Analisando o conteúdo da seção "Página do Estudante" dos Annaes de Enfermagem
HISTÓRIA DA ENFERMAGEM
Analisando o conteúdo da seção "Página do Estudante" dos Annaes de Enfermagem
Analysing the content of the section Students' page of the Annaes de Enfermagem
Analisando el contenido de la sección "Pagina del Estudiante" de los Annaes de
Enfermagem
Marlene Nunes Morais PereiraI; Isaac Rosa MarquesII
IAluna da Faculdade de Enfermagem da Universidade de Santo Amaro, São Paulo, SP
IIEnfermeiro. Mestre em Enfermagem. Professor Adjunto da Faculdade de
Enfermagem da Universidade de Santo Amaro, São Paulo, SP.Orientador do trabalho
INTRODUÇÃO
A profissionalização da Enfermagem no Brasil ocorreu pelo trabalho iniciado e
desenvolvido pelo Departamento Nacional de Saúde Pública, que teve como um dos
maiores incentivadores o Dr. Carlos Chagas, o qual buscou ações para o controle
de endemias e epidemias. Diante do cenário da situação da saúde daquele tempo,
medidas políticas foram tomadas e que culminaram com a solicitação da vinda de
uma equipe de enfermeiras americanas para iniciarem o trabalho técnico na
cidade do Rio de Janeiro(1).
Assim a profissão de Enfermagem, que até então era vista como um trabalho de
caridade, passou a ser reconhecida com glamour e status profissional. A partir
do trabalho das enfermeiras americanas, foram criados cursos de emergência para
capacitar profissionais de enfermagem que desenvolveriam a função de
visitadoras(1).
Ao considerar a escassez de profissionais de Enfermagem no país foi, então, que
no ano de 1923 foi inaugurada a primeira Escola de Enfermagem, que inicialmente
era vinculada ao Departamento Nacional de Saúde Pública. Posteriormente esta
escola recebeu o nome de Escola de Enfermeiras Anna Nery, sendo somente
reconhecida como modelo padrão a partir do decreto 20.109 de 15 de junho de
1931(1).
A escola recebia alunas duas vezes por ano, mas as interessadas em se tornar
enfermeiras deviam atender a alguns requisitos básicos como: ter idade entre 18
a 35 anos, idoneidade moral e instrução secundária de no mínimo de quatro anos.
O curso tinha duração de três anos, sendo que as alunas ficavam no regime de
internato, sendo oito horas de serviços diários, período no qual tinham
atividades teóricas-práticas(1).
Nos cincos primeiros meses, o estudo era direcionado ao estudo teórico
fundamental e que faz pensar que as grades universitárias de hoje basearam-se
neste modelo de ensino, pois hoje o primeiro ano ou os primeiros semestres são
direcionados ao ensino basicamente teórico(1).
O surgimento da revista Annaes de Enfermagem foi um reflexo da criação da
Escola de Enfermeiras Anna Nery, assim como da Associação Nacional de
Enfermeiras Diplomadas Brasileiras. Sua criação ocorreu graças ao esforço de
figuras visionárias como Rachel Haddock Lobo e Zaira Cintra Vidal, entre
outras.
O contexto do surgimento dos Annaes de Enfermagem considerou o objetivo de
tornar a classe mais forte enquanto profissão, de elevar o padrão da profissão
e de trabalhar incessantemente pelo progresso da educação de enfermeiras(2).
Já neste período o incentivo ao aluno era percebido, pois na revista havia um
espaço para as estudantes, nomeada como "Página do Estudante". A finalidade de
oferecer este espaço era o de proporcionar ao estudante a oportunidade de expor
seus pontos de vista e de colocar em foco pontos importantes na formação do
enfermeiro à época.
Considerando este contexto, este estudo teve por objetivo analisar e descrever
o conteúdo das publicações feitas por estudantes de enfermagem nos Annaes de
Enfermagem no período de 1932 a 1941.
METODOLOGIA
Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa cujo desenho é o método
histórico(3). O fenômeno de interesse ou objeto de estudo é o conceito do que
foi publicado na seção "Página do Estudante" no acervo dos Annaes de Enfermagem
publicados no período de 1932 a 1941, o qual constitui-se na população de
estudo.
O material foi adquirido por empréstimo junto à secretaria da Revista
Brasileira de Enfermagem com sede em Brasília, sendo que o mesmo foi
digitalizado e posteriormente impresso para a devida manipulação e análise
necessárias à realização do trabalho.
Para análise do material foi feito uso dos seguintes critérios: localização e
leitura dos textos da referida seção em todos os fascículos publicados no
período de 1932 a 1941. Neste período foram localizados 14 textos. Na leitura
procurou-se encontrar a essência do texto e assim obter uma classificação
temática.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Na composição da revista, as seguintes seções foram criadas: editorial, página
da enfermeira de saúde pública, técnicas de enfermagem, critica humorística,
esboço biográfico, aulas inaugurais e página do estudante. Além destas, a
revista apresentava textos científicos conceituais sobre temas de interesse da
época.
A página do estudante, foco deste estudo, era um espaço destinado às alunas da
Escola de Enfermeiras Anna Nery.
A primeira Página de Estudante sob análise foi publicada no número 1 de Maio de
1932(4). Neste texto está enfatizada a importância da Ética no exercício da
Enfermagem. A autora discorreu sobre a importância que certas fábulas e
provérbios populares da época, e a sua representação para com os aspectos
éticos que deveriam ser aplicados no dia a dia da prática de enfermagem. O tema
da Ética, desde aquele tempo já assumia um importante destaque na formação do
Enfermeiro.
Na página do estudante de número 2 de 1933(5) referiu sobre a necessidade do
autocontrole da Enfermeira, de ter flexibilidade em relação ao convívio
interpessoal, seja entre os colegas, seja com os próprios pacientes. Focando
que a profissão muitas vezes exigiria um espírito maleável para que o
profissional pudesse sobressair de forma amena e tranqüila das adversidades
impostas pela mesma. Analisando o contexto exposto, fica claro que o
profissional devia estar preparado para trabalhar o autocontrole para poder
lidar tanto com os colegas da profissão e os próprios pacientes.
Na página do estudante de número 3 de 1934(6), o tema apresentado referia sobre
o fortalecimento da nacionalidade (eugenia), a valorização da raça. O tema traz
à tona a necessidade de regeneração da raça, observando que neste período
ocorreu a decadência da nacionalidade de acordo com estatísticas oficiais, que
vinham de encontro com as observações da sociedade buscando uma construção
coletiva em defesa do Homem Brasileiro, regenerado pela Eugenia, tornando sua
prole forte, feliz e saudável. A autora também referiu sobre trabalhos
publicados que exemplificavam personalidades que reforçavam e, ao mesmo tempo,
incitavam os Brasileiros de boa vontade a lutar contra degenerescência da raça
para contenção da decadência da nacionalidade.
Na página do estudante do número 4de 1934(7), o contexto era basicamente sobre
a inauguração de um pavilhão para abrigar os filhos sadios dos portadores de
lepra ou mal de Hansen. O texto apresenta a preocupação de alguns nobres que
lutaram pelo futuro da pátria e bem-estar dos infelizes, ou seja, conquistando
um espaço para educação dos filhos de portadores da lepra. Pois estes doentes
eram seqüestrados e confinados em uma colônia, gerando perdas da continuidade
da família destes doentes. A sociedade mineira de proteção aos lázaros e defesa
contra a lepra lutou até conquistar um espaço para abrigar e educar os filhos
dos doentes que representavam o futuro do país. Mas a principal conquista foi
proporcionar aos doentes o conforto em saber que seus filhos se tornarão
cidadãos úteis à pátria e a humanidade.
Este texto enfoca a hospitalização como uma nova forma de procurar não somente
o paliativo para as doenças, mas o seu tratamento.
Na página do estudante número 5 de 1934(8) o contexto apresentado pela autora
discorreu sobre os benefícios que os monges da Idade Média trouxeram à ciência
e à enfermagem. Coloca a situação de abandono dos povos, a falta de higiene, a
promiscuidade. Período este que por um completo desconhecimento da causa do
mal, proporcionou e facilitou o desenvolvimento do mal (doenças). O texto
descreve o período da peste negra, imerso na falta de conhecimento por parte da
ciência, da arte e cultura em geral. Naquele período os povos eram
influenciados por esta fase, havendo regressão no aspecto higiênico e sexual
por agirem de forma promíscua. Além disso, este período veio seguido de crenças
absurdas que levavam as pessoas a uma condição de deploração e com isto veio a
facilitar o alastramento do mal causado pela terrível peste. Os monges dentro
do contexto contribuíram para um modelo de trabalho para a Enfermagem. As suas
práticas eram regidas por regras de higiene, de isolamento, porque os mosteiros
lembravam hospitais. Com o trabalho dos monges houve um resgate da ciência, e
com isto foi possível atravessar este período negro da história. Nas
entrelinhas deste texto é possível caracterizar a Enfermagem com o exemplo de
abnegação e caridade dos monges.
Na página do estudante de número 6 de 1935(9) o texto relatou o cuidado de
enfermagem em um quadro de eclâmpsia. Neste período é possível identificar a
preocupação da Enfermagem em relação à vida da gestante e do feto. A autora
salienta que o profissional deve estar preparado para identificar um quadro de
eclâmpsia e ao mesmo tempo estar preparado para agir. E para isto o
profissional deveria estar apto em três pontos cruciais: calma, presença de
espírito e ação pronta. O texto apresentou ainda que o profissional deveria
estar preparado para atender a gestante, e também apresentou um modelo de
sistematização de atendimento à eclâmptica. Portanto, torna-se claro que a
qualidade do atendimento estava intimamente relacionada ao conhecimento
científico.
Na página do estudante número 7 de 1935(10), o texto expôs as impressões de uma
preliminar, ou seja, da aluna candidata ao Curso de Enfermagem. Relatou como
eram os primeiros dias de uma preliminar. O trote tão temido que fazia com que
as alunas ficassem assustadas até mesmo com um bater de porta. Tudo gerava medo
como: caminhar até o refeitório, ir a sala de aula, etc. Passado este medo,
vieram outros como o primeiro dia na enfermaria do hospital. Outro tópico
apresentado no texto é a Ética com relação ao aprendizado teórico-prático.
Relatou sobre os uniformes usados, pois caracterizava as preliminares como
profissionais. Toda esta vivência passada pelas preliminares do Curso de
Enfermagem, era bastante parecida com o que ocorre atualmente.
Na página do estudante número 9 de 1937(11) a autora discorreu sobre a defesa
orgânica em face do ataque de germens. O mesmo expressa sobre o mecanismo de
defesa e, em especifico, sobre a fagocitose e imunidade humoral. A fagocitose,
segundo a corrente de bacteriologia, visava o modo de nutrição do
microorganismo, isto gerou uma série de investigações e associação entre a
forma de nutrição e as causas que determinariam a emigração leucocitária,
enquanto que a outra corrente biológica nos trouxe a concepção de
microbiologia. O texto explica sobre o papel dos antígenos e dos anticorpos,
sendo que o primeiro provoca uma reação de defesa pela produção de anticorpos e
o segundo tem uma ação contraria ao antígeno, pois são substâncias de
elaboração mediante a penetração do microorganismo. A corrente de microbiologia
caracteriza os antígenos em categorias como: toxinas, bactérias ou
microorganismos, microorganismos mais complexos.
O que se observa neste texto é que os problemas do passado acabam sendo os do
futuro somente com uma diferença, pois a ciência com relação aos germens
evolui. A preocupação da autora em escrever sobre este tema está relacionada
com o preparo que os estudantes de Enfermagem deveriam ter com a questão da
microbiologia na compreensão dos mecanismos patológicos de diversas moléstias
infecciosas muito freqüentes à época.
Na página do estudante número 10 de 1937(12) o texto abordou a utilização dos
símbolos pelas diferentes nações. Mostra e explica que o símbolo utilizado pela
Enfermagem é a lâmpada. E autora foi mais clara em dizer que a lâmpada é o
símbolo de fé; é a luz que reflete a imagem do trabalho. Abrangendo o cintilar
do cuidado através desta luz que não se apaga, trazendo um ideal para profissão
com igualdade de sentimentos. Na verdade a lâmpada é registrada como símbolo,
pois reflete as atitudes dos profissionais na parte moral e física. Por meio da
observação era elevada a fé de uma melhora de almas combalidas que foram
retiradas do combate e, assim, encorajando os desgraçados e descrentes, na
passagem da visita aos leitos com aquela luz levava amor e solidariedade. O
texto também faz menção a utilização da lâmpada por Florence, instigando os
estudantes a manter o ideal, a ciência e a arte, pressupostos inaugurados por
ela.
Na página do estudante de número 11 de 1937(13), o texto volta a tocar no tema
da Ética. A ética harmoniosa contribui para as relações de trabalho e é
expressa a partir da delicadeza da voz, pela precisão dos gestos, pelo
magnetismo tão próprio das pessoas boas e distintas, cuja pureza de caráter se
revela no todo. No contexto ficou subentendido que os profissionais não devem
deixar que os maus gestos, as palavras pouco agradáveis influenciassem a sua
ação ética. Percebe-se que neste período já tinham a preocupação de trabalhar a
educação e capacitar profissionalmente os estudantes para que pudessem agir e
atuar com esta ética harmoniosa, seja no âmbito da saúde pública, no âmbito
hospitalar e no âmbito educacional.
Na página do estudante de número12 de 1938(14) o texto abordou sobre a questão
da alimentação no período do verão. Pois nos períodos de calor as pessoas não
tinham o devido cuidado com a alimentação e isto proporcionava, entre tantos
males, as doenças como a desinteria. Ainda no texto a autora discorre sobre a
falta de cuidado com o alimento, por ser um período em que não havia um bom
acondicionamento dos mesmos como nos dias atuais. Portanto, a autora salientou
que em períodos quentes as pessoas devem fazer uso alimentos ricos em
propriedades solventes, pois isto neutraliza as eliminações ácidas nos tecidos
que revigora todos os sistemas do corpo. Percebe-se, portanto, que a aluna já
possui um preparo para abordar com mais abrangência a forma do cuidado e da
orientação com os alimentos e o corpo. Pois as pessoas não estão acostumadas a
ter uma educação alimentar e isto é notado também nos dias atuais, pois há uma
miscigenação da cultura alimentar de outras raças. Portanto "somos o que
comemos, dize-me o que comes e te direis quem és". A boa alimentação
proporcionara a saúde do corpo, a lucidez das idéias e a elevação dos
sentimentos.
A página do estudante de número 13/14 de 1938(15) abordou sobre o mecanismo de
surgimento e desenvolvimento da doença "tétano". Doença infecciosa aguda,
produzida por bacilo de extremidades arredondadas, anaeróbias, gram positivo, e
este recebeu o nome de Nicolaier. O microorganismo é encontrado no solo,
presente nas fezes do cavalo, boi e o homem. A porta de entrada do bacilo é por
soluções de continuidade, quer em feridas contaminadas, lesões da mucosa das
vias respiratórias superiores, na intestinal, infectadas secundariamente.
Aborda os sintomas da doença com muita clareza, visto que era um período em que
a vacina ainda não existia. Isto ocasionava uma alta taxa de mortalidade, sendo
abordados os três tipos de tétano: puerperal, tétano dos recém nascidos e o
tétano por soluções de continuidades. Graças ao trabalho desenvolvido no
passado, é que hoje se observa a quase erradicação do tétano. Pois a população
está mais bem orientada tanto no conhecimento da doença quanto na prevenção.
Na página do estudante número 15 do ano de 1938(16) o texto volta a mencionar a
Eclâmpsia. A autora apresenta a etiologia da doença e usa como referência o
ponto vista de alguns autores como Bouchard, Ferriks, Rayer e Lever. O primeiro
diz que é uma auto-intoxicação gravídica, o segundo afirma existir na mulher
eclâmptica uma nefrite crônica e o terceiro diz que uma cota alta de albumina e
uréia existente na urina da mulher grávida. Também são citados os sintomas como
edemas de membros inferiores e superiores, face, dispnéia, presença de vômitos
que fazem parte dos sintomas objetivos. Há ainda os sintomas subjetivos como
tonturas, cefaléia, perturbações visuais, zumbidos no sistema auditivo e
dormências das extremidades. Alguns cuidados apresentados naquele período ainda
são praticados nos dias atuais, como a dieta hipossódica ou assódica, ingestão
reduzida de líquido e nutrição rica em albumina vegetal, a realização de exames
de urina. O profissional de Enfermagem deveria estar atento à doença, para
então prestar a assistência direcionada aos sintomas apresentados pela gestante
e assim propiciar um ambiente favorável à recuperação do binômio mãe-feto.
Assim, estaria apto a realizar a profilaxia de uma doença que pode evoluir para
um quadro indesejável.
A última página do estudante sob análise foi a publicada no número 17 de 1941
(17). O texto discorreu sobre a Escarlatina, sua definição e tratamento. Mas o
seu foco é na parte epidemiológica da doença, por ser uma doença de alta
magnitude e alta vulnerabilidade. A sua maior freqüência era em crianças, mas
podia ser disseminada entre grupos familiares e sociais. Outro aspecto abordado
quanto à epidemiologia foi a parte profilática, pois deveriam ser notificados
os casos suspeitos de escarlatina, para então proceder ao isolamento do doente.
Ainda apresentou alguns cuidados que eram necessários aos profissionais que
prestavam o atendimento ao portador da escarlatina como o uso de aventais,
higiene antes e após o contanto com o doente.
CONCLUSÃO
A partir da análise das Páginas do Estudante do período selecionado, foi
possível identificar que a fundação da primeira escola de enfermagem estava
ligada a saúde coletiva. O Brasil atravessava um período conturbado com muitas
doenças infecciosas e outras de grande ocorrência e também enfrentava o
problema da escassez de profissionais da área de saúde. A principal temática
abordada pelas estudantes estava relacionada aos problemas de Saúde Pública
como a escarlatina, eclâmpsia e tétano. Também é possível observar que neste
período existia uma preocupação em conscientizar e preparar as alunas para
suprir a necessidade vigente que o país atravessava.
Outro aspecto abordado pelas estudantes foi à Ética na profissão. Esta base
ética era extremamente valorizada na formação das alunas, pois a profissão
começava a ganhar maior status no cenário da saúde nacional. Esta temática liga
o passado ao presente, pois o ser ético é fundamental para o progresso do
profissional.
Outro tema abordado nas páginas do estudante refere-se à imunologia,
relacionando exatamente com os problemas vividos naquele período, as altas
taxas de morbidade e mortalidade que o país passava. Isto nos permite observar
que os conteúdos temáticos ministrados eram baseados nos problemas de Saúde
Pública enfrentados à época. Também nos resultados foi evidenciada a simbologia
da Enfermagem, algo que estava incutido no processo de formação de novas
enfermeiras. Esta simbologia retrata a arte, a ciência e o ideal como o tripé
para o crescimento da enfermagem. Apresenta ainda o símbolo da lâmpada usada
por Florence, para manterem acesos os ideais da profissão em um período em que
a Enfermagem firmara a sua presença no cenário da saúde nacional.