COMPONENTES DA PRODUÇÃO DE GRÃO EM GENÓTIPOS
DE TRIGO MOLE NAS CONDIÇÕES MEDITERRÂNICAS
INTRODUÇÃO
O potencial produtivo do trigo é definido,
como a produção de grão obtida quando a
cultura não foi sujeita a limitações ao nível da
água ou de nutrientes e sem outras condicionantes como pragas, doenças, infestantes e do
próprio local (Fischer, 2001). É assim, determinada pela interacção do genótipo com o
ambiente e este demarcado pela radiação,
temperatura e fotoperíodo (Fischer, 2001). Por
isso, o aumento genético da produção em
regiões caracterizadas pela secura, não tem
sido tão grande, como naquelas onde o
ambiente é mais favorável (Richards et al.,
2001).
Os componentes básicos do rendimento do
trigo são o número de plantas por unidade de
superfície, o número de espigas por planta, o
número de grãos por espiga e o peso médio do
grão (Bellido, 1991).
Progresso no rendimento do trigo tem sido
associado ao aumento do número de grãos por
unidade de superfície (Fischer, 2001). Esta
componente varia com o número de espigas
por unidade de superfície, espiguetas por
espiga e grãos por espigueta e por espiga
(Maças et al., 1998; Calado, 2005). O peso do
grão é a última componente a ser determinada
e é também susceptível aos efeitos
compensatórios (Fischer, 2001).
Apesar do peso do grão ser definido após
a ântese, durante o seu enchimento, as
condições ambientais nos estados anteriores
podem influenciá-lo, uma vez que delas
depende a área fotossintética. Contudo,
temperaturas elevadas durante a sua formação
podem reduzir-lhe o peso e, assim, afectar o
rendimento da cultura (Calderini et al., 1999).
As relações de compensação ocorrem na
formação das componentes, devido a uma
autoregulação para cada situação particular da
cultura (Spink et al., 2000; Calado, 2005).
Conhecendo o nível óptimo de cada componente e os mecanismos associados com as
dependências estabelecidas entre elas, poderse-á desenvolver um sistema mais independente das condições adversas.
Por exemplo, uma etapa marcante do
melhoramento deu-se com a redução da altura
das plantas, em que a formação de biomassa
foi compensada com o acréscimo de peso ao
nível do grão (Richards et al., 2001). A partir
deste efeito simultâneo, obteve-se um aumento
do índice de colheita, resultante do ganho em
peso do grão relativamente à palha.
Naturalmente, quando há competição para
os recursos disponíveis, é afectada a respectiva
componente e o consequente rendimento da
cultura. Perante este condicionalismo, Slafer
& Whitechurch (2001) referem que parece
impossível manter um forte afilhamento na
fase reprodutiva, até porque alguns filhos
(espigas potenciais) acabam por morrer.
Na formação do rendimento, dever-se-ão
então, considerar as relações com os factores
e os processos responsáveis pela obtenção da
produção (Donaldson et al., 2001). Assim,
neste trabalho verificou-se a influência das
componentes na formação da produção de grão
de quinze genótipos de trigo mole em condições mediterrânicas. Além da variabilidade
interanual das condições mediterrânicas, o
estudo foi realizado a partir de diferentes datas
de sementeira, com o objectivo de verificar a
produtividade dos genótipos, sobretudo a sua
regularidade, perante diferentes condicionalismos ambientais.
MATERIAL E MÉTODOS
A experimentação decorreu nos anos de
1996/97 a 1999/00 na Herdade da Revelheira
da Direcção Regional de Agricultura do
Alentejo, concelho de Reguengos de Monsaraz, distrito de Évora, localizada a uma
latitude de 38º 27’ 54’’ N e uma longitude de
7º 28’ W do meridiano de Greenwich.
As condições edáficas sobre as quais
decorreu o estudo, foram o solo Mediterrâneo
Pardo de dioritos ou quartzodioritos ou rochas
microfaneríticas ou cristalofílicas afins (Pm)
nos anos de 1996/97 e 1998/99 e o solo Mediterrâneo Vermelho ou Amarelo de dioritos ou
quartzodioritos ou rochas microfaneríticas ou
cristalofílicas afins (Vm) em 1997/98 e 1999/00.
Qualquer destes solos é caracterizado por
Cardoso (1965).
Relativamente às condições climáticas
verificadas nos quatro anos em que decorreu
a experimentação, apresentam-se nas Figuras
1 e 2 os valores mensais da precipitação e da
média das temperaturas máximas, mínimas e
médias do ar. Estes foram registados na estação
meteorológica de Reguengos de Monsaraz do
Instituto de Ciências Agrárias Mediterrânicas
(ICAM), instalada na Herdade da Revelheira,
onde decorreram os trabalhos de campo. Por
sua vez, a precipitação mensal referente à
média da precipitação ocorrida em trinta anos,
foi obtida do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (1991), a partir de valores
registados na estação udométrica de Reguengos de Monsaraz.
Os tratamentos realizados neste ensaio
foram os seguintes:
- Datas de sementeira (talhão principal).
- Quinze genótios de trigo mole (talhão
dividido).
O delineamento experimental foi em
blocos casualizados com divisão dos talhões
(“split-plot”) e quatro repetições. Cada talhão
era constituído por seis linhas distanciadas 20
cm e com um comprimento de 10,5 m, sendo
a área à colheita de aproximadamente 11 m2.
Devido às condições termopluviométricas
verificadas durante o período de Outono-Inverno dos anos em que decorreu o ensaio
(Figuras 1 e 2), semearam-se duas datas no
primeiro (1996/97), uma no segundo (1997/
98), três no terceiro (1998/99) e três no quarto
ano (1999/00) desta experimentação.
Quanto aos genótipos utilizados e aos
hábitos de crescimento que os caracterizam,
de acordo com a informação dada pela Estação
Nacional de Melhoramento de Plantas, estão
indicados a seguir:
TE 9202 (Sever) - alternativo; Anza Primavera; TE 93043 - alternativo; TX/AMI
(Jordão) - alternativo; Centauro - alternativo;
TE 9009 (Eufrates) - alternativo; TE 9111
(Nabão) - Primavera; TE 9104 - Primavera;
TE 9301 - Primavera; TE 9113 - Primavera;
TE 9114 - Primavera; TE 9112 - Primavera;
TE 9403 - Primavera; TE 9405 - Primavera;
HAHN”S”*2/PRL”S” - Primavera.
Como este ensaio decorreu nas folhas
destinadas à cultura do trigo na Herdade da
Revelheira (1996/97 a 1999/00), foi efectuada
uma mobilização primária com a charrua de
aivecas ou com o escarificador pesado
(“chisel”) na Primavera ou no Verão do ano
agrícola anterior ao das sementeiras das
diferentes datas deste ensaio. Para preparar a
cama da semente efectuaram-se mobilizações
superficiais do solo com grade de discos ou
escarificador mais vibrocultor nos quatro
anos de ensaios e nas diferentes datas de
sementeira. A densidade de sementeira foi de
300 grãos·m-2 e utilizou-se o semeador de
ensaios “Wintersteiger”, que permite realizála em pequenos talhões. Por sua vez, a
adubação de fundo foi efectuada a lanço,
com 40 kg N·ha -1 e 100 kg P 2O 5·ha -1. As
restantes técnicas culturais utilizadas
durante o ensaio, encontram-se sintetisadas
no Quadro 1, excepto a colheita realizada pela
ceifeira debulhadora automotriz de pequenas
parcelas, que se efectuou no mês de Junho
de cada um dos anos agrícolas indicados.
As observações e verificações foram a
produção de grão e as suas componentes nos
quinze genótipos de trigo mole. Para as
contagens de plantas, caules e espigas, foram
usados pequenos talhões de 0,6 m2 (seis linhas
distanciadas 0,2 m com 0,5 m de comprimento), um por cada talhão de 11 m2 (área
colhida), tendo sido verificada nestes subtalhões, a produção de grão. A produção de grão
também foi verificada no talhão principal, o
peso do grão obtido por contagem e pesagem
de 500 grãos (peso seco em estufa 65 ºC ± 48
horas) e calcularam-se os números de grãos
por espiga e por metro quadrado.
As diferenças entre tratamentos, foram
comparadas usando o teste múltiplo de médias
(“Duncan Multiple Range Tests”) para um
nível de probabilidade de 5% (intervalo de
confiança de 95%), tendo sido utilizado o
programa MSTAT-C versão 1.42 (Michigan
State University) para efectuar as análises de
variância de acordo com o delineamento
experimental. Nos Quadros 2 e 3 apresentadas
no capítulo seguinte (Resultados e Discussão),
as letras diferentes indicam valores médios
diferentes. As análises de variância foram
efectuadas a partir das verificações realizadas
em três anos (1996/97, 1998/99 e 1999/00) e,
não se utilizaram as do ano 1997/98 porque
só foi realizada uma data de sementeira, devido
à elevada precipitação ocorrida no mês de
Novembro de 1997 (Figura 1 (b)).
Para relacionar os números médios de
espigas potenciais, produtivas e de grãos por
metro quadrado com a produção de grão,
usaram-se equações de regressão, que foram
calculadas com o auxílio do programa SPSS
11.0 e do Excel versão 2000. Com o auxílio
do coeficiente de determinação, procurou-se
melhorar a qualidade de ajustamento dos
modelos aos dados.
Dos quinze genótipos em estudo, apresentam-se graficamente as produções médias
de seis genótipos relativamente às médias do
ensaio e das datas de sementeira. A escolha
dos seis genótipos foi efectuada com base na
boa resposta produtiva perante a variabilidade
das diferentes datas de sementeira e, actualmente, há três que já são variedades, Sever
(TE 9202), Eufrates (TE 9009) e Nabão (TE
9111), enquanto os outros três, TE 9113, TE
9114 e HAHN”S”*2/PRL”S”, apesar de não
serem variedades, também apresentaram
capacidade de adaptação, com uma resposta
produtiva aceitável.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Nos três anos de ensaio com duas datas de
sementeira, verificou-se que o genótipo TE
9111 (Nabão) atingiu uma produção média
significativamente diferente dos restantes
(Quadro 2). Contudo, existem outros, que
também tiveram uma boa resposta produtiva,
como são os exemplos: TE 9113; TE 9114;
TE 9301; TE 9009 (Eufrates); TE 9202
(Sever); Anza; TE 9104; HAHN”S”*2/
PRL”S” (Quadro 2).
Igualmente, em dois desses anos com três
datas, houve genótipos que expressaram maior
capacidade produtiva, destacando-se também
o TE 9111 (Nabão), que é diferente, estatisticamente, dos outros catorze. Por sua vez, o
rendimento do TE 9114, TE 9009 (Eufrates),
TE 9301 e HAHN”S”*2/PRL”S”, foi superior
ao dos restantes, embora não diferente,
estatisticamente, de alguns (Quadro 3).
Conforme se verifica nos Quadros 2 e 3, o
rendimento mais elevado da variedade Nabão
está muito dependente do número de grãos por
unidade de superfície, o qual, depende do
número de espigas produtivas. De facto, como
se demonstra na Figura 3, há componentes da
produção que estão muito relacionadas com o
rendimento da cultura nas condições mediterrânicas, como é o exemplo do número de
espigas por metro quadrado (Figura 3), quer
potenciais (Figura 3 (a)) quer, sobretudo,
produtivas (Figura 3 (b)).
Na Figura 3 (b) constata-se que o acréscimo do número de espigas produtivas até
ao valor de quinhentas por metro quadrado
permite um aumento da produção de grão. A
partir deste limite, tende a existir uma resposta
de menor crescimento do rendimento,
começando a curva gráfica que representa a
respectiva relação, a ter uma menor inclinação,
tornando-se mais assimptótica relativamente
ao eixo das abcissas, indicando compensações negativas entre o número de espigas e o
número de grãos por cada uma (Figura 4 (a)).
É evidente, que a obtenção de um determinado número de espigas produtivas, resulta
do número de plantas emergidas e do número
de espigas potenciais (Bellido, 1991). Por isso,
depois de garantir a população à emergência,
devem procurar-se genótipos com uma boa
taxa de afilhamento e que tenham, sobretudo,
capacidade de suportar o crescimento dos
filhos, evitando a sua mortalidade (Iqbal &
Wright, 1999). Assim, em ambientes mediterrânicos, caracterizados por uma elevada
frequência de condições adversas quer na
altura da emergência quer em fases mais
avançadas do ciclo vegetativo da cultura do
trigo, poder-se-á obter um número adequado
de espigas produtivas à colheita.
Nas condições mediterrânicas e tal como
refere Fischer (2001), o aumento do rendi-
mento do trigo deve-se, em primeiro lugar, ao
acréscimo do número de grãos. Daqui se
conclui que a obtenção de um valor elevado
desta componente, mesmo com a ocorrência
de condicionantes ambientais, garantirá um
boa produtividade da cultura (Figura 4 (b)).
Relativamente ao peso do grão, não foi
verificada nenhuma relação com a produção,
havendo até uma grande variabilidade. Por isso,
parece que esta componente, nos sistemas
cerealíferos mediterrânicos (exemplo do Sul de
Portugal), é menos influente que a quantidade
de grãos por unidade de superfície na formação
do rendimento do trigo, estando muito
associada, conforme também referem Calderini
et al. (1999), às características dos genótipos.
No entanto, as variedades com capacidade
de utilizarem para a formação do grão os
assimilados produzidos antes da ântese e
armazenados nos orgãos vegetativos (Dias et
al., 1998), podem mostrar melhor adaptação
à irregularidade climática verificada nas
regiões mediterrânicas (Maçãs et al., 1998).
Assim, constata-se nos Quadros 2 e 3 que
alguns genótipos, como por exemplo: TE 9202
(variedade Sever); TE 9113, e TE 9114, caracterizam-se por terem maior peso do grão, significativamente diferente dos restantes, o que
contribui para atingirem uma produtividade
aceitável.
Nas Figuras 5 e 6, verifica-se a adaptabilidade dos seis genótipos escolhidos, nomeadamente a flexibilidade que lhes permite atin-
girem um rendimento mais elevado perante
a variabilidade das condições, sobretudo as
climáticas, não só pela irregularidade natural
como a provocada pelas diferentes datas de
sementeira. Este comportamento é quantificado pela média da produção de grão relativamente à média da produção obtida em cada
data de sementeira ou no ensaio.
Durante os três anos em que foram realizadas duas datas de sementeira, correspondendo a um período alargado a todo o mês de
Novembro em 1996/97 e 1998/99, e a uma
parte de Dezembro em 1999/00, há uma boa
flexibilidade na variedade Nabão (TE 9111),
devido ao rendimento ter sido superior aos das
médias de qualquer das datas e do próprio
ensaio (Figura 5). Além disso, o valor da produção que a caracterizou nas duas datas foi
superior a 2500 kg·ha-1, apresentando assim,
uma boa adaptação a um amplo espaço
temporal de sementeira, definido pelo início
da segunda metade do Outono até a duas
semanas do fim desta estação, podendo
mesmo, prolongar-se até ao começo do
Inverno.
Esta adaptabilidade da variedade Nabão
(TE 9111), caracterizada por hábitos de
crescimento de Primavera, favorece a formação de produções mais estáveis obtidas a
partir de um elevado número de grãos por
metro quadrado (Quadro 2).
Fenotipicamente, a referida variedade
Nabão possui folhas estreitas capazes de se
fecharem sobre si (enrolarem-se) perante o
stress causado pelas temperaturas altas
registadas na Primavera nas nossas condições.
Portanto, é mais um mecanismo de defesa, que
lhe permite suportar o stress hídrico e térmico,
frequente no clima mediterrânico, no final da
fase reprodutiva e na formação do grão.
Além da variedade Nabão, as variedades
Eufrates (hábitos de crescimento alternativo)
e Sever, também apresentaram flexibilidade,
porque na segunda data produziram mais do
que a média obtida para esse período de
sementeira e o rendimento foi ainda similar à
média do ensaio (Figura 5). Por outro lado, os
valores parecem ser agronomicamente viáveis
em condições do sequeiro mediterrânico, uma
vez que tendem para os 2500 kg·ha -1 em
qualquer das datas.
Nos anos de 1998/99 e de 1999/00 em que
foram efectuadas três datas de sementeira,
confirma-se a flexibilidade do Nabão, com
produções de grão elevadas (Figura 6). Mesmo
na terceira data de sementeira, realizada em
meados de Janeiro, a sua produção de grão
ultrapassou o nível de 2000 kg·ha-1. Também
o Eufrates continuou com rendimentos mais
elevados na primeira e na segunda data do que
a média de cada uma delas e a do respectivo
ensaio (Figura 6), o que é indicador de boa
adaptação, em consequência de uma boa
formação do número de grãos por unidade de
superfície (Quadros 2 e 3). Esta variedade com
hábitos de crescimento alternativo demonstrou
ainda, nestes anos, ter alguma flexibilidade
perante o atraso da sementeira para o mês de
Janeiro, uma vez que a sua produção até foi
superior à média da terceira data. No entanto,
este período já pode condicionar e até
inviabilizar a cultura nos sistemas de
sequeiro das regiões mediterrâneas.
CONCLUSÕES
Através do estudo de diversos genótipos
de trigo mole, verificou-se a existência de
diferenças significativas na sua produção de
grão e respectivas componentes. Esta variabilidade do material dá-nos a possibilidade de
seleccionar os que melhor se adaptam a
determinado objectivo e os que garantem uma
maior regularidade da produção de grão. Por
outro lado, permite verificar algumas características ao nível da formação da produção,
que podem ser usadas em programas de
melhoramento.
Para obter a produção de grão, é preciso
formar as respectivas componentes, sobretudo
o número de grãos por unidade de superfície.
Apesar desta relação ser evidente, também
existe uma forte correlação com a quantidade
de espigas, sobretudo as produtivas. Portanto,
o valor destas componentes, principalmente o
dos grãos formados, determina o rendimento
em condições mediterrânicas.
Relativamente ao peso do grão, parece ser
uma relevante característica varietal e, por isso,
contribui para as produtividades aceitáveis de
alguns genótipos em ambientes caracterizados
pela secura na fase de formação do grão.
A partir das relações entre as componentes
da produção e a produção de grão, constata-se
que os valores aproximados a quinhentas
espigas produtivas por metro quadrado e dez
a doze mil grãos por metro quadrado correspondem a produtividades mais elevadas. Dos
genótipos observados, alguns caracterizam-se
por maior regularidade na formação destas
componentes da produção.
Desses genótipos destaca-se, principal-
mente, a variedade Nabão, em que o valor
da produção de grão foi superior ao valor
das médias das diferentes datas de sementeira. Isto demonstra grande regularidade
produtiva, que possibilita o desenvolvimento de estratégias mais adequadas aos
sistemas agrícolas das zonas cerealíferas
mediterrânicas.