A importância da massagem do bebé para as atitudes face à maternidade
As atitudes das mães variam principalmente em duas fases: no final da gravidez
e nos primeiros meses de puerpério, existindo diversos factores que podem
contribuir para estas alterações, nomeadamente: suporte social, satisfação
matrimonial, ansiedade, preocupações inerentes ao bem-estar do bebé, à gravidez
e ao parto, a autoconfiança, a procura de informação na gravidez e no
puerpério e as características que as mulheres pensam estar subjacentes à
maternidade e que acreditam ser importantes para representar este novo papel
(Ruble, Stangor, Brooks-Gunn, Fitzmaurice, & Deutsch, 1990).
O suporte social é apontado por muitos autores como um importante factor na
adaptação da mãe à maternidade, permitindo por um lado que esta se sinta mais
satisfeita e disponível para o seu novo papel como será de uma interacção mais
positiva e sensível com os filhos, bases para a construção de uma vinculação
mais segura (Belsky, Sligo, Jaffee, Woodward, & Silva, 2005; Boernstein,
Hendricks, Hahn, Haynes, Painter, Tamis-LeMonda, 2003; Feldman, 2000;
Goldstein, Diener, & Mangelsdorf, 1996; Kaitz, & Katzir, 2004; Knauth,
2000; Mercer, & Ferketich, 1994; Pancer, Pratt, Hunsberger, & Gallant,
2000; Pridham, Lin, & Brown, 2001).
Nesta rede de suporte social, poder-se-á destacar o apoio do companheiro e da
própria mãe, fundamentais para uma boa adaptação da mãe às exigências deste
novo papel. Este apoio é fundamental não só no puerpério mas, também, ao longo
da gravidez (Cronin, 2003; Goldstein et al, 1996; Knauth, 2000; Mercer, &
Ferketich, 1994; Pancer et al, 2000; Pridham et al., 2001; Wicki, 1999).
A forma como a mãe se prepara para esta nova fase, o seu nível de conhecimento
das alterações inerentes à gravidez, ao nascimento e ao puerpério parecem ser
preditivas de uma melhor adaptação e de uma maior sensibilidade maternal,
permitindo que a mãe dê respostas mais adequadas às necessidades do bebé
(Bornstein et al, 2003; Cox, Owen, Lewis, Riedel, Scalf-McIver, & Suster,
1985; Deutsch, Ruble, Fleming, Brooks-Gunn, & Stangor, 1988; Heinecke,
1984; Heinecke, Diskin, Ramsey-Kleen, & Given, 1983; Pancer et al, 2000;
Oates, & Heinicke, 1985; Warren, 2005). Esta preparação pode ser feita de
diferentes formas, através de procura de informação, da frequência de classes
de preparação para o nascimento, da antecipação da nova situação, ou através da
avaliação dos apoios sociais e materiais de que dispõem (Deutsch et al, 1988;
Glade, Bean, & Vira, 2005; Pancer et al, 2000).
Ao longo dos primeiros meses também a mãe se vai tornando mais confiante, o que
lhe permite perceber melhor as necessidades do bebé (Erdwins, Buffardi,
Casper, & O’Brien, 2001; Pridham, Chang, & Chiu, 1994).
A importância da massagem do bebé
O recém-nascido é um ser frágil e dependente do adulto para sobreviver. Deste
modo, o ambiente onde se desenvolve é fundamental para atingir a homeostasia
dos sistemas fisiológicos e psicológico. Situações que colocam o bebé em
perigo, sejam de natureza psicológica ou fisiológica, podem levar à alteração
deste estádio de equilíbrio, provocando situações de stress (Moraska, Pollini,
Boulanger, Brooks, & Teitlebaum, 2008). A relação da díade mãe-bebé vai-
se regulando mutuamente ao longo do tempo, por isso a proximidade entre ambos
facilita a comunicação e permite um maior cuidado por parte da mãe (Winberg,
2005).
O contacto táctil, em particular a massagem, pode ser o meio indicado para
ajudar estes novos pais a conhecerem melhor o seu bebé e responderem de forma
mais adequada às suas necessidades, este é fundamental para o desenvolvimento
do recém-nascido, para a organização e maturação dos seus sistemas e como
forma de comunicação entre pais e bebé (Arditi, Feldman, & Eidelman, 2005;
Field, 2001; Montagu, 1988; Stack, 2004; Weber, 1990; Weiss, Wilson, &
Morrison, 2004). Estudos indicam que existe uma a forte ligação da pele com o
sistema nervoso, adquirindo o tacto um papel primordial na relação do bebé com
o mundo, pois por um lado, é fonte de satisfação emocional e por outro, de
sobrevivência (Field, 2001; Montagu, 1988).
A massagem infantil permite a proximidade entre pais e bebé e a construção de
uma ligação entre ambos. Este contacto íntimo aumenta a sensibilidade dos pais
para identificar as pistas que o bebé lhes dá através da linguagem corporal.
Ter a capacidade de dar respostas adequadas permite, aos pais, avaliarem e
satisfazerem as necessidades do bebé possibilitando um ajuste no sistema de
regulação mútuo (Brazelton & Cramer, 1989; Clarke, Gibb, Hart, &
Davidson, 2002; Murray, 1992). A criança que tem por parte dos seus pais apoio
e disponibilidade emocional irá construir um modelo interno de confiança e de
auto-estima, que potencia as relações interpessoais (Grossman, 1999; Guedeney,
2004). Este contacto íntimo favorece a vinculação, trazendo muitos benefícios
para ambos os protagonistas mãe e bebé (Field, Diego, & Hernandez-Reif,
2007; Figueiredo, 2007). A massagem do bebé estimula o sistema imunitário e
hormonal permitindo o ganho de peso, diminuição do stress e o alívio das dores
(Field, 2001; Field et al, 2007; Figueiredo, 2007).
O objectivo deste estudo, de carácter longitudinal, foi avaliar as implicações
da participação das mães e seus bebés em sessões de massagem para bebé, nas
suas atitudes face à maternidade, no último trimestre da gravidez, aos 12
meses e aos 34 meses de vida do bebé.
MÉTODO
Participantes
Os participantes foram no momento 1, 194 díades mãe/ bebé, divididas em dois
grupos cada um composto por 97 díades. No Grupo 1 as mães realizaram massagem
aos bebés e no Grupo 2 as mães fizeram parte do grupo de controlo, não
realizando nenhum procedimento. O momento 2 é constituído por 169 elementos (77
fazem parte do grupo 1 e 92 do grupo 2). No momento 3 temos 144 participantes
(67 no grupo 1 e 77 no grupo 2). Ao longo dos três momentos do estudo houve uma
perda de indivíduos entre 1415%.
A idade média das mães é de 31.3 anos (SD=3.5) no grupo 1 e dos pais de 32.4
anos (SD=4.5). No grupo 2 a idade média das mães é de 31.7 anos (SD= 4.3) e dos
pais 33.4 anos (SD=5.3). As habilitações literárias das mães e dos pais no
grupo 1 variam entre 619 anos, para as mães M=15.4 (SD=3.1) e os pais M=14.3
(SD=3.4). No grupo 2 variam entre 623 anos, tanto para os pais como para as
mães. As mães têm M=15.3 (SD=3.3) e os pais têm M=14.1 (SD=3.3). No grupo 1,
91.3% das mães são casadas ou vivem em união de facto, 91.3 % são primíparas,
45.7 % dos bebés são do sexo feminino e 54.3% do sexo masculino. No grupo 2,
90.7% da amostra é casada ou vive em união de facto, 76.3 % são primíparas,
47.7 % dos bebés são do sexo feminino e 52.6% do sexo masculino. No grupo 1, os
cuidados do bebé são divididos entre o pai e a mãe em 79.2%, enquanto no grupo
2 apenas em 60.8%.
Medidas
Questionário Atitudes Relativas à Maternidade (Childbearing Attitudes
Questionnaire; Ruble, Fitzmaurice, Stangor, & Deutsch, 1990)
Este questionário visa avaliar as atitudes das mulheres face à maternidade,
antes, durante e após a gravidez. A versão original do instrumento (Ruble et
al., 1990) foi traduzida e validada para amostras portuguesa por Bárcia e
Veríssimo (2010) (CAQP). O CAQP é constituído por 46 itens, que descrevem as
atitudes da mulher face à maternidade organizados em 8 dimensões. As respostas
das mães são dadas numa escala tipo Likert que varia entre o discordo
fortemente (1) até ao concordo fortemente (7).
A versão portuguesa é formada por 8 dimensões: preocupações maternais(.59),
autoconfiança materna(.69), relação matrimonial(.69), relação com a mãe
(.67),imagem corporal(.67),imagem própria negativa(.55),interesse sexual(.65)e
aspectos negativos do cuidar(.60). Dos 46 itens, 15 não estão incluídos em
nenhuma dimensão concreta, contudo contribuem para avaliar na globalidade a
perspectiva da mãe face à maternidade. Por exemplo “A maternidade tem pouco
efeito no modo como as outras pessoas pensam em mim.” ou “Nada pode realmente
preparar para a maternidade.”
Procedimentos
Sessões em Grupo.As mães foram contactadas e convidadas a participar no estudo
longitudinal de grupo durante as sessões de preparação para o nascimento ou nas
consultas obstétricas no final da gravidez (após as 28 semanas de gestação). Às
mulheres que concordaram participar no estudo era-lhes explicado como é que
iria decorrer, os momentos de recolha de dados e as instruções para o
preenchimento do questionário em cada momento. Era-lhes pedido que preenchessem
o termo de consentimento informado e uma ficha de caracterização com os seus
dados, para posteriormente ser mais fácil o contacto. Os participantes fizeram
parte de um projecto longitudinal, com três momentos avaliativos, Momento 1 (3º
trimestre da gravidez, sessões do curso de preparação para o nascimento),
Momento 2 (12 meses pós parto: início das sessões de massagem), Momento 3 (34
meses pós parto: final das sessões de massagem do bebé).
Para a realização do estudo foram criados dois grupos, ambos realizaram
preparação para o nascimento, totalizando 194 mães divididas em dois grupos.
No entanto, 77 mães decidiram continuar a assistir às sessões de massagem, que
decorreu ao longo de 2 meses, uma vez por semana, enquanto 92 mães decidiram
que não continuavam constituindo o grupo controle. Ambos os grupos foram
contactados nas mesmas datas, o contacto era feito pessoalmente ou via telefone
e os questionários eram entregues em mão, por correio com portes de reenvio
pagos ou via email. Este procedimento foi efectuado ao longo do estudo, de
forma a recolher o maior número de dados nas várias fases.
RESULTADOS
Em primeiro lugar realizamos uma ANOVA de medidas repetidas com dois factores.
Não encontramos diferenças significativas ao longo do tempo (within-subjects),
no entanto a análise indica diferenças em função do grupo de pertença
(between-subjects). Desta forma, apresentamos os resultados para cada momento
separadamente.
Momento 1, Gravidez
Análises de Variância indicam que não existem diferenças significativas, entre
o Grupo 1 e Grupo 2, nas 8 dimensões analisadas. Ambos os grupos são
semelhantes na fase inicial do estudo, aspecto fundamental para analisar o
possível impacto das sessões de massagem nas atitudes maternas ao longo do
tempo.
Momento 2, entre o 1º e 2º mês de vida
O momento 2 do estudo corresponde à fase de 12 meses de vida do bebé.
Análises de Variância para medidas repetidas indicam que existem diferenças
significativas entre os dois grupos em seis dimensões: Autoconfiança materna
(F(1, 166)=124,2 p<.05), relação matrimonial (F(1, 166)=10,7 p<.05), relação
com a mãe (F(1, 166)= 4,42 p<.05), imagem corporal (F(1, 166)=7,37 p<.05),
imagem própria negativa (F(1, 166)=353,2 p<.05) e aspectos negativos do cuidar
(F(1, 166)=22,0 p<.05) (figura 1). Não se encontraram diferenças significativas
entre os dois grupos nas dimensões: preocupações maternais (F(1, 167)= 1.97
p>.05 e interesse sexual (F(1,167)=2.85 p>.05).
Como se pode ver através da análise da figura 1, as mães que fazem parte do
grupo da massagem (grupo 1) apresentam níveis mais elevados de confiança na sua
capacidade para desempenharem o papel de mãe, dividem mais as tarefas do bebé
com os seus companheiros, assim como, avaliam de forma mais positiva a relação
com o marido, e identificaram-se mais com a gravidez. Relativamente à dimensão
aspectos negativos do cuidar em que se avaliam aspectos como a amamentação e
as alterações nas rotinas, estas mães parecem lidar melhor com a amamentação e
com as mudanças que a chegada de um bebé acarreta a nível familiar, e
apresentam valores de imagem própria negativa mais baixos.
Figura 1
Médias grupo massagem (1), grupo controlo (2) e CAQP subescalas 12 meses
pós-parto
Momento 3, entre o 3ºe 4º mês de vida
Este momento corresponde à fase de 34 meses de vida do bebé, e durante o qual
as mães finalizam o pós-parto. Análises de Variância para medidas repetidas
indicam que existem diferenças significativas entre os dois grupos em 5
dimensões: autoconfiança materna (F(1, 142)=194,2 p<.05), relação matrimonial
(F(1, 142)=60,6 p<.05), relação com a mãe (F(1, 141)=124,2 p<.05), imagem
corporal (F(1, 142)=82,7 p<.05), e aspectos negativos do cuidar (F(1, 142)=15,8
p<.05). Não se encontraram diferenças significativas entre os dois grupos nas
dimensões preocupações maternais (F(1, 142)=0,02 p>.05), interesse sexual (F
(1, 142)=2,33 p>.05) e imagem própria negativa (F(1, 142)=1,33 p>.05).
Como se pode ver através da análise da figura 2, as mães que fazem parte do
grupo da massagem (grupo 1) ao longo do estudo e comparando com os resultados
anteriores apresentam: 1) melhores níveis de confiança na sua capacidade para
desempenharem o papel de mãe, 2) lidam melhor com as mudanças que a chegada de
um bebé acarreta a nível familiar, 3) com as alterações que a gravidez produziu
a nível físico e 4) apresentam valores mais baixos em relação aos aspectos
negativos relacionados com o cuidar do bebé.
Figura 2
Médias grupo massagem (1), grupo controlo (2) e CAQP subescalas 34 meses
pós-parto
DISCUSSÃO
Os nossos resultados iniciais não apresentam diferenças significativas entre os
dois grupos de grávidas em relação às atitudes face à maternidade. Contudo,
essa situação alterou-se no primeiro momento do estudo, a nível do 12 mês de
pós parto, em que se constatou que as mães do grupo de massagem apresentaram
maiores níveis de confiança para desempenhar o seu papel de mãe e
identificaram-se mais com a gravidez e com as alterações que esta produziu no
seu corpo. Relativamente à dimensão aspecto negativos do cuidar, onde são
avaliadas as questões relacionadas com a amamentação e as alterações nas
rotinas inerentes à presença de um bebé em casa foram menos negativas, assim
como a auto-imagem da mãe é menos negativa. Estes resultados foram melhorando
ao longo do estudo obtendo as mães do grupo da massagem melhores resultados do
que as mães do grupo de controlo. Estes dados estão de acordo com alguns
autores (Bornstein et al, 2003; Warren, 2005) que defendem que a antecipação
desta nova fase, enquanto grávida, prepara melhor as mulheres para a
maternidade e as torna mais confiantes no sucesso desta nova tarefa. Tendo em
conta que estas mães não só participaram em cursos de preparação para o
nascimento, como acharam importante continuarem a ser apoiadas pelos
fisioterapeutas no pós-parto, parece ir ao encontro com o que se disse e que
reflecte a necessidade destas mães serem apoiadas para esta nova tarefa que
passaram a desempenhar que é a da maternidade.
As mães do grupo 1 após o bebé nascer, dividiram mais as tarefas do bebé com os
pais e houve maior envolvimento por parte do pai, como se pode verificar pelas
respostas das mães. Este é um aspecto muito positivo, pois a mãe desempenha um
importante papel no envolvimento do pai nos cuidados parentais, muitas mães
acabam por assumir todas as funções de cuidar do bebé não deixando espaço para
o pai participar.
Ao longo do estudo os resultados no grupo 1 (massagem) foram melhores do que no
grupo 2 (controle) nas várias dimensões já referidas nos resultados, como sejam
autoconfiança materna, relação matrimonial, relação com a mãe, imagem corporal
e aspectos negativos do cuidar. Destas podemos destacar o apoio social destas
mães, visto terem recorrido mais ao apoio não só do pai, como envolveram a sua
própria mãe no cuidar do bebé, assim como aumentaram as suas próprias
competências.
O facto das mães do grupo de massagem terem sido mais apoiadas pelos seus
companheiros e pela sua própria mãe do que as mães do grupo de controlo
permitiu que estas mães tivesses uma atitude mais positiva em relação à
maternidade. Este apoio aumenta o grau de satisfação, a disponibilidade das
mães para com o bebé, levando a uma interacção mais positiva entre a mãe e o
bebé, assim como facilita a construção de uma relação de vinculação segura
(Belsky et al, 2005; Cronin, 2003). Esta poderá ser uma das explicações
possíveis para explicar os resultados encontrados em relação aos níveis de
confiança da mãe e aos aspectos negativos no cuidar, visto terem sido melhores
nas mães do grupo de massagem do que no grupo de controlo.
Outro dado que deve ser considerado ao interpretar os resultados e que será
importante explorar em próximos estudos é o facto de no grupo 1 o número de
primíparas ser maior do que no grupo 2. Segundo Ishii-Kuntz e Ihinger-
Talman, (1991), as mães pela primeira vez têm um grau de satisfação maior, esta
pode ser a razão porque estas mães estão mais satisfeitas com a gravidez e a
maternidade, obtendo valores mais altos de imagem corporal e no seu desempenho.
Os resultados obtidos no presente estudo sugerem que as puérperas que procuram
apoio no pós-parto são em particular as primíparas e aquelas que dividem
tarefas sobre os cuidados prestados ao bebé com o marido. Pelo contrário, as
multíparas, provavelmente, tendem a assumir todas as tarefas relacionadas com
os filhos, não as dividindo com o companheiro e por isso apresentando valores
mais baixos nas diferentes subescalas.
A partilha de experiências através de uma metodologia de grupo, promovendo a
interacção entre pais é uma abordagem positiva. A massagem é uma intervenção
que pode trazer grandes benefícios na interacção entre a mãe e o bebé
(Schneider, 1996; Onozawa, Glover, Adams, Modi, & Kumar, 2001), aumenta a
auto-estima e a competência (Clarke, et al, 2002)
O facto de estas mães terem participado em programas no pós parto,
participarem em classes de massagem para o bebé, facto que potencia o
conhecimento entre mãe e bebé, em que se estimulam os cinco sentidos e facilita
um contacto próximo entre ambos os protagonistas leva a uma melhor regulação da
relação e uma resposta mais adequada às necessidades do bebé (e.g., Clarke et
al, 2002; Field, 2001). Embora os autores defendam que ao longo dos primeiros
meses de vida do bebé as mães são capazes de dar respostas mais ajustadas às
necessidades do bebé (e.g., Erdwins et al, 2001; Pridham et al, 1994), este
factor foi potenciado no grupo da massagem, porque estas mães no final do
estudo avaliam-se como tendo maiores níveis de autoconfiança materna, melhor
relação com o companheiro e com a mãe, uma imagem de si mais positiva e menores
níveis de preocupação materna. Estas mães foram mais apoiadas pelo
fisioterapeuta, pelas outras mães, pela sua própria família o que facilitou
uma melhor adaptação à maternidade.