Mapeamento dos termos dos eixos tempo, localização, meio e cliente entre
versões da CIPE® e CIPESC®
INTRODUÇÃO
O presente artigo faz parte do conjunto de resultados de uma investigação que
realizou a equivalência entre termos inclusos nos eixos da Classificação
Internacional para as Práticas de Enfermagem - CIPE®, versões 1.0 e 1.1, e a
Classificação Internacional de Práticas de Enfermagem em Saúde Coletiva -
CIPESC®. Trata-se de um subprojeto de pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-
graduação em Tecnologia em Saúde, da Pontifícia Universidade Católica do
Paraná, cujos primeiros resultados, relativos aos eixos "Foco" e "Ação", já
foram publicados(1-2).
É notório que o esforço na elaboração de sistemas de classificação da
enfermagem tem colaborado na promoção da autonomia profissional no sentido do
julgamento sobre as necessidades da clientela, na facilidade do uso de
conhecimentos e na realização de estudos sobre a qualidade do cuidado(3). Neste
sentido, a CIPE®, desde sua origem, passou por avaliações e revisões, com
objetivo de reduzir a ambiguidade e redundância de termos(4). Até o momento,
sete versões foram disponibilizadas: alpha(5) (1996); beta(6)(1999); beta-2(7)
(2001); 1.0(4) (2005); 1.1(8) (2008); 2.0(9) (2009); e 2011 release(10) (2011),
sendo esta última uma reedição da versão 2.0, com inclusão de novos termos e de
declarações pré-combinadas. A versão 2011 release está disponível em 15
idiomas, apenas em formato eletrônico.
Na versão 1.0, a classificação substituiu os dois modelos de oito eixos que
faziam parte da Classificação de Fenômenos e da Classificação das Ações, por um
modelo unificado de sete eixos. Além disso, houve mudanças na definição de
declarações, inclusão de definições e de diagnósticos e intervenções pré-
combinadas(11).
Desde a versão 1.0 os eixos são: "Foco", "Julgamento", "Tempo", "Localização",
"Meios", "Cliente" e "Ação"(4). Por meio da combinação entre termos incluídos
nos mesmos é possível a construção de diagnósticos, intervenções e resultados
de enfermagem, que são, em conjunto, denominados de declarações de enfermagem.
Desta forma, a consistência da composição das declarações de enfermagem está
intimamente ligada ao sentido dos termos, bem como da equivalência entre
versões.
A contribuição brasileira à CIPE® teve como base a estrutura e os termos
dispostos na versão Beta. Resultou em um inventário vocabular denominado
CIPESC®(12), fruto do projeto de mesmo nome, o qual foi elaborado e
desenvolvido pela Associação Brasileira de Enfermagem - ABEn, sob orientação do
ICN e apoio financeiro da Fundação Kellogg(13). Ressalta-se que a força tarefa
desenvolvida pela ABEn em relação à CIPE®consistiu na tradução para o português
da versão alpha e no projeto CIPESC; como resultados destas atividades houve
sete publicações da "Série Didática: Enfermagem no SUS", atualmente esgotadas.
Neste contexto, para que a contribuição brasileira seja visível, faz-se
necessária uma atualização da CIPESC® à nova estrutura hierárquica da CIPE®,
bem como uma correspondência entre os termos das referidas classificações. Este
artigo se limita ao mapeamento de termos contidos nos eixos "Meios", "Tempo",
"Localização", e "Cliente", entre as versões: Beta-2, 1.0 e 1.1 da CIPE® e a
CIPESC®.
Para o ICN os eixos acima citados são considerados como complementares na
construção de declarações de enfermagem, não fazendo parte dos itens de
inclusão obrigatória, como é o caso dos eixos "Foco" e "Julgamento",
imprescindíveis para composição de diagnósticos e resultados; e do eixo "Ação",
para composição de intervenções.
O Eixo "Meios" é definido como "uma maneira ou um método de desempenhar uma
intervenção"(4) e, atualmente, na CIPE® 2.0, ele possui subclasses relacionadas
a: artefatos, serviços de saúde, serviços de cuidado domiciliar, materiais,
técnicas e terapias.
O eixo "Tempo" é definido como "o momento, período, instante, intervalo ou
duração de uma ocorrência"(4). Esta classe incorporou o eixo "Duração" da
classificação de fenômenos e o eixo "Meio" da classificação de ações, da versão
Beta 2. Desde a versão 1.0 possui subclasses relacionadas a: duração,
frequência, início, situação, intervalo de tempo e sequência de tempo.
O eixo "Localização" é definido como "orientação anatômica e espacial de um
diagnóstico ou intervenção"(4). Esta classe incorporou os eixos "Topologia" e
"Lugar do corpo" da classificação de fenômenos e os eixos "Topologia" e
"Localização" da classificação de ações, da versão Beta 2. Na versão 2.0
apresenta as seguintes subclasses: construção, domicílio, posição, estrutura
social e estrutura.
Por fim, o eixo "Cliente" é definido como "sujeito ao qual o diagnóstico se
refere e que é o recipiente de uma intervenção"(4). Esta classe incorporou o
eixo "Portador" da classificação de fenômenos e o eixo "Beneficiário" da
classificação de ações, da versão Beta 2. Desde a versão 1.0 as subclasses são:
feto, grupo e indivíduo.
Estas modificações resultaram em transferências de termos entre os eixos, bem
como modificações conceituais, inclusões e exclusões de termos, as quais serão
apresentadas, de forma condensada, nos resultados deste estudo.
Diante deste contexto, o presente artigo apresenta os resultados da pesquisa
que teve por objetivo mapear os termos contidos nos eixos "Tempo",
"Localização", "Meios" e "Cliente", entre as versões Beta 2, 1.0 e 1.1 da CIPE®
e a CIPESC®.
METODOLOGIA
Trata-se de um estudo descritivo bibliográfico de abordagem quantitativa, cujas
bases empíricas foram: o inventário vocabular da CIPESC®; as versões Beta-2,
1.0 (edição Portuguesa e Brasileira) e 1.1 da CIPE®; e dicionários da língua
portuguesa(14,15).
O mapeamento consistiu em localizar todos os termos dos eixos tempo,
localização, meios e cliente nas diferentes versões da CIPE®, e dos eixos
frequência, local e portador da CIPESC®. Os termos foram dispostos em planilhas
na ferramenta Excel® e organizados observando as variáveis: "nome" (termo);
"conceito" (conceito do termo na classificação ou, na ausência deste, definido
por dicionários); "versão" e "eixo".
A partir da listagem dos termos, foi realizada equivalência semântica entre as
variáveis. O processo de equivalência foi estabelecido pela igualdade (termo e
conceito idênticos); semelhança (termo e conceito com o mesmo sentido);
diferença (termo idêntico e conceito diferente); ausência (de termo em versão
anterior ou posterior); redução ou ampliação (de termo ou conceito em versão
anterior ou posterior); e inclusão (de termo e/ou conceito em versão
posterior); e migração (de termo) de eixo entre as versões Beta 2, 1.0 e 1.1 da
CIPE® e a CIPESC®.
A equivalência semântica entre as variáveis permitiu que os termos fossem
classificados em: termo idêntico com conceito idêntico; termo idêntico com
conceito diferente; termo idêntico com conceito diferente, mas com mesmo
sentido; termo ampliado com conceito igual; termo ampliado com conceito
diferente; termo diferente com conceito ou sentido igual; termo ausente na
versão 1.0; termo localizado em outro eixo; termo sem equivalência na versão
1.1; termo novo na versão 1.0; termo exclusivo do inventário CIPESC®.
A organização do mapeamento, desenvolvida por meio de um subprojeto de
iniciação científica, foi realizada por um membro do grupo de pesquisa. A
classificação dos termos foi checada por outro membro, que não participou do
mapeamento, mas que definiu, em conjunto com o grupo, as variáveis.
Após este processo, o mapeamento final foi analisado pela coordenadora da
pesquisa. Os termos para os quais não foi encontrada uma classificação
satisfatória foram submetidos à apreciação dos membros do grupo de pesquisa,
composto por duas docentes de pós-graduação, três mestrandas e duas bolsistas
de iniciação científica, em um seminário de discussão. Neste seminário os
termos foram reanalisados e a classificação foi decidida com base no conceito
dicionarizado do termo.
Neste manuscrito, os resultados do mapeamento e da classificação dos termos
entre os eixos das diferentes versões da CIPE® e a CIPESC® são apresentados por
freqüência absoluta e percentual simples.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Eixo Tempo
Foram analisados 60 termos do eixo tempo da CIPE® versão 1.0 em relação à
versão Beta-2 (Gráfico_1).

Este eixo não sofreu nenhuma alteração na versão 1.1, no entanto, teve uma
modificação extensa da versão beta 2 para 1.0. Nesta última, 80% dos termos não
pertenciam à versão beta 2.
Oito termos foram classificados como idênticos, entretanto quatro deles possuem
conceitos diferentes, com mesmo sentido. Nota-se que as mudanças ocorridas não
alteraram o sentido do conceito, pois houve apenas a troca de palavras por seus
sinônimos, a exemplo: "súbito" e "repentino"; ou uma reordenação das palavras
para melhor entendimento da frase, como no caso de "intervalo de tempo curto" e
"curto intervalo de tempo".
O termo "na admissão", presente na versão Beta-2, foi reduzido à "admissão" na
versão 1.0, sem alteração do seu conceito. Já os termos "na alta"; "durante a
visita" e "durante a hospitalização", foram modificados, sem prejuízo ao
sentido do conceito, para "alta hospitalar"; "visita" e "hospitalização",
respectivamente.
Vinte termos da versão Beta-2 não foram identificados no eixo "tempo" da versão
1.0 da CIPE®, dentre eles: "antes da hospitalização", "depois da admissão";
"pré-parto" e "pós-parto".
Alguns problemas relacionados à versão brasileira da CIPE® refletiram na
dificuldade para organizar a equivalência dos termos, que, em última instância,
foi efetivada pela codificação do termo. Da versão portuguesa para a versão
brasileira, o termo "Infância" foi traduzido como "Segunda Infância"; o
"Período Toddler (até 3 anos de idade)" como "Período de engatinhar"; "Período
infantil (até 1 ano de idade)" como "Primeira infância"; "Marcação" como
"Encontro marcado"; "Trabalho de parto" como "Parto"; "Alta" como "Alta
hospitalar"; "Contacto" como "Encontro/consulta"; e "Consulta" como "Visita".
O inventário vocabular da CIPESC®possui quatro termos do eixo "Tempo", todos
eles presentes na CIPE® versão 1.0. No entanto, 95% dos termos inclusos na
versão 1.0, não foram identificados na CIPESC®.
É importante ressaltar que alguns dos termos da versão 1.0 podem ser
encontrados nas ações de enfermagem descritas no inventário vocabular da
CIPESC®, à exemplo, o termo "Visita domiciliária" em: "Fazer visita domiciliar
a crianças" ou "Consulta" em: "Preparar o paciente para a consulta".
Eixo Localização
Foram analisados 238 termos do eixo localização da CIPE® versão 1.0 em relação
à versão Beta-2 (Gráfico_2). Cabe apontar que dois termos estão ausentes na
edição brasileira(4): "flanco" e "pé", demandando revisão editorial. Portanto,
para que um trabalho de mapeamento seja efetivo, é prudente a utilização de
versões em inglês e português de Portugal.
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Dos termos analisados, 35,2% foram identificados como idênticos e de mesmo
conceito. O termo "intraperineal" não foi identificado na CIPE® versão 1.1.
Termos considerados ampliados ou reduzidos, mas de mesmo conceito, totalizaram
4,2%. As alterações ocorridas objetivaram diminuir as redundâncias, como no
caso do termo "osso do esqueleto" que passou a ser apenas "osso"; ou
especificar o sentido do termo, como "ferida" que passou a ser "local da
ferida".
O Quadro_1 apresenta a lista de termos considerados diferentes, mas com mesmo
sentido. Nota-se que alguns termos, se analisados minuciosamente, poderiam ter
seus significados interpretados de maneira diferente, por exemplo, o termo
"clínica de parteira" para "clínica obstétrica", que no idioma inglês é
"midwifery clinic" se relaciona diretamente à profissão das obstetrizes ou
parteiras, e não ao sentido amplo, configurado na edição em idioma português,
que envolve diversos profissionais da área obstétrica.
[/img/revistas/reben/v64n6/a17qua01.jpg]
Os termos não identificados na versão 1.0. da CIPE® totalizam 30,6%. Alguns,
como "aracnóide intercranial", são extremamente específicos, outros, como
"serviço de saúde" são amplos, o que demandaria um cuidado especial para sua
exclusão de uma versão para outra, demonstrando não ser claro qual foi o
critério para a sua retirada.
Outra situação a ser apontada diz respeito à troca de eixos. Dos termos
mapeados na versão 1.0 da CIPE®, 7,5% são provenientes de outros eixos, dentre
eles, os que vieram de eixos incorporados, a "Topologia" e o "Alvo"; e os que
migraram do eixo "Foco" da versão beta 2: estrada, ponte, ferrovia, aeroporto,
porto, edifícios, edifício residencial, edifício comercial, edifício público.
Ainda existem termos como "Tecido corporal" e "Úlcera", que eram considerados
como local de determinado fenômeno e atualmente, fazem parte do eixo "Foco".
Cabe ressaltar que esta migração é percebida também na versão 1.1, na qual o
eixo "Localização" recebeu termos do eixo "Foco" da versão 1.0, num montante de
13,8% dos termos.
Na CIPESC® foram mapeados 35 termos do eixo localização, dos quais 37,1% foram
considerados idênticos; cinco termos foram identificados como diferentes, mas
com mesmo sentido e apenas o termo "aréola" foi ampliado para "aréola mamária",
sem alteração conceitual.
Neste eixo foram identificados 16 termos próprios da CIPESC® representativos da
realidade da prática de enfermagem na atenção básica no Brasil, à exemplo:
"Favela", "Distrito Sanitário" e "Área de abrangência da unidade de saúde".
Neste ponto cabe a discussão de que a CIPESC®, para "constituir-se em um
sistema de informação capaz de representar as práticas de Enfermagem em Saúde
Coletiva que permita a classificação dos termos, a troca de experiências e
interlocução da informação nos níveis nacional e internacional, deve fortalecer
a presença de fenômenos oriundos da prática da Enfermagem em Saúde Coletiva no
SUS"(16:746). São 217 termos da versão 1.0 ausentes na CIPESC®, entretanto,
alguns deles podem ser identificados na listagem das ações de enfermagem
contidas no inventário vocabular, à exemplo os termos "região umbilical" em
"fazer curativo umbilical" ou "hospital" em "encaminhar gestante para o
hospital". Isto demandaria um re-olhar para a listagem de ações, no sentido de
captar os termos contidos nas frases.
Eixo Meios
Foram analisados 269 termos do eixo "Meios" da CIPE® versão 1.0 em relação à
versão Beta-2 (Gráfico_3). Os termos deste eixo não passaram por modificações
na versão 1.1.
[/img/revistas/reben/v64n6/a17gra03.jpg]
O eixo "Meios" não foi contemplado no inventário vocabular da CIPESC®. No
entanto, como foi discutido no eixo "Localização", os termos podem ser
encontrados compondo frases da listagem de ações.
Foram considerados novos 30,8% dos termos da versão 1.0 e 4,0% deles migraram
do eixo "alvo" da CIPE® versão Beta-2. Alguns destes termos responderam ao
objetivo de reduzir ambiguidades, à exemplo: "vestuário/avental", que passa a
ser denominado apenas como "vestuário".
Cinco termos foram considerados ampliados e dois foram reduzidos. Este arranjo,
por parte dos organizadores da CIPE®, diminuiu redundâncias dentro da
hierarquia e especificou melhor o meio, a exemplo: "tração" para "aparelho de
tração" e "Posicionamento de Trendlenburg" para "Técnica de posicionamento de
Trendlenburg".
Termos identificados como diferentes, porém com conceito igual ou com o mesmo
sentido, representaram 11,5% do total.
Por fim, 26,7% dos termos contidos na versão Beta-2 não foram encontrados no
eixo meios da CIPE® versão 1.0. No entanto, 12 termos foram encontrados em
outros eixos, a saber:
a) Foco: água; meditação; serviço funerário; serviço jurídico.
b) Tempo: consulta; exame; encontro.
c) Ação: medidas de segurança; prevenção de contaminação; prevenção
de quedas; prevenção de violência; prevenção de alcoolismo.
Além da complexidade da língua portuguesa, já discutida no mapeamento dos
outros eixos, o eixo "Meio" possui um diferencial, pois grande parte dos termos
não tem conceito estabelecido na CIPE®. Desta forma, se depara com termos cujo
significado não é apreendido pela prática da enfermagem brasileira, a exemplos:
"Aparelho para cobrir" e "Terapia de orientação da realidade"; ou que deixa
dúvidas da especificidade do próprio meio, como exemplo: "Aparelho de
respiração" e "Técnica calmante".
Eixo Cliente
Dos 27 termos do eixo cliente mapeados na versão 1.0, 59,2% são idênticos e 37%
foram considerados novos em relação à versão Beta-2, sendo estes: bebê;
comunidade adolescente; criança; cuidador familiar; família de monoparental;
família nuclear; feto; irmãos; membro da família; e mulher à frente da família
monoparental.
O termo "unidade familiar expandida" foi modificado para "família estendida",
sem alteração do conceito. Os termos "comunidade", "comunidade (distribuída)" e
"comunidade (coletiva)", foram reduzidos ao termo "comunidade", no entanto seus
conceitos foram unificados e mantiveram-se com mesmo significado.
Em relação aos termos ausentes na versão 1.0, alguns deles poderiam ser
representados por um único termo, por exemplo: "Família (coletiva)" e "Família
(distribuída)", seguindo a mesma lógica do termo "comunidade"; ou reduzidas a
um termo mais amplo, a exemplo: "Criança que engatinha" por "Criança".
Em relação aos 93 termos mapeados da CIPESC®(Gráfico_4), 11,8% foram
considerados idênticos e 48,1% dos termos da versão 1.0 não foram encontrados.
O termo "pai" foi ampliado para "pais (pai e mãe)", e os termos "comunidade
adolescente" e "membro da família" modificaram-se, respectivamente, para "grupo
de adolescentes" e "familiares (membros da família)", sem alteração conceitual.
[/img/revistas/reben/v64n6/a17gra04.jpg]
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O mapeamento e a equivalência dos termos entre as diferentes versões da CIPE® e
a CIPESC® remetem a algumas considerações. Primeiro, que a evolução da CIPE®
desde a versão alpha foi repleta de modificações, algumas respondem ao objetivo
de redução de ambiguidades e redundâncias; outras, pela forma como estão
expostas, não permitem que se verifique o critério utilizado para retirada,
inclusão e migração de termos.
Outra consideração está centrada na diversidade encontrada nos termos dispostos
na CIPE®, ora extremamente amplos, ora com alta especificidade, o que torna a
classificação bastante complexa.
Terceiro, a real necessidade de revisão da lista de ações do inventário
vocabular da CIPESC®no sentido do levantamento de termos que estão inclusos nos
atuais eixos da CIPE®; do descobrimento de termos novos; e da adaptação
transcultural de palavras de uso da linguagem profissional e da prática da
enfermagem brasileira. Ressalta-se que a CIPESC®, em relação aos eixos
localização e cliente, contribuiu para a inclusão de termos que refletem a
diversidade da prática da Enfermagem no SUS.
Por fim, no que se refere a uma classificação de termos para construção de
nomenclaturas, é condição primária de que sejam estabelecidos os conceitos
consensados pelo grupo responsável pela construção da terminologia, de forma a
minimizar o uso incorreto ou inadequado dos termos.
Assim como o restante do mapeamento, este resultado carece que as equivalências
propostas sejam validadas por especialistas na área.