Desordem coordenativa desenvolvimental: uma análise do estado nutricional e
nível socioeconómico
INTRODUÇÃO
As crianças e adolescentes com Desordem Coordenativa Desenvolvimental (DCD)
apresentam prejuízos no desempenho funcional, por não serem proficientes no
desempenho de tarefas de cuidado pessoal ou escolares, demonstrando resultados
abaixo da média para a sua faixa etária (American Psychiatric Association,
2000). Estas características colaboram para que as taxas de sedentarismo nessas
crianças sejam mais acentuadas quando comparadas aos pares com desenvolvimento
típico, devido à restrita participação em atividades físicas e menor
engajamento em atividades organizadas que exigem um bom domínio motor (Cairney,
Hay, Veldhuizen, & Faught, 2011; Haga, 2008; Wu, Lin, Li, Tsai, &
Cairney, 2010), o que contribui para que apresentem maiores riscos para
sobrepeso/obesidade (Haga, 2008; Hands & Larkin, 2006; Tsiotra et al.,
2006; Wu et al., 2010; Zhu, Wu, & Cairney, 2011).
A questão do sobrepeso na infância é considerada um problema de saúde pública,
tanto para crianças com desenvolvimento típico, quanto para aquelas com
desordens motoras, tendo em vista a grande probabilidade de que se tornem
adultos obesos (Pelegrini, Silva, Petroski, & Glaner, 2011; Wang, Monteiro,
& Popkin, 2002). As consequências funcionais do aumento do peso nessa fase
da vida são as disfunções metabólicas e distúrbios psicológicos (Malina,
Bouchard, & Bar-Or, 2009), que são influenciadas por fatores genéticos,
socioeconómicos (Defilipo et al., 2012; Freitas, 2011; Rodrigues, Freitas,
Freitas, Farias Júnior, & Miranda, 2012) e pelos níveis de atividade física
reduzidos que afetam os padrões motores (Gallahue & Ozmun, 2005), por esta
razão devem ser melhor investigadas.
Com base nas informações apresentadas, observa-se a necessidade de verificar as
relações das condições de saúde, desempenho motor e fatores ambientais, que são
as variáveis investigadas nesse estudo e podem ser melhor compreendidas a
partir do Modelo Teórico das Restrições proposto por Newell em 1986 (Cit.
Gallahue & Ozmun, 2005). Nesse modelo, é apresentada a complexa interação
entre as características estruturais do indivíduo (estado nutricional), o
ambiente (nível socioeconómico) e a tarefa (desempenho motor), demonstrando a
influência significativa dessas características no desenvolvimento motor
infantil e adolescente.
Nessa perspetiva, os estudos encontrados verificando as associações entre
índices de massa corporal e dificuldades motoras (incluindo DCD) em crianças e
adolescentes foram realizados em âmbito internacional, em alguns países como
Grécia e Canadá (Cairney et al., 2011; Tsiotra et al., 2006), Austrália (Hands
& Larkin, 2006) e Taiwan (Wu et al., 2010; Zhu et al., 2011). As pesquisas
nacionais realizadas com a temática DCD e verificação do estado nutricional
ainda são recentes, sendo encontrados estudos apenas no estado de Santa
Catarina (Contreira, Capistrano, Oliveira, & Beltrame, 2013; Miranda,
Beltrame, & Cardoso, 2010), havendo uma lacuna quanto à verificação das
associações das variáveis motoras, nutricionais e nível socioeconómico. Diante
dessas informações e considerando a relevância social das avaliações em saúde
em ambiente escolar, o objetivo desse estudo foi analisar o estado nutricional
e o nível socioeconómico de escolares com provável DCD, risco de DCD e
Desenvolvimento Típico. É importante destacar que as crianças classificadas com
DCD, serão tratadas no presente estudo como provável DCD, visto que foi
utilizada apenas a bateria motora para a identificação da desordem motora.
MÉTODO
Amostra
A amostra foi constituída por 581 crianças, com idades de 7 a 10 anos, sendo
159 crianças de sete anos (77 do sexo feminino e 82 do sexo masculino), 153 de
oito anos (83 do sexo feminino e 70 do sexo masculino), 173 de nove anos (86 do
sexo feminino e 87 do sexo masculino) e 96 crianças de 10 anos de idade (38 do
sexo feminino e 58 do sexo masculino) matriculadas no ensino fundamental de
escolas públicas de um município do noroeste do Paraná.
Foram critérios para a seleção da amostra, a idade de 7 a 10 anos e estar
matriculado do 2º ao 5º ano do ensino fundamental das instituições públicas
selecionadas em cada região de uma cidade do noroeste do Paraná. Crianças com
diagnóstico prévio de neuropatologias e dificuldade motoras foram excluídas do
presente estudo. A seleção das escolas do ensino fundamental foi aleatória, por
meio de sorteio, assim como a seleção das crianças, com autorização do Núcleo
Regional do Município do estado do Paraná, da Secretaria Municipal de Educação,
e dos pais ou responsáveis legais por meio da assinatura do do Termo de
Consentimento Livre e Esclarecido.
Instrumentos
Para verificar o desempenho motor foi utilizado o Teste Movement Assessment
Battery for Children - MABC (Henderson & Sugden, 1992). Foram utilizadas
duas baterias do Teste: a Bateria II, para crianças de sete e oito anos de
idade e a Bateria III para crianças com nove e 10 anos de idade. O Teste MABC é
composto de três subtestes motores, envolvendo habilidades manuais, equilíbrio
estático e dinâmico e habilidades com bola. Cada subteste é composto de oito
tarefas motoras. Os valores brutos obtidos em cada uma das tarefas motoras são
somados e convertidos em escores de zero a cinco para cada subteste (escores
mais elevados indicam maiores dificuldades motoras). A soma dos escores de cada
domínio fornece o valor do escore total de prejuízo motor, que é convertido em
percentil. Pontos de corte sugeridos pelos autores do teste foram adotados:
escores <= 5% representam um desempenho motor atípico identificado como
Desordem Coordenativa Desenvolvimental; percentil de 6% a 15% considerado
desempenho motor suspeito (risco de DCD) e percentil > 16% considerado como
Desenvolvimento Típico.
Para avaliar o estado nutricional foram realizadas medidas antropométricas de
peso, utilizando-se uma balança digital portátil, modelo Cardiomed, com
capacidade para 150 kg e precisão de 100 gramas e, para a medida da estatura,
foi utilizado um estadiômetro extensível, modelo Cardiomed, com escala em
milímetros. A partir destas medidas, foi realizado o cálculo do Índice de Massa
Corporal (IMC), segundo os dados de referência para crianças e adolescentes de
dois a 18 anos de Cole, Bellizzi, Flegal, e Dietz (2000).
A classificação do nível socioeconómico das crianças foi verificada por meio do
Critério de Classificação Econômica Brasil (CCEB) da Associação Brasileira de
Empresas de Pesquisa (2010). Este questionário estima o poder de compra das
pessoas, classificando-as em sete classes econômicas: A1, A2, B1, B2, C, D e E,
de acordo com o grau de instrução do chefe da família e a quantidade de bens
possuídos.
Procedimentos
O estudo caracterizou-se como do tipo observacional transversal e foi aprovado
pelo Comitê de Ética em Pesquisa envolvendo Seres Humanos (Protocolo 135/2008).
A avaliação do desempenho motor foi conduzida em ambiente escolar por quatro
profissionais de educação física treinados, com experiência mínima de 3 anos em
avaliação e diagnóstico percepto-motor. Para a análise de confiabilidade dos
avaliadores, escolheram-se aleatoriamente 24 crianças da amostra, distribuídas
entre as idades de 7 a 10 anos, sendo seis para cada idade. Os avaliadores
treinados para a coleta de dados aplicaram o teste nestas crianças e o
resultado foi registrado, para verificação da existência ou não de diferenças
entre os grupos, aplicou-se o teste de Friedman, adotando significância de 5%.
A confiabilidade interavaliador foi considerada elevada (0.98).
A avaliação de cada criança levou em média 25 minutos e, primeiramente, estas
receberam instrução verbal e demonstração das tarefas motoras da bateria. Em
caso de não compreensão por parte da criança uma nova explicação foi
oportunizada.
Para a aferição dos dados antropométricos a medida de massa corporal foi
realizada por meio de balança digital, colocada em superfície plana e zerada a
cada pesagem. A criança permaneceu em posição ortostática com os membros
superiores estendidos ao longo do corpo, com os pés descalços e roupas leves. A
medida da estatura foi realizada em centímetros por meio de estadiômetro fixado
em uma parede lisa, a 90 graus em relação ao piso. Os procedimentos de medida
seguiram os critérios orientados por Guedes e Guedes (2006), e levaram, em
média, cinco minutos para cada criança.
Quanto ao nível socioeconómico, o questionário ABEP (2010) foi enviado aos pais
das crianças anexo ao Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Devido aos
resultados apresentarem apenas as classes econômicas B1, B2, C e D, estas foram
agrupados nos níveis B (B1 e B2), C e D.
Análise Estatística
Na análise estatística, verificou-se a normalidade da distribuição dos dados
utilizando o teste de Kolmogorov-Smirnov, obtendo-se distribuição não-normal.
Foi utilizada estatística descritiva para verificar a prevalência de provável
DCD, risco de DCD e DT, por meio de frequência relativa e absoluta. Para
verificação da associação entre desempenho motor e estado nutricional, nível
socioeconómico e faixa etária, estado nutricional e nível socioeconómico, bem
como desempenho motor e sexo foi utilizado o Teste Qui-quadrado. O nível de
significância adotado foi dep <.05e as análises foram realizadas utilizando-se
o software SPSS versão 20.0.
RESULTADOS
Os resultados do desempenho motor dos escolares revelaram prevalência de 78.1%
para desenvolvimento típico (DT); 10.5% para risco de DCD e 11.4% para provável
DCD. A partir desses resultados, na Tabela_1 são apresentadas a distribuição e
associação do estado nutricional, classificação socioeconómica e faixa etária
dos escolares com DT, risco DCD e provável DCD. Ocorreu associação
estatisticamente significativa (p=.010) entre a classe socioeconómica C e
escolares apresentando provável DCD. Já o estado nutricional (p = .784) e faixa
etária (p = .937) não estiveram associados ao desempenho motor. Ainda, é
importante ressaltar que quando analisada a associação entre desempenho motor e
sexo não houve associação estatisticamente significativa.
Na Tabela_2 pode-se observar a distribuição e comparação entre os escolares em
função do nível socioeconómico quanto ao estado nutricional (normal, sobrepeso
e obesidade). Conforme observado, não ocorreu associação significativa entre o
estado nutricional e o nível socioeconómico dos escolares (p= .211).
DISCUSSÃO
O presente estudo buscou analisar o estado nutricional e o nível socioeconómico
de escolares com provável DCD, risco de DCD e DT. Identificou-se prevalência de
78.1% crianças com desenvolvimento típico, 10.5% com risco de DCD e 11.4% com
provável DCD Os resultados demonstraram prevalências de provável DCD
semelhantes a outras pesquisas realizadas em diferentes regiões do Brasil,
dentre as quais se destaca a pesquisa de Pellegrini et al. (2008), realizada no
interior de São Paulo, que constatou 10.5% das crianças de 9 e 10 anos com
provável DCD; em Manaus, Souza, Ferreira, Catuzzo, e Corrêa (2007) encontraram
11% das crianças de 7 e 8 anos com provável DCD. Já no estudo na região do
estado de Santa Catarina, Miranda et al. (2010) verificaram menores
prevalências, 6% das crianças de 5 a 11 anos com indicativo de provável DCD.
De acordo com a APA (1995), estima-se que de 6 a 10% das crianças em idade
escolar apresentem a desordem. No estudo epidemiológico realizado por
Kourtessis et al. (2008) com 364 escolares gregos de ambos os sexos, foi
verificada uma prevalência de 1.6% escolares com provável DCD e 10.8% com risco
de DCD. Já Tsiotra et al. (2006), avaliaram 591 crianças canadenses e 329
gregas, encontrando prevalência de 8% para as canadenses e 19% para as gregas.
Prevalências superiores às verificadas no presente estudo foram encontradas em
uma pesquisa realizada na região Sul do Brasil com crianças de 4 a 12 anos,
apresentando 16.8% de crianças com risco de DCD e 19% com provável DCD
(Valentini et al., 2012). Os resultados dos estudos apontam uma variação nas
taxas de prevalência da DCD, o que pode ocorrer devido aos critérios de
inclusão, instrumentos de avaliação, metodologia utilizada ou mesmo co-
ocorrência com outras desordens (Monteiro, Benicio, & Ortiz, 2000) Com base
nessaspesquisas, verifica-se a importância de identificar o perfil psicomotor
dos escolares o mais precocemente possível, a fim de que se possam elaborar
intervenções motoras que visem potencializar seu desenvolvimento motor e
contribuir para uma melhor qualidade de vida, diminuindo dessa forma os
prejuízos da desordem na vida escolar e cotidiana.
Não foi encontrada associação entre o estado nutricional e o desempenho motor,
discordando do estudo de Zhu et al. (2011), na qual foi encontrado que crianças
com provável DCD classificadas com sobrepeso ou obesidade apresentaram
prejuízos na habilidade equilíbrio. Os resultados também diferem do estudo de
revisão desenvolvido por Rivillis et al. (2011) investigando os níveis de
atividade física e a aptidão física de crianças com e sem provável DCD. Os
autores encontraram que há uma maior tendência de crianças com provável DCD
apresentarem índice de massa corporal e percentual de gordura corporal mais
elevados, quando comparados aos pares com desenvolvimento típico.
A investigação desenvolvida na região sul do Brasil por Berleze, Haeffner, e
Valentini (2007) identificou associação entre o desempenho motor e estado
nutricional, na qual crianças obesas apresentaram qualidade inferior aos pares
eutróficos na execução das habilidades de equilíbrio, salto, corrida e
arremesso. Há uma tendência para que o aumento da gordura corporal prejudique o
desempenho motor, principalmente nas tarefas que exijam a projeção do corpo
como saltos, equilíbrio e levantamento do corpo (Malina et al., 2009).
Em relação à classificação socioeconómica notou-se que a classe C, no qual se
encontra cerca de 40% da população brasileira, associou-se significativamente a
crianças com provável DCD. Defilippo et al. (2012) apontam que dentre os
fatores que contribuem para uma melhor estimulação motora domiciliar está o
maior nível socioeconómico da família, além de união estável dos pais e maior
escolaridade paterna e materna. Dessa forma, estes autores afirmam que o nível
econômico parece se relacionar ao acesso a informações, o que pode propiciar um
desenvolvimento motor mais adequado às crianças. Malina et al. (2009)
complementam que o status social pode influenciar no acesso a esportes
organizados em programas ou clubes, pode limitar ou estimular a exploração de
ambientes para a prática de atividade física o que reflete na variação da
competência motora das crianças.
Freitas (2011) corrobora essas informações ao verificar correlação entre as
oportunidades de estimulação da casa e menores rendas familiares (até dois
salários), demonstrando a influência de indicadores socioeconómicos na
disponibilidade de brinquedos para motricidade e espaço físico disponível para
estimulação motora.
Na análise da associação entre o estado nutricional e o nível socioeconómico
não foram encontradas associações significativas. Esses dados divergem de
vários estudos que têm encontrado associação entre o estado nutricional em
escolas privadas, havendo uma maior prevalência de escolares com sobrepeso ou
obesidade nessas escolas (Silva, Silva, Medeiros, Roncalli, & Knackfuss,
2009; Vieira et al., 2008).
Conforme apresentado no estudo de Vieira et al. (2008) a disponibilidade de
alimentos hipercalóricos (gorduras e refrigerantes) é mais comum nas classes de
maior renda, o que pode explicar o facto de as escolas particulares estarem
associadas ao maior excesso de peso. Esses resultados foram constatados na
Pesquisa de Orçamentos Familiares (2002-2003) (Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística, 2004) ao considerar a escola como um prolongamento
dostatus económico (renda das famílias), contudo é importante considerar que
muitas das escolas privadas atendem por filantropia crianças de baixa renda e
ainda, muitas crianças de classes econômicas altas estudam em escolas públicas.
Resultados semelhantes foram verificados por Silva et al. (2009) com escolares
de 10 a 17 anos do semi-árido do nordeste brasileiro, no qual foi encontrado
que as regiões mais favorecidas economicamente foram as que evidenciaram
maiores prevalências de excesso de peso, principalmente nas escolas
particulares.
Conforme destacado por Malina et al. (2009), o status econômico é um fator que
pode influenciar de forma significativa o crescimento e maturação das crianças
e adolescentes, seja pela base educacional dos pais, poder de compra de
alimentos, acesso a programas de saúde e estilo de vida. Um ponto positivo
verificado no presente estudo foi a não evidência de associação entre estas
variáveis (estado nutricional e classificação econômica), tendo em vista que a
maioria dos escolares do presente estudo esteve classificada na classe
econômica C, o que não indica maiores riscos à saúde, considerando os fatores
nutricionais.
Observando os resultados encontrados é interessante referir-se ao modelo das
restrições de Newell (1986, Cit. Gallahue & Ozmun, 2005), evidenciando que
nesta pesquisa as características nutricionais e motoras dos escolares não
estiveram associadas, indicando que não foram fatores limitantes para o
desempenho das tarefas motoras propostas nos testes. Contudo, foi verificado,
quanto aos aspectos ambientais (nível socioeconómico) uma maior proporção das
crianças com provável DCD na classe C, o que pode indicar ausência de
estímulos motores relacionados às condições financeiras das famílias ou mesmo
escassez de espaços para exploração motora.
As principais limitações do estudo estão relacionadas ao tipo de estudo
(transversal) e por ter sido realizado apenas com escolares da rede pública de
ensino. Sugere-se que sejam realizados estudos de caráter longitudinal que
possam identificar o processo de desenvolvimento dessas crianças e ainda a
necessidade de estudos com crianças de escolas privadas a fim de verificar se a
incidência de classes sociais mais altas se associará com o desempenho motor e
o estado nutricional dessa população.
Pontua-se também a importância de estudos científicos com profissionais de
diferentes áreas que investiguem a natureza da DCD e que envolvam outros
processos avaliativos a fim de se obter resultados mais efetivos. Estes
permitirão verificar em que período do desenvolvimento é possível a detecção da
DCD para que sejam elaboradas propostas imediatas de intervenção motora com a
participação dos profissionais da saúde, pais e professores.
CONCLUSÕES
Conclui-se que ocorreu alta prevalência de provável DCD e risco de DCD entre os
escolares avaliados. Não foi encontrada associação entre estado nutricional e
desempenho motor; estado nutricional e nível socioeconómico dos escolares. Já
para nível socioeconómico e desempenho motor foi encontrada associação
significativa, com maior proporção de escolares com provável DCD nos níveis
sociais mais baixos.
A partir destes resultados, enfatiza-se a necessidade de identificar crianças
com DCD antes dos anos escolares, visando potencializar suas habilidades por
meio de intervenções motoras, para que as dificuldades motoras não evoluam
ocasionando maiores problemas motores ou psicológicos.