Os rótulos e as fichas de dados de segurança de pesticidas tóxicos para abelhas
INTRODUÇÃO
As deficiências da comunicação do risco dos pesticidas, pela Autoridade
Fitossanitária Nacional (AFN) e pelas empresas de pesticidas, têm sido
amplamente evidenciadas, em especial desde 2007 (3), com particular ênfase nos
pesticidas com efeitos específicos na saúde humana e, mais recentemente, no
silêncio, nas omissões e na confusão no caso dos pesticidas perigosos para as
abelhas (4,5,6,7,8,12,13,14).
Também tem sido realçada a deficiente informação e até, recentemente, a
dificuldade de acesso, em especial aos Rótulos e às Fichas de Dados de
Segurança (FDS) (9, 10 11). Estas circunstâncias justificaram a realização da
investigação destas questões.
MATERIAL E MÉTODOS
A legislação
As exigências legais relativas a Rótulose Fichas de Dados de Segurança(FDS) de
pesticidas, como substâncias perigosas, são definidas em numerosos diplomas, de
que se destacam:
• Decreto-Lei 294/88 (art.4º-9º, Anexos IV e V) - Homologação de
pesticidas;
• Portaria 732-A/96 ﴾art.18º-21º. Anexo X - Ficha de Dados de Segurança
(FDS)﴿;
• Decreto-Lei 94/98/Directiva 91/414/CEE - Colocação no mercado dos produtos
fitofarmacêuticos (art. 16º);
• Decreto-Lei 82/2003/Directiva 1999/45/CE - Classificação, rotulagem e FDSde
preparações perigosas para o homem e o ambiente, quando colocadas no mercado
(art. 9º, 10º, 13º, Anexo VIII - Guia de elaboração das FDS) e Circular da DGPC
de 2/6/03 - CT para abelhas);
• Regulamento (CE) 1907/2006 - Registo, avaliação, autorização e
restrição dos produtos químicos (REACH) (art.31º-35º, 113º-116º, 126º, Anexo II
- Guia para a elaboração dasFDS);
• Regulamento (CE) 1272/2008 - Classificação, rotulagem e embalagem de
substâncias e misturas, que define a Regulamentação CLP e adere ao Sistema
Mundial Harmonizado de Classificação e rotulagem de produtos químicos (GSH)
(art. 17º- 42º);
• Regulamento (CE) 1107/2009 - Colocação dos produtos fitofarmacêuticos no
mercado (art. 65);
• Regulamento (CE) 453/2010 - Alteração ao Regulamento 1907/2006 (REACH)
(art. 1º, 2º, Anexo II - Requisitos para a elaboração das FDS).
Em relação a RÓTULOS,já, no Decreto-Lei 294/88, se incluía a exigência de
símbolos,das indicações de perigoe de algumas das 19 frases de risco R e dos 15
conselhos de prudência S.No Decreto-Lei 82/2003, entre as exigências, destaca-
se a obrigatória inclusão de categorias de perigo, símbolos de perigo e de
algumas das 68 frases R e das 64 frases S (Segurança), completadas, no
Regulamento 1107/2009, por frases de riscos especiais e precauções e a
exigência, pelos Estados Membros, de projectos de rótulos e folhetosa
apresentar antes da concessão da autorização. O Regulamento 1272/2008, com
aplicação desde 1/12/10, aumentou as exigências, relativas ao conteúdo do
rótulo, a adoptar entre 28 classes de perigo,74categorias de perigo,
10pictogramas de perigo, 2 palavras-sinal, 78 advertências de perigoe
121recomendações de prudência.
Nos rótulos dos pesticidas com toxidade para as abelhasdevem ser incluídas a
classificação toxicológica(CT)e as adequadas frases de segurança(FS). Na
Circular de 2/6/03 da AFN, isto é a DGPC, relativa à "Aplicação do Decreto-Lei
82/2003…" determina-se que: "a empresa deverá ter presente os critérios
nacionais, em particular, a classificação, para …abelhas: Muito_Tóxicopara
abelhas(DL50_<2µg_s.a./abelha)_ou_Tóxicopara_abelhas_(2µg_<_DL50_<11µg_s.a./
abelha), Nestes casos, a empresa deverá propor frases de segurançaadequadas
tendo em consideração os Anexos IV e V da directiva 91/414/CEE"… (5, 6, 7, 12,
14).
AsFICHAS de DADOS de SEGURANÇA(FDS) dos produtos químicos, já foram definidas
pela Directiva 91/155/CEE e pela Portaria 732-A/96 e revistas pela Directiva
1999/45/CE, que incluiu os pesticidas, e foi transposta para a ordem jurídica
interna pelo Decreto-Lei 82/2003. As FDS foram alteradas no Anexo II do
Regulamento (CE) 1907/2006 do REACHe depois modificadas, pelas normas do GSH,
no Anexo I do recente (20/5/10) Regulamento (CE) 453/2010. Na mais recente
versão dos "Requisitos para a elaboração das FDS", tal_como_em_2003,esclarece-
se:
"A FDS deve permitir que os utilizadores tomem as medidas necessárias
relacionadas com a protecção da saúde humana e a segurança no local de
trabalho, assim como a protecção do ambiente.O responsável pela elaboração da
FDS deve ter em conta que essa ficha deve informar os utilizadores dos perigos
de uma substância…".A FDS deve ser elaborada por uma pessoacompetente, que
tenha em conta, na medida do possível as necessidades específicas e
osconhecimentos dos utilizadores…e que recebeu formação apropriada,incluindo
cursos de reciclagem".
A FDS é constituída por 16 rubricas. A informação relativa à toxidade de
pesticidas perigosos para abelhasdeve ser incluída nas rubricas 2 (3 até 2007),
12 e15.
Na rubrica 2 - Identificação dos Perigos, indicam-se clara e sucintamente
os perigos para as pessoas e o ambiente, referindo a classificação da toxidade
(CT) e as informações de alerta adequadas associadas a esses perigos. É
evidente que, a par da muito frequente referência, nesta rubrica, a organismos
aquáticos, devem incluir-se as abelhas, sempre que a toxidade do pesticida o
justificar.
Narubrica 12 - Informação Ecológica,já_desde_2003 se mantêm a exigência:
"Além disso, se estiverem disponíveis, devem ser incluídos dados sobre a
toxidade para os microrganismos e macrorganismos do solo e para outros
organismos com relevância ambiental, como aves, abelhase plantas".
Na rubrica 15 - Informação sobre Regulamentação, em vez de "reproduzir as
informações em matéria de saúde, segurança e ambiente que constarem do rótulo…
", referido nos Guias de 2003 e 2007, a versão de 2010 (REACH) opta por "deve
descrever as outras informações regulamentares…que ainda não constam da FDS".
A informação
AAFNtemtransmitido a informação sobre a toxidade dos pesticidas para abelhas
(CTeFS), em 3 Guias (3,6,13):
• Guia "Amarelo",Guia dos Produtos Fitofarmacêuticos - Lista dos Produtos
com Venda Autorizada, iniciado em 1962 com a Lista dos Produtos
Fitofarmacêuticos Comercializados em 1962 (Publicação anual, em geral);
• Guia da Internet, Guia dos produtos com Venda Autorizada (actualizado ao
longo do ano, sempre que haja nova informação);
• Guia GCTE, Guia das Características Toxicológicas e Ecotoxicológicas
(publicação em 1977,1995,1996 e 2001 e divulgação na Internet em 2005, com
posteriores alterações e suspenso "para revisão", desde fins de 2009.
No Guia "Amarelo", desde 1965, foi adoptada a CT Tóxico (T) para ABELHAS e
desde 1967, além de T, também MT (MuitoTóxico), no caso de carbaril, dinosebe,
DNOC, endrina, fentião, mevinfos, paratião e tiometão. Esta classificação
manteve-se até 20/2/95, quando foi autorizado o Extremamente Perigoso(EP)
imidaclopride. No Guia "Amarelo" de 2007 há2 EP, 14 MP e 14 P, mas, sem
qualquer esclarecimento da AFN, neste Guia de 2008, foram eliminados EPeMPe só
restam 2 P (esfenvalerato e flufenoxurão) e, nos Guias de 2009 e 2010, só1P
(flufenoxurão)!!! Nos Guias da Internet e GCTE tem-se mantido: EP,MPeP(13). Em
Novembro de 2010, no Guia da Internet, surgiu a excelente inovação de acesso
aos rótulos, que, em 15/11/10, 18/1/11 e 6/4/11, abrangeu, para osinsecticidas,
respectivamente: 39,0%; 47,5%; e 51,9% (dos 162 p.f. existentes em 6/4/11)
(14).
As EMPRESAS DE PESTICIDAS têm adoptado a política de "esconder", não
divulgando, nos portais da Internet, os rótulos, as FDS e as características
toxicológicas e ecotoxicológicas dos seus pesticidas (2,3,4,9,10,11). Em fins
de 2010, surgiram sinais de mudança,com louváveis inovaçõesnos portais da
Internetde algumas empresas, parecendo justificável a esperança destes bons
exemplos, no futuro, serem generalizáveis a outras empresas (14). Actualmente,
foi possível o acesso a:
• Rótulos e FDS de Basf, Du Pont, Lusosem, Makhteshim, Nufarm P e Syngenta;
• FDS de Agroquisa, Agrichem, Bayer, Cheminova, Dow, Gowan, Kenogard, Sapec,
Selectis e Sipcam.
OUTRAS INFORMAÇÕES podem ser obtidas, por exemplo no The UK Pesticide Guide do
BCPC, no Index Phytosanitaire ACTA ou em portais da Internet, como:
• Comissão Europeia - Base de dados de pesticidas;
• Universidade Hertfordshire, UK- The Footprint Pesticides Properties
Database.
Os DADOS referidos, nos Quadros 1 a 7, são relativos a 1 de Março de 2011.
Quadro_1
- 16 p.f., à base de imidaclopride, classificados de EXTREMAMENTE
PERIGOSOS (EP) para abelhas, no Guia da Internet da AFN (14).
Quadro_2
- 42 p.f., à base de 11s.a., classificadas de MUITO PERIGOSAS (MP) para
abelhas, no Guia da Internet da AFN, à excepção de10 p.f. de 3 s.a. só
referidos no Guia "Amarelo"(*) (14).
Quadro_3
- 21 produtos fitofarmacêuticos, à base de 10 substâncias activas,
classificados de PERIGOSOS (P) para abelhas, no Guia da Internet da AFN (14).
Quadro_4
- 13 produtos fitofarmacêuticos, à base de 8 substâncias activas,
classificados de MP ou P pelas empresas de pesticidas, mas sem classificação
(S), no Guia da Internet da AFN.
Quadro_5
- 23 produtos fitofarmacêuticos, à base de 10 substâncias activas, Sem
classificação (S), no Guia da Internet da AFN, mas com FS para defesa das
abelhas, definida pela EFSA..
Quadro_6
- Classificação toxicológica (CT) adoptada: no Guia da Internet da AFN;e
pelas EMPRESAS DE PESTICIDASnos rótulos e nas FDS de 92 p.f. de 30 s.a.
Quadro_7
- Frases de segurança (FS) adoptadas, pelas EMPRESAS DE PESTICIDAS, nos
rótulos e FDS de 92 p.f. de 30 s.a., com CTde EP, MP, Pe S,referida no Guia da
Internet da AFN.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os pesticidas classificados, no Guia da Internet da AFN, EXTREMAMENTE PERIGOSOS
(EP) para as abelhas
Desde 1997 até 2007, foi adoptada pela AFN, para o imidaclopride, no Guia
"Amarelo", a classificação de EP. A frase de segurança (FS) A - Não aplicar na
época da floração, ocorreu em 1997, mas, entre 1999 e 2007, foi completada por
Não aplicar em limoeiros(form. Pulverização). Em_2008_tudo_foi_eliminado! No
Guia da Internet foi mantida EP e as duas FS, entre 2008 e 2010, e também no
Guia GCTE, em 1996 e 2001, e em 1995 com EPe só a FS A; em 2005, neste Guia,
aCT variou entre P eS (Sem informação). A evolução do nº de p.f. de
imidaclopride, iniciada com o CONFIDOR, em 1995, e desde 1999 também com
oGAUCHO, evidenciaaumento progressivo após 2005, atingindo15 p.f.em2010(Fig.
1).
Figura_1- Evolução, entre 1997 e 2010, do número de p.f de imidaclopride
e da sua CT para as abelhas, no Guia "Amarelo" da AFN e dados de outros Guias
(Internet e GCTE). S- Sem informação.
No Quadro_1 referem-se os 16 produtos fitofarmacêuticos (p.f.) de imidaclopride
(Guia Internet) e as características dos rótulos e das FDS disponíveis. Destes
16 p.f, só foi possível observar rótulos de 11 p.f. (69%), dos quais 9 (56%) no
Guia da Internet da AFN, e 9 FDS(56%) (14).
Relativamente aos 11_rótulos, todos (100%) têm a mesma CT(P) e quanto a FS
predomina (91%) C-Paraa protecção das abelhas e de outros insectos
polinizadores não aplicar este produto durante a floração da cultura. Não
aplicar em limoeiros, àexcepção de 1 p.f. (9%) com B -Para a protecção
das abelhas e outros insectos polinizadores não aplicar este produto durante a
floração da cultura. A floração das infestantes, exigida em SPe8, é ignorada em
todos os rótulos, embora muito importante para defesa das abelhas, perante um
insecticida EP para abelhas.
Em 9_FDS:não há informação em 6 (67%);a CT P ocorreu só em 3 (33%), e nas
rubricas 2 e 12 em 22%, além de 33% na rubrica 15; as FSsão ignoradas na
rubrica 2eocorrem na rubrica 12 com Cem 22% e na rubrica 15 com SPe8 em 11%. A
referência à floração das infestantes verifica-se só em 11% com SPe8. Num p.f.
EP, até se atinge o cúmulo de realçar, na rubrica 2,: Nenhum_risco_especial
conhecido!!!
É "surpreendente" que a AFN autorize, em 2010, a exclusividade de P, nos
rótulos,perante a sua opção por EP, desde 1997 até 2007 no Guia "Amarelo" e
entre 2009 e2011 no Guia da Internet. Também é "estranho" que, no Guia GCTE, o
imidaclopride seja EP em 20/2/95, 4/10/96 e 4/10/00 e se aceite Ppara CONFIDOR
em 28/10/04 e KOHINOR 20 SL em 1/9/05 e S (Sem informação) para GAUCHO em 22/
10/04 e PROVADO AE em 10/9/04 (Fig. 1, Quadro_1).
Nas CONCLUSÕES da avaliação do risco do imidaclopride, divulgadas em 29/5/
09pela European Food Safety Authority (EFSA)(15), a substância activa(s.a.) é
classificada de Very toxicpara abelhas e as pulverizações com High risk. O
risco será Low se forem adoptadas as medidas de segurança: Não aplicar durante
afloração da culturae se as infestantes em floração forem removidas antes da
aplicação.
De facto, é muito elevada a toxidade do imidaclopride para abelhas: tox. aguda
da s.a. - 0,0037-0,081µg/abelha e do p.f. - 0,0056-0,042 µg/abelha;
e o quociente de perigo da s.a. - 26786-40540 e do p.f. - 1852-3554
(15). Na base de dados FOOTPRINT, o imidaclopride é classificado H (High) e no
Guia de 2010 do BCPC é classificado de High risk e na FS alerta-se para não
tratar na floração das culturas e dasinfestantes.
Em 16 p.f. à base deimidaclopride, classificado_EP,_desde_1997,_pela_AFN,
considera-se inaceitável:
• a classificaçãoP, ignorandoEPem todos (100%) os 11 rótulos e as 9FDS,;
• a ausência_de_CT_e_FS em 6 FDS(67%), a par de referidas nos rótulos;
• a ausência_de_FS na rubrica 2 em 3 FDS (100%);
• ignorar asinfestantes em floração em 11 rótulos(100%) e 8 FDS(89%);
• e o cúmulo de Nenhum_risco_especial_conhecido, na rubrica 2 da FDS de 1 p.f..
Os pesticidas classificados, no Guia da Internet da AFN, de MUITO PERIGOSOS
(MP) para as abelhas
No GUIA da Internet, são classificados MP 11 s.a. (10 insecticidas e o
nematodicida fenamifos), abrangendo o total de 42 p.f. (Quadro_2).
Quanto ao nº de p.f., destaca-se o clorpirifos com 22 p.f., a par de 20 p.f.
das outras 10 s.a.. No Guia da Internet, faltam: 6 p.f. de abamectina, APACHE,
BERMECTINE, BOREAL, KRAFT, ZORO e ZORO ADVANCE; 2 p.f. de cipermetrina,
CYPERCAL e ZIPPER; e 2 p.f. de clorpirifos, DURSBAN 5 G e RICOR 5 G. (14) No
Guia "Amarelo", falta o p.f. de clorpirifos CLORMAX (Quadro_2) (14).
A evolução do nº de p.f. do clorpirifos, no Guia "Amarelo", desde 1978,com 1
p.f. (DURSBAN 4) e entre 1984 e 1993 com 2 p.f., evidencia progressivo aumento
até 26, em 2006, e posterior redução, com 22 em 2010 (Fig. 2, Quadro_2).
Figura_2- Evolução, entre 1978 e 2010, do número de produtos
fitofarmacêuticos de clorpirifos e da sua classificação toxicológica para as
abelhas, em três Guias da AFN ("Amarelo", Internet, GCTE).
A - Não aplicar na época da floração. S - Sem informação.
Desde 1978, foi adoptada, para o clorpirifos, pela AFN, no Guia "Amarelo", a
classificação MP,quese manteve até 2007, mas foi_eliminada (S), entre 2008 e
2010! Em contraste, no Guia da Internet manteve-se MP, entre 2008 e 2010. No
Guia GCTE, MPocorreuem 1977, 1994, 1996 e 2000, mas foi reduzida a PeSem 2005!
A FS A ocorreu, a par de MP, nos 3 Guias, mas no "Amarelo", só desde 1990 até
2007 (Fig.2).
No conjunto de 42 p.f. de 11 s.a., foram observados 22_rótulos(52% de 42 p.f.),
dos quais 15 (36%) no Guia da Internet (Quadro_2).
A CT MP só ocorreu em 3 p.f. (14%dos rótulos), 1 de clorpirifos, 1 de fenamifos
e 1 de oxamil, a par de 13 p.f. (59%) comP, além de ausência_de_CT em 6 p.f.
(27%) de clorpirifos, com 5% de teor em s.a., em contraste(!) com as FDS das
empresas de pesticidas que referem 3 P e 3 LD50= 0,07µg.
NasFSdos rótulos, predominam 13 B(59%), além de 1p.f. de clorpirifos com A
- Não aplicar na época da floração (form. cpe). Não há FS em 8 p.f.
(36%), incluindo 1p.f. de fenamifos e 1 de oxamil, devido, no fenamifos, "ao
modo de aplicação". Não há referência à floração dasinfestantes em todos (100%)
os rótulos.
29_FDS (69%)eram acessíveis, tendo 23 (79%) informação sobre abelhas, sendo 16
relativas ao clorpirifos e esta informação faltava em 6 p.f. de
ciflutrina+imidaclopride, clorpirifos-meti-lo+deltametrina, fenamifos, oxamil e
piridabena, isto é, 21% das FDS.
Nas FDS, além deausência de CT em 7 p.f. (24%),ocorrem: MP só em 6 p.f. (21%);
Pem 12 p.f (41%); e LD50 em 8 p.f. (28%) (relativos: a abamectina de 0,15µg e
P; a acrinatrina de 2µg e MP; e a 6 p.f. de clorpirifos de 0,07 µg, o que
corresponde aMP, segundo os critérios nacionais (Circular de 2/6/03 da AFN),
pelo que é inaceitável, num p.f., P= 0,07µg). A maior parte desta informação é
referida na rubrica 12, com CT relativa a 20 p.f. com 5 MP, 7 P e 8 LD50 (69
%).De facto, ocorrem: na rubrica 2 só 2 P(7%); e na rubrica 156 P, além de 1
MP, ou seja24%. A ausência de rigor é mais evidente: num p.f. de cipermetrina,
comCTvariando_com_a_rubrica (MPna 12 e P na 2 e na 15); e em 6 p.f. de
clorpirifos 5%, com CT nas FDS e não nos rótulos!
A ausência de FSnas29 FDSocorre em 21 (72%)p.f.. A mais frequenteFS foi B, em 5
p.f. (17%), além: de 2 p.f. de abamectina com F - Não utilizar este produto
durante o período de presença das abelhas nos campos;e de 2 p.f. de clorpirifos
com SPe8 e D- Não aplicar durante a floração da cultura. Não aplicar na
presença de infestantes em floração na parcela a tratar. Ignora-se afloração de
infestantes em 27 (93%) das FDS. A ausência de FS foi, nas rubricas: 100% na 2;
93% na 12; e 79% na 15 (Quadro_2).
Éinaceitável, em 42 p.f. de 11s.a.,considerados_MP,_desde_1978,pela_AFN:
• a ausência_de_classificação_MP em 19 rótulos (86%) e em 24 FDS(83%), a par de
13 rótulos (59%) e de 12 FDS (41%) com P e de 8 FDS (28%) com LD50;
• a ausência_deCT nos rótulosde 6 p.f. de clorpirifos 5% (27%), embora referida
nas FDS;
• a ausência_de_CT em 5 FDS (17%), a par de ser referida nos rótulos;
• a variação, na FDS de um p.f., da CTcom a rubrica: MP na 12 e P nas 2 e 15;
• a ausência_de_informação, nas 3 rubricas das FDS, atingir na: rubrica 2 93 %
(CT) e 100% (FS); rubrica 12 45% (CT) e 93% (FS); e rubrica 15 76% (CT) e 79%
(FS);
• a referência às infestantes em floração ser ignorada em todos (100%) os
rótulos e em 93% das FDS.
Os pesticidas classificados, no Guia da Internet da AFN, de PERIGOSOS (P) para
as abelhas
No Guia da Internet, são classificados com P:21 p.f. de 10s.a. (9 insecticidas
e o fungicida penconazol).Só 7 rótulos (64%) estavam acessíveis neste Guia
(Quadro_3).
O dimetoatodestaca-se com onº mais elevado de 6 p.f.. Este valor é o mais
reduzido, desde 1962, já com 9, e atingindo o máximo de 13 em 1980-84, 2001 e
2006-07 (Fig.3). No Guia "Amarelo", à excepção de MP em 1971-73, a CTfoi P,
desde 1965 a 2007 e não_há_informação (S), entre 2008 e 2010. AFS Afoi adoptada
em 1965 e de 1989 a 2007. No GCTE, a classificação foi PeA, em 1977, 1993, 1996
e 2000 (14) (Fig.3).
Figura_3- Evolução, entre 1962 e 2010, do número de produtos
fitofarmacêuticos de dimetoato e da sua classificação toxicológica para as
abelhas, em três Guias da AFN ("Amarelo", Internet, GCTE). A - Não
aplicar na época da floração. S - Sem informação.
No conjunto de 21 p.f. de 10 s.a., com 6 p.f. de dimetoato e os outros 15 p.f.
de 9 s.a., verifica-se, em 11 rótulos(52%), todos (100%) P, mas só 8 (73%) com
FS: 6 B,1De 1F. A ausência de referência a infestantesem floração atinge 91%
(Quadro_3).
Há FDS, em 8 s.a. (80%) e 17 p.f. (81%), mas com ausência de CT em 5 p.f. (29%)
e nas rubricas: 2 de 82%; 12 de 53%; e 15 de 65%; a CT ocorre na rubrica 2 com
P em 3 p.f. (18%); na rubrica 12, em 8 p.f. (47%) com 3 Pe7 LD50 entre 0,15µg
para dimetoato e >100 µg para flufenoxurão; e na rubrica 15 com 6 p.f. (35%),
todos P.
A ausência de FSé: de 53% nas 17 FDS; de 100%na rubrica 2, de 82%na rubrica 12,
com 1 A e 2 B; e de 71% na rubrica 15, com 3 B, 1 D e 3 SPe8. A referência às
infestantesem floração é ignorada em 14 (82%) FDS (Quadro_3).
A informação relativa a 21 p.f. de 10 s.a. (9 insecticidas e o fungicida
penconazol), classificados P pela AFN (no dimetoato desde 1965), evidencia ser
inaceitável:
• a ausência_de_CT: em 5 FDS(29%)(a par de CTreferida em 3 rótulos); e em 82%
na rubrica 2; em 53% na rubrica 12; e em 65% na rubrica 15;
• a ausência_de_FS em: 27% dos 11 rótulos; 53% das 17 FDS;100% na rubrica 2;
82% na rubrica 12; e 71% na rubrica 15;
• areferência às infestantes em floração ser ignorada em 91% dos rótulos e 82%
dasFDS.
Os pesticidas sem_classificação (S), no Guia da Internet da AFN, mas
classificados MP ou P para as abelhas, pelas empresas de pesticidas
No Guia da Internet da AFN, não há CT nem FS em 13 p.f. de 8 s.a., em contraste
com as empresas de pesticidas que classificam: de MPaalfa-cipermetrina: e de
Pas 7 restantes s.a., incluindo outros 2 piretróides (beta-ciflutrina e
deltametrina) há muito considerados Não Perigosas (N)pela AFN e 4 (1 MP/
EPclotianidina e 3 P - indoxacarbe, spinosade e spirodiclofena) recentes
em Portugal e, ainda, o fosmete+teflubenzurão Quadro_4),
Foram observados 12 rótulos(92%), dos quais 10 (83%) no Guia da Internet,
evidenciando facilmente o contraste entre as classificações das empresas e a
ausência_de_classificação_da_AFN. Em 100% dos rótulos havia CT: 1 MP(8%) e 11 P
(92%). As FS ocorreram em 92 % dos rótulos, com predomínio (83%) deF e com 9%
em cada D, J e K, mas só em 2 (17%) p.f. com referência a infestantes em
floração.
Nas 10 FDS(77%)predominou a ausência_de_informação. Na CT, com 3 P (30%) e 1
LD50 de 0,05µg (10%), atingiu 60% e nas 3 rubricas,: 2 (100%); 12 (80%); e 15
(80%). Quanto a FS,foi de70%enas rubricas: 2 (100%); 12 (90% e B); e 15 (80% e
SPe8) e de 8 p.f. (80%) nas infestantes em floração (Quadro_4).
A atribuição, pelas empresas_de_pesticidas, de informação relativa a CT eFS de
8 s.a. e 13 p.f evidencia ser inaceitável:
• a ausência,_no_Guia_da_Internet_da_AFN, de informação das empresas de
pesticidas relativa: a rótulos de 12 p.f., comCTde 1MP(8%)e 11P(92%);
• em 10FDS.: a ausência_deCTem 60% (a par de referida nos rótulos); e a
ausência_deFS em 70% (embora referida nos rótulos) e nas rubricas: 2 em 100%,
12 em 90% e 15 em 80%;
• a ausência relativa a infestantes em floração: 83% nos rótulos e 80% nas FDS.
Os pesticidas sem_classificação (S), no Guia da Internet da AFN, mas a que a
EFSA exige Frases de Segurança (FS) para defesa das abelhas
Há muito tempo que a AFN classifica de N - Não Perigosos insecticidas
piretróides, como alfa-cipermetrina, beta-ciflutrina e deltametrina, agora
classificados pelas empresas de pesticidas MPou Ppara abelhas (Quadro_4) e
outros, como bifentrina que a EFSA (17) considera com elevada perigosidade e
exigindo medidas de segurança para defesa das abelhas, nomeadamente SPe8, B,JeQ
(Quadro_5). Também em países, como França e UK, a classificação dos piretróides
diverge da AFN. Por exemplo no UK, no BCPC, a bifentrina foi MP, entre 1990 e
1995, e é EP desde 1997, mas em Portugal manteve-se sempre N, desde a sua
introdução no mercado em 1991, isto é há 20anos (1,6,7,8,13). Pobres_abelhas!
A fenazaquina, sempreSem Portugal, desde a sua introdução em 1999, tem elevados
toxidade aguda (1,21 - >100 µg/abelha) e quociente de perigo (47-165) e efeitos
adversos para as abelhas, que justificam a decisão da EFSA adoptar, em 2010, a
FS B(24). Também para 4 benzoilureias (diflubenzurão, lufenurão, teflubenzurão
e triflumurão)foi esclarecida, em 2008 (16,19,20) e 2009 (23), a toxidade para
as larvas de abelhas, que justifica a adopção de FS: B,JeK. Para flonicamida
foi adoptadaB, pela empresa de pesticidas e no Guia da Internet da AFN (Quadro
5).
Não se incluem, no Quadro_5, quatro s.a. (oxicloreto de cobre (18), calda
bordalesa (18), enxofre (22) e óleo de Verão (21)) com inúmeros p.f. e de
elevado consumo em numerosas culturas, com "Conclusões"relativas à avaliação do
risco para as abelhas, divulgadas pela EFSA entre 30/9/08 e 19/12/08, algo
preocupantes, por evidência de risco e necessidade de medidas de segurança e de
investigação (6,8,13).
Em relação ao total de 23 p.f. foram observados, rótulos de 10 p.f. (44%), mas
só 8 (80%), no Guia da Internet da AFN.
A CT só foi adoptada em 5 rótulos (50%) de bifentrina e lambda-cialotrina e
eraN. Quanto aFS, só ocorreu B no rótulo da flonicamida (10%), sem referência a
infestantes.
15 FDSocorreram em 65% dos 23 p.f., com CT só em 5 (33%), exclusivamente na
rubrica 12, incluindo 2 N e 3 LD50 (0.038 µg e 1 µg na lambda-cialotrina e
0,1µg na bifentrina). Não há FS nas rubricas das 15 FDS, ignorando assim a EFSA
(Quadro_5).
A informação relativa a 23 p.f. de 10 s.a., evidencia ser inaceitável:
• autorizar 10 rótulos, incluindo 1 do MP/EP bifentrina, sem CT, com ausência
deFS, em 90%, e sem referência a infestantes em floração, em 100%;
• nas 15 FDS, ser de 100% a ausência de referência aFS, ignorando a EFSA.
Síntese global
No total de 74 s.a., verifica-se que 44 (60%) têm toxidade para as abelhas
(Quadros 1-_4 e calda bordaleza, enxofre, óleo de Verão e oxicloreto de cobre).
As s.a. StêmCT: 2 MP e 16 P(Quadros 4 e 5). A CTdas 44 s.a.abrange: 1EP, 13 MPe
30 P.
Os resultados da análise, referidos nos Quadros 1 a 4, quanto à classificação
toxicológica para as abelhas (CT) e às Frases de Segurança (FS) são
sintetizados nos Quadros 6 e 7. Verifica-se ter sido possível, em relação a 92
p.f.de30_s.a., observar56_(61%_dos_p.f.)_rótulos(dos quais 73% no Guia da
Internet da AFN) e65(71_%)FDS. Não se considera nesta Síntese, pela sua
precariedade a nível nacional, a informação relativa a 23 p.f. de 10 s.a., com
dados relevantes provenientes da EFSA (Quadro_5).
Relativamente à CLASSIFICAÇÃO TOXICOLÓGICA (CT), nunca_foi_referido
Extremamente_Perigoso, pelas empresas de pesticidas, em contraste com 16 p.f.
de imidaclopride, classificados EP,pela AFN no Guia da Internet (Quadros 1 e
6).
MP só ocorreu em 4 rótulos (7%), incluindo a alfa-cipermetrina (sem FS),
referida pela BASF mas ignorada pela AFN, e em 6 FDS (9%) (4 sem FS), em
contraste com a classificação MP atribuída pela AFN a 11 s.a. e 42 p.f.
(Quadros 2, 4 e 6).
As referidas classificações EP e MPe as diferenças entre a classificaçãoP nos
46 rótulos (82%) e nas 65FDS (43%) e entre a ausência_de_classificação_S nesses
rótulos (11%) e nessas FDS (37%), são bem esclarecedoras, da evidente falta_de
rigore_de_qualidadena elaboração, pelas empresas de pesticidas, dos rótulos e
das tão importantesFDS e da indiferença_da_AFN_perante_esta_triste_realidade. É
oportuno recordar (ver p.93) as normas do GSH: "A FDS deve ser elaborada por
pessoa competente … e que recebeu "formação apropriada"…(Quadro_6).
Quanto às CTnas FDS, também graves deficiências são evidenciadas pela análise
de S, com aausência de CTem 37%do total das FDS e valores mais elevados nas 3
rubricas. Na rubrica 2- Identificação dos Perigosignoram-seas abelhas em
89%. Na rubrica 12 - Informação Ecológica, que deve expressamente referir
as abelhas(verp. 95), ignoram-se as abelhas em 51% e na rubrica 15 -
Regulamentação, a ausência dessa informação atinge 72% das FDS (Quadro_6).
Quanto a FRASES DE SEGURANÇA (FS) também é muito deficiente a informação
divulgada nos rótulos e nas FDS (Quadro_7).
A ausência de FSocorreu em 21% dos 56 rótulos (principalmente nos MP(36%) e P
(27%)﴿ e em 66%das65 FDS, em particular nos MP(72%) eS (70%). Nas rubricas das
FDS, essa ausência é: 100% na rubrica 2; 88%na rubrica 12; e 78% na rubrica 15.
As FS mais frequentes nos rótulos foram: B em 36 %, F em 20% e C em 18% e nas
FDSsó se destacou B com 17%.
A referência a SPe8, definida na Directiva 2003/82/CE (Anexos IV e V da
Directiva 91/414/CEE) e no Decreto-Lei 22/2004, sempre_ignorada nos 3 Guias da
AFN, jamais ocorreu nos rótulos e nas rubricas 2 e 12 das FDS e só_existe na
rubrica 15 de 11%_das_FDS. A ocorrência de SPe8nas FDSvariou entre 1 p.f. em EP
e MPe 3 p.f. em P. A FS SPe8 dá a maior importância à necessidade de não usar
pesticidas perigosos para abelhas quando as infestantes estão em
floração,aoreferir: Não aplicar este produto na presença de infestantesem
floraçãoouRemover as infestantes antes da floração. Esta questão ocorre também
em D - Não aplicar na presença de infestantes em floração na parcela a
tratar (em 2 rótulos e 2 FDS) e na J- Não aplicar este produto durante a
época de floração das culturas e das infestantes (em 1 rótulo S). A SPe8
abrange, ainda, outras questões: B e F(Quadro_2) e Remover ou cobrir as
colmeias durante a aplicação do produto e durante (indicar o período) após o
tratamento; Não aplicar antes de (critério temporal) a precisar
(2,3,4,12,13,14).
A evidente indiferença das empresas de pesticidas perante as orientações da AFN
é claramente evidenciada por a FS A -Não aplicar na época de floração,
referida em 57 p.f. EP, MP e P do Guia da Internet da AFN, ocorrer sóem1
rótulodo MP clorpirifose em 1 rubrica12doPfosmete (Quadros 1, 2, 3 e 6)!
CONCLUSÕES
A Amostra
• Foi possível observar, relativamente a 115 p.f. de 40 s.a., 66 rótulos e 80
FDS, dos quais 56 rótulose65 FDS, em 92 p.f. de 30 s.a. referidos nos Quadros
1-_4 e, ainda, mas só pela EFSA considerados com toxidade para as abelhas:10
rótulos e15 FDS de 23 p.f. de 10 s.a. (Quadro_5); além de 4 s.a. (oxicloreto de
cobre, calda bordalesa, enxofre e óleo de Verão).
A Classificação Toxicológica (CT)
• A CT de 44 s.a. abrangeu: 1EP, 13 MP e 30 P(Quadros 1-_6).
• A ausência_de_CT ocorreu em:11% dos56 rótulos; 37% das65FDS; 51%das rubricas
12; e 89% das rubricas 2 das 65 FDS (Quadro_6).
• A AFN atribuiu aCT EPa16 p.f. de imidaclopride e a MPa 31 p.f. de 11 s.a. em
33 rótulos (aprovados pela AFN), mas, em claro contraste, as empresas optaram
por 24_P, 3 MPe 0 EP (Quadros 1, 2 e 6).
• A CT P, adoptada pelas empresas de pesticidas, revela grande diferença entre
82% dos rótulose 43% das FDS(Quadro_6).
As Frases de Segurança (FS)
• A ausência_de_Frases_de_Segurança_(FS)ocorreu em: 21%dos 56 rótulos; 66% das
65 FDS; 88% das rubricas 12; e 100% das rubricas 2 das 65 FDS (Quadro_7).
• AFS mais frequente foiB: nos rótulos(36%); e nas FDS (17%) (Quadro_7).
• A importante FS SPe8, definida pelo Decreto-Lei 22/2004, de 22 de Janeiro (há
mais de 7_anos!),nunca ocorreu nos rótulos e nas rubricas 2 e 12 dasFDS e só
foi referida narubrica 15de11%das FDS (Quadro_7); para esta muito grave
Conclusão contribuiu, certamente, o facto da SPe8 jamais ter sido referida nos
3 Guias da AFN!
• O importante objectivo de evitar o uso de pesticidas nas culturas com as
infestantes em floraçãoé visadoem 3 FS: SPe8, D eJ, que só ocorreram,
respectivamente: em 0%, 4% e 2% dos 56 rótulos; e em 11%, 3% e 0% das 65 FDS
(Quadro_7).
A AFN e as Empresas de Pesticidas agravam a Toxidade dos Pesticidas para as
Abelhas
• Não há coerência nem uniformidade na informação sobre toxidade dos pesticidas
para as abelhas,divulgada por EFSA, AFN (Guia da Internet e outros Guias) e
empresas de pesticidas (portais da Internet, rótulos e FDS dos pesticidas).
• É inaceitável a caótica diversidade de informação nos 3 Guias da AFN
("Amarelo", Internet e GCTE) e nos rótulos e FDS das empresas de pesticidas
(Quadros 1_-_7). (Fig. 1, 2, 3). Que confusão para os técnicos e os
agricultores!
• É inaceitável e certamente com graves consequências, que a AFN, no Guia da
Internet e noutros Guias, ignore a toxidade(MP e P),de 13 p.f. de 8 s.a., para
asabelhas, referida pelas empresas de pesticidas (Quadro_4).
• O nível de degradação da informação da AFN e das empresas de pesticida atinge
o cúmulo ao ignorarem dados acessíveis, no portal da Comissão Europeia,
relativos ao banco de dados dos pesticidas, da autoria da EFSA,sobre a toxidade
para as abelhas de 23 p.f. de 10 s.a. (Quadro_5) e também de calda bordalesa,
oxicloreto de cobre, enxofre e óleo de Verão (ver 103),
• Perante a obrigatóriareferência expressa a abelhas, na rubrica 12 das Regras
dasFDS, desde2003(ver p. 95) é muito grave e inaceitável aausência, nessa
rubrica, de CTem 51% e de FS em 88%das 65FDS (Quadros 6 e 7).
• A ausência de rigordas empresas de pesticidas e a indiferençada AFN são bem
evidenciadas por: na rubrica 2 da FDS de 1 p.f. do EP imidaclopride, se referir
Nenhum risco especial conhecido; na FDS de 1 p.f. do MPcipermetrina, a CT
variar de MP na rubrica 12 para P nas rubricas 2 e 15; a CT Pe as FSreferidas
nos rótulosserem ignoradasnasFDS de:3 p.f.EP, 4p.f.MP, 3 p.f. P e 6 p.f. S; a
CTreferida na rubrica 12 das FDS ser ignorada nos rótulosde 6 p.f. do
clorpirifos (Quadros 1_-_4). Que confusão!
• A análise desta problemática fundamenta, com toda a evidência, a CONCLUSÃOde
ser muito elevada a probabilidade de mortalidade das abelhas pelos
pesticidas,oque tem sido já divulgado, em vão, desde 2009 (4,6,13,14).