Curiosidades históricas da vida da SCAP
DOS ARQUIVOS DA SCAP
No dia 24 de Março de 2011, na sede da SCAP, Rua da Junqueira 299, Lisboa,
procedeu-se a uma homenagem aos Presidentes da nossa Sociedade, desde a sua
fundação em 1902, tendo sido descerradas, no átrio de entrada, duas placas com
a inscrição dos seus nomes e ano de início dos respectivos mandatos. Para isso,
foi previamente necessário efectuar um trabalho de pesquisa nos arquivos da
SCAP em especial dos primeiros anos da sua existência.
Durante esse trabalho deparámos com alguns testemunhos e relatos interessantes
da época, os quais, decorrido mais de um século, são hoje naturalmente
desconhecidos da grande maioria dos actuais sócios.
Por isso resolvemos compilar, no presente artigo, alguns dos que mais chamaram
a nossa atenção e que intitulamos "Curiosidades Históricas da Vida da SCAP".
Vamos, pois, começar pelo princípio...
' Em 20 de Fevereiro de 1902 foi divulgada uma carta circular dirigida aos
agrónomos e silvicultores a solicitar adesão à nova Sociedade, a criar, e que,
dada a sua relevância histórica, transcrevemos seguidamente a parte inicial:
"Ill.mo e Exmo Sr. e Prezado Collega
Compenetrados da necessidade que há de se fundar uma associação entre os
agrónomos e silvicultores portugueses, associação que há muito se deveria ter
constituído mas que, por circunstancias inexplicáveis, até ao presente, e mau
grado algumas tentativas feitas, nunca logrou ser organizada, vêem os abaixo
assinados solicitar de V. Exa a sua adesão para a fundação da "Sociedade de
Sciências Agronómicas de Portugal" que se intenta agora levar a effeito e da
qual hão de provir sem dúvida numerosas vantagens para todos os associados e
maior lustre para as classes que representam...etc ".
A Comissão Organizadora, subscritora da referida carta era composta pelas
seguintes 31 personalidades:
Alexandre de Sousa Figueiredo, Alfredo Carlos Le Cocq, Alfredo Pereira, António
Correia da Silva Rosa, António Gomes Ramalho, Arthur Ernesto da Silva Leitão,
Augusto Gomes de Araújo, B.C. Cincinnato da Costa, Carlos A. Borges de Sousa,
Carlos de Moraes Palmeiro, Christovam Moniz, Conde de Cascaes, Conde de
Oeiras, Filippe E. d´ Almeida Figueiredo, Francisco António Palma de Vilhena,
Francisco Julio Borges, Gabriel Osório de Barros, João Achilles Ripamonti,
Joaquim José de Azevedo, Joaquim Rasteiro, Jorge José de Mello, José Verissimo
de Almeida, D. Luis de Castro, Manuel do Carmo Rodrigues de Moraes, Manuel
Vicente Lobo Rodrigues Chicó, Manuel de Sousa da Câmara, Pedro Roberto da Cunha
e Silva, Ramiro Larcher Marçal, Sertório do Monte Pereira, Visconde de
Athouguia, Visconde de Coruche.
' No final do seu 1º ano de vida, a Sociedade tinha 141 sócios, sendo 12 deles
professores de Agronomia e vários Conselheiros. Cada sócio pagou 4 500 reis de
jóia e 500 reis de quota mensal.
A numeração inicial dos sócios foi feita por ordem alfabética do primeiro nome
sendo o sócio nº 1, Adelino Freire d´ Almeida Dias e o nº 141, o Visconde de
Pedralva.
A propósito, e por curiosidade, nessa lista de sócios constavam vários
titulares nobres como por exemplo: Conde de Cascaes, Conde de Fontalva, Conde
de Mendia, Conde de Oeiras, Conde de Villalba, Visconde de Alcaide, Visconde de
Athouguia, Visconde de Coruche, Visconde de Messangil e o já referido Visconde
de Pedralva.
Nestes casos não foi possível apurar os seus nomes pessoais. Nas actas
existentes e mesmo nas assinaturas apenas é referido o título nobiliárquico.
' Em 1904 o número de sócios era de 163, tendo subido para 188 no ano de 1908.
Em 1910, após a implantação da República e a entrada em circulação de nova
moeda, o valor da quota passou a ser de 50 centavos e a jóia de 4 escudos e 50
centavos.
Nesse ano, o número de sócios baixou para 148 e, no ano seguinte, para 135.
Em 1917 atingiu-se o mínimo de 112 sócios. Para este facto não foi certamente
alheia a situação instável do país e da sociedade em geral nos primeiros anos
da República e o decorrer da 1ª Grande Guerra Mundial (1914-18).
' Voltando atrás, em 1 de Abril de 1902, foi divulgado o projecto de Estatutos
da Sociedade de Sciências Agronómicas de Portugal (S.S.A.P) o qual começou a
ser discutido em reunião realizada em 5 de Abril desse ano, às 8 horas da
noite, na Real Associação Central da Agricultura Portuguesa, Largo de São
Carlos, 4-2º, cujas salas foram "obsequiosamente cedidas para esse efeito".
Foram autores dos primeiros Estatutos, os sócios fundadores: B.C.Cincinnato da
Costa, Flippe E. d´ Almeida Figueiredo, João Achilles Ripamonti e Joaquim José
de Azevedo.
Após duas reuniões e algumas modificações foi aprovado o projecto de Estatutos
no dia 25 de Abril de 1902.
' No dia 2 de Maio de 1902 realizou-se uma reunião para se proceder à eleição
da primeira Direcção da Sociedade. Foi eleito para presidente o Conselheiro
Alfredo Carlos Le Cocq, tendo tomado posse em 14 do mesmo mês.
A sede provisória funcionava no Largo de S. Carlos 4-2º em instalações cedidas,
como já atrás se referiu, pela Real Associação Central de Agricultura.
Em 1904, a S.S.A.P. instalou-se no nº 30 da Travessa dos Remolares (a S.
Paulo), onde se passaram a efectuar as Conferências Técnicas e as Assembleias
Gerais. Manteve, no entanto, a sede social e o secretariado no Lg. de S.
Carlos.
Anos mais tarde transferiu-se para a Rua Garret 95-2º, onde permaneceu até ao
início dos anos vinte, sendo então mudada para o Largo do Chiado 8-2º. Aí ficou
até 1947, quando foi transferida para a Rua de D. Diniz, 2 (ao Rato).
Finalmente, em 1973, passou para as actuais instalações da Rua da Junqueira,
299.
' Os Estatutos conferiam à Sociedade, com vista à prossecução dos seus fins,
para além da organização de actividades técnico-científicas, também a defesa,
sempre que necessário, dos interesses profissionais dos associados, isto é,
agrónomos ou silvicultores do Instituto de Agronomia de Lisboa ou qualquer
estabelecimento científico de ensino agrícola superior do estrangeiro.
Daí que, as primeiras Direcções da S.S.A.P se tenham ocupado, em boa parte, na
elaboração de reclamações e exposições enviadas às entidades governativas,
acerca de ocupações e preenchimento de vagas em diversos lugares públicos,
sobretudo da Direcção Geral de Agricultura, por pessoas não devidamente
qualificadas com o necessário grau académico. Muitas dessas situações foram
resolvidas favoravelmente pelo poder da época, ou seja, a S.S.A.P. teve neste
período um papel relevante na defesa dos interesses da classe profissional dos
seus membros.
' Nos aspectos técnico-científicos, é de realçar o grande intercâmbio de acções
efectuadas conjuntamente com a Real Associação Central de Agricultura no
"estudo de assuntos que interessam a agricultura portuguesa e na propaganda dos
bons princípios agronómicos nos campos portugueses".
Em 1904, o Presidente da Assembleia Geral, Prof. José Veríssimo de Almeida
realçava publicamente a maior cordialidade de relações entre a Real Associação
e a S.S.A.P com o objectivo comum de bem servir a agricultura do país.
' Também em 1904 deu-se início à criação e organização de uma biblioteca na
sede da Sociedade. Foi pedido aos sócios que enviassem exemplares de todos os
seus trabalhos científicos para se constituir o núcleo da citada biblioteca.
Esta solicitação foi muito bem acolhida e, em 1910, o património existente era
já considerável sendo constituído por 914 obras portuguesas, 290 obras
estrangeiras e 16 cartas geográficas.
' Nesses primeiros anos da nossa Sociedade, a forma de eleição dos corpos
sociais era bastante curiosa: no início de cada ano civil reunia-se a
Assembleia Geral para eleição da Mesa. Numa segunda Assembleia Geral,
geralmente em Fevereiro, discutia-se e votava-se o relatório da Direcção
anterior e elegia-se a Direcção seguinte. Os sócios presentes e os sócios
residentes fora de Lisboa, estes através de carta, votavam em 7 nomes de
sócios, estivessem ou não presentes na sala. Os 7 nomes mais votados eram
nomeados Directores, sendo este cargo de aceitação obrigatória. Dias depois, os
7 Directores reuniam-se e, entre si, escolhiam o Presidente e os outros cargos
de Direcção, os quais eram então anunciados na Assembleia Geral seguinte.
' Os Estatutos previam que houvesse uma Assembleia Geral Ordinária em cada mês,
excepto Agosto e Setembro, para além de Assembleias Extraordinárias.
Os sócios efectivos eram obrigados a exercer os cargos para que fossem eleitos
pela primeira vez, excepto quando fossem dispensados pela Assembleia Geral,
sendo que nenhum sócio era obrigado a aceitar a reeleição de qualquer cargo.
' Como já foi atrás dito, a nossa sociedade foi criada com o nome de Sociedade
de Sciências Agronómicas de Portugal, sigla S.S.A.P. Entretanto, em 1934, por
actualização ortográfica, a palavra "sciência" passou a escrever-se " ciência"
e, consequentemente, a sigla passou a S.C.A.P., sem que tenha mudado a
designação. Só em 1971, por vontade dos sócios, foi alterado o nome de
Sociedade de Ciências Agronómicas de Portugal para Sociedade de Ciências
Agrárias de Portugal, o qual ainda se mantém atualmente.
' Acerca da situação económica nos primeiros anos da Sociedade é curioso
referir o seguinte:
Na reunião de Direcção em 6 de Setembro de 1904, o tesoureiro Christovam Moniz
comunicava que os resultados financeiros apresentavam um saldo positivo de 450
000 reis concluindo que a situação era muito desafogada e propondo que se
adquirisse "um cofre à prova de fogo para guardar com segurança os livros e
haveres da Sociedade". Foi aprovada a compra não apenas do cofre como também de
mais algum mobiliário, armários para livros, etc. Convenhamos que, com apenas
dois anos de existência, a nossa Sociedade não vivia nada mal...
' Além das quotas pagas pelos sócios outra das fontes de receita provinha das
assinaturas da Revista Agronómica sendo que o Governo era assinante de um
considerável número de exemplares destinados a serem distribuídos pelos
serviços.
O tesoureiro Christovam Moniz exerceu o cargo por vários anos, desde 1902 até
1908, sempre com rasgados elogios dos restantes membros, altura em que
solicitou a sua substituição, tendo-lhe sucedido o agrónomo Sr. Urbano de
Castro.
' De entre os factos históricos mais salientes verificados ao longo da vida da
Sociedade são de referir as inúmeras homenagens e comemorações evocativas de
ilustres figuras das Ciências Agronómicas e Silvícolas.
De entre todas, há que destacar sem dúvida a figura do Prof. Ferreira Lapa,
considerado o pai do ensino agrícola em Portugal e Mestre dos Agrónomos
Portugueses. Curiosamente Ferreira Lapa nem sequer era Agrónomo de origem, mas
sim Médico Veterinário, tendo falecido em 1893, isto é, vários anos antes da
fundação da nossa Sociedade. Apesar disso, esta prestou-lhe, ao longo dos anos
e em diferentes ocasiões, várias homenagens todas elas de grande relevância,
conforme iremos ver a seguir.
João Ignácio Ferreira Lapa nasceu no Sátão em 1823 e faleceu em Lisboa em 4 de
Agosto de 1893. Oriundo de uma família muito humilde, a sua educação fez-se na
Casa Pia de Lisboa. Revelando-se de uma inteligência brilhante foi incluído num
grupo de 6 casapianos que, por ordem do governo, transitaram para a Real Escola
Veterinária Militar. Foi aluno laureado dessa Escola onde obteve a carta de
Médico ' Cyrurgico ' Veterinário. Foi nomeado professor da Escola mas,
juntamente com outros lentes, discordava da orientação exclusiva de formação de
veterinários militares e, juntamente com Silvestre Bernardo Lima, conseguiu a
institucionalização do Ensino Agrícola em Portugal, em 1852. Ferreira Lapa
dedicaria o resto da vida ao "Ensino Agrícola" desvinculando-se da sua antiga
profissão. Deixou uma bibliografia extensíssima, dedicando especial atenção às
indústrias agrícolas. Regeu várias cadeiras, foi Director do Instituto Geral de
Agricultura e do Instituto de Agronomia e Veterinária que ajudara a criar. Foi
sócio efetivo de numerosas sociedades científicas nacionais e estrangeiras e da
Real Academia de Sciências de Lisboa, Membro do Conselho de Sua Majestade e Par
do Reino, etc. Faleceu, como já se disse, em 1893, com 70 anos de idade.
' Em Dezembro de 1904, a Direcção da nossa Sociedade tomou a decisão de
inaugurar, na sala de sessões, o retrato do Prof. Ferreira Lapa tendo sido
encarregado o Presidente da Direcção, Prof. D. Luís de Castro de o mandar
pintar a óleo a Veloso Salgado ou a Columbano Bordallo Pinheiro, porventura os
dois melhores retratistas da época, podendo dispender até à quantia de 150 000
reis.
Assim, em 9 de Maio de 1905 foi inaugurado em sessão solene o retrato do
ilustre homenageado a titulo póstumo, pintado por Columbano, o qual ainda hoje
figura em lugar de destaque na nossa sala de actos.
Abriu a sessão o Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Prof. Luís António
Rebello da Silva o qual pediu ao Sr. Prof. Conselheiro Augusto José da Cunha
para presidir à sessão e descerrar o retrato do homenageado, o que veio a fazer
após um comovente discurso.
Usou em seguida da palavra, o Sr. Conde de Bretiandos, Presidente da Assembleia
Geral da Real Associação Central de Agricultura Portuguesa, que falou em nome
da mesma e dos lavradores do país, elogiando a obra dos agrónomos portugueses
tendo sido no final vivamente aplaudido e muito cumprimentado. Seguiu-se a
oração de homenagem a cargo do consócio, Agrónomo Sr. António Romão de Passos o
qual pormenorizou, num detalhado discurso, todas as fases da vida de Ferreira
Lapa.
' Anos mais tarde, em 12 de Janeiro de 1919, a S.S.A.P. associou-se à homenagem
a Ferreira Lapa promovida pelo Instituto Superior de Agronomia e que culminou
na inauguração de um monumento com o seu busto, na Tapada da Ajuda. No
respectivo pedestal foi colocada uma palma com fita legendada, em bronze,
oferecida pela nossa Sociedade. Actualmente, essa fita encontra-se parcialmente
mutilada apenas permitindo ler as seguintes palavras: "...Agronómicas de
Portugal-1918".
' Mas não ficaram por aqui as nossas homenagens a Ferreira Lapa tendo
revestido, talvez, a sua expressão máxima, anos mais tarde em 1948, com a
aquisição de um jazigo no Cemitério dos Prazeres para deposição dos seus restos
mortais.
Para esclarecimento do motivo que justificou esta iniciativa vamos,
seguidamente transcrever a carta circular enviada pela S.C.A.P., em 1947, a
todos os agrónomos e silvicultores do país:
"Os restos mortais de Ferreira Lapa não podem continuar a estar depositados no
jazigo onde se encontram, em virtude de a actual proprietária ter necessidade
do espaço ocupado, para pessoas de sua família.
A Direcção da Sociedade, tendo tomado conhecimento deste facto e não admitindo
a possibilidade de permitir que as cinzas do que foi figura de primeiro plano
da agronomia portuguesa tenham por destino a vala comum, tomou a iniciativa de
abrir uma subscrição entre Agrónomos e Silvicultores a fim de ser possível
adquirir um jazigo cujo custo, segundo estamos informados, será de vinte mil
escudos".
Em 1948 foi efectivamente adquirido pela S.C.A.P. o jazigo nº 1759, situado na
Rua 2 - Lado Esquerdo, no Cemitério dos Prazeres.
A cerimónia de transladação do mestre e de sua esposa para o novo jazigo teve
lugar em 17 de Maio de 1951.No mesmo dia houve uma Sessão de Homenagem à sua
memória, na Sala de Actos do Instituto Superior de Agronomia, com elogio feito
pelo Prof. Luís Cincinnato da Costa, na altura Director do Laboratório Ferreira
Lapa.
' A importância que revestiu a sua obra e as homenagens prestadas, como atrás
vimos, por parte da S.CA.P., levou-nos a ocupar aqui um considerável espaço com
a figura do Prof. Ferreira Lapa.
Outro dos antepassados de relevo que teremos obrigatoriamente de recordar, este
sim que contribuiu pessoal e decisivamente para a criação e existência da nossa
Sociedade sendo um dos seus fundadores e principal dinamizador, é o Professor
José Veríssimo de Almeida, do qual existe também um retrato a óleo na nossa
sede, pintado por Veloso Salgado.
Iremos referir uma curiosa controvérsia que, vários anos mais tarde, se
levantou numa Assembleia Geral acerca da posição relativa em que os dois
retratos dos nossos ilustres antepassados deveriam figurar nas paredes da nossa
sede.
Mas sobre isso e particularmente sobre o Prof. Veríssimo de Almeida falaremos
em próxima oportunidade.
PRESIDENTES DA SOCIEDADE DE SCIÊNCIAS AGRONÓMICAS DE PORTUGAL ' S.S.A.P.
1902 ' Conselheiro Alfredo Carlos Le Cocq
1903 ' Prof. José Veríssimo de Almeida
1904 ' Prof.Conselheiro D. Luís Filippe de Castro
1906 ' Prof. Bernardino Cincinnato da Costa
1908 ' Prof. José Joaquim
d´Almeida
1910 ' Prof. Conselheiro D. Luís Filippe de Castro
1911 ' Agrónomo Sr. Armando Arthur de Seabra
1912 ' Agrónomo Sr. Christovam Moniz
1913 ' Agrónomo Sr. Joaquim José de Azevedo
1914 ' Agrónomo Sr. João Ignácio de Menezes Pimentel
1916 ' Prof. Manoel de Souza da Câmara
1920 ' Prof. Joaquim d´Assumpção Rasteiro
1924 ' Prof. Mário d´Azevedo Gomes
1925 ' Prof. José Joaquim d´Almeida
1928 ' Prof. Carlos Eugénio de Mello Geraldes
1931 ' Prof. D. Manuel de Bragança
1933 ' Engº Manuel Saraiva Vieira
1936 ' Prof. Ruy Ferro Mayer
1946 ' Engº Manuel Saraiva Vieira
1949 ' Engº António Camacho Teixeira de Sousa
1951 ' Prof. Luís Cincinnato da Costa
1961 ' Prof. Joaquim Vieira Natividade
1964 ' Engº Arlindo Cabral
1967 ' Prof. Joaquim Pedro Pereira Amaro
1969 ' Engº José Dionísio de Oliveira Leitão
PRESIDENTES DA SOCIEDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DE PORTUGAL ' S.C.A.P.
1971 ' Doutor Engº José Vicente Carvalho Cardoso
1975 ' Engº Joaquim da Silva Lourenço
1976 ' Engº António Lopes Ribeiro
1981 ' Engº José Duarte Amaral
1985 ' Engº Ilídio Barbosa
1989 ' Engº Rafael de Medina Monjardino
2000 ' Prof. José Eduardo Mendes Ferrão
2005 ' Engº Teodósio Augusto Salgueiro
2007 ' Engº José Alberto Guerreiro Santos
Recepção/Reception: 2010.10.10
Aceitação/Acception: 2011.11.02