Diagnósticos de enfermagem para pacientes em risco de desenvolver úlcera por
pressão
INTRODUÇÃO
As úlceras por pressão (UP) são complicações que poderão surgir em pacientes
internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), uma vez que estes estão
expostos a inúmeros fatores de risco para tal ocorrência, como: instabilidade
hemodinâmica; significativa limitação da mobilidade, decorrente de patologias
diversas ou sequelas destas; estado geral comprometido; idade e condição
nutricional(1,2).
As UP são definidas como lesões cutâneas ou de partes moles, superficiais ou
profundas, de etiologia isquêmica, secundária a um aumento de pressão externa,
e localizam-se, usualmente, sobre uma proeminência óssea. O diagnóstico é feito
por meio de métodos visuais que também classificam as úlceras em estágios,
importantes na elaboração de estratégias terapêuticas. As UP são classificadas
em níveis de I a IV de acordo com os danos observados nos tecidos, considerando
as suas estruturas, podendo envolver a pele, tecidos subcutâneos, músculos,
cartilagem e até mesmo ossos(3).
Assim, a manutenção da integridade da pele em pacientes de UTI é um importante
aspecto do cuidado de enfermagem, já que essas lesões constituem problemas
graves e caros no cuidado prestado ao paciente. Por isso, para assegurar a
qualidade da assistência, vários protocolos e instrumentos têm sido
construídos. Dentre esses, a literatura apresenta escalas de avaliação que
predizem a ocorrência de UP, sendo os mais conhecidos e utilizados os de
Norton, Waterlow e Braden(4-7).
A utilização de escalas de avaliação de risco para UP requer pouca habilidade
do profissional enfermeiro, embora requeira mais tempo na assistência para sua
avaliação e acompanhamento, mas é de extrema importância para o prognóstico, já
que a identificação dos pacientes em risco permite a implementação de medidas
preventivas precocemente, o que pode reduzir pela metade a incidência da UP
(4,8). Porém, é importante entender que a avaliação de risco deve sempre estar
acompanhada do julgamento clínico do enfermeiro, o qual nada mais é do que o
processo de enfermagem. Entendido aqui, como uma atividade intelectual
deliberada, por meio da qual a prática de enfermagem é abordada de uma maneira
ordenada e sistemática(9).
O processo de enfermagem é constituído de um conjunto de etapas inter-
relacionadas: coleta de dados, diagnóstico de enfermagem, planejamento,
implementação e avaliação, que focalizam a individualização do cuidado mediante
uma abordagem de solução de problemas a qual se fundamenta em teorias e modelos
conceituais de enfermagem(10).
Dentre essas etapas, o diagnóstico de enfermagem tem merecido destaque por se
tratar de uma etapa dinâmica, sistemática, organizada e complexa do processo de
enfermagem, significando não apenas uma simples listagem de problemas, mas uma
fase que envolve avaliação crítica e tomada de decisão.
A literatura é rica em publicações que destacam a importância do processo de
enfermagem para a elevação da qualidade da assistência em saúde, com benefício
tanto do paciente, através de um atendimento individualizado; como para a
enfermagem. Ciente desta afirmação, e com base em experiência profissional,
como enfermeiros intensivistas, e considerando a grande incidência de UP em
UTI. Este estudo teve como objetivo identificar os diagnósticos de enfermagem
mais presentes em pacientes com risco para UP em uma UTI de Fortaleza-CE,
Brasil.
REFERENCIAL TEÓRICO
Na escolha de um método de avaliação de risco para o desenvolvimento de UP, é
importante considerar a eficácia e a facilidade de aplicação do instrumento de
medida, embora que vários métodos de avaliação de risco para UP têm sido
desenvolvidos, através da análise e pontuação dos fatores de risco
predisponentes ao desenvolvimento da úlcera, na sua grande maioria são opiniões
de especialistas ou adaptações de instrumentos já existentes(2).
A European Pressure Ulcer Advisory Panel (EPUAP), órgão que se originou em
Londres, em 1996, que, periodicamente, se reúne e apresenta diretrizes de
prevenção e tratamento baseadas em evidências, recomenda que um instrumento de
avaliação de risco deve incluir: condição geral e avaliação da pele,
mobilidade, umidade, incontinência, nutrição e dor(7). As escalas de Norton,
Braden e Waterlow estão entre as mais utilizadas no mundo, embora a única que
apresenta a avaliação da pele como fator de risco seja a escala de Waterlow(8).
A escala de Waterlow foi baseada na de Norton, porém com avaliação de um maior
número de itens que foram obtidos após longa investigação dos fatores
etiológicos das UP(9). Desenvolvimento de modelos de avaliação de risco para
pacientes hospitalizados representa uma tarefa complexa, cujos critérios a
serem incluídos neste devem atender o objetivo a ser alcançado, a exemplo temos
que escalas de avaliação de risco para UP buscam diagnosticar a presença de
lesões, assim como sua evolução, de maneira a identificar o paciente com maior
risco de predisposição.
Para ser realizado um cuidado de enfermagem adequado às exigências de um
cliente em estado crítico é preciso uma estrutura organizacional específica,
tanto em relação aos recursos humanos, quanto aos recursos físicos e materiais,
inclusive com criação de instrumentos de coleta de dados que permita a
identificação das necessidades humanas básicas do paciente e que também
estabeleça uma comunicação multiprofissional, garantindo a continuidade da
assistência de enfermagem.
O referencial teórico que norteou este trabalho foi fundamentado no modelo
conceitual de Wanda Horta, que se baseia nas necessidades humanas básicas
propostas por Maslow e na classificação de Mohana. Optamos pelo modelo de Horta
por considerá-lo um modelo que permite a avaliação do paciente como um todo
indivisível, com seus componentes bio-psico-sócio-espirituais, o qual contém as
seguintes fases: a) histórico de enfermagem, b) diagnóstico de enfermagem, c)
plano assistencial, d) prescrição de enfermagem, e) evolução de enfermagem e f)
prognóstico de enfermagem(4,11).
MÉTODO
Trata-se de uma pesquisa descritiva do tipo transversal. O estudo foi conduzido
num hospital do município de Fortaleza-CE de atenção terciária na área de
urgência e emergência durante o período de fevereiro a abril de 2009.
A amostragem foi intencional e alguns critérios de inclusão foram
estabelecidos, a saber: ter idade ≥ 18 anos; apresentar familiar ou responsável
nos casos de pacientes inconscientes; estar internado a mais de 24 horas na
UTI; apresentar risco para UP segundo a escala de avaliação de risco de
Waterlow; não ser acometido por doença rara ou quadro clínico interrogado.
Durante a execução da investigação um total de 21 pacientes foram internados
nesta UTI. Contudo, apenas treze contemplaram os critérios de inclusão
supracitados.
A coleta de dados ocorreu nos meses de fevereiro a março de 2009. Ela foi
dividida em duas etapas. Primeiramente, foi realizada a avaliação de risco para
UP, a partir da escala de Waterlow, adaptada e validada para língua portuguesa,
que consistiu na avaliação de 10 itens: índice de massa corporal (IMC); tipo de
pele, sexo/idade, continência, mobilidade, subnutrição do tecido celular,
deficiência neurológica, cirurgia de grande porte/trauma, apetite, sonda
nasogástrica (SNG) ou sonda nasoenteral (SNE) e medicação. Cada item possui uma
categorização própria, com valores que variam entre 0 e 5. Na avaliação dos
pacientes, escores 10-14 pontos, 15-19 pontos e ≥ 20 pontos são preditores de
risco, alto risco e altíssimo risco de desenvolvimento de UP, respectivamente
(12,13). Vale pontuar que, além do exame físico, a consulta ao prontuário e aos
familiares também ocorreu no levantamento de alguns destes dados.
Na segunda etapa foi aplicada a sistematização da assistência de enfermagem com
a realização do histórico de enfermagem e exame físico para levantamento dos
diagnósticos de enfermagem nos pacientes com risco para UP.
Para nortear essa etapa foi adotado um instrumento, já validado e publicado, de
sistematização de enfermagem específico para unidades de cuidados intensivos.
Os autores do referido material, ao elaborar este instrumento utilizaram como
referencial teórico a Teoria das Necessidades Humanas de Wanda Horta. Na
validação desse material, os juízes concordaram que este seria suficiente para
o estabelecimento de diagnósticos de enfermagem, favorecendo o desenvolvimento
da sistematização da assistência de enfermagem ao paciente crítico, em centros
de terapia intensiva(14).
Para a investigação das respostas humanas foi averiguada a presença ou ausência
dos fatores relacionados/risco de cada diagnóstico de enfermagem presentes na
versão brasileira 2007-2008 da classificação de diagnósticos de enfermagem da
NANDA (North American Nursing Diagnosis Association) (15). Para auxiliar na
análise dos diagnósticos de enfermagem, foi utilizado o seguinte raciocínio
crítico: análise de agrupamentos de indicadores, criação de uma lista de
problemas suspeitados, descarte de diagnósticos similares, escolha dos rótulos
diagnósticos mais específicos e declaração dos problemas e suas causas(16,17).
Os preceitos éticos e legais a serem seguidos nas investigações envolvendo
seres humanos foram respeitados, conforme preconiza a Resolução 196/96, do
Conselho Nacional de Saúde. Para tanto, o projeto em pauta foi apreciado pelo
Comitê de Ética em Pesquisa da instituição, tendo sua aprovação no protocolo de
no. 86145/08, e obtido o consentimento livre e informado dos participantes após
o esclarecimento sobre os objetivos e a forma de condução da pesquisa. Para os
pacientes sem condições de fornecer o consentimento esse foi obtido junto a
familiares ou responsáveis.
RESULTADOS
Avaliação de risco para UP
A faixa etária dos sujeitos foi estratificada da seguinte maneira: 50 a 64
anos; 65 a 74 anos; 75 a 80 anos e acima de 80 anos. Nas três primeiras
categorias houve dois participantes em cada, enquanto na última houve sete
participantes.
Quanto ao tipo de pele foi observada em oito pacientes a presença de pele muito
fina e com edema. Onze pacientes estavam com IMC acima da média. Foi observado
que oito pacientes tinham incontinência ocasional e três, dupla incontinência.
Em relação ao fator de risco mobilidade, todos pacientes estavam com mobilidade
restrita/contido. Entre os pacientes críticos avaliados, a insuficiência
cardíaca e a doença vascular periférica ocorriam em quatro e dois sujeitos,
respectivamente. Nenhum dos sujeitos era tabagista e apenas um apresentava
anemia.
A deficiência neurológica foi observada em oito sujeitos, sendo quatro
relacionada exclusivamente ao Diabetes Mellitus e as outras com a paraplegia
motora/sensitiva. Entre os quatro pacientes com paraplegia motora, dois também
eram diabéticos. O fator de risco cirurgia/trauma só foi identificado em dois
pacientes. No quesito apetite, predominou (sete sujeitos) o item "somente
líquido". Uma paciente apresentou o uso de SNG/E devido a caquexia. O fator de
risco medicação, referente a altas dosagens de esteróides, citotóxicos e
antiinflamatórios, não pontuou nesse grupo de pacientes.
Sete pacientes apresentaram alto risco e seis, altíssimo risco de desenvolver
UP, segundo o Método de Waterlow. Dentre os sujeitos com alto risco para
desenvolvimento de UP, o fator predominante foi o sexo (11 mulheres). Enquanto
nos sujeitos com altíssimo risco para desenvolver UP, os fatores predominantes
foram: deficiência neurológica (8); idade acima de 80 anos (6); subnutrição do
tecido celular (12); apetite (6); ocasional continência (5) e cirurgia/trauma
(2).
Diagnósticos de Enfermagem
Na tabela_1 estão apresentados os diagnósticos de enfermagem identificados nos
treze pacientes com risco de UP, segundo a Taxonomia II da NANDA. Um total de
45 diagnósticos de enfermagem foram encontrados, sendo que 17 tinham
significância clínica para o desenvolvimento de lesões dermatológicas como as
UP. Dentre estes dezessete diagnósticos, nove apresentaram freqüência ≥ 80%,
com ênfase para os diagnósticos: Integridade da pele prejudicada (100%),
Deambulação prejudicada (87%), Deglutição prejudicada (80%), Mobilidade no
leito prejudicada (80%) e Troca de gazes prejudicada (80%).

O diagnóstico de enfermagem Integridade da pele prejudicada esteve presente em
todos os sujeitos. Seis diagnósticos de enfermagem foram encontrados em mais de
um fator de risco do Método de Waterlow, a saber: Déficit no autocuidado para
banho/higiene, Deambulação prejudicada, Risco de glicemia instável, Integridade
da pele prejudicada, Mobilidade física prejudicada e Perfusão tissular ineficaz
(Tabela_1).
O diagnóstico de enfermagem Integridade da pele prejudicada, por exemplo,
apresentou associação com os seguintes fatores de risco da Escala de Waterlow:
idade, tipo de pele e subnutrição do tecido celular. Em contrapartida, o fator
de risco idade possibilitou a formulação dos seguintes diagnósticos de
enfermagem: Déficit no autocuidado para banho/ higiene, Deambulação prejudicada
e Integridade da pele prejudicada (Tabela_1).
Os diagnósticos de enfermagem Déficit no autocuidado para banho/ higiene,
Deambulação prejudicada, Deglutição prejudicada, Integridade da pele
prejudicada e Troca de gases prejudicada apresentaram freqüência em mais da
metade dos participantes com altíssimo risco para UP. Por sua vez, naqueles com
alto risco isto só foi observado no diagnóstico Mobilidade no leito prejudicada
(Tabela_2).
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DISCUSSÃO
A escala de Waterlow, traduzida para língua portuguesa pouca mais de cinco
anos, vem mostrando-se como um instrumento adequado com especificidade e
sensibilidade para predizer risco para UP(6).
Neste estudo, a pontuação dos pacientes variou de 15 a 42 pontos, estabelecendo
uma média de 24,6 pontos. Assim, com pontuação superior a 20 pontos, os
pacientes enquadram-se no grupo de altíssimo risco. Em pesquisas anteriores,
fica evidente também o risco de desenvolvimento de UP em pacientes críticos,
embora a avaliação e medidas de prevenção não sejam destacadas na mesma
proporção(18,19). A avaliação de risco para UP em pacientes de UTI tem sido uma
prática ainda não muito comum, mas que já vêem apresentando resultados em
estudos na área da enfermagem. Embora tenhamos utilizado a escala de Waterlow,
outras escalas de avaliação de risco para UP vêem sendo utilizada como a de
Braden, Norton e Gosnell. Essas escalas também apresentam fácil utilização na
prática clínica e evidências de confiabilidade e sensibilidade em estudos da
área (18,19)
As UTI são pontuadas como local propício para desenvolver uma UP por diminuir a
mobilidade dos pacientes associado ao agravamento da terapêutica dos mesmos. O
confinamento no leito e o número excessivo de dispositivos e tecnologias duras
dificultam a mobilidade e manobras de prevenção para UP como a mudança de
decúbito.
Por exemplo, dentro dos resultados referentes à escala, podemos identificar o
IMC acima da média em 11 pacientes do estudo. O peso elevado dos pacientes
dificulta a mobilidade no leito e as manobras de mudança de decúbito. Quando o
excesso de peso está associado ao Diabetes, o risco para formação de uma UP é
aumentado devido ao déficit neurológico periférico e a diminuição
vascularização venosa.
A escala de Waterlow apresenta um item importante e diferencial. O tipo de pele
do paciente pode ser avaliado e gerar risco para UP. Tal fato pode ser
confirmado quando observamos que a maioria dos pacientes pontuou nos item do
tipo de pele e encontra-se em alto ou altíssimo risco. A avaliação da pele pode
ser observada por toda equipe de saúde e sinaliza alterações no quadro clínico
do paciente. O edema pode ser evidenciado e está associado a patologias
específica como também a diminuição da mobilidade.
A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) pode levantar
questionamentos para o risco e elaboração de planos de cuidados para pacientes
em UTI. Os diagnósticos de enfermagem encontrados nos pacientes em risco para
UP, em sua maioria, tem ligação direta com os fatores de risco da escala de
Waterlow. Por exemplo, os diagnósticos de enfermagem: déficit do autocuidado
para banho/ higiene, deambulação prejudicada, mobilidade no leito prejudicada
estão relacionados com os itens de mobilidade e déficit neurológico (paraplegia
e diabetes).
As características definidoras ajudaram a identificar os diagnósticos de
enfermagem e relacionar aos fatores de risco da escala de Waterlow. Dentro dos
diagnósticos, a integridade da pele prejudicada foi o que apresentou maior
prevalência. A classificação do tipo de pele em saudável, muito fina, com
edema, quebradiça, úmida e descorada ajuda o enfermeiro a ter maior precisão na
hora de pontuar na escala e detectar este diagnóstico. A referida resposta
humana, também apresenta fatores relacionados externos que podem ser logo
contemplados em outros itens da escala como: extremos de idade, imobilização
física e medicamentos. Além dos fatores externos podemos observar os fatores
internos, nesse caso, especialmente as proeminências ósseas e fatores
nutricionais apresentam relação direta com risco e evolução das UP(20).
A deglutição prejudicada está relacionada ao apetite e ao uso de SNG/E. Ela
apresenta ainda características definidoras comuns ao pacientes em UTI, como
infecções pulmonares recorrentes, regurgitação de conteúdo gástrico e limitação
do volume de alimento. Dentro dos fatores relacionados podemos enfatizar a
obstrução mecânica, decorrente da entubação orotraqueal, comum nesses sujeitos.
Por sua vez, o déficit na deglutição pode gerar comprometimento nutricional,
embora publicações identifiquem a dieta enteral como adequada e eficiente para
repor as necessidades calóricas do indivíduo. O uso de dispositivos para
alimentação agrega prejuízos na fala, podendo o enfermeiro associar esse
diagnóstico ao de comunicação verbal prejudicada. A comunicação verbal
prejudicada dificulta o levantamento de dados no processo de enfermagem, sendo
a resposta humana aos estímulos do paciente uma ferramenta para construção do
plano de ação(21, 22).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Apesar de ter tido limitações, como ter sido desenvolvida com um número
limitado de sujeitos e referentes apenas uma UTI, a pesquisa pôde constatar a
viabilidade clínica da escala de Waterlow. Além disso, a investigação dos
fatores de risco da escala auxiliou na contemplação de muitos diagnósticos de
enfermagem, favorecendo o conhecimento precoce de ações de prevenção para UP. O
item tipo de pele da escala e o diagnóstico Integridade da pele prejudicada
estiveram relacionados. Assim, as medidas de prevenção puderam ser direcionadas
de acordo com cada tipo de pele e o risco identificado.
Podemos observar que o risco de desenvolver UP inerente às UTI pode ser
percebido e prevenido com auxilio da SAE e protocolos específicos de prevenção
de úlcera. A proposta da pesquisa em realizar um estudo de caso de uma UTI
específica pode gerar discussões para formação de novos protocolos,
contemplando a necessidade de cada instituição. A associação da escala de
Waterlow com a SAE pode nos atentar para diagnósticos que estão relacionados
indiretamente com o risco para formação de UP como deglutição prejudicada,
diarréia, risco para glicemia instável e risco para disfunção neurovascular
periférica, entre, repercutindo numa melhor assistência de enfermagem.