Doses de uréia no crescimento de porta-enxertos de citros produzidos em
recipientes
SOLOS E NUTRIÇÃO DE PLANTAS
Doses de uréia no crescimento de porta-enxertos de citros produzidos em
recipientes1
Nitrogen fertilization on growth of citrus rootstocks produced in containers
Marlon Dutra Degli EspostiI; Dalmo Lopes de SiqueiraII
IEng. Agrôn. (MSs.) Prof. Faculdade de Ciência da Saúde (FAESA), Rodovia
Serafim Derenzi, 3.115, São Pedro, Vitória-ES. CEP: 29048-450, E-mail:
mesposti@bol.com.br. Tel: (27)3331-4500
IIEng. Agrôn. (DSc.) Prof. Universidade Federal de Viçosa (UFV), Rua Ph Holfs,
s/n, Centro, Viçosa-MG. CEP: 365700-000, E-mail: siqueira@mail.ufv.br. Tel:
(31)38991349
INTRODUÇÃO
Na implantação de um pomar cítrico, vários fatores devem ser observados,
principalmente a qualidade da muda, por se constituir em fator limitante. Para
que uma muda cítrica tenha qualidade e atenda às exigências estabelecidas pelos
órgãos certificadores, é necessário que ela seja vigorosa, tenha sanidade e
apresente um sistema radicular com boa formação, sendo necessário que se
conheça a origem das sementes dos porta-enxertos como também a das borbulhas a
serem utilizadas no momento da enxertia.
O processo tradicional de produção de mudas cítricas consiste em se utilizar
sementeiras de solo ao ar livre e a repicagem das plântulas para viveiro de
campo, onde são feitas a enxertia e a formação da muda. Sistemas modernos
conduzem à produção destas mudas em recipientes e em ambiente protegido,
proporcionando a obtenção de plantas com bom sistema radicular, com
significativa economia de tempo. A produção de porta-enxertos, quando feita em
recipientes dentro de estufas ou telados e sobre mesas ou suportes, proporciona
maior proteção contra CVC, gomose e nematóides, além de permitir um maior
controle de ácaros (Lima, 1986; Tecnologia, 2001).
Para a produção de mudas de citros em recipientes que, na maioria das vezes,
não ultrapassam o volume de 4 dm3, é necessária a utilização de substratos com
boas características físicas e químicas, o que, na prática, não se obtém com
grande facilidade, exigindo, portanto, uma suplementação com fertilizantes que
atendam às necessidades nutricionais das plantas.
Pesquisas realizadas com diferentes porta-enxertos de citros mostram que o
nitrogênio é um dos nutrientes mais importantes para o crescimento vegetativo
de mudas de citros (Carvalho, 1994; Decarlos Neto, 1999) e que estas apresentam
uma exigência nutricional de nitrogênio diferenciada (Maust e Williamson,
1994). Decarlos Neto et al. (2002) observaram um efeito positivo da aplicação
de nitrogênio no substrato de cultivo, sobre o crescimento dos porta-enxertos
'Tangelo Orlando', limoeiros 'Cravo' e 'Volkameriano' e tangerineiras
'Cleópatra' e 'Sunki', sendo as doses de 1.110; 1.240;, 1.410; 1.100 e 1.140 mg
dm-3 de N responsáveis pelo máximo crescimento em altura destes porta-enxertos,
respectivamente.
Portanto, foram objetivos desse trabalho determinar as doses de nitrogênio na
forma de uréia a serem recomendadas para aplicação em cobertura de diferentes
porta-enxertos de citros crescidos em citrovasos.
MATERIAL E MÉTODOS
O experimento foi realizado durante o período de março de 1998 a março de 1999
e conduzido em casa de vegetação, localizada na Universidade Federal de Viçosa
(UFV).
Foram utilizadas plantas dos porta-enxertos Citrus limonia (L.) Osbeck, cv
'Cravo' (Cra); C. volkameriana Ten. e Pasq., cv 'Volkameriano' (Vol); C.
reshnihort. ex Tan., cv 'Cleópatra' (Cle); C. sunki hort. ex Tan., cv 'Sunki'
(Sun). Essas plantas foram obtidas a partir de sementes de frutos maduros, as
quais foram armazenadas em câmara fria a 5°C, até a semeadura. Em janeiro, as
sementes foram semeadas a uma profundidade de 2 cm, em bandejas plásticas
contendo vermiculita expandida. Quando as plantas apresentavam 5 cm de altura,
estas foram transplantadas para citrovasos rígidos (recipientes cilíndricos com
base superior de 14 cm e inferior de 11 cm de diâmetro, com 31 cm de altura,
perfurações na base inferior e estrias nas laterais) com capacidade para 3,8
dm3 de substrato. Os citrovasos foram colocados em bancadas de madeira a 1 m de
altura do solo, em casa de vegetação. Foi utilizado um substrato comercial à
base de casca de Pinus que, na análise química, apresentou as seguintes
características: pH em H2O (1:2,5) = 5,9; P = 702 mg kg-1 e K = 250 mg kg-1
(extrator Mehlich 1); Ca = 43 mmolc kg-1, Mg = 10 mmolc kg-1 e Al = 1 mmolc kg-
1 (extrator KCl 1 mol L-1); H + Al = 51 mmolc kg-1 [extrator Ca(OAc)2 0,5 mol
L-1 pH 7,0]; SB = 60 mmolc kg-1, CTC pH7 = 172 mmolc kg-1, V = 54 % e m = 1,6
%.
O experimento constou de um fatorial (2x5) + (2x5), utilizando delineamento em
blocos casualizados, com três repetições. O primeiro fator foi constituído por
quatro variedades de porta-enxertos: 'Cravo', 'Volkameriano', 'Cleópatra' e
'Sunki', e o segundo, por cinco doses de nitrogênio: 0; 158; 316; 474 e 632 mg
dm-3 de N para os limoeiros e 0; 193; 386; 579 e 772 mg dm-3 de N para as
tangerineiras, aplicado na forma de uréia. A utilização de doses de nitrogênio
superiores para as tangerineiras foi em decorrência de deficiências de
nitrogênio observadas no decorrer do experimento. A unidade experimental foi
composta de quatro citrovasos com uma planta cada. A dose total de N,
correspondente a cada tratamento, foi dividida em 20 aplicações em cobertura, a
cada 15 dias, sendo a primeira realizada sete dias após o transplantio. O adubo
foi dissolvido em água e aplicado diretamente no substrato, sendo que cada vaso
recebeu 10 mL de solução por aplicação. Foram realizadas irrigações diárias,
com a utilização de uma mangueira, evitando-se excesso de água para que não
houvesse a lixiviação do nitrogênio aplicado. Após o início das adubações com
uréia, foram avaliados, a cada 15 dias, a altura (cm) e o diâmetro (mm) dos
porta-enxertos. O diâmetro do caule foi medido a 5 cm a partir do colo e a
altura, partindo-se do colo até a gema apical.
Aos 305 dias após a semeadura, os porta-enxertos foram cortados na região do
colo, em razão de os mesmos apresentarem um diâmetro do caule ideal para a
enxertia (7,0 mm a 5 cm de altura), sendo em seguida realizadas a contagem do
número de folhas, as medições da área foliar, a massa da matéria fresca e seca
de folha, de caule e de raízes.
Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância, utilizando-se do
nível de significância de 5%, pelo teste F. Foram estabelecidos contrastes
ortogonais que analisaram as diferenças entre os limoeiros e as tangerineiras [
(Cra+Vol) vs. (Cle+Sun)]; entre os limoeiros [(Cra)vs. (Vol)] e tangerineiras [
(Cle) vs.(Sun)], sendo estes contrastes testados pelo teste de 't', ao nível de
5 % de probabilidade. Os efeitos da variável quantitativa (doses de N) foram
submetidos ao ajuste de equações de regressão, sendo que a significância dos
coeficientes de regressão das equações ajustadas foram testadas pelo teste de
F, calculado e corrigido conforme Alvarez V. (1985).
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Efeitos das doses de N sobre as características de crescimento dos porta-
enxertos
Houve efeito significativo (P<0,01) para a interação das variedades de porta-
enxertos com as doses de nitrogênio aplicadas, para número de folhas, área
foliar, massa da matéria seca de folha, massa da matéria seca de caule, massa
da matéria seca de raiz, altura e diâmetro.
Observa-se, na Figura_1, que, com o aumento das doses de N aplicadas no
substrato de cultivo, ocorreram aumentos da altura e diâmetro dos diferentes
porta-enxertos, até um ponto de máximo, sendo que, a partir deste ponto, não
foram mais observados aumentos da altura e diâmetro dos diferentes porta-
enxertos estudados. Este comportamento pode ter ocorrido devido à diminuição do
pH do substrato, em função da liberação de H+ produzido, durante o processo de
nitrificação da uréia aplicada (Decarlos Neto et al., 2002).
Na Tabela_1, estão apresentadas as doses de N que, aplicadas no substrato de
cultivo, proporcionaram os máximos incrementos nas características de
crescimento dos porta-enxertos limoeiros 'Cravo' e 'Volkameriano' e
tangerineiras 'Cleópatra' e 'Sunki'. O limoeiro 'Volkameriano' precisou de
menores doses de nitrogênio que o limoeiro 'Cravo' para alcançar os máximos
incrementos das características de crescimento (Tabela_1). As doses de 431 e
433 mg dm-3 de N, aplicadas no substrato de cultivo, proporcionaram o máximo
crescimento do limoeiro 'Volkameriano' com valores de 80,9 cm de altura e 8,9
mm de diâmetro do caule, enquanto, para o limoeiro 'Cravo', os valores foram de
84,8 cm de altura e 8,6 mm de diâmetro do caule, respectivamente, com as doses
de 453 e 455 mg dm-3 de N no substrato. Com relação às duas tangerineiras, a
'Sunki' precisou de menores doses de nitrogênio que a 'Cleópatra' para alcançar
os máximos incrementos na maioria das características de crescimento avaliadas,
com exceção da massa da matéria seca de raiz e diâmetro do caule (Tabela_1). As
doses de 610 e 546 mg dm-3 de N, aplicadas no substrato de cultivo,
proporcionaram o máximo crescimento da tangerineira 'Sunki' com valores de
108,4 cm de altura e 8,6 mm de diâmetro do caule, enquanto, para a tangerineira
'Cleópatra', os valores foram de 132,3 cm de altura e 8,6 mm de diâmetro do
caule, respectivamente com as doses de 624 e 543 mg dm-3 de N no substrato
(Tabela_1). Os limoeiros necessitavam de menores doses de N para alcançar os
máximos incrementos das características de crescimento avaliadas em relação às
duas tangerineiras. As respostas diferenciadas entre as espécies, quando
submetidas às adubações, estão relacionadas com as características genéticas
que influenciam na capacidade de utilização de luz e CO2, afetando a absorção,
o transporte e a interação dos nutrientes dentro da planta (Wallace et al.,
1952, Gallo et al., 1960 e Bockman et al.,1990; citados por Carvalho, 1994),

Características de crescimento dos porta-enxertos
Foram observadas diferenças entre as espécies de porta-enxertos estudadas, em
relação às características de crescimento avaliadas, conforme os resultados dos
contrastes testados (Tabela_2). Os limoeiros 'Cravo' e 'Volkameriano'
apresentaram o número de folhas inferior (P<0,01) quando comparados juntamente
com o das tangerineiras 'Cleópatra' e 'Sunki'. O número de folhas do limoeiro
'Cravo' não diferiu do valor encontrado no limoeiro 'Volkameriano', sendo
observado o mesmo comportamento nas duas tangerineiras. A maior área foliar foi
de 771,9 cm2 e a menor, de 523,5 cm2, respectivamente, para o limoeiro
'Volkameriano' e a tangerineira 'Cleópatra'. Resultados semelhantes foram
observados por Decarlos Neto (1999) trabalhando com os mesmos porta-enxertos
adubados com doses crescentes de nitrogênio até a fase de repicagem, onde o
mesmo encontrou maior valor de área foliar para o limoeiro 'Volkameriano' e
menor para a tangerineira 'Cleópatra. Mesmo tendo apresentado um menor número
de folhas em relação à tangerineira 'Cleópatra', como observado na Tabela_2, o
limoeiro 'Volkameriano' exibiu a maior área foliar total dos porta-enxertos
estudados, indicando que este porta-enxerto apresenta uma área foliar média
superior e morfologicamente diferente da tangerineira 'Cleópatra'.
Pela análise dos contrates (Tabela_2), verificou-se diferença significativa
(P<0,01) entre os limoeiros e as tangerineiras, entre o limoeiro 'Cravo' e o
limoeiro 'Volkameriano' e entre a tangerineira 'Cleópatra' e a tangerineira
'Sunki' com relação à área foliar. Esses resultados são corroborados pelas
observações relatadas por Decarlos Neto (1999), diferindo apenas quando foram
comparados os dois limoeiros isoladamente, visto que estes não diferiram quanto
a essa característica.
A maior massa da matéria seca de folha foi de 7,8 g planta-1 e o menor de 6,2 g
planta-1, para as tangerineiras 'Sunki' e 'Cleópatra', respectivamente. Grassi
Filho et al. (1999), trabalhando com diferentes substratos para produção de
limoeiro 'Cravo' em sacos plásticos, encontraram o valor médio da massa da
matéria seca de folha de 20,6 g planta-1 no momento da enxertia. Provavelmente
a discordância de resultados possa ser explicada em função de as condições de
cultivo serem bastante diferentes das utilizadas nesse experimento, o que é
evidenciado ainda mais pela massa da matéria seca de folha de 6,4 g planta-
1 apresentada pelo limoeiro 'Cravo' (Tabela_2).
Os limoeiros 'Cravo' e 'Volkameriano', quando comparados com as tangerineiras
'Cleópatra' e 'Sunki', não apresentaram diferenças significativas quanto à
produção de massa da matéria seca de folhas. O mesmo comportamento foi
verificado quando se compararam as produções dos limoeiros 'Cravo' e
'Volkameriano'. As tangerineiras, por sua vez, apresentaram diferença
significativa (P<0,01) quanto a essa característica (Tabela_2). A maior massa
da matéria seca de caule foi de 9,5 g planta-1 e o menor, de 6,4 g planta-1,
respectivamente, para a tangerineira 'Cleópatra' e o limoeiro 'Cravo'. Esses
valores estão abaixo do valor médio de 11,8 g planta-1 de massa da matéria seca
de caule encontrado por Grassi Filho et al. (1999) para o limoeiro 'Cravo', no
momento da enxertia. Analisando os resultados dos contrastes, com relação à
produção da massa da matéria seca de caule, pôde-se verificar que houve
diferença significativa (P<0,01) entre os limoeiros 'Cravo' e 'Volkameriano'
quando comparados com as tangerineiras 'Cleópatra' e 'Sunki', e entre os
limoeiros e as tangerineiras quando se compararam esses porta-enxertos entre
si. A maior massa da matéria seca de raiz foi de 15,1 g planta-1 e o menor de
10,7 g planta-1, respectivamente para a tangerineira 'Sunki' e o limoeiro
'Cravo'. Esses valores estão acima do valor médio encontrado por Grassi Filho
et al. (1999) para o limoeiro 'Cravo', que foi de 6,6 g planta-1 de massa da
matéria seca de raiz no momento da enxertia. Possivelmente, essa discordância
de resultados deva-se às diferenças nas condições experimentais, principalmente
com relação ao volume e às características físicas dos substratos empregados,
que influenciam diretamente no desenvolvimento do sistema radicular das
plantas. Analisando-se os resultados dos contrastes com relação à produção de
massa da matéria seca de raiz, observou-se que os limoeiros apresentaram
valores inferiores (P<0,01) quando comparados com as tangerineiras 'Cleópatra'
e 'Sunki'. O limoeiro 'Cravo' não diferiu significativamente do limoeiro
'Volkameriano' com relação a essa característica, sendo o mesmo observado nas
duas tangerineiras. Os resultados descordam em parte dos encontrados por
Decarlos Neto (1999), pois esse autor observou que os limoeiros apresentaram
valores superiores de massa da matéria seca de raiz quando comparados com as
duas tangerineiras. Cabe ressaltar que esse autor trabalhou com os mesmos
porta-enxertos, adubados com doses crescentes de nitrogênio, diferindo apenas
no tempo de condução do experimento, pois o estudo foi finalizado quando os
porta-enxertos estavam aptos a ser transplantados no campo (aos 120 dias após a
semeadura).
Os limoeiros 'Cravo' e 'Volkameriano' apresentaram maiores alturas até os 180
dias após o transplantio, sendo o limoeiro 'Cravo' superado aos 210 e o
limoeiro 'Volkameriano' aos 240 dias após o trasplantio pela tangerineira
'Cleópatra' (Figura_2a). Esse resultado pode ser explicado pela característica
de alongamento do caule dessa espécie, sem muito ganho de diâmetro (Fontanezzi,
1989). Os porta-enxertos, ao final do experimento (240 dias), apresentavam
alturas aproximadas de 52,5; 58,0; 62,4; e 49,5 cm, respectivamente, nos
limoeiros 'Cravo' e 'Volkameriano' e nas tangerineiras 'Cleópatra' e 'Sunki'. A
altura média dos porta-enxertos (55,6 cm) está abaixo dos valores encontrados
por Grassi Filho et al. (1999), que obtiveram o valor médio de 71,20 cm para o
limoeiro 'Cravo' no momento da enxertia.
Os limoeiros 'Cravo' e 'Volkameriano' apresentaram, durante todas as
avaliações, os maiores diâmetros do caule, em relação às tangerineiras
'Cleópatra' e 'Sunki', chegando dessa forma mais precocemente ao ponto de
enxertia (Figura_2b). O diâmetro, para atingir o ponto de enxertia (7,0 mm), a
uma altura de 5 cm do colo, foi alcançado pelo limoeiro 'Volkameriano' aos 263
dias após a semeadura. Os demais porta-enxertos não alcançaram o diâmetro de
enxertia antes do término do experimento (305 dias). Resultados encontrados por
Fortes (1991) e Rezende (1991) revelam que o limoeiro 'Cravo' necessita de 195
a 265 dias após a semeadura para alcançar um diâmetro do caule de 5 mm a 15 cm
de altura do colo; logo, no presente experimento, o limoeiro 'Cravo' apresentou
um tempo de 215 dias para alcançar o diâmetro do caule de 5 mm, estando dentro
do intervalo encontrado na literatura.
A princípio, esperava-se que o tempo para a produção dos porta-enxertos fosse
menor, visto que estes foram cultivados em condições favoráveis de umidade e
sanidade e com adubação adequada para seus ótimos crescimento e
desenvolvimento. Um fator que pode ter limitado a obtenção dos porta-enxertos
em menor tempo foi a luminosidade da casa de vegetação, pois esta se
apresentava instalada em local onde chegavam poucos raios solares durante o dia
e, ainda, era coberta com placas de vidro, que diminuíram a transmissividade da
radiação solar para o interior da mesma, prejudicando dessa forma o crescimento
e o desenvolvimento dos porta-enxertos.
CONCLUSÕES
1) Os limoeiros alcançaram o ponto de enxertia em menor tempo, e mostraram um
vigor maior nesse sistema de cultivo, mesmo em relação às tangerineiras que
apresentaram valores superiores para a maioria dos parâmetros de crescimento
avaliados.
2) A tangerineira 'Cleópatra' mostrou maior altura e menor diâmetro do caule.
3) As doses de nitrogênio, na forma de uréia, recomendadas para cultivo dos
porta-enxertos 'Cravo', 'Volkameriano', 'Cleópatra' e 'Sunki', foram, em mg dm-
3 de substrato, de 455; 433; 543 e 546, respectivamente, que resultaram em
maior crescimento em diâmetro.