Impacto do Projeto de Intervenção na Obesidade Infantil no primeiro ciclo de um
agrupamento de escolas
Introdução
A tendência para o aumento da prevalência da obesidade não é apenas evidente
entre os adolescentes e adultos, mas também identificada em crianças com idades
inferiores a 10 anos.
O Projeto de Intervenção na Obesidade Infantil (PIOI) integrado numa Unidade de
Cuidados na Comunidade (UCC) foi implementado nas crianças do primeiro ciclo,
por um período de três anos letivos.
Os objetivos gerais do PIOI foram: diminuir a prevalência da obesidade em
crianças que em cada ano completavam 6 anos e melhorar os seus comportamentos
alimentares e de atividade física.
O PIOI aplicou a metodologia de projeto e esteve sustentado no modelo
Ecológico, associado ao paradigma do empowerment direcionado a crianças.
As estratégias de intervenção incidiram na promoção de estilos de vida
saudáveis (alimentação saudável e atividade física regular), na prevenção e
tratamento do problema de saúde relacionado com a obesidade, estruturadas em
dois domínios de intervenção: individual/familiar e grupo/comunidade.
O PIOI foi operacionalizado por uma equipa multidisciplinar preparada,
constituída por enfermeiros e nutricionista da UCC, por uma Engenheira
Alimentar e uma Psicóloga da Câmara Municipal, numa vertente de trabalho de
parceria.
Após três anos de implementação do projeto, tornou-se necessário avaliar o seu
impacto nas crianças consideradas, assim como perceber se contribuiu, com os
seus resultados, para a melhoria/ continuidade e para uma intervenção efetiva
na obesidade infantil. Desta forma, os objetivos do presente estudo centraram-
se nos objetivos do PIOI: Determinar a prevalência da obesidade infantil nas
crianças nascidas em 2003, 2004, 2005 e 2006 no período compreendido entre 2009
e 2012; Determinar a evolução da prevalência da sobrecarga ponderal nas
crianças nascidas em 2004 e 2005 após intervenção individual e familiar;
Identificar o score de comportamentos alimentares nas crianças nascidas em
2003, 2004, 2005 e 2006 no período compreendido entre 2009 e 2012; Identificar
o nível de atividade física semanal no tempo de lazer das crianças nascidas em
2003, 2004, 2005 e 2006 no período compreendido entre 2009 e 2012; Conhecer a
opinião dos parceiros da comunidade e da equipa multidisciplinar sobre o PIOI
como projeto de intervenção no tratamento e prevenção da obesidade infantil;
Conhecer a perceção dos pais/ encarregados de educação e professores sobre o
efeito das intervenções do PIOI nos comportamentos alimentares e níveis de
atividade física das crianças que integram o projeto.
Enquadramento
A obesidade é uma doença crónica, com o seu espaço próprio. O sentido da
expressão espaço próprio advém do reconhecimento de que a obesidade não é
apenas um fator para o desenvolvimento de algumas doenças que afetam a
sociedade ocidental, mas é também uma doença que ameaça a esperança de vida e a
qualidade de vida de quem é obeso, considerada pela World Health Organization
(2004) a epidemia do século XXI.
Na criança, a origem da obesidade é multifatorial, mas com predomínio nos
fatores exógenos, de causa comportamental e ambiental (Rito & Breda, 2006),
relacionado com uma alimentação desadequada e desequilibrada e o sedentarismo.
No ano 2010, em todo o mundo, estimava-se cerca de 43 milhões de crianças
obesas com menos de cinco anos (WHO, 2009). No panorama da União Europeia,
Portugal encontra-se numa das posições mais desfavoráveis, sendo um dos países
com maior prevalência da obesidade infantil (Carvalho, Carmo, Breda, &
Rito, 2011).
Em 2009, através da Iniciativa de Vigilância à Obesidade, verificou-se que a
prevalência segue a tendência dos números anteriores e indicou que 32% das
crianças do primeiro ciclo do Ensino Básico apresentavam sobrecarga ponderal,
sendo a prevalência do sobrepeso de 18,1% e da obesidade de 13,9% (Rito &
Breda, 2009).
Segundo Carvalho et al.: “A obesidade infantil constitui, na atualidade, um dos
mais sérios desafios da Saúde Pública” (2011, p.149) e um estímulo, também,
para a implementação de estratégias de intervenção do foro comunitário,
incluindo os processos de capacitação associados não apenas nas crianças, mas
também aos elementos chaves da comunidade (Tripodi, Severi, Midili &
Corradini, 2011).
Os projetos implementados e os estudos efetuados a nível internacional visam a
escola como ambiente fulcral na educação, no desenvolvimento da capacidade
crítica da criança e das opções saudáveis (Tripodi, Severi, Midili, &
Corradini, 2011). A atividade física foi mencionada na maioria dos artigos,
mais do que a alimentação, como determinante na redução do Índice de Massa
Corporal (IMC) nas crianças com sobrecarga ponderal.
A elevada prevalência de obesidade infantil em Portugal determina a necessidade
de desenvolver projetos de intervenção de forma a dar respostas inovadoras às
famílias com crianças que sofrem de excesso de peso. Verifica-se que os
esforços a nível nacional, nesta área, são recentes, todavia as intervenções
comunitárias na obesidade infantil são escassas, tal se verifica pelo número
reduzido de artigos e publicações de intervenção comunitária nacional. O
programa de Combate à Obesidade Infantil na região do Algarve é um exemplo
recente de intervenção comunitária com efeitos positivos (Ordem dos
Nutricionistas, 2014).
A literatura examinada teve por base quadros conceptuais, estudos, trabalhos
publicados e também informação relativa à metodologia utilizada, que refletiram
o estado de conhecimento, na área da obesidade infantil e da sua respetiva
abordagem.
Questões de Investigação
O presente estudo tem por base a seguinte questão de investigação: Qual o
impacto nas crianças do primeiro ciclo de um agrupamento de escolas, de um
projeto promotor da prevenção e tratamento da obesidade, após três anos letivos
de execução?
Metodologia
A metodologia utilizada na operacionalização do PIOI consistiu na avaliação
antropométrica e aplicação do questionário sobre os hábitos alimentares
(Kidmed) e atividade física em tempo de lazer (Godin & Shephard) às
crianças do 1º, 2º, 3º e 4º ano do Agrupamento de Escolas, no contexto escolar.
No início de cada ano letivo eram avaliadas as crianças que integravam pela
primeira vez o PIOI e reavaliadas as que o tinham efetuado no(s) ano(s)
anteriores.
Na intervenção individual e familiar às crianças/família identificadas com
sobrecarga ponderal, foi-lhes proposto a realização de um primeiro atendimento
em equipa multidisciplinar (Nutrição, Enfermagem e Psicologia) e três consultas
seguintes de Nutrição.
Na intervenção grupo/comunidade, o grupo alvo integrava pais, professores,
alunos do 1º ciclo. Neste âmbito de intervenção várias atividades lúdico-
pedagógica foram realizadas entre as quais: Workshop de culinária saudável,
Oficinas de Trabalho dirigidas aos pais Com os meus pais eu como e mexo a
sorrir, Oficinas de Trabalho dirigidas aos professores Com os meus professores
eu como e mexo corretamente, Hortas Pedagógicas, Sementeiras e o Concurso Faz a
tua sopa.
Na avaliação do impacto do projeto, a metodologia de investigação assumiu um
enfoque epistemológico de cariz quantitativo e qualitativo.
O tipo de estudo quantitativo é longitudinal, retrospetivo, porque todos os
dados sobre o fenómeno foram registados antes de iniciar a presente
investigação e de natureza descritiva (Fortin, 2009). Os dados de monitorização
foram obtidos através das avaliações antropométricas (peso, estatura e cálculo
do Índice de Massa Corporal); dos score dos comportamentos alimentares, com
aplicação do Kidmed (Mediterranean Diet Quality Índex) e do nível de atividade
física, através do questionário Godin e Shephard, na amostra de 381 alunos do
primeiro ciclo, do primeiro ao quarto ano, nascidos 2003 a 2006
Os critérios de inclusão para a população (n= 382) foram: Os alunos que
completaram os 6 anos de idade e se matricularam no 1º Ciclo do Agrupamento de
Escolas de Ponte da Barca e integraram o PIOI, no período letivo compreendido
entre 2009 e 2012.
Os critérios de exclusão foram: Alunos com necessidade educativas especiais,
com dificuldades de locomoção. Alunos matriculados no Agrupamento de Escolas
cujos pais não autorizaram a participação nas atividades do PIOI.
De acordo com os critérios de inclusão e exclusão, apenas um aluno nascido de
2005, portador de deficiência motora e cognitiva, foi excluído por deambular
com ajuda de cadeira de rodas e se encontrar ausente da sala.
No início de cada ano letivo, especificamente nos anos letivos 2010/2011, 2011/
2012 e 2012/ 2013, entre os meses de outubro e novembro, a equipa PIOI, através
de ferramenta informática, Excel, efetuou os registos dos dados
antropométricos, dos hábitos alimentares e da atividade física.
Os dados de monitorização foram obtidos pelos seguintes procedimentos:
Peso – Utilizada uma balança analógica SECA, com escala em quilogramas, em que
a criança se coloca no centro da plataforma descalça e em fato de banho;
Estatura – Utilizada uma fita métrica na posição vertical, em que a criança
encosta as costas e os calcanhares à escala graduada, como os pés descalços
unidos. A estatura é medida entre o vértex e o plano de referência da base do
equipamento onde se apoiam os pés, em metros.
IMC - Estabelecido pelo Center for Disease Control and Prevention (CDC) dos
Estados Unidos da América. IMC entre o percentil 85 e 95 para a idade e sexo
possui excesso de peso e acima do percentil 95 para idade e sexo é considerada
obesidade. Em Portugal, as tabelas de crescimento e as curvas de percentis
adotadas desde setembro de 2005 pela Direcção-Geral de Saúde são as
estabelecidas pelo CDC dos Estados Unidos da América.
Score de Comportamentos Alimentares - Questionário Kidmed composto de 16
questões, que pretendem analisar o consumo diário e a frequência de consumo de
alguns alimentos, e foi inicialmente desenvolvido para avaliar o nível do
Padrão Alimentar Mediterrânico de crianças e adolescentes espanhóis, entre os
dois e os vinte e quatro anos de idades. O questionário foi adaptado para a
população portuguesa. As questões estão pontuadas com (1) de acordo com a
resposta com conotação positiva e (-1) se a conotação em relação à dieta
mediterrânica é negativa. A soma das respostas variam entre 0 e a 12,
permitindo classificar a adesão ao Plano Alimentar Mediterrânico. Quando os
resultados são maiores que 8 a dieta mediterrânica é Ótima. Entre 4 e 7 a dieta
é Boa, mas ainda precisa de ajustes e menor que 3 a dieta é de Muito Fraca
qualidade.
O Nível da Atividade Física - A atividade física semanal foi estimada com base
no procedimento proposto por Godin e Shephard e adaptado à população
portuguesa, que tem por objetivos quantificar a atividade física realizada no
tempo de lazer, durante sete dias da semana, cujo score final é obtido através
de uma fórmula: AFSemanal = (9xAF intensa) +(5xAF moderada) + (3x AF leve).
A análise dos dados foi efetuada através do programa estatístico SPSS 11.5.
Na investigação qualitativa a opção pela metodologia Focus Group relaciona-se
com a capacidade deste método gerar partilha de ideias, pontos de vista e novas
ideias. Efetuaram-se dois Focus Group, um constituído pela equipa
multidisciplinar/parceiros comunitários e o outro pelos pais/docentes. Os dados
recolhidos das entrevistas foram submetidas à técnica da análise de conteúdo.
No sentido de respeitar os princípios éticos imprescindíveis a qualquer
investigação, foi efetuado o pedido de autorização à Comissão de Ética da
Unidade Local de Saúde à qual a UCC pertence, que foi concedida. Por
conseguinte, a informação foi transmitida aos informantes privilegiados sobre
os objetivos do estudo bem como assegurado o anonimato e a confidencialidade
dos dados. Os pais dos alunos foram informados sobre o projeto e respetivo
processo de avaliação, sendo solicitado o pedido de autorização.
Resultados
Os alunos avaliados em 2010 apresentaram uma média de idade de 6,8 (± 0,58)
anos, os avaliados em 2011 uma média de idade de 7,2 (± 0,87) anos e os
avaliados em 2012 com média de idade de 7,8 (± 1,10) anos.
Evidencia-se que a prevalência da obesidade nas crianças que completam os 6
anos ao longo dos anos de avaliação tende a diminuir: 16,1% (crianças de 2004,
em 2010), 15,5% (crianças de 2005, em 2011),13,8% (crianças de 2006, em 2012).
Relativamente à prevalência do excesso de peso, nas mesmas crianças, aumenta de
15,1% (crianças de 2004, em 2010) para 20,9% (crianças de 2005, em 2011) e
diminui para 11,3%, com as crianças de 2005, em 2012 (Figura_1).
As prevalências da sobrecarga ponderal das crianças do primeiro ciclo de acordo
com o ano de avaliação são elevadas, variando entre os 22,8% e os 36,4% (Figura
2).
Verificou-se que nas crianças nascidas em 2003, as prevalências aumentam ao
longo dos anos. Nas crianças nascidas em 2004, as prevalências diminuem entre
2010 e 2011, aumentando em 2012. Nas crianças nascidas em 2005, as prevalências
não se alteram entre 2011 e 2012.
Das crianças nascidas em 2004 com sobrecarga ponderal no ano de 2010, 31%
passaram para normoponderal após intervenção individual/familiar, entre 2010 e
2011. No ano seguinte, não integraram a intervenção individual e 10,3%
aumentaram de peso (Figura_3).
As crianças nascidas em 2005 com sobrecarga ponderal no ano de 2011, 17,5%
passaram para normoponderal após intervenção individual, entre 2011 e 2012
(Figura_4).
Relativamente aos comportamentos alimentares (Figura_5) verifica-se a
predominância da Dieta Mediterrânica Ótima sobre a Dieta Boa e a Dieta de Má
Qualidade, nos diferentes anos de nascimento, que se mantém nos diferentes anos
de avaliação.
Os valores médios gerais encontrados de atividade física são baixos quer nos
rapazes quer nas raparigas (Figura_6).
Quanto à investigação qualitativa, o Focus Group referente à equipa
multidisciplinar e parceiros foi composto por dois enfermeiros da UCC, uma
engenheira alimentar e uma nutricionista (constituintes da equipa
multidisciplinar), um presidente da junta, um elemento de uma Instituição
Particular de Solidariedade Social (IPSS), um professor do Agrupamento de
Escolas de Ponte da Barca e um representante da Câmara Municipal (parceiros). O
segundo grupo focal teve na sua constituição: três professores e cinco pais.
Os resultados obtidos dos dois focus group focaram-se no desenvolvimento do
projeto ao longo dos quatro anos e emergiram os seguintes aspetos negativos: As
sucessivas reformulações do PIOI quanto aos objetivos, ao âmbito das
intervenções, à alteração da constituição da equipa, com a solicitação gradual
das parcerias; A ausência do representante dos pais na equipa responsável; O
título do projeto apresentava-se com conotação negativa; A baixa adesão dos
pais; A falta de centros de custo; A dificuldade em avaliar ganhos em saúde,
visto que a monitorização e avaliações do projeto foram pouco claras devido às
sucessivas reformulações.
Como aspetos positivos apontaram: O PIOI obedeceu às etapas recomendadas pela
metodologia de projeto; As reformulações permitiram melhorar o projeto com o
contributo dos novos elementos participantes; O PIOI procurou promover estilos
de vida saudáveis, especificamente no âmbito da alimentação saudável; O PIOI
foi considerado interessante, criativo, promotor da participação dos alunos,
gratuito e de importância para todos os alunos; As atividades práticas foram
consideradas de maior efeito nos comportamentos alimentares e de atividade
física nas crianças; A importância da participação de toda a comunidade, na
futura reformulação do projeto.
Discussão
As prevalências da sobrecarga ponderal determinadas em cada ano são elevadas,
com a tendência para aumentar, resultados que se aproximam dos valores
nacionais (Rito & Breda, 2009).
As crianças que integraram a intervenção individual/familiar apresentaram, após
um ano, diminuição da sobrecarga ponderal o que demonstra, de acordo com
Carvalho et al. (2011) que intervenções de base comportamental centradas na
família, no âmbito da alimentação saudável e da atividade física, apresentam
resultados mais efetivos na diminuição da obesidade infantil.
Os níveis de atividade física das crianças desta comunidade escolar são
inferiores aos valores encontrados num estudo similar, cujos valores médios de
atividade física das raparigas foram de 69,7% e dos rapazes, a rondar os 84,25%
(Sousa & Maia, 2005), o que demonstra que as crianças deste agrupamento são
pouco ativas.
Face aos objetivos do projeto relativamente aos hábitos alimentares, a dieta
praticada ao longo dos três anos, pelas crianças do estudo, segue os padrões
recomendados pela dieta tradicional mediterrânica, modelo alimentar mais
saudável atualmente existente (Serra-Majem et al., 2004).
De acordo com Carvalho et al. (2011), ao determo-nos na intervenção comunitária
que coloca a participação das parcerias e a promoção das determinantes da saúde
centradas na família e grupos como um eixo estratégico na abordagem da
obesidade infantil, o projeto PIOI aproxima-se desta pretensão de intervenção.
Qualquer trabalho de investigação apresenta potencialidades e algumas
debilidades, assim, o presente estudo não é exceção. As limitações detetadas e
que se descrevem poderão justificar algumas das dificuldades deparadas no
decurso do estudo. Contudo, estas limitações são passíveis de ser trabalhadas
em projetos futuros, de forma a poder maximizar resultados. Emergiram algumas
dificuldades em encontrar bibliografia de suporte sobre intervenções
comunitárias na área da obesidade infantil a nível nacional.
Uma das limitações major desta investigação residiu na falta de tempo para uma
seleção e tratamento mais aprofundados de todos os dados recolhidos ao longo do
estudo empírico.
Conclusão
Os valores obtidos da prevalência da obesidade das crianças dos diferentes
grupos etários submetidas ao projeto de intervenção na obesidade infantil
(exceto as crianças de 2006), durante um período de quatro anos foram elevados,
concluindo-se que o problema do excesso de peso e da obesidade mantêm-se.
As crianças nascidas em 2004 e 2005 que foram sujeitas à intervenção individual
e familiar, no âmbito da alimentação saudável e da atividade física,
apresentaram uma diminuição da sobrecarga ponderal, demonstrando a importância
da intervenção de base comportamental na diminuição da obesidade infantil.
Os valores médios da atividade física das crianças são baixos, todavia os
comportamentos alimentares são adequados. A constatação desta realidade induz a
necessidade de melhorar a intensidade e o tempo de atividade físicas das
crianças, potencializando as intervenções contempladas pelo PIOI e a manter as
intervenções relacionadas com a promoção da alimentação saudável.
Perante tal cenário, de acordo com os resultados da perceção dos pais e
professores há necessidade de dar continuidade à intervenção no âmbito do
tratamento, prevenção da obesidade infantil e na promoção da alimentação
saudável e atividade física regular, com um projeto estruturado e participado,
numa perspetiva de intervenção comunitária.
A criação de pontos de articulação entre escolas, associação de pais e
entidades da comunidade (parcerias), desde o início do projeto torna-se
fundamental, para que a abordagem seja global, transversal, tendo por base a
evidência científica.