimonial, ansiedade, preocupações inerentes ao bem-estar do bebé, à gravidez e ao parto, a auto­confiança, a procura de informação na gravidez e no puerpério e as caracterís­ticas que as mulheres pensam estar subjacentes à maternidade e que acreditam ser im­portantes para representar este novo papel (Ruble, Stangor, Brooks­-Gunn, Fitzmaurice, & Deutsch, 1990).

O suporte social é apontado por muitos autores como um importante factor na adaptação da mãe à maternidade, permitindo por um lado que esta se sinta mais satisfeita e disponível para o seu novo papel como será de uma interacção mais po­sitiva e sensível com os filhos, bases para a construção de uma vinculação mais segura (Belsky, Sligo, Jaffee, Woodward, & Silva, 2005; Boernstein, Hendricks, Hahn, Haynes, Painter, Tamis­-LeMonda, 2003; Feldman, 2000; Goldstein, Die­ner, & Mangelsdorf, 1996; Kaitz, & Katzir, 2004; Knauth, 2000; Mercer, & Fer­ketich, 1994; Pancer, Pratt, Hunsberger, & Gallant, 2000; Pridham, Lin, & Brown, 2001).

Nesta rede de suporte social, poder-­se-­á destacar o apoio do companheiro e da própria mãe, fundamentais para uma boa adaptação da mãe às exigências deste novo papel. Este apoio é fundamental não no puerpério mas, também, ao longo da gra­videz (Cronin, 2003; Goldstein et al, 1996; Knauth, 2000; Mercer, & Ferketich, 1994; Pancer et al, 2000; Pridham et al., 2001; Wicki, 1999).

A forma como a mãe se prepara para esta nova fase, o seu nível de conheci­mento das alterações inerentes à gravidez, ao nascimento e ao puerpério parecem ser preditivas de uma melhor adaptação e de uma maior sensibilidade maternal, permitindo que a mãe respostas mais adequadas às necessidades do bebé (Borns­tein et al, 2003; Cox, Owen, Lewis, Riedel, Scalf­-McIver, & Suster, 1985; Deutsch, Ruble, Fleming, Brooks­-Gunn, & Stangor, 1988; Heinecke, 1984; Heinecke, Dis­kin, Ramsey-Kleen, & Given, 1983; Pancer et al, 2000; Oates, & Heinicke, 1985; Warren, 2005). Esta preparação pode ser feita de diferentes formas, através de pro­cura de informação, da frequência de classes de preparação para o nascimento, da antecipação da nova situação, ou através da avaliação dos apoios sociais e materiais de que dispõem (Deutsch et al, 1988; Glade, Bean, & Vira, 2005; Pancer et al, 2000).

Ao longo dos primeiros meses também a mãe se vai tornando mais confiante, o que lhe permite perceber melhor as necessidades do bebé (Erdwins, Buffardi, Cas­per, & O’Brien, 2001; Pridham, Chang, & Chiu, 1994).

A importância da massagem do bebé O recém­-nascido é um ser frágil e dependente do adulto para sobreviver. Deste modo, o ambiente onde se desenvolve é fundamental para atingir a homeostasia dos sistemas fisiológicos e psicológico. Situações que colocam o bebé em perigo, sejam de natureza psicológica ou fisiológica, podem levar à alteração deste estádio de equi­líbrio, provocando situações de stress (Moraska, Pollini, Boulanger, Brooks, & Tei­tlebaum, 2008). A relação da díade mãe­-bebé vai­- se regulando mutuamente ao longo do tempo, por isso a proximidade entre ambos facilita a comunicação e permite um maior cuidado por parte da mãe (Winberg, 2005).

O contacto táctil, em particular a massagem, pode ser o meio indicado para ajudar estes novos pais a conhecerem melhor o seu bebé e responderem de forma mais adequada às suas necessidades, este é fundamental para o desenvolvimento do recém-­nascido, para a organização e maturação dos seus sistemas e como forma de comunicação entre pais e bebé (Arditi, Feldman, & Eidelman, 2005; Field, 2001; Montagu, 1988; Stack, 2004; Weber, 1990; Weiss, Wilson, & Morrison, 2004). Es­tudos indicam que existe uma a forte ligação da pele com o sistema nervoso, adqui­rindo o tacto um papel primordial na relação do bebé com o mundo, pois por um lado, é fonte de satisfação emocional e por outro, de sobrevivência (Field, 2001; Montagu, 1988).

A massagem infantil permite a proximidade entre pais e bebé e a construção de uma ligação entre ambos. Este contacto íntimo aumenta a sensibilidade dos pais para identificar as pistas que o bebé lhes através da linguagem corporal.

Ter a capaci­dade de dar respostas adequadas permite, aos pais, avaliarem e satisfazerem as ne­cessidades do bebé possibilitando um ajuste no sistema de regulação mútuo (Brazelton & Cramer, 1989; Clarke, Gibb, Hart, & Davidson, 2002; Murray, 1992). A criança que tem por parte dos seus pais apoio e disponibilidade emocional irá cons­truir um modelo interno de confiança e de auto-estima, que potencia as relações inter­pessoais (Grossman, 1999; Guedeney, 2004). Este contacto íntimo favorece a vinculação, trazendo muitos benefícios para ambos os protagonistas mãe e bebé (Field, Diego, & Hernandez-­Reif, 2007; Figueiredo, 2007). A massagem do bebé es­timula o sistema imunitário e hormonal permitindo o ganho de peso, diminuição do stress e o alívio das dores (Field, 2001; Field et al, 2007; Figueiredo, 2007).

O objectivo deste estudo, de carácter longitudinal, foi avaliar as implicações da participação das mães e seus bebés em sessões de massagem para bebé, nas suas ati­tudes face à maternidade, no último trimestre da gravidez, aos 1­2 meses e aos 3­4 meses de vida do bebé.

MÉTODO Participantes Os participantes foram no momento 1, 194 díades mãe/ bebé, divididas em dois grupos cada um composto por 97 díades. No Grupo 1 as mães realizaram massagem aos bebés e no Grupo 2 as mães fizeram parte do grupo de controlo, não realizando nenhum procedimento. O momento 2 é constituído por 169 elementos (77 fazem parte do grupo 1 e 92 do grupo 2). No momento 3 temos 144 participantes (67 no grupo 1 e 77 no grupo 2). Ao longo dos três momentos do estudo houve uma perda de indivíduos entre 14­15%.

A idade média das mães é de 31.3 anos (SD=3.5) no grupo 1 e dos pais de 32.4 anos (SD=4.5). No grupo 2 a idade média das mães é de 31.7 anos (SD= 4.3) e dos pais 33.4 anos (SD=5.3). As habilitações literárias das mães e dos pais no grupo 1 variam entre 6­19 anos, para as mães M=15.4 (SD=3.1) e os pais M=14.3 (SD=3.4). No grupo 2 variam entre 6­23 anos, tanto para os pais como para as mães. As mães têm M=15.3 (SD=3.3) e os pais têm M=14.1 (SD=3.3). No grupo 1, 91.3% das mães são casadas ou vivem em união de facto, 91.3 % são primíparas, 45.7 % dos bebés são do sexo feminino e 54.3% do sexo masculino. No grupo 2, 90.7% da amostra é casada ou vive em união de facto, 76.3 % são primíparas, 47.7 % dos bebés são do sexo feminino e 52.6% do sexo masculino. No grupo 1, os cuidados do bebé são divididos entre o pai e a mãe em 79.2%, enquanto no grupo 2 apenas em 60.8%.

Medidas Questionário Atitudes Relativas à Maternidade (Childbearing Attitudes Ques­tionnaire; Ruble, Fitzmaurice, Stangor, & Deutsch, 1990) Este questionário visa avaliar as atitudes das mulheres face à maternidade, antes, durante e após a gravidez. A versão original do instrumento (Ruble et al., 1990) foi traduzida e validada para amostras portuguesa por Bárcia e Veríssimo (2010) (CAQ­P). O CAQ­P é constituído por 46 itens, que descrevem as atitudes da mulher face à maternidade organizados em 8 dimensões. As respostas das mães são dadas numa escala tipo Likert que varia entre o discordo fortemente (1) até ao concordo forte­mente (7).

A versão portuguesa é formada por 8 dimensões: preocupações maternais(.59), auto­confiança materna(.69), relação matrimonial(.69), relação com a mãe (.67),imagem corporal(.67),imagem própria negativa(.55),interesse sexual(.65)e as­pectos negativos do cuidar(.60). Dos 46 itens, 15 não estão incluídos em nenhuma dimensão concreta, contudo contribuem para avaliar na globalidade a perspectiva da mãe face à maternidade. Por exemplo A maternidade tem pouco efeito no modo como as outras pessoas pensam em mim. ou Nada pode realmente preparar para a maternidade.

Procedimentos Sessões em Grupo.As mães foram contactadas e convidadas a participar no es­tudo longitudinal de grupo durante as sessões de preparação para o nascimento ou nas consultas obstétricas no final da gravidez (após as 28 semanas de gestação). Às mu­lheres que concordaram participar no estudo era-lhes explicado como é que iria de­correr, os momentos de recolha de dados e as instruções para o preenchimento do questionário em cada momento. Era-lhes pedido que preenchessem o termo de con­sentimento informado e uma ficha de caracterização com os seus dados, para poste­riormente ser mais fácil o contacto. Os participantes fizeram parte de um projecto longitudinal, com três momentos avaliativos, Momento 1 ( trimestre da gravidez, sessões do curso de preparação para o nascimento), Momento 2 (1­2 meses pós parto: início das sessões de massagem), Momento 3 (3­4 meses pós parto: final das sessões de massagem do bebé).

Para a realização do estudo foram criados dois grupos, ambos realizaram pre­paração para o nascimento, totalizando 194 mães divididas em dois grupos.

No en­tanto, 77 mães decidiram continuar a assistir às sessões de massagem, que decorreu ao longo de 2 meses, uma vez por semana, enquanto 92 mães decidiram que não con­tinuavam constituindo o grupo controle. Ambos os grupos foram contactados nas mesmas datas, o contacto era feito pessoalmente ou via telefone e os questionários eram entregues em mão, por correio com portes de reenvio pagos ou via e­mail. Este procedimento foi efectuado ao longo do estudo, de forma a recolher o maior número de dados nas várias fases.

RESULTADOS Em primeiro lugar realizamos uma ANOVA de medidas repetidas com dois fac­tores.

Não encontramos diferenças significativas ao longo do tempo (within­-subjects), no entanto a análise indica diferenças em função do grupo de pertença (between­-sub­jects). Desta forma, apresentamos os resultados para cada momento separadamente.

Momento 1, Gravidez Análises de Variância indicam que não existem diferenças significativas, entre o Grupo 1 e Grupo 2, nas 8 dimensões analisadas. Ambos os grupos são semelhan­tes na fase inicial do estudo, aspecto fundamental para analisar o possível impacto das sessões de massagem nas atitudes maternas ao longo do tempo.

Momento 2, entre o e mês de vida O momento 2 do estudo corresponde à fase de 1­2 meses de vida do bebé.

Aná­lises de Variância para medidas repetidas indicam que existem diferenças significa­tivas entre os dois grupos em seis dimensões: Auto­confiança materna (F(1, 166)=124,2 p<.05), relação matrimonial (F(1, 166)=10,7 p<.05), relação com a mãe (F(1, 166)= 4,42 p<.05), imagem corporal (F(1, 166)=7,37 p<.05), imagem própria negativa (F(1, 166)=353,2 p<.05) e aspectos negativos do cuidar (F(1, 166)=22,0 p<.05) (figura 1). Não se encontraram diferenças significativas entre os dois grupos nas dimensões: preocupações maternais (F(1, 167)= 1.97 p>.05 e interesse sexual (F(1,167)=2.85 p>.05).

Como se pode ver através da análise da figura 1, as mães que fazem parte do grupo da massagem (grupo 1) apresentam níveis mais elevados de confiança na sua capacidade para desempenharem o papel de mãe, dividem mais as tarefas do bebé com os seus companheiros, assim como, avaliam de forma mais positiva a relação com o marido, e identificaram-se mais com a gravidez. Relativamente à dimensão as­pectos negativos do cuidar em que se avaliam aspectos como a amamentação e as al­terações nas rotinas, estas mães parecem lidar melhor com a amamentação e com as mudanças que a chegada de um bebé acarreta a nível familiar, e apresentam valores de imagem própria negativa mais baixos.

Figura 1 Médias grupo massagem (1), grupo controlo (2) e CAQ­P sub­escalas 1­2 meses pós­-parto

Momento 3, entre o 3ºe mês de vida Este momento corresponde à fase de 3­4 meses de vida do bebé, e durante o qual as mães finalizam o pós-­parto. Análises de Variância para medidas repetidas in­dicam que existem diferenças significativas entre os dois grupos em 5 dimensões: auto­confiança materna (F(1, 142)=194,2 p<.05), relação matrimonial (F(1, 142)=60,6 p<.05), relação com a mãe (F(1, 141)=124,2 p<.05), imagem corporal (F(1, 142)=82,7 p<.05), e aspectos negativos do cuidar (F(1, 142)=15,8 p<.05). Não se encontraram diferenças significativas entre os dois grupos nas dimensões preocu­pações maternais (F(1, 142)=0,02 p>.05), interesse sexual (F (1, 142)=2,33 p>.05) e imagem própria negativa (F(1, 142)=1,33 p>.05).

Como se pode ver através da análise da figura 2, as mães que fazem parte do grupo da massagem (grupo 1) ao longo do estudo e comparando com os resultados anteriores apresentam: 1) melhores níveis de confiança na sua capacidade para de­sempenharem o papel de mãe, 2) lidam melhor com as mudanças que a chegada de um bebé acarreta a nível familiar, 3) com as alterações que a gravidez produziu a nível físico e 4) apresentam valores mais baixos em relação aos aspectos negativos relacionados com o cuidar do bebé.

Figura 2 Médias grupo massagem (1), grupo controlo (2) e CAQ­P sub­escalas 3­4 meses pós­-parto

DISCUSSÃO Os nossos resultados iniciais não apresentam diferenças significativas entre os dois grupos de grávidas em relação às atitudes face à maternidade. Contudo, essa si­tuação alterou-se no primeiro momento do estudo, a nível do 1­2 mês de pós parto, em que se constatou que as mães do grupo de massagem apresentaram maiores ní­veis de confiança para desempenhar o seu papel de mãe e identificaram-se mais com a gravidez e com as alterações que esta produziu no seu corpo. Relativamente à di­mensão aspecto negativos do cuidar, onde são avaliadas as questões relacionadas com a amamentação e as alterações nas rotinas inerentes à presença de um bebé em casa foram menos negativas, assim como a auto­-imagem da mãe é menos negativa. Estes resultados foram melhorando ao longo do estudo obtendo as mães do grupo da massagem melhores resultados do que as mães do grupo de controlo. Estes dados estão de acordo com alguns autores (Bornstein et al, 2003; Warren, 2005) que de­fendem que a antecipação desta nova fase, enquanto grávida, prepara melhor as mu­lheres para a maternidade e as torna mais confiantes no sucesso desta nova tarefa. Tendo em conta que estas mães não participaram em cursos de preparação para o nascimento, como acharam importante continuarem a ser apoiadas pelos fisiotera­peutas no pós­-parto, parece ir ao encontro com o que se disse e que reflecte a neces­sidade destas mães serem apoiadas para esta nova tarefa que passaram a desempenhar que é a da maternidade.

As mães do grupo 1 após o bebé nascer, dividiram mais as tarefas do bebé com os pais e houve maior envolvimento por parte do pai, como se pode verificar pelas respostas das mães. Este é um aspecto muito positivo, pois a mãe desempenha um im­portante papel no envolvimento do pai nos cuidados parentais, muitas mães acabam por assumir todas as funções de cuidar do bebé não deixando espaço para o pai par­ticipar.

Ao longo do estudo os resultados no grupo 1 (massagem) foram melhores do que no grupo 2 (controle) nas várias dimensões referidas nos resultados, como sejam auto­confiança materna, relação matrimonial, relação com a mãe, imagem corporal e aspectos negativos do cuidar. Destas podemos destacar o apoio social destas mães, visto terem recorrido mais ao apoio não do pai, como envolveram a sua própria mãe no cuidar do bebé, assim como aumentaram as suas próprias competências.

O facto das mães do grupo de massagem terem sido mais apoiadas pelos seus companheiros e pela sua própria mãe do que as mães do grupo de controlo permitiu que estas mães tivesses uma atitude mais positiva em relação à maternidade. Este apoio aumenta o grau de satisfação, a disponibilidade das mães para com o bebé, le­vando a uma interacção mais positiva entre a mãe e o bebé, assim como facilita a construção de uma relação de vinculação segura (Belsky et al, 2005; Cronin, 2003). Esta poderá ser uma das explicações possíveis para explicar os resultados encontra­dos em relação aos níveis de confiança da mãe e aos aspectos negativos no cuidar, visto terem sido melhores nas mães do grupo de massagem do que no grupo de con­trolo.

Outro dado que deve ser considerado ao interpretar os resultados e que será im­portante explorar em próximos estudos é o facto de no grupo 1 o número de primí­paras ser maior do que no grupo 2. Segundo Ishii­-Kuntz e Ihinger­- Talman, (1991), as mães pela primeira vez têm um grau de satisfação maior, esta pode ser a razão porque estas mães estão mais satisfeitas com a gravidez e a maternidade, obtendo valores mais altos de imagem corporal e no seu desempenho.

Os resultados obtidos no presente estudo sugerem que as puérperas que procu­ram apoio no pós­-parto são em particular as primíparas e aquelas que dividem tare­fas sobre os cuidados prestados ao bebé com o marido. Pelo contrário, as multíparas, provavelmente, tendem a assumir todas as tarefas relacionadas com os filhos, não as dividindo com o companheiro e por isso apresentando valores mais baixos nas dife­rentes sub­escalas.

A partilha de experiências através de uma metodologia de grupo, promovendo a interacção entre pais é uma abordagem positiva. A massagem é uma intervenção que pode trazer grandes benefícios na interacção entre a mãe e o bebé (Schneider, 1996; Onozawa, Glover, Adams, Modi, & Kumar, 2001), aumenta a auto-estima e a com­petência (Clarke, et al, 2002) O facto de estas mães terem participado em programas no pós parto, participa­rem em classes de massagem para o bebé, facto que potencia o conhecimento entre mãe e bebé, em que se estimulam os cinco sentidos e facilita um contacto próximo entre ambos os protagonistas leva a uma melhor regulação da relação e uma resposta mais adequada às necessidades do bebé (e.g., Clarke et al, 2002; Field, 2001). Em­bora os autores defendam que ao longo dos primeiros meses de vida do bebé as mães são capazes de dar respostas mais ajustadas às necessidades do bebé (e.g., Erdwins et al, 2001; Pridham et al, 1994), este factor foi potenciado no grupo da massagem, porque estas mães no final do estudo avaliam-se como tendo maiores níveis de auto­confiança materna, melhor relação com o companheiro e com a mãe, uma imagem de si mais positiva e menores níveis de preocupação materna. Estas mães foram mais apoiadas pelo fisioterapeuta, pelas outras mães, pela sua própria família o que faci­litou uma melhor adaptação à maternidade.


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