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Representação em texto

EuPTCVHe1646-21222013000100007

variedadeEu
ano2013
fonteScielo

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Proliferação osteocondral periostal bizarra ou lesão de Nora

OBJECTIVO Revisão bibliográfica suportada num caso clínico sobre uma entidade rara - Proliferação Osteocondral Periostal Bizarra (BPOP) ou Nora's Lesion. Lesão óssea rara (apenas 166 casos descritos literatura desde a sua descrição em 1983) e benigna que surge normalmente ao nível da mão.

INTRODUÇÃO As lesões do punho e mão podem originar-se quer de partes moles quer do osso.

Além de uma colheita adequada da história e do exame objectivo, uma colaboração com o radiologista e o patologista é frequentemente importante de modo a se chegar a um diagnóstico correcto e um tratamento adequado[1].

Os autores apresentam uma breve revisão bibliográfica suportada num caso clínico sobre uma entidade rara - Proliferação Osteocondral Periostal Bizarra (BPOP) ou Nora's Lesion. Lesão óssea rara (apenas 166 casos descritos literatura desde a sua descrição em 1983) e benigna que surge normalmente ao nível da mão descrita pela primeira vez na literatura por Nora [2]. Neste estudo foram apresentados 35 casos de BPOP, todos com lesões provenientes de ossos da mão e . Não tem diferença de género, e com idade média de 34 anos (14-74 anos). Estudos subsequentes demonstraram a localização mais comum nos ossos curtos da mão e pé[3, 4].

CASO CLÍNICO Mulher, 41 anos, referenciada pelo seu médico assistente por tumefacção dedo com cerca de 2 meses de evolução. Ao exame físico apresentava uma tumefacção dura, sem flutuação, com cerca 2 cm na face volar F2D3. Apresentava limitação da flexão da articulação interfalângica proximal. Sem défices motores ou sensitivos. Realizou radiografia que demonstrou uma lesão radiolucente em F2D3 e outra mais pequenas em F1D3 - sem continuidade com cortical da falange - e uma RMN que focou o aspecto característico de osteocondromatose (Figura_1).

Figura_1

Foi submetida a excisão cirúrgica - excisão da totalidade das lesões, demonstrando não haver continuidade com cortical óssea - embora com evidência de defeito ósseo e integridade das bainhas tendinosas (Figura_2). A análise histopatológica ditou o diagnóstico de BPOP. Pós-operatório e follow up sem intercorrências, recuperando a total função e amplitude de movimentos. Sem sinais sugestivos de recorrência ao ano de follow up (Figura_3).

Figura_3

DISCUSSÃO A BPOP e o condroma periosteal são clinicamente muito semelhantes. A história clínica e exame físico não são suficientes para fazer o diagnóstico diferencial. Enquanto o BPOP é encontrado mais comummente na quarta década [2, 4], o condroma periosteal é mais comum na segunda e Terceira década, podendo no entanto aparecer em qualquer idade, o que torna esta variável um mau discriminador[5, 6]. A maioria dos casos é não associado  a qualquer traumatismo, assim como a presence de dor pode ou não existir[2]. Ambas as lesões apresnetam.se como uma massa óssea bem demarcada numa posição justacortical, com ou sem bordos esclerótivos e não continuas com a cavidade medular. A RMN é também similar entre as duas lesões - lesão hipointensa em T1 e hipertintensa em T2 não continua com com a cavidade medular. A histopatologia é a melhor ferramente para a diferenciação entre estas duas lesões - BPOP tendo uma capa cartilagénea adjacente a espículas ósseas e uma matriz fibrosa, hipercelularidade com osteoblastos e condrócitos de aparência bizarre (binucleados)[2]. Normalmente a apresentação clínica é uma massa firme, de crescimento lento e sem tensão na pele. A dor é pouco frequente e raramente não eritema ou descoloração pele suprajacente. A mobilidade articular pode estar limitada pelo tamanho lesão ou se localizada peri- articular[7].

CONCLUSÃO Em conclusão, a BPOP é uma lesão tumoral rara e benignas, muito similar ao condroma periosteal. Ambas estas lesões devem ser consideradas no diagnóstico diferencial das lesões tumorais da mão. A melhor forma de diferenciação é o exame histopatológico que deve ser realizado de modo a obter um diagnóstico definitivo[2]. A BPOP tem um alto índice de recorrência sendo que a sua exérese cirúrgica de modo a se proceder a um diagnóstico certo e diminuir risco recorrência é o tratamento de eleição[3].


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