Fatores associados à prática de caminhada, atividades físicas moderadas e
vigorosas em adolescentes
A atividade física pode ser definida como qualquer movimento corporal produzido
pelo sistema músculo-esquelético que resulta em gasto energético acima do
repouso (Caspersen, Powell, & Christenson, 1985). Em crianças e
adolescentes, estas atividades são comumente realizadas ao caminhar até a
escola, participar de atividades desportivas, brincar ativamente com amigos e
realizar tarefas domésticas ou trabalhos manuais (Katzmarzyk et al., 2008).
A literatura preconiza que a prática regular de atividade física em indivíduos
jovens está relacionada com a redução do risco de diversas doenças como a
hipertensão, diabetes tipo 2, aterosclerose e alguns tipos de câncer, e com a
melhoria na capacidade dos sistemas músculo-esquelético e cardiorrespiratório,
além de favorecer o crescimento físico saudável e o controle de peso corporal
(Strong et al., 2005). Há evidências de que estes benefícios podem ser
observados ainda na juventude e são determinantes do estado de saúde na fase
adulta (Boreham et al., 2002; Kvaavik, Klepp, Tell, Meyer, & Batty, 2009;
Twisk, Kemper, Van Mechelen, & Post, 2001).
Entretanto, o estilo de vida moderno da população jovem é caracterizado pela
menor quantidade de movimentos corporais no cotidiano, favorecendo o
desenvolvimento de doenças crônicas não-transmissíveis (Marani, Oliveira, &
Guedes, 2006; Murphy, McNeilly, & Murtagh, 2010). Desta forma, estudos têm
investigado variáveis associadas à prática de atividade física em indivíduos
jovens visando identificar os principais fatores que influenciam no estilo de
vida ativo (Bastos, Araújo, & Hallal, 2008; Gonçalves, Hallal, Amorim,
Araújo, & Menezes, 2007; Gordon-Larsen, McMurray, & Popkin, 2000;
Hallal, Bertoldi, Gonçalves, & Victora, 2006).
Estudos prévios demonstram que a faixa etária, o sexo e a condição
socioeconômica são alguns dos fatores comumente associados com a prática de
atividades físicas em adolescentes (Ceschini, Andrade, Oliveira, Araújo Júnior,
& Matsudo, 2009; Farias Júnior, 2008; Nhantumbo, Maia, Saranga, &
Prista, 2008; Seabra, Mendonça, Thomis, Anjos, & Maia, 2008; Vasques &
Lopes, 2009). Contudo, são escassas as informações sobre a relação destes
fatores com os diferentes tipos e intensidades de atividades físicas na
adolescência (prática de caminhada, atividades físicas moderadas e vigorosas).
Esta análise pode ser importante para indicar se existem fatores específicos
associados com determinados tipos e intensidades de atividades físicas, bem
como para identificar os grupos de maior risco ao estilo de vida inativo.
Portanto, o presente estudo objetivou analisar a associação do sexo, faixa
etária, classe econômica, escolaridade do pai e estado nutricional com a
prática de caminhada e atividades físicas moderadas e vigorosas em
adolescentes, com idades entre 11 e 16 anos, de uma escola pública do município
de Fortaleza, Ceará, Brasil.
MÉTODO
Amostra
O presente estudo foi realizado com adolescentes de uma escola pública do
município de Fortaleza, Ceará, na região Nordeste do Brasil. Os pais e/ou
responsáveis autorizaram a participação dos escolares na pesquisa mediante a
assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE). Os
procedimentos adotados no presente estudo foram aprovados pelo Comitê de Ética
em Pesquisa da Universidade Federal do Ceará (protocolo nº 244/08).
A amostra foi composta por 767 alunos regularmente matriculados na escola
avaliada, distribuídos em 18 turmas do sétimo ao nono ano do ensino fundamental
(ano letivo de 2009), todas no turno matutino. Destes, 189 adolescentes (24,6%
dos alunos matriculados) não participaram do presente estudo por: i) faltar o
dia de entrega do TCLE; ii) não retornar o TCLE assinado pelo responsável; ou
iii) preencher incorretamente os questionários. Desta forma, a amostra foi
composta por 578 escolares (75,4% dos alunos matriculados), de ambos os sexos,
com idades entre 11 e 16 anos. As características gerais da amostra de acordo
com o sexo estão apresentadas na Tabela 1.
Tabela_1
Descrição da amostra em relação às variáveis idade, estatura, massa corporal e
índice de massa corporal (IMC), com valores expressos em média (M) e desvio
padrão (DP)
Instrumentos e Procedimentos
Previamente à coleta de dados, houve treinamento dos avaliadores com
explicações teóricas e simulações práticas, visando à padronização tanto da
aplicação de questionários quanto da avaliação antro-pométrica. A coleta de
dados foi realizada em dois locais distintos: i) uma sala de aula para a
aplicação dos questionários referentes à condição econômica e a atividade
física; e ii) uma sala de aula para a avaliação antropométrica. Inicialmente,
foram definidas turmas com até trinta adolescentes para o preenchimento dos
questionários. Os adolescentes receberam as instruções referentes ao
preenchimento dos questio-nários, sem ser estimado tempo para conclusão dos
mesmos. Quando solicitado o auxílio dos avaliadores os escolares foram
prontamente atendidos. Em seguida, os adolescentes foram encaminhados para a
sala de avaliação antropométrica, para mensuração da estatura (cm) e da massa
corporal (kg). Todas as coletas foram realizadas no mês de março de 2009.
A mensuração da estatura e da massa corporal dos adolescentes foi realizada
conforme padronização proposta por Gordon, Chumlea e Roche (1988). Para tanto,
foi utilizada uma fita métrica (com escalas de .1 cm, marca Easyread e modelo
Cateb) fixada em uma parede plana, sem rodapé, para determinação da estatura; e
uma balança digital (resolução de 100 g e capacidade de 150 kg, marca Plenna e
modelo Wind) para determinação da massa corporal. As medidas da massa corporal
e estatura foram utilizadas para cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC, kg/
m²). Para determinação do estado nutricional utilizou-se o critério brasileiro
proposto por Conde e Monteiro (2006), classificando os adolescentes com excesso
de peso (sobrepeso e obesidade) e peso normal.
Para avaliação da condição econômica foi utilizado o questionário da Associação
Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP, 2008) que visa estimar o poder de
compra das pessoas e famílias e o grau de instrução do chefe da família (pai),
separando nas classes econômicas A, B, C, D e E. As classes econômicas foram
agrupadas em classe alta (A+B), classe média (C) e classe baixa (D+E). Além
disso, a escolaridade do chefe da família dos adolescentes foi considerada
segundo o número de anos completos de escolaridade, sendo adotadas as seguintes
categorias: < 4 anos, 5-8 anos, 9-11 anos e > 12 anos.
O nível de atividade física foi avaliado através do International Physical
Activity Questionnaire(IPAQ, versão 8, forma curta). Essa versão é composta por
oito questões abertas e suas informações permitem estimar o tempo despendido na
última semana em caminhadas e atividades físicas de intensidade moderada ou
vigorosa, além de estimar o tempo de inatividade física (posição sentada)
(Matsudo et al., 2001). Este questionário foi validado para adolescentes
brasileiros por Guedes, Lopes e Guedes (2005). O critério desenvolvido pelo
IPAQ Research Committee (2005) foi utilizado para análise da atividade física
dos adolescentes. Esta classificação considera os critérios de frequência e
duração, e classifica o nível de atividade física dos adolescentes em três
categorias: inativo; moderadamente ativo e muito ativo. Os adolescentes
classificados nas duas últimas categorias foram considerados como ativos.
Análise Estatística
A análise dos dados apropriou-se da estatística descritiva, através de
indicadores de média, desvio padrão e percentagem.
No que se refere à estatística inferencial, o teste do Qui-quadrado foi
utilizado para verificar diferenças entre os sexos na proporção de adolescentes
inativos em cada faixa etária. O teste t para amostra independente foi
utilizado para verificar diferenças entre os sexos nas variáveis
antropométricas, e entre os sexos e as classificações do estado nutricional no
tempo semanal de atividade física. Para as variáveis com mais de três
categorias (faixa etária, escolaridade do pai e classe econômica) utilizou-se a
análise de variância one-way com post-hoc de Tukey para se verificar as
diferenças entre os grupos no tempo semanal de atividade física.
Todos os resultados foram analisados através do SPSS 15.0, sendo adotado p <
.05 como valor de significância estatística.
RESULTADOS
No presente estudo houve maior participação de adolescentes do sexo masculino
(52.8%) e da faixa etária de 11-12 anos (36.9%). Foram verificadas médias seme-
lhantes entre os sexos para a massa corporal e para o IMC, entretanto, os
adolescentes do sexo masculino apresentaram média superior para a variável
estatura do que seus pares do sexo feminino (p < .001) (ver Tabela_1).
A proporção de adolescentes classificados como inativos, de acordo com o sexo e
faixa etária, pode ser observada na Figura 1. Treze por cento dos adolescentes
foram classificados como inativos, sendo 15.1% do sexo masculino e 10.6% do
feminino. Em relação ao nível de atividade física, não houve diferenças
significativas entre os sexos na proporção de adolescentes inativos nas três
faixas etárias e na amostra total (p > .05).
Figura 1. Proporção de adolescentes classificados como inativos de acordo com o
sexo e faixa etária
A média semanal de participação em caminhadas, atividades físicas moderadas e
vigorosas de acordo com sexo, faixa etária, estado nutricional, escolaridade do
pai e classe econômica pode ser observada na Tabela 2. Verificou-se que as
adolescentes do sexo feminino apresentaram mais tempo despendido com a prática
de caminhada (p = .019) e de atividades vigorosas (p = .017) do que seus pares
do sexo masculino. Moças também apresentaram média semanal de prática de
atividades moderadas superior aos rapazes, embora a diferença não tenha sido
estatisticamente significativa (p = .055). Em relação às faixas etárias,
observou-se maior participação de adolescentes da faixa etária de 14-16 anos em
caminhada do que os adolescentes de 11-12 anos (p = .026) e 13 anos de idade (p
= .006). Quanto à condição econômica, foi verificada diferença significativa (p
= .034) no tempo de atividade física moderada, sendo que os adolescentes de
classe econômica mais elevada apresentaram média superior nestas atividades.
Não foram verificadas diferenças significativas entre os grupos no tempo
despendido em caminhada, atividades físicas moderadas ou vigorosas em relação
ao estado nutricional e à escolaridade do pai (p > .05).
Tabela 2
Prática semanal de caminhada e atividades físicas moderadas e vigorosas em
relação ao sexo, faixa etária, estado nutricional, escolaridade do pai e classe
econômica, com valores expressos em média (M) e desvio padrão (DP)
DISCUSSÃO
A identificação dos fatores associados à prática de atividades físicas na
adolescência é importante para orientar políticas públicas de promoção de
atividade física (Sallis, Prochaska, & Taylor, 2000). Não obstante,
conhecer os fatores associados aos diferentes tipos e intensidades de
atividades físicas torna-se relevante para orientar programas de intervenção
que visem promover o estilo de vida ativo durante a adolescência, especialmente
aos grupos de maior risco ao comportamento sedentário.
Neste contexto, o presente estudo identificou o sexo, a faixa etária e a classe
econômica como os principais fatores associados à prática de atividades físicas
dos adolescentes investigados. Esta associação foi observada para o sexo na
prática semanal de caminhada e de atividades físicas vigorosas, para a faixa
etária na prática de caminhada, e para a classe econômica na prática de
atividades físicas moderadas. Estes resultados evidenciaram a importância de se
considerar os diferentes tipos e intensidades de atividades físicas para
compreender os fatores associados com a prática de atividade física em
adolescentes.
Os achados do presente estudo diferem do que tem sido descrito na literatura
com relação aos fatores associados à prática de atividade física em
adolescentes. É bem relatado na literatura que adolescentes do sexo feminino
são menos ativas do que seus pares do sexo masculino (Butcher, Sallis, Mayer,
& Woodruff, 2008; Ceschini et al., 2009; Guedes, Guedes, Barbosa, &
Oliveira, 2001; Marani et al., 2006; Nader, Bradley, Houts, McRitchie, &
O´Brien, 2008; Oehlschlaeger, Pinheiro, Horta, Gelatti, & San'Tana, 2004;
Pahkala et al., 2008). Contudo, ao comparar os sexos no presente estudo,
verificou-se que as meninas apresentaram maior tempo semanal do que os meninos
na prática de caminhada e atividades físicas vigorosas, embora não tenha havido
diferença significativa entre os sexos na proporção de adolescentes inativos,
quando analisada a prática total de atividade física. Os resultados do presente
estudo corroboram com outros que verificaram maior prática de atividade física
em adolescentes do sexo feminino de uma cidade na Espanha (Casterad et al.,
2006) e de uma comunidade rural em Moçambique (Nhantumbo et al., 2008). Além
disso, estudo prévio realizado com adoles-centes de dez cidades européias
também identificou que meninas apresentavam maior tempo despendido na prática
de caminhada em comparação aos rapazes (De Cocker et al., 2011).
Visando uma melhor compreensão destes achados, deve-se considerar que mais de
90% da amostra do presente estudo foi composta por adolescentes de classe
econômica baixa ou média. Nesse contexto, estudos prévios indicam que a prática
de atividades intensas de organização da casa (lavar roupa, limpeza da casa,
dentre outras) é mais frequentemente realizada por jovens de classe econômica
baixa, principalmente do sexo feminino (De Cocker et al., 2011; Farias Júnior,
2008; Gonçalves et al., 2007; Nhantumbo et al., 2008; Prista, Marques, &
Maia, 1997). Estas evidências podem explicar, em parte, os achados do presente
estudo em relação às diferenças entre os sexos para a prática de atividades
físicas. Contudo, considerando que grande parte dos estudos indica que
adolescentes do sexo masculino são mais ativos do que seus pares do sexo
feminino, a extrapolação destes resultados deve ser realizada com cautela.
Nesse sentido, sugere-se a realização de outras investigações que comparem os
diferentes tipos e intensidades de atividades físicas entre os sexos.
Quanto à relação entre atividade física e faixa etária, observou-se que os
adolescentes mais velhos apresentaram maior tempo semanal na prática de
caminhada do que os adolescentes das faixas etárias menores. Embora alguns
estudos apontem uma maior prática de atividade física em adolescentes mais
velhos (Nhantumbo et al., 2008; Vasconcelos & Maia, 2001), preconiza-se na
literatura que adolescentes mais novos são mais ativos (Bucther et al., 2008;
Ceschini et al., 2009; Guedes et al., 2001; Oehlschlaeger et al., 2004).
Contudo, vale ressaltar que a maioria dos estudos analisou a prática de
atividade física total, enquanto o presente estudo identificou que adolescentes
mais velhos apresentaram resultados significativa-mente superiores somente para
a prática de caminhada. Nesse sentido, cabe mencionar que a prática de
caminhada como meio de transporte é bastante comum em jovens de classe
econômica baixa ou média (Bastos et al., 2008; Hallal et al., 2006; Nhantumbo
et al., 2008), as quais são representadas pela maioria dos adolescentes do
presente estudo. Além disso, os pais/responsáveis permitem que adolescentes
mais velhos façam deslocamentos a pé sozinhos ou com amigos, enquanto os mais
novos caminham menos por necessitarem do acompanhamento de adultos ao realizar
esta atividade física, devido principalmente aos problemas de segurança pública
(violência, assaltos, acidentes, etc.) (Gonçalves et al., 2007; Gordon-Larsen
et al., 2000). Estes fatores possivelmente favoreceram o maior tempo despendido
na prática de caminhada nos adolescentes mais velhos.
A classe econômica foi o único fator associado com a prática de atividades
físicas moderadas, sendo que os adolescentes de classe econômica mais elevada
apresentaram dispêndio de tempo semanal superior em atividades moderadas em
relação aos seus pares de classes econômicas menos privilegiadas. Alguns
estudos sugerem que jovens de classe econômica mais elevada participam com
maior frequência de atividades físicas que geralmente apresentam intensidade
moderada, como práticas esportivas organizadas (escolinhas de modalidades
esportivas, clubes, etc.) e espontâneas (atividade física de lazer) (Hallal et
al., 2006; Mota & Sallis, 2002; Seabra et al., 2008), o que possivelmente
contribuiu para as diferenças entre as classes econômicas observadas no
presente estudo.
O estado nutricional e a escolaridade do pai não estiveram associados com a
prática de caminhada e com atividades físicas moderadas e vigorosas na presente
investigação. Por outro lado, estudos prévios observaram associação destes
fatores com a prática de atividade física em adolescentes (Bastos et al., 2008;
Butcher et al., 2008; Farias Júnior, 2008; Gordon-Larsen et al., 2000;
Oehlschlaeger et al., 2004; Vasques & Lopes, 2009). Entretanto, deve-se
considerar que estes estudos consideraram a prática de atividade física total.
Neste sentido, sugere-se a realização de outros estudos visando identificar a
associação do estado nutricional e da escolaridade dos pais com diferentes
tipos e intensidades de atividades físicas.
A principal contribuição do presente estudo foi a análise de fatores associados
com os diferentes tipos e intensidades de atividade física (prática de
caminhada, atividades físicas moderadas e vigorosas) na adolescência, tendo em
vista que a maioria dos estudos presentes na literatura investigou a quantidade
total de atividade física. Contudo, o presente estudo possui limitações que
precisam ser consideradas. A primeira está relacionada à utilização do IPAQ em
adolescentes menores de 14 anos de idade, uma vez que este questionário não
apresenta boa reprodu-tibilidade e validade para adolescentes brasileiros desta
faixa etária (Guedes et al., 2005). Além disso, o presente estudo foi realizado
com adolescentes de apenas uma escola pública do município de Fortaleza, Ceará,
não representando a população deste município. Portanto, deve-se ter cautela na
generalização dos resultados.
CONCLUSÕES
Os resultados do presente estudo evidenciaram que os fatores associados com a
prática de atividade física em adolescentes variam de acordo com o tipo e
intensidade de atividade realizada. O sexo apresentou-se associado com a
prática de caminhada e de atividades físicas vigorosas (maior tempo de prática
semanal para o sexo feminino), enquanto a faixa etária esteve associada somente
com a prática de caminhada (maior tempo de prática semanal para os adolescentes
mais velhos). Além disso, a classe econômica foi associada com a prática de
atividades físicas moderadas (maior tempo de prática semanal para a classe mais
elevada). Desta forma, pode-se sugerir que questões demográficas e econômicas
podem influenciar a prática de atividades físicas de adolescentes. Os achados
do presente estudo precisam ser confirmados em investigações futuras para
direcionar a implantação de políticas públicas de promoção de atividade física
para a população jovem.