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Representação em texto

EuPTCVHe1646-107X2011000400007

variedadeEu
ano2011
fonteScielo

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Efeito da complexidade da tarefa, idade e género na assimetria motora funcional de crianças destrímanas e sinistrómanas

A assimetria manual, favorecendo a mão preferida (MP) comparativamente à mão não preferida (MNP), é evidente em muitas tarefas do dia-a-dia bem como em tarefas laboratoriais como, por exemplo, toques repetidos com os dedos (Fearing, Browning, Corey, & Foundas, 2001; Nalcaci, Kalaycioglu, Cicek, & Genc, 2001; Teixeira & Paroli, 2000), deslocamento de pregos (Dellatolas et al., 2003; Steenhuis, 1999), pontilhação (Borod, Caron, & Koff, 1984; Steenhuis, 1999), força de preensão manual (Provins & Magliaro, 1989; Steenhuis, 1999), antecipação-coincidência (Cockerill, Van-Zyl, & Nevill, 1988; Coker, 2004; Rodrigues, Vasconcelos, Barreiros, & Barbosa, 2009; Rodrigues, Vasconcelos, Barreiros, Barbosa, & Trifílio, 2009), entre outras. Alguns autores atribuíram esta superioridade a assimetrias funcionais hemisféricas associadas aos processos correntes de controlo motor (Haaland & Harrington, 1996) ou a assimetrias cerebrais estruturais de áreas motoras envolvidas na programação do movimento (Amunts, Jancke, Mohlberg, Steinmetz, & Zilles, 2000; Triggs, Calvanio, & Levine, 1997; Volkmann, Schnitzler, Witte, & Freund, 1998). Para além disso, existe bastante evidência na literatura de que a prática diferenciada das mãos tem implicação específica na dimensão motora de habilidades manuais (Pascual-Leone & Torres, 1993; Provins, 1997). Parece, desta forma, que as relações entre estruturas neurobiológicas e preferência manual são influenciadas e influenciam, numa dinâmica de reciprocidade, as tarefas e a experiência.

Um dos factores que parece afectar a maior ou menor assimetria funcional é a complexidade da tarefa, tendo os resultados de alguns estudos demonstrado que quanto mais elevada a complexidade da tarefa maior o grau de assimetria. Neste sentido, será possível em tarefas percebidas como mais simples encontrar respostas menos diferenciadas entre o lado esquerdo e o lado direito (Borod et al., 1984; Bryden & Roy, 1999; Bryden, Roy, Rohr, & Egilo, 2007; Flowers, 1975; Miller, 1982; Provins & Magliaro, 1989). No entanto, esta correspondência hipotética entre complexidade e preferência não tem sido encontrada em muitos outros estudos, o que sugere que a natureza perceptivo- motora das tarefas, ou o grau de complexidade sob investigação, podem assumir um papel central nesta questão (Bryden, 2002; Lage et al., 2008; Shen & Franz, 2005; Teixeira, Gasparetto, & Sugie, 1999).

Tem sido descrita uma assimetria manual mais acentuada em destrímanos do que em sinistrómanos em várias tarefas, que avaliam o tempo de reacção unimanual (Olex-Zarychta & Raczek, 2008) e bimanual (Shen & Franz, 2005), deslocamento de pinos (Bryden, Roy, & Spence, 2007; Gurd, Schulz, Cherkas, & Ebers, 2006; Herve et al., 2009), deslocamento de pinos computorizados (Dellatolas et al., 2003; Elalmis & Tan, 2008) e toques repetidos (Herve, Mazoyer, Crivello, Perchey, & Tzourio-Mazoyer, 2005; Kumar & Mandal, 2004; Nalcaci et al., 2001). Em tarefas de antecipação-coincidência (AC) efectuadas com adultos, não foram encontrados efeitos da complexidade da tarefa (Rodrigues, Vasconcelos, Barreiros, & Barbosa, 2009; Rodrigues, Vasconcelos, Barreiros, Barbosa, & Trifílio, 2009).

Uma vez que, por volta dos sete anos de idade, a consistência da PM, tanto em destrímanos, como em sinistrómanos, está determinada (Bryden & Mayer, 2008; McManus et al., 1988), bem como a capacidade de AC adquirida (Bard, Fleury, & Gagnon, 1990), pretendeu-se investigar em crianças, e através desta capacidade, o efeito da complexidade da tarefa na assimetria manual. Para além disso, como o desempenho em tarefas de AC revela ser afectado pela variável sexo (Les, Katene, & Fleming, 2002; Millslagle, 2004; Williams & Jasiewicz, 2001) esta será igualmente considerada na análise.

MÉTODO Amostra Participaram no estudo 115 crianças de ambos os sexos (67 do sexo masculino e 48 do sexo feminino), divididos em dois grupos de idade (7-8 anos e 9-10 anos).

As crianças frequentavam escolas públicas da região do norte de Portugal. Numa fase inicial foram seleccionados os alunos sinistrómanos, tendo como critério a mão preferida para escrever. De seguida, foram escolhidos aleatoriamente alunos destrímanos com características semelhantes aos sinistrómanos, nomeadamente no que respeita ao sexo e à idade. Numa fase posterior, os sujeitos foram novamente avaliados relativamente à sua preferência manual, desta vez de uma forma mais pormenorizada através da aplicação do Dutch Handedness Questionnaire de Van Strien (1992). Este questionário consiste em 15 itens relativos a actividades simples, unimanuais, da vida diária. Para a execução de cada actividade, os sujeitos são solicitados a responder se utilizam a mão direita, a mão esquerda ou se não têm preferência pela utilização de qualquer delas.

Cada item é codificado entre 0 e 2, recebendo a mão esquerda o valor de 0, a direita, o valor de 2, e qualquer delas, o valor de 1. Assim, o valor total reporta-se à soma de todos os itens e designa-se por coeficiente de lateralidade, o qual se situa entre 0 e 30. Os sujeitos foram classificados como sinistró-manos apresentando um coeficiente de lateralidade inferior a 15 (24 do sexo feminino e 32 do sexo masculino) e considerados destrímanos com um valor superior a 15 (24 do sexo feminino e 35 do sexo masculino). A média do coeficiente de lateralidade foi de 27.8 ± 2.8 para os destrímanos (sexo masculino: 27.7 ± 3.1, sexo feminino: 28.0 ± 2.2) e de 4.9 ± 3.8 para os sinistrómanos (sexo masculino: 4.4 ± 3.4, sexo feminino: 5.6 ± 4.3).

Instrumentos e Tarefa O instrumento utilizado foi o Bassin Anticipation Timer (Lafayette Instruments, modelo n.º 50575) que consiste numa calha metálica com díodos emissores de luz (LEDs) dispostos em sequência e distanciados 4.5 cm entre si. As tarefas sincronizadas usadas envolveram diferentes níveis de complexidade motora. Em ambas as tarefas, a calha foi posicionada de frente para o sujeito, de forma que o sinal luminoso se deslocasse da extremidade distal para a proximal.

A tarefa simples consistiu em accionar com o polegar um botão de pressão colocado na mão no momento em que o último LED acendia. A tarefa complexa consistiu em tocar cinco sensores numa sequência pré-determinada (1,2,3,4,5) em integração com um estímulo visual, de forma que o último sensor (5) fosse tocado simultaneamente com a chegada do estímulo luminoso ao último LED. Para tal foi utilizado o aparelho de antecipação-coincidência em tarefas complexas (Corrêa, 2001). Na tarefa complexa era o participante que dava início ao deslocamento do estímulo carregando num sensor colocado na sua linha média, perto dos restantes sensores. A calha utilizada para esta tarefa foi a mesma utilizada para a tarefa simples. Acoplados aos sensores encontrava-se um computador com um software que possibilitava o registo automático dos resultados, ou seja o tempo de antecipação-coincidência, que se refere ao tempo entre o último toque e o acendimento do LED alvo. Em ambas as tarefas os sujeitos adoptaram a mesma posição (de ), estando o ângulo de aproximação do estímulo a 30º (Payne, 1987).

Procedimentos Os sujeitos foram informados oralmente dos objectivos do estudo e das tarefas.

A amostra foi contrabalançada em relação à variável complexidade da tarefa sendo dividida em dois grupos de forma aleatória.

O primeiro grupo iniciou as tentativas na tarefa simples e executou depois a tarefa complexa (grupo S-C). O segundo grupo iniciou a tarefa complexa à qual se seguiu a simples (grupo C-S).

Todos os participantes realizaram 5 tentativas com uma mão e 5 tentativas com a outra em cada uma das tarefas, sendo os grupos contrabalançados em relação à mão que iniciava a tarefa. Na tarefa simples a velocidade utilizada foi de 268.2 cm/s (6 mph) e na tarefa complexa foi de 44.7 cm/s (1 mph). O foreperíod, ou seja, o sinal de aviso (díodo amarelo) mantinha-se aceso durante .5 s antes do início da propagação do estímulo, em qualquer uma das tarefas. Em todas as etapas foi fornecido conhecimento verbal dos resultados (0 - 25 ms: Excelente; 26 - 50 ms: Muito Bom; 51 - 100 ms: Bom; acima dos 101 ms: muito antes ou muito depois). Estas categorias basearam-se nas usadas por Corrêa (2001).

Análise Estatística Foram calculados os erros absoluto (EA), constante (EC) e variável (EV) para cada participante. As variáveis dependentes foram analisadas em cada grupo de preferência manual através de uma ANOVA multifactorial 2×2×2×2 (idade, sexo, mão, tarefa), com medidas repetidas nos dois últimos factores. O nível de significância foi fixado em p < .05.

RESULTADOS Na Tabela 1 estão descritos, para o grupo de preferência manual, a média e o desvio padrão de cada tipo de erro, relativamente a cada mão, a cada tarefa e considerando a idade e o sexo.

Tabela 1 Média, desvio padrão, F e p dos erros absoluto (EA), constante (EC) e variável (EV) em relação à mão preferida (MP) e não preferida (MNP), na tarefa simples e complexa, considerando a idade e o sexo

Erro Absoluto Destrímanos Os factores principais tarefa [F(1,55)= 56.88, p <.001], idade [F(1,55) = 15.41, p < .001] e sexo [F(1,55) = 11.83, p < .001] tiveram um efeito significativo, assim como a interacção entre os factores tarefa e idade [F (1,55) = 6.15, p < .001] e entre tarefa e sexo [F(1,55) = 4.39, p < .041]. Os factores principais revelaram uma precisão mais elevada no grupo mais velho, no sexo masculino e na tarefa simples. As duas interacções revelam que a diferença entre as idades e entre os sexos foi superior na tarefa complexa.

Sinistrómanos Os factores principais tarefa [F(1,52) = 72.75, p < .001], mão [F(1,52) = 5.94, p < .018], idade [F(1,52) = 23.44, p < .001] e sexo [F(1,52) = 5.22, p < .026] tiveram um efeito significativo. Uma precisão mais elevada foi observada na tarefa simples, na MP, nos participantes mais velhos e no sexo masculino. Para além disso, a interacção entre os factores tarefa e idade [F(1,52) = 10.73, p < .002] revelou que a diferença entre os grupos de idade foi mais acentuada na tarefa complexa.

Erro Constante Destrímanos O factor principal mão [F(1,55) = 4.86, p < .032] e a interacção entre mão e tarefa [F(1,55) = 4.98, p < .030] revelaram um efeito significativo. Esta interacção demonstrou que a assimetria manual foi mais elevada na tarefa complexa do que na simples. Na tarefa complexa, os sujeitos anteciparam as respostas e demonstraram um enviesamento do erro menor com a MP do que com a MNP, com a qual atrasaram as respostas.

Sinistrómanos Apenas o factor principal mão [F(1,52) = 4.55, p < .038] apresentou significado estatístico, demonstrando a MP menor enviesamento do erro e a tendência para respostas antecipadas, relativamente à MNP que demonstrou maior enviesamento do erro e propensão para respostas mais atrasadas.

Erro Variável Destrímanos Os factores principais tarefa [F(1,55) = 63.28, p < .001], idade [F(1,55) = 10.96, p < .002] e sexo [F(1,55) = 14.10, p < .001] tiveram um efeito significativo, assim como a interacção entre os factores tarefa e sexo [F(1,55) = 6.19, p < .016]. As crianças mais velhas e o sexo masculino apresentaram menor variabilidade e a interacção revelou que a diferença entre os sexos foi mais elevada na tarefa complexa do que na simples.

Sinistrómanos Os factores principais tarefa [F(1,52) = 49.48, p < .001], mão [F(1,52) = 6.63, p < .013], idade [F(1,52) = 28.30, p < .001] e sexo [F(1,52) = 9.23, p < .004] tiveram um efeito significativo, assim como a interacção entre os factores tarefa e idade [F(1,52) = 11.62, p < .001] e entre idade e sexo [F(1,52) = 9.76, p < .003]. Os factores principais revelaram uma variabilidade menor na tarefa simples, na MP, no grupo mais velho e no sexo masculino. A primeira interacção revelou que a diferença entre as idades foi maior na tarefa complexa e a segunda interacção demonstrou que a diferença entre os sexos foi mais acentuada no grupo 7-8 anos.

DISCUSSÃO O objectivo principal deste estudo consistiu em investigar a assimetria manual em função da complexidade da tarefa, pretendendo ainda analisar o efeito da idade e do sexo nessa mesma assimetria, em crianças destrímanas e sinistrómanas. Os resultados revelaram um aumento da assimetria manual com a complexidade da tarefa apenas na análise do EC. Este aumento da assimetria foi observado tanto nos destrímanos como nos sinistró-manos, apesar de neste grupo a diferença entre mãos não ter atingido significado estatístico, comprovando parcialmente os resultados de outros trabalhos (Borod et al., 1984; Bryden & Roy, 1999; Bryden et al., 2007; Flowers, 1975; Miller, 1982; Provins & Magliaro, 1989). A sequência de acções de complexidade de execução mais elevada, requerida pela tarefa complexa comparativamente à tarefa simples, fez realçar a vantagem da MP. Tal como enfatizou Bryden (1998), a superioridade da MP em relação à MNP irá ser evidente em tarefas que requerem características como, por exemplo, complexa sequência de movimentos, orientação precisa da mão, controlo visual on-line e AC.

Apesar de ambos os grupos não terem sido comparados entre si, foi possível verificar que a assimetria manual foi evidente nos sinistrómanos em todos os erros de medida, enquanto nos destrímanos apenas se verificou na análise do EC e durante a execução da tarefa complexa. Estes resultados contrariam os de outros estudos nos quais foi observada uma assimetria manual mais elevada nos destrímanos (Olex-Zarychta & Raczek, 2008). A natureza da tarefa estará provavelmente associada a este efeito. Por um lado, a percepção da trajectória de um objecto em movimento envolve o processamento visuo-espacial; por outro lado, a predição do local e do tempo que o estímulo demora a chegar ao alvo requer estimativas espaço-temporais. Tem sido descrito na literatura que o processamento da informação requerido por este tipo de tarefa pode envolver uma vantagem do hemisfério direito sobre o hemisfério esquerdo (Boulin-guez, Ferrois, & Graumer, 2003; Dane & Erzurumluoglu, 2003; Gordon & Kravetz, 1991; Holtzen, 2000), resultando num benefício para os sinistrómanos, uma vez que a sua MP (esquerda) é comandada sobretudo pelo hemisfério direito.

Esta situação seria então a causadora de uma assimetria manual superior relativamente aos destrímanos.

No geral, a assimetria manual não variou em função da idade. Porém, quer a análise do EA quer a do EV revelou que em ambos os grupos de PM a idade foi um factor com efeito significativo, sendo o grupo de 9-10 anos mais preciso e menos variável do que o grupo de 7-8 anos. Estes resultados corroboram os de outros estudos (Ball & Glencross, 1985; Bard, Fleury, Carrière, & Bellec, 1981; Dorfman, 1977; Stadulis, 1971), que explicam esta observação sugerindo uma integração sensório-motora mais desenvolvida no grupo mais velho permitindo, desta forma, um desempenho mais proficiente. Tem sido sugerido que a experiência e a aprendizagem adicional na intercepção de estímulos nas crianças mais velhas possam superar as qualidades perceptivas ou motoras necessárias à realização deste tipo de tarefas. As crianças mais velhas parecem recorrer a um número mais elevado de pistas e de elementos de análise na intercepção de trajectórias de estímulos visuais (Stadulis, 1985). A interacção da idade com a tarefa revelou um melhor desempenho dos mais velhos na execução de tarefas complexas. Estes resultados corroboram outros estudos onde estas variáveis foram analisadas (Fleury & Bard, 1985). As tarefas complexas parecem assim determinar um peso atencional diferenciado em função da idade, em adição ao processamento da informação (Bard et al., 1990).

O efeito do sexo foi visível em ambos os grupos de preferência manual, revelando o sexo masculino uma melhor performance do que o sexo feminino. Este resultado contraria vários estudos nos quais não se observaram diferenças entre os sexos em participantes pré-púberes na realização de tarefas de AC (Millslagle, 2004; Ridenour, 1981; Wrisberg & Mead, 1983). Porém, um facto interessante merece destaque, podendo explicar a ausência de diferenças entre os sexos nos estudos atrás citados: estes recorreram apenas à aplicação de tarefas simples. No presente estudo foi observado que o efeito do sexo está relacionado com a complexidade da tarefa, corro-borando outros estudos (Fleury & Bard, 1985). Habilidades visuo-espaciais mais proficientes no sexo masculino podem ser apontadas como uma das possíveis causas destes resultados (Bell, Willson, Wilman, Dave, & Silverstone, 2006; Dane & Erzurumluoglu, 2003).

A tarefa simples proporcionou um desempenho mais elevado do que a tarefa complexa em ambos os grupos de PM, indo ao encontro dos resultados de outras investigações que avaliaram o efeito da complexidade em tarefas de AC (Williams, Jasiewicz, & Simmons, 2001; Williams & Jasiewicz, 2001).

Este resultado era esperado, uma vez que o desempenho em tarefas complexas requer planeamento e organização do movimento e, consequentemente, maior demanda na programação motora.

CONCLUSÕES Os resultados deste estudo revelaram (i) um aumento da assimetria manual com a complexidade da tarefa em ambos os grupos de PM, apesar de nos sinistrómanos a diferença entre as mãos não ter atingido significado estatístico; (ii) uma assimetria manual em todos os erros de medida, evidente apenas nos sinistrómanos; (iii) maior precisão e menor variabilidade do grupo de 9-10 anos comparativamente ao grupo de 7-8 anos, em ambos os grupos de PM, revelando a interacção da idade com a tarefa que este efeito maturacional foi mais pronunciado na execução de tarefas complexas; (iv) um desempenho mais elevado do sexo masculino em relação ao sexo feminino em ambos os grupos de PM; (v) um desempenho mais elevado na tarefa simples comparativamente à tarefa complexa em ambos os grupos de PM. Estes resultados favorecem a perspectiva na qual a assimetria manual é considerada como um processo dinâmico, interagindo com o tipo de tarefa, com a idade e o sexo. Demonstram, ainda, que os dois grupos de preferência manual não se comportam da mesma forma no desempenho da capacidade de AC, traduzida no presente estudo em duas tarefas de diferente complexidade.


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