Artroplastia total da anca com osteotomia de encurtamento subtrocantérica para
a doença de desenvolvimento da anca Tipo IV de Crowe
INTRODUÇÃO
A doença de desenvolvimento da anca é usualmente referida na literatura como
doença de displasia da anca. Descrita inicialmente, por Dupuytren em 1832, como
luxação congénita da anca o seu conceito foi evoluindo. Com a constatação de
apresentar uma história natural variável nem sempre atingindo a luxação e mesmo
quando esta ocorre poder ser por um processo pós natal não sendo portanto uma
patologia verdadeiramente congénita[1].
Wynne - Davies em 1970 verificou diferenças entre crianças com luxações
pós natais precoces daquelas com luxações de aparecimento mais tardio. O
primeiro grupo expressava história familiar de hiper - laxidez
ligamentar; já o segundo grupo com luxação de aprecimento posterior
manisfestava incidência familiar de displasia acetabular.
Em 1984 Davies Stuart vem corroborar esta hipótese de predisposição genética[2]
onde admite serem as luxações congénitas verdadeiras associadas a laxidez
ligamentar estando as luxações posteriores ao período neonatal relacionadas com
displasia acetabular familiar.
Com o intuito de abranger esta noção de uma patologia dinâmica, com
potencialidade de evolução favorável ou desfavorável, Klisic em 1989 recomendou
o uso do termo Deslocação ou Doença de Desenvolvimento da Anca[1] englobando
assim os conceitos de Displasia; Subluxação e Luxação da Anca indepentemente de
ocorrerem na vida intra uterina ou no pós natal no decurso do desenvolvimento
filogenético da marcha bípede.
Incidência
A incidência aceite para a deslocação do desenvolvimento da anca no período
neonatal em populações não tratadas aproxima-se de um a dois por mil. Já a
instabilidade da anca neonatal atinge valores de quinze a vinte por mil[3].
Com a progressiva utilização da ultrasonografia consegiu-se um diagnóstico e
tratamento mais precoce com consequente melhoria do prognóstico. A prevalência
da doença na idade adulta é rara correspondendo à indicação para substituição
total da anca em instituições de referência na ordem dos 0,3%[4].
Classificação
Em 1979, Crowe et al[5] classificou a deslocação de desenvolvimento da anca na
idade adulta segundo dois parametros. Primeiro considerando a migração proximal
da cabeça do fémur admitindo quatro níveis: Tipo I (< 50% subluxação ), Tipo II
( 50 a 75 % subluxação), Tipo III ( 75 a 100 % subluxação), Tipo IV (> 100 %
subluxação); segundo, dividindo a distância vertical que corresponde ao
comprimento entre a linha horizontal inter-lacrimal e a linha horizontal
ao nível da junção cabeça - colo femoral pelo comprimento definido entre
a linha horizontal ao nível da tuberosidade isquiática e a linha horizontal
tangente à crista ilíaca: Tipo I (< 0.10), Tipo II (0.10 a 0.15), Tipo III
(0.16 a 0.20), Tipo IV (> 0.20). Esta classificação é de caráter quantitativo
[3].
Artroplastia
No caso clínico em estudo submeteu-se à apreciação os resultados funcionais e
radiográficos da artroplastia total da anca para uma doente com doença
desenvolvimento da anca bilateral tipo IV de Crowe recorrendo-se à técnica de
osteotomia de encurtamento subtrocantérica. Objetivamente procedeu-se ao
subtipo de osteotomia transversa na anca esquerda e à técnica da Clínica Mayo
na anca direita[6,7].
Em 1996 surgiu a clasificação anatómica de Hartofilakidis[9]: Tipo I -
anca displásica, não deslocada; Tipo II - deslocação baixa; Tipo III -
deslocação alta. Apresentando-se assim como predomínio qualitativo[3]. Neste
artigo será utilizada o subtipo migração proximal da classificação de Crowe.
MATERIAL E MÉTODOS
O instrumental utilizado na artroplastia esquerda (osteotomia transversa)
consistiu: haste não cimentada porosa de revestimento total 130 mm, componente
acetabolar 40 mm, cabeça de cromo - cobalto 22 mm, polietileno altamente
reticulado 22 mm, dois parafusos acetabolares 6,5 mm, três cabos de cerclage
(Zimmer incorporated).
Na anca contra - lateral foi utilizada uma haste femoral modular AcuMatch
série M (Figura_1) que permite ultrapassar as discrepâncias de diâmetro entre a
diversas frações do canal medular. Constituída por três segmentos independentes
respetivamente: colo, componente metafisário, haste distal propriamente dita, o
que possibilita uma seleção independente entre o offset e o comprimento da
haste. Restantes implantes: componente acetabular 40 mm, cabeça de cromo
- cobalto 22 mm, polietileno altamente reticulado 22 mm, três parafusos
acetabulares 6,5 mm, quatro cabos de cerclage (Zimmer incorporated).
Técnica cirúrgica - procedimento Clínica Mayo
Planificação pré - operatória: realiza-se um estudo imagiológico antero
- posterior e lateral para determinação inicial da dimensão dos
componentes, nível da osteotomia femoral e da osteotomia subtrocantérica. O
ensaio do componente acetabular projeta-se com a máxima medialização possível
para obter o apoio sumo no teto acetabular e na lágrima[6]. A prova do
componente femoral permite prever o nível da osteotomia subtrocantérica
usualmente um centímetro distal ao pequeno trocanter[6]. O comprimento
antecipado de osso a ser removido deve ser calculado com o objetivo de
igualizar a dimensão dos membros inferiores e não alongar o membro mais de
quatro centímetros[7].
Via de abordagem: via póstero lateral de Moore (via posterior de Langenbeck
- Figura_2A) a qual permite uma excelente identificação do acetábulo
primitivo assim como realizar a osteotomia femoral[6]. Possibilita ainda uma
boa mobilização do fémur após a libertação da inserção distal do músculo grande
glúteo o que diminui a tração sobre o nervo ciático[6] (Figura_2B). Artrotomia
e luxação da cabeça femoral. Colheita de enxerto de osso esponjoso mediante uma
fresa de pequena dimensão (Figura_2C).
Osteotomia do colo femoral: O corte pode ser medido distalmente desde a cabeça
do colo do fémur ou proximalmente desde o pequeno trocanter. Procede-se à
preparação intra medular, a qual deverá ultrapassar o nível da osteotomia de
encurtamento, com o intuito de se conseguir uma boa ancoragem da prótese ao
fragmento distal permitindo obter uma boa estabilidade rotacional[7].
Osteotomia subtrocantérica ou osteotomia femoral proximal: geralmente 10 cm
distal ao grande trocanter (Figura_2D). O fragmento femoral é transladado
anteriormente preservando os tecidos moles envolventes dando acesso ao
acetábulo anatómico.
Tempo Acetabular: O acetábulo primitivo por norma apresenta dimenções reduzidas
o que indica o uso de fresas acetabulares de pequeno diâmetro. Na maioria dos
casos consegue-se uma boa cobertura lateral com a medialização da fresagem.
Quando isso não se verifica utiliza-se enxerto ósseo autólogo para aumento da
parede supero-lateral[7]. Neste processo deve-se ter especial cuidado com a
moldagem da parede anterior e medial[6]. Já a coluna posterior é frequentemente
espessa podendo ser utilizada para otimizar o teto acetabular[7]. A última
fresa pode ser utilizada em modo reverso com o intuito de expandir o acetábulo
e compactar o enxerto ósseo[6,7]. O componente acetabular é impactado na sua
posição não negligenciando a anteversão e cobertura[6] e fixo com parafusos
suplementares[7].
Tempo Femoral: Osteotomia femoral distal: Nesta fase coloca-se uma haste teste
e procede-se à redução da anca. Seguidamente tracciona-se distalmente o membro
com fim de igualizar o seu comprimento com o membro contra lateral. Determina-
se assim o nível da osteotomia femoral distal ficando o fémur encurtado. O
segmento ósseo removido é aberto em bivalve (Figura_2E).
Preparação femoral definitiva: Antes da preparação definitiva da porção distal
do femur é aconselhável a sua estabilização através da colocação de cabos de
cerclage. É aconselhável recorrer ao uso de hastes femorais modulares e
estriadas pois permitem maior estabilidade rotacional devido à discrepância de
diâmetro entre a metáfise e a diáfise[6]. Permitem igualmente a eleição
independente do offset, dimensão componente metafisário e comprimento da haste
distal[6] (Figura_1).
Implantação Haste Femoral: Antecipadamente à impactação da haste definitiva é
necessário o ajuste do alinhamento rotacional de ambos fragmentos femorais de
forma a permitir uma anteversão aproximada de 15° componente metafisário[7] ou
conseguir esse alinhamento através da anteversão independente das diversas
frações da haste femoral utilizada. O processo de implantação em si é realizado
de forma independente. Primeiro, a parcela metafisária sucedida pelo fragmento
mais distante. Se necessário poderse - á ajustar a osteotomia para uma boa
redução da anca ou em casos de estiramento excessivo do nervo ciático[6,7]. A
estabilidade rotacional e axial são conseguidas pela boa ancoragem do implante
quer a nível metafisário quer distalmente. O segmento ósseo removido após
aberto em bivalve é colocado, em associação opcional a exerto ósseo autólogo,
ao nível da osteotomia e estabilizado por dois cabos de cerclage a fim de
potencializar a remodelação óssea (Figura_2F).
Encerramento: Realizam-se as provas usuais de estabilidade da anca.
Encerramento por planos com reinserção mediante pontos transósseos do tendão
distal músculo grande glúteo, cápsula articular e os músculos curtos rotadores
externos da coxa[6]. Dreno aspirativo 24 horas.
CASO CLÍNICO
Doente sexo feminino, 62 anos, altura 156 cm com história conhecida de doença
de desenvolvimento da anca bilateral não tratada. Referenciada à consulta por
coxalgia bilateral de evolução arrastada refractária ao tratamento conservador.
A avaliação clínica inicial demonstrava sinal de Trendelemburg e hiperlordose
lombar secundária ao flexo bilateral da anca. Arco de movimento da anca
diminuído bilateralmente. O estudo imagiológico confirmava o quadro de doença
de desenvolvimento da anca do adulto com subluxação superior a 100%
bilateralmente (Figura_3_A_e_B). Primariamente procedeu-se à substituição
articular esquerda (Figura_3C) e posteriormente foi realizada artroplastia da
anca direita (Figura_3_D).
RESULTADOS
Na avaliação clínica foram registados os seguintes parâmetros: altura,
discrepância do comprimentro entre os dois membros inferiores no pré e
pósoperatórios e o Harris Hip Score. O Recuo conseguido foi de 25 meses anca
esquerda e 17 meses anca direita. A avaliação da consolidação da osteotomia foi
efetuada em radiogramas subsequentes. Os critérios de remodelação óssea
considerados foram a presença de calo ósseo no local de osteotomia e a
continuidade entre as corticais das frações proximais e distais do fémur[8].
Realizaram-se ainda o despiste da migração dos componentes, calcificação
heterotrópica, osteólise e desgaste do polietileno acetabular. Em ambas as
ancas o Harris Hip Score inicial situava-se em valores de 40 e atingiu níveis
superiores 80 após os procedimentos cirúrgicos. Nesta escala o critério dor,
inicialmente descrita como severa condicionando limitação marcada das
atividades, progrediu para um quadro dor ligeira a ocasional. A discrepância
clínica entre o comprimento dos membros inferiores entre os dois gestos
cirúrgicos aproximava-se dos 40 mm. Após ambas as reconstruções articulares
essa disparidade verificou-se ser inferior a 10 mm (Figura_3_E).
DISCUSSÃO
A doença de desenvolvimento da anca se não diagnosticada na infância pode
evoluir para manifestarse na idade adulta como um quadro de sub-luxação ou
luxação da anca. Nestes pacientes os músculos que se inserem no femúr proximal
encontram-se encurtados e apresentam uma disposição anatómica mais
horizontalizada[9]. Essa alteração estrutural pode predispor a uma ausência de
contacto entre a cabeça femoral e o osso ilíaco. Desta forma não se irá
desenvolver patologia degenerativa nestas estruturas e os pacientes manter-se-
ão indolores pelo que não se encontram indicados tratamentos invasivos. Nos
casos onde esse contacto se verifica e por ser um contacto instável, existe uma
tendência para o aparecimento de desgaste local manifestado pelo
desenvolvimento de um neo - acetábulo e alterações secundárias da cabeça
femoral. A presesnça deste falso acetábulo bem definido é o fator de principal
prognóstico de desenvolvimento de dor[9].
Nas sub luxações sintomáticas menos severas com degeneração articular mínima
poder-se-á optar por osteotomias peri acetabulares[3]. As evidências sugerem
que esta técnica apresenta bons resultados para pacientes com menos de trinta
anos e possuem uma boa /excelente congruência articular no momento do ato
cirúrgico[3]. Este procedimento não impossibilita uma futura artroplastia da
anca.
A susbtituição total da anca tem sido documentada para a maioria dos doentes
com artropatia avançada no contexto de doença de desolvolvimento da anca tipo
I, II, III com bons resultados funcionais e supressão da dor[4]. Contudo a
anatomopatologia característica das luxações altas (tipo IV de Crowe) coloca
dificuldades técnicas para a reconstrução articular.
Como primeiro objetivo encontra-se a colocação do componente acetabular ao
nível do acetábulo verdadeiro. A sua disposição a esse nível tem concedido os
resultados mais duráveis[4] potencializando a musculatura abdutora[10]. Na sua
impossibilidade o seu posicionamento mais elevado mas não mais lateralizado
poderá ser aceitável[3].
No que concerne à sua colocação aceita-se como que adequada uma cobertura de 75
a 80% desde que exista uma boa reserva óssea na parede anterior e posterior[3].
Se estes valores não forem atingidos poder-se-á considerar o recurso a enxerto
ósseo. Como critérios favoráveis ao desgaste do polietileno e como tal a evitar
incluem-se: inclinação acetabular superior a 45° ou lateralização relativamente
à lágrima excedendo os 25 mm.
Porém este posicionamento anatómico do componente acetabular resulta numa anca
de mais difícil redução, alongamento do membro e consequente possibilidade de
lesão neurológica por estiramento.
Para solucionar este problema foram descritas várias técnicas de encurtamento
femoral permitindo uma mais fácil redução, equalização do comprimento dos
membros inferiores e a proteção do nervo ciático.
A osteotomia de encurtamento femoral pode ser realizada a vários níveis
anatómicos. O método tradicional tem consistido na osteotomia de avanço distal
do grande trocanter associada a encurtamento femoral proximal. Implica o
recurso a hastes retas e apresenta como possíveis complicações uma união
fibrosa do grande trocanter e o aparecimento de fraturas do segmento
metafisário proximal[10].
Encontram-se igualmente descritas as técnicas de osteotomia segmentária de
encurtamento metafisário para pacientes com patologia unilateral e osteotomia
de Schanz prévia[10] e a osteotomia de encurtamento supra condiliana que
permite manter inalterada a musculatura abdutora pela sua osteotomia distal
[11].
Mais proximamente surgiu um novo conceito: osteotomia de encurtamento
subtrocantérica. Este procedimento divide-se em vários sub tipos: osteotomia
transversa, osteotomia oblíqua, osteotomia em "step - cut" e
a osteotomia pela técnica da Clínica Mayo[6,7]. A osteotomia oblíqua apresenta
valores de pseudartrose de 10% aos 8 anos[6]. O procedimento em " step
- cut" tem vantagens que favorecem a remodelação óssea tais como
uma maior superfície de contacto entre os segmentos da osteotomia e uma maior
resistência ao momento de torção[8].
No caso em estudo foi realizada uma osteotomia de encurtamento subtrocantérica
transversa na anca esquerda e pela técnica da Clínica Mayo anca direita. Ambas
as situações permitem preservar a estrutura óssea proximal e com isso garantir
uma melhor estabilidade rotacional a esse nível bem como reduzir o risco de
comprometimento da musculatura abdutora por pseudartrose pós osteotomia de
avanço trocantérica[8].
A osteotomia de encurtamento subtrocantérica requer uma fixação estável nos
fragmentos metafisários e diafisários[4,7,8]. A estabilidade rotacional
metafisária é melhor conseguida com a utilização de hastes modulares. O recurso
a hastes não modulares pode condicionar um insuficiente preenchimento e
ancoragem ao canal medular o que pode ocasionar o descolamento asséptico,
fraturas da haste femoral por estas apresentarem predominantemente fixação
distal ou ainda pseudartrose da osteotomia por escassa estabilidade rotacional
[8].
Neste âmbito Whiteside estudou o efeito da retenção parcial do colo do fémur
com a utilização de hastes modulares no que refere à estabilidade rotacional e
concluiu ser este o fator mais importante[16]. Já a estabilidade a nível distal
poderá ser comprometida em pacientes com densidade óssea diminuída. Na presença
destas duas variáveis é legítimo recorrer-se a uma haste cimentada[8]. O uso de
hastes não cimentadas modulares cuja geometria se adapte a um canal medular
estreito e reto de um fémur com uma morfologia alterada será a melhor solução
[8].
A osteotomia transversa realizada à esquerda apresentou evolução favorável com
desenvolvimento de continuidade cortical evidente aos 16 meses de pósoperatório
(Figura_3E).
Não foram observáveis critérios de ossificação heterotrópica segundo o sistema
de classificação Brooker ou de descolamento asséptico demonstrado pela migração
distal do componente femoral relativamente à extremidade do grande trocanter ou
pelo aparecimento de uma angulação em varo da haste femoral nos radiogramas de
controlo.
Na anca direita foi efetuado o encurtamento subtrocantérico tela técnica da
Clínica Mayo. Este procedimento representa um avanço técnico relativamente aos
precedentes na medida em que permite um excelente contacto osso - osso ao
nível da osteotomia conseguido pela aposição em bivalve do segmento ósseo
removido a fim de favorecer a remodelação óssea. Possibilita ainda o ajuste
intra operatório do comprimento do membro[7].
O recurso a uma haste modular possibilita a seleção independente quer do
componente metafisário permitindo um ajuste e uma fixação firme ao fragmento
femoral proximal independentemente do nível de ressecção do colo do fémur[8]
quer de uma haste cilíndrica estriada distal com capacidade de pontencializar
uma fixação estável ao fragmento distal bem como ao nível da osteotomia[4].
Esta garantia proximal e distal de estabilidade rotacional é indispensável para
evitar a pseudartrose da osteotomia[4].
Deve-se ainda salientar que a anteversão femoral proximal é corrigida pela
rotação dos fragmentos femorais conseguindo-se a lateralização anatómica normal
do grande trocanter e dos abdutores restaurando-se assim a força abdutora e
minimizando a instabilidade e a claudicação[4].
Este passo é essencial para obter uma estabilidade ótima da anca, um bom arco
de movimento e minimizar o risco de luxação pós-operatória[7].
Radiograficamente não foram observáveis critérios de ossificação heterotrópica
ou de descolamento asséptico de ambos os compomentes evidenciados por migração
ou varização da haste femoral ou por alteração da distância entre o bordo
infero - medial do componente acetabolar e a linha inter-lacrimal[8].