O silêncio no cotidiano do adolescente com HIV/AIDS
INTRODUÇÃO
Com a evolução da AIDS no Brasil evidencia-se uma tendência de juvenização da
epidemia, marcada pelos casos notificados por idade, ou seja, aumento da
distribuição dos casos entre adolescentes. No período de 1980-2011 ocorreram
12.891 casos na faixa etária entre 13 a 19 anos(1). Essa mudança implicou a
formação de políticas específicas e o avanço do tratamento, resultando na
melhoria e bem-estar dessa população.
Os avanços do tratamento desecadeiam o cotidiano terapêutico permeado por
vivências que decorrem do uso permanente de medicamentos, da frequência às
consultas, da realização de exames de rotina e demais cuidados para a
manutenção de sua saúde(2), e, ainda somam-se as dificuldades quanto à
revelação do diagnóstico para o adolescente(3-5).
Quando o diagnóstico não é revelado predomina o silêncio nas famílias e surgem
os desafios relativos aos cuidados com a saúde que influenciam a adesão.
Portanto, realizar o tratamento pode ser uma forma de não anunciar a existência
da doença, pois não haverá manifestação dos sintomas, e o adolescente não
sofrerá consequências, por exemplo, o preconceito. Já, o silêncio limita o
acesso aos direitos sociais e de saúde(6-7).
Percebe-se, portanto, que as vivências do adolescente centram-se nas dimensões
clínica e social, as quais repercutem na adesão ao tratamento antirretroviral
(TARV). O uso sistemático dos medicamentos específicos objetiva a melhora
clínica, o aumento do tempo de vida e a redução de falhas terapêuticas(8-9), e,
para tanto, é importante uma aliança terapêutica entre o profissional e
adolescente, podendo-se incluir a família que lhe proporciona no cotidiano.
A partir dessa problemática buscou-se desenvolver um estudo Multicêntrico nos
municípios de Porto Alegre e Santa Maria, estado do Rio Grande do Sul,
intitulado Impacto de Adesão ao tratamento antirretroviral em crianças e
adolescentes, na perspectiva da família, da criança e do adolescente, sob o
contrato nº: ED03756/2006(UNESCO); TRPJ nº As -3833/2006, financiado pelo
Departamento de HIV/AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Organização
das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura.
A pesquisa foi desenvolvida nesses dois municípios por serem centros de
referência para o atendimento das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e
HIV/AIDS das proximidades regionais. Desenvolvida em duas fases quantitativa
e qualitativa nessa pesquisa pretendeu-se desvelar a percepção e a vivência
do adolescente que tem AIDS, em relação ao tratamento antirretroviral.
MÉTODO
Pesquisa de cunho qualitativo, com etapa de campo desenvolvida em serviços
especializados em DST/AIDS no município de Porto Alegre e de Santa Maria, no
estado do Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, contemplou o Serviço de
Assistência Especializada em DSTs e AIDS, o Serviço de Atenção Terapêutica do
Hospital Sanatório Partenon e o Grupo de Atenção à AIDS Pediátrica do
Ambulatório de Pediatria, Hospital da Criança Conceição. Em Santa Maria,
contemplou o Serviço de Doenças Infecciosas Pediátricas do Hospital
Universitário de Santa Maria.
Os sujeitos do estudo atenderam aos critérios de inclusão: faixa etária de 13 a
19 anos de idade, com diagnóstico de AIDS, segundo critérios do Departamento
DST/AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde; e em tratamento com
antirretroviral com, pelo menos, três meses.
Na produção dos dados foram utilizadas as Dinâmicas de Criatividade e
Sensibilidade (DCS), fundamentadas no Método Criativo e Sensível (MCS). Esse
Método é subsidiado pela pedagogia crítico-reflexiva de Freire. A partir da
Tese de Doutoramento da Professora e Enfermeira Ivone Evangelista Cabral, de
1997, passou-se a utilizar as DCS, uma alternativa para a pesquisa em
enfermagem, considerando-se que um objeto de estudo valoriza as singularidades
de cada participante do grupo e pela coletivização das experiências. A DCS
propõe um espaço de discussão coletiva, em que a experiência vivenciada é
abordada por meio de uma produção artística(10).
O Método Criativo e Sensível ocorreu em cinco momentos: no primeiro fez-se a
apresentação de cada membro do grupo concomitante com a integração e a
interação dos participantes e a pesquisadora. No segundo momento foram
disponibilizados materiais para a realização da dinâmica, com as questões
norteadoras: as facilidades e dificuldades em relação ao Tratamento
Antirretroviral (TARV) e o que foi feito para superá-las. Foi desenvolvida a
DCS Livre para Criar com grupo de adolescentes com o objetivo de desvelar a
vivência dos adolescentes em relação ao uso de antirretrovirais em seu
cotidiano. Neste estudo, essa DCS teve como questão geradora do debate com o
grupo de adolescentes: Como é para ti tomar o remédio sempre, todos os dias? No
terceiro, os participantes apresentaram as suas produções artísticas
individuais ou coletivas, socializando-se o que foi produzido. Os temas
geradores codificados foram negociados com os participantes, que, no quarto
momento, os decodificaram em subtemas durante a análise coletiva e a discussão
grupal. Por fim, no quinto momento realizou-se a síntese temática dos temas e
subtemas e a validação dos dados(10).
Em relação à logística da pesquisa, os encontros foram previamente planejados,
considerando-se a escolha de um local apropriado e a previsão dos materiais a
serem disponibilizados. Os materiais utilizados foram crachás de identificação
dos participantes, cadeiras dispostas ao redor de uma mesa, gravador de fita
cassete, folhas de cartolina, canetas e lápis coloridos e folhas de papel A4.
Nas três oficinas realizadas, com duração aproximada de cinquenta minutos a uma
hora e trinta minutos, as DCS foram coordenadas por um dos pesquisadores
responsáveis pelo projeto e contaram com alunos da graduação e pós-graduação na
função de auxiliares de pesquisa.
Para a análise dos dados foi utilizada a técnica de Análise Temática do
Conteúdo que consiste em descobrir núcleos de sentido, cuja presença ou
frequência seja expressiva para o objetivo analítico visado. Na pré-análise
foram organizadas as informações com uma leitura. A partir da exploração do
material, buscaram-se os significados e os agrupamentos das informações,
surgindo os temas ou categorias(11). Para tanto, foi desenvolvido um quadro
analítico, do qual emergiram as categorias: o cotidiano medicamentoso e o
silêncio do adolescente que tem HIV/AIDS. Na última etapa fez-se a análise e a
interpretação das facetas das percepções dos adolescentes, discutidas com a
produção científica da temática.
Os cinco adolescentes, com idade entre 11 e 14 anos, foram selecionados a
partir da primeira etapa dessa pesquisa multicêntrica, a qual foi aprovada
pelos Comitês de Ética em Pesquisa (CEP) das instituições envolvidas:
protocolos de aprovação 2005446 (CEP/UFRGS), 23081.017341/2006-61 (CEP/UFSM),
001014268.07.8 (CEP/SMS/PORTO ALEGRE ) e 113/08 (CEP/GHC).
As questões éticas cumpriram com a proteção dos participantes quanto aos
princípios de: voluntariedade, anonimato, confidencialidade das informações da
pesquisa, justiça, equidade, diminuição dos riscos e potencialização dos
benefícios, resguardando sua integridade física-mental-social de danos
temporários e permanentes. O termo de consentimento livre esclarecido foi
assinado pelo responsável legal e o próprio adolescente assinou o termo de
assentimento.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
O relato dos adolescentes demonstrou a percepção sobre a AIDS relacionada a
horário, a ingestão do medicamento fora de casa, a quantidade, ao tamanho, ao
gosto do remédio, ao uso prolongado e aos efeitos adversos.
[...] Esse remédio líquido também enjoa o estômago [...] sempre [...]
Depois que a gente tomar o remédio tem que comer alguma coisa senão a
gente fica mal [...]o remédio é muito forte [...] sente enjoo se tu
não come. A gente tem que tomar e comer na hora (A1).
É ruim por causa do horário que tem que ter horário pra tomar, ou às
vezes quando não tem aula eu durmo até tarde, mas eu tenho que me
acordar e tomar e depois tentar dormir de novo [...] é difícil [...]
(o remédio) faz bem para nossa saúde, que ajuda na nossa saúde [...]
(A2).
[...] A minha mãe fez até isso (lembrou) para eu não tomar remédio na
hora da escola [...] Vai se acostumando a tomar remédio [...] Eu tomo
4 ou 5 remédios [...]Não é bom ter que tomar muito remédio, ter que
tomar bastante é ruim [...] (A3).
A terapia medicamentosa possui características quanto à quantidade de ARV,
apresentação, horários e frequência, o que implica a não adesão(12). Os
medicamentos de uso contínuo são definidos como uma "prisão" para as pessoas
com HIV/aids cujas vidas estão diretamente ligadas aos horários, esquemas e
dosagens exigidos pelo TARV. Além disso, a complexidade da terapêutica
medicamentosa interfere na adaptação do cotidiano dessas pessoas quanto às
reformulações na alimentação, horários e ritmo diário para cumprir o tratamento
(13).
Para tomar os ARV o adolescente e sua família buscam estratégias para terem
doses fora do horário da escola. O adolescente toma o ARV nos períodos em que
está em casa, o que possibilita a privacidade em seu tratamento e a manutenção
do sigilo do diagnóstico. Tomar o medicamento fora do domicílio revela-se uma
dificuldade relacionada a fatores sociais e estilo de vida, pois, muitas
pessoas com a infecção necessitam esconder a medicação de amigos e familiares
(14). Algumas pessoas utilizam estratégias para lidar com as dificuldades:
escondem o medicamento, retiram rótulos de frascos, tomam os ARV em lugares
seguros (para que as pessoas que não tenham conhecimento da doença não os vejam
na hora de tomá-los). Essas atitudes apontam para o medo da discriminação(13).
Fatores associados às dificuldades de tomada de medicamentos incluem: a
intolerância ao cheiro e ao gosto, tamanho, quantidade e uso prolongado. A
apresentação dos medicamentos e suas características referentes à cor, ao odor,
ao gosto, tamanho, às embalagens são determinantes para a não adesão dos ARV
(8,14). Apesar do avanço do TARV, esses fatores fragilizam a continuidade do
tratamento, pois, muitos evitam tomar os medicamentos no intuito de preservar
seu bem-estar.
Estudos sobre o tema revelam, além desses fatores, outras condições associadas
à baixa adesão de pessoas que fazem uso de ARV: complexidade do esquema, forma
de armazenamento, número de doses, horários das doses, que podem gerar conflito
com as rotinas e o estilo de vida(15). Isso resulta em dificuldades para as
pessoas se adequarem às necessidades do TARV ao cotidiano, por exemplo,
horários de acordar, das refeições, da escola e/ou do trabalho(16-18).
O uso prolongado de ARV, como a situação vivida pelos adolescentes infectados
na infância, está relacionado ao acompanhamento clínico permanente e no longo
prazo, que pode facilitar o processo de adaptação e aceitação dos esquemas de
ARV. Entretanto, o tempo indeterminado do tratamento dessa doença crônica,
ainda sem cura, possivelmente implica a dificuldade de adesão(19).
Mesmo com os avanços da terapia de medicamentos para o HIV/aids, os efeitos
colaterais dos ARV são frequentes e podem se associar aos fatores relacionados
à fragilidade na adesão ao TARV, pois os principais efeitos são: diarreia,
distúrbios gastrintestinais (vômito e náuseas) e rash cutâneo(2,13).
Ressalta-se a importância do entendimento e da compreensão dos adolescentes
sobre a função do medicamento em sua vida, da terapia proposta e seus possíveis
efeitos adversos. Isso implica, de maneira direta, na aceitação ao tratamento e
na boa aderência. A sensibilização do adolescente sobre a importância do TARV
conduz à minimização do impacto dos efeitos adversos, os quais geram
reclamações, pois, o adolescente diz que quando não tomava os ARV não sentia
desconfortos físicos(16,18). No entanto, o uso do medicamento profilático
associado aos ARV é essencial à manutenção da saúde e bem-estar, devido ao
comprometimento imunológico, e, também, possibilita minimizar os efeitos
adversos no intuito de fortalecer a adesão ao TARV(2,16).
Em suas falas, os adolescentes, participantes do estudo em tela, relataram a
presença desse silêncio em suas vidas, destacando-se, aqui, os silêncios no que
tange à escola e aos seus pares, caracterizados pelos amigos e colegas de
escola.
Nos depoimentos, os adolescentes revelam as pessoas que compõem a rede de
relações na escola que sabem de seu diagnóstico. É possível supor que a
revelação do diagnóstico na escola esteja relacionada à necessidade de as
pessoas-chave saberem, a fim de que, caso ocorra algum incidente com o
adolescente nas dependências da escola, alguém tome providências. Essas
situações apareceram em dois depoimentos, no entanto, considera-se pertinente
citá-las, pois os adolescentes, de alguma forma, relatam o silêncio que a
doença reproduz e o restrito número de pessoas que conhecem o seu diagnóstico.
Os guris começaram a me chamar de um monte de coisa, mas daí eu nem
dou bola [...] eles não sabem só o professor e a diretora (A1).
Meus colegas não sabem; só a professora de educação física e a
diretora (A3).
Nesse sentido, os adolescentes com HIV levam sua vida social dentro de uma
normalidade peculiar à sua fase do desenvolvimento. Todavia, participar de
espaços sociais com outros adolescentes, independente da sorologia, não os
coloca à vontade para compartilharem seus diagnósticos com todos, pois há o
medo da exclusão do espaço ocupado(20). Na vida do adolescente, a escola
configura-se como uma instituição social muito presente e importante na
formação das relações sociais, portanto, silenciar o diagnóstico nesse lugar é
bastante comum.
As pessoas com HIV tentam evitar situações que podem gerar preconceito e
selecionam com cuidado a quem devem revelar o diagnóstico de sua
soropositividade. Assim, evitam atitudes de estigmatização. Os adolescentes
identificam algumas situações difíceis na escola, como não se relacionar com os
colegas, não participar de certas atividades e não falar sobre seu diagnóstico
aos colegas e aos amigos(13,20-21).
É imprescindível refletir sobre as repercussões desse silenciamento na vida dos
adolescentes somadas a sua condição de saúde, porque, nessa etapa da vida, a
escola é, para a maioria deles, o espaço social mais frequentado. Fica evidente
a necessidade de ações que promovam o melhor viver na vida da escola para esses
adolescentes que lidam com o medo da discriminação e do rótulo no seu viver.
A revelação entre os pares aparece nos depoimentos dos adolescentes acerca de
quem sabe e quem não sabe da sua condição sorológica. Percebe-se que se
preocupam e temem a descoberta do diagnóstico por terceiros, devido ao
preconceito, situações que podem afetar de modo importante o uso de remédios em
locais públicos ou mesmo no domicílio quando estão na presença de outras
pessoas, pois os medicamentos podem ser a prova da aids(16,22).
Só um colega meu que sabe, mas [...] é que ele foi lá em casa e
escutou [...] ele contou pra mãe e ela não disse nada, que se ele
quisesse ficar do meu lado podia (A1).
Um dia um amigo meu foi posar lá em casa, isso faz tempo. Aí ele me
viu tomando o remédio e pensou que fosse de laranja e queria tomar
também, aí disse que não e ele ficou insistindo e eu tive que
esconder o remédio dele (A2).
Compreende-se que esse silêncio é mantido na família e reproduzido pelo
adolescente entre seus pares com o objetivo, velado ou não, de não
diferenciação e aceitação grupal, como uma característica própria da fase de
adolescência. Essa situação vivida está permeada pelo estigma da doença, do
preconceito e de atitudes de discriminação que marcam a história da epidemia da
Aids(7,20). Também se observa que os adolescentes se preocupam em justificar os
motivos pelos quais não deva ocorrer o preconceito. O fato de a infecção ser
por categoria de exposição da transmissão vertical, os impulsiona a pensar que
a infecção não ocorreu devido a um ato ou situação de vida que eles tiveram
algum envolvimento, mas que eles nasceram com isto, portanto, livres de serem
julgados.
A mãe me contou que um dia ela foi no pronto-socorro e aí ela viu uma
guria de14-16 anos que tinha HIV e o guardinha fez assim: por que tu
não se cuidou guria? E a guria disse: por que eu nasci assim, e o
guarda começou a rir. Eu não gostei disso, se ele nascesse ele não ia
gostar que a gente risse dele (A1).
[...] se é uma pessoa adulta pode muito bem entender, uma criança
assim de cinco anos não pode entender, mas uma pessoa adulta assim já
é burrice. Porque se a gente nasce assim com isso, a gente não pode
evitar; a gente já nasceu (A2).
Não pode humilhar as pessoas que têm. Depois a pessoa fica com
vergonha e não quer mais sair (A3).
A história inicial da epidemia contribuiu para esse imaginário coletivo que
colocou os grupos de risco como suscetíveis à infecção e, consequentemente,
responsáveis por seus atos. No entanto, a história nos mostrou que não
existiram grupos de risco e que a epidemia não tem raça, cor, escolaridade,
opção e/ou estilo de vida(23). Os protagonistas da epidemia são todos seres
humanos que mantêm suas relações sociais no mundo.
O sentido social do preconceito é pejorativo, no qual a opinião do outro acerca
de alguém é admitida sem ser discutida, construída a partir de uma visão de
mundo acrítica, sendo transmitida culturalmente e, consequentemente,
internalizada pelas pessoas, as quais são influenciadas em seus modos de agir
(24).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O adolescente, em seu cotidiano medicamentoso, revela a importância do conhecer
acerca de seu tratamento, visando a compreensão sobre a função do medicamento
em sua saúde, o que inclui saber os possíveis efeitos adversos e implicações em
sua vida. Mostra que mantém o silêncio nos espaços socais que frequenta, em que
só algumas pessoas sabem de sua doença, já vivenciou o preconceito e fala da
repercussão deste na vida das pessoas que têm a doença. O silêncio se perpetua
na família, sendo conservado pelo adolescente com seus pares, com o objetivo,
velado ou não, de não diferenciação e aceitação grupal, como uma característica
própria da fase de adolescência. Assim, o silêncio na vida do adolescente pode
conduzir a dificuldades na realização do seu tratamento, ao limitar suas redes
de apoio e suas possibilidades de tornar-se protagonista do cuidado de sua
saúde.
Destaca-se o envolvimento dos profissionais de saúde que cuidam do adolescente,
possibilitando espaços para a família e promovendo diálogos desta com o
adolescente, a fim de fortalecer seu bem-estar com sua saúde. Essas ações
poderão repercutir na adesão ao tratamento, em situações de preconceitos, e
entre outras questões que envolvem a doença, somadas às peculiaridades da
adolescência.