Exigência térmica e produção da videira Niagara Rosada' em diferentes épocas
de poda no Cerrado do Brasil
Introdução
A viticultura brasileira apresenta grande diversidade, e a atividade ocupa uma
área de aproximadamente 82507 ha, com uma produção anual de 1 455 809 mil
toneladas. No ano de 2012, aproximadamente 42,8% da produção total foi
comercializada como uvas de mesa e 57,1% destinada ao processamento de vinhos e
sumo de uva (Mello, 2012).
A viticultura tropical é típica de regiões onde as temperaturas mínimas não são
suficientemente baixas para induzir a videira à dormência. A videira cresce
continuamente e, com o uso de tecnologia apropriada, é possível a obtenção de
duas ou mais colheitas por ano, no mesmo vinhedo. A época de colheita pode ser
programada para qualquer dia do ano (Camargo et al., 2011).
Vitis labruscaL.xVitis viniferaL.cv. Niagara Rosada'é a principal cultivar de
uva de mesa plantada no Brasil, possui excelente aceitação no mercado, menor
custo de produção e possibilidade de produção noutras época. Pela alta
rentabilidade, a cultura pode ser uma forte alternativa de renda, pois fora da
época de produção (dezembro, janeiro e fevereiro) apresenta preços
significativamente superiores, o que caracteriza a preferência de uma
importante parcela dos consumidores por este tipo de fruta (Barni et al.,
2007).
A duração dos estádios fenológicos dependem do genótipo e das condições
climáticas de cada região produtora, ou numa mesma região devido às variações
estacionais do clima ao longo do ano. Assim, a data de poda passa a ser
referência para o início do ciclo fenológico da videira, que é influenciado
pelas condições de clima durante o período do ciclo (Leão e Silva, 2003; Neis
et al., 2010; Anzanello et al., 2012). A quantidade de energia necessária para
a videira completar o seu ciclo normalmente é expressa em graus-dia, que é a
diferença acumulada entre a temperatura média e a temperatura-base abaixo da
qual a planta não se desenvolve (Souza et al., 2009).
Cada espécie ou cultivar do género Vitis L. pode mostrar um comportamento
fenológico diferente, que pode variar de acordo com fatores genéticos,
ambientais como clima e solo, e ainda os mais diversos tratos culturais
(Anzanello et al., 2012). O que se conhece a respeito do comportamento
fenológico da cultivar Niagara Rosada' no Cerrado brasileiro ainda é
incipiente e os resultados de outras regiões e até mesmo de outros Estados nem
sempre são conclusivos (Neis et al., 2010). A avaliação de seu comportamento
regional contribui para o desenvolvimento tecnológico e a sua expansão na
região.
Em geral, nas regiões tropicais é possível obter dois ciclos anualmente,
podendo ser: sucessivamente com podas curtas, o que permite a obtenção de
safras extemporâneas devido a menor fertilidade das gemas basais de cultivares
tradicionais; com alternância de ciclos de poda curta e longa, o que
possibilita obter safras extemporâneas e safras normais; ou ainda, ciclos
sucessivos de podas mistas, em que é possível obter safras médias, uma vez que
metade das varas é podada em talão (poda curta) e metade em varas (poda longa)
(Fochesato et al., 2007).
Há poucas informações sobre a fenologia e produção de videiras no Estado de
Goiás ' Brasil. Portanto, há necessidade de realização de trabalhos visando a
adaptação de cultivares, definição de épocas de poda e comportamento fenológico
para melhor interpretar a relação com os dados climáticos, já que esta região
encontra-se em condição de clima tropical, onde a videira vegeta continuamente,
não apresentando fase de repouso hibernal (Silva et al., 2006).
Perante o exposto, o trabalho teve por objetivos caracterizar a demanda
térmica, avaliar o desenvolvimento, produção e a qualidade da videira Niagara
Rosada' submetida a diferentes épocas de poda no Cerrado do Brasil.
Material e Métodos
O experimento foi realizado no Sítio Sperafico, localizado na rodovia BR-364,
km 372, no município de Santa Rita do Araguaia'GO, situado as coordenadas
17°20'928 S e 53°09'890 W, com altitude de 740m. O solo da área de estudo foi
classificado como Neossolo Quartzarênico típico, de acordo com a classificação
brasileira de solos (EMBRAPA, 1999).
A temperatura média anual é de 24,2 °C, com médias de máxima e minima anual de
30 ºC e 15 ºC, respectivamente. A região caracteriza-se por acentuada estação
seca, de abril a setembro, com escassez de água no inverno e ocorrência
ocasional de geadas. Possui precipitação pluviométrica média anual estabelecida
entre 1570 a 1734 mm. O clima predominante da região é quente, semi-úmido e
notadamente sazonal, com verão chuvoso e inverno seco, segundo o Sistema de
Meteorologia e Hidrologia do Estado de Goiás ' Brasil (SIMEHGO, 2008). Todos os
dados climáticos foram coletados no local do experimento.
A vinha foi implantado em 1999 e o espaçamento utilizado foi de 4,0 m x 3,0 m
para distância entre linhas e entre plantas, respectivamente, sendo conduzidas
sob latada, com cobertura de malha tecida com fios de polietileno (Sombrite®)
para evitar o ataque de pássaros e com podas de produção após um período de
repouso de trinta dias. O sistema de irrigação adotado foi de microasperção
subcopa (com pressão de 2 kg e vazão de 50 L/h), e um turno de rega de 7 horas
a cada 3 dias sem precipitação.
Foram realizadas podas mistas, deixando-se de 6 gemas para cada planta podada,
em todas as 10 épocas de poda, e para a quebra de dormência foi realizada a
aplicação de cianamida hidrogenada logo após a execução da poda, na
concentração 70 mL.L-1 de água.
O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com 5 blocos e 10
tratamentos (épocas de poda), avaliando-se três plantas úteis por bloco. Os
tratamentos (épocas de poda) foram: E1 (24/10/07), E2 (09/11/07), E3 (01/02/
08), E4 (14/02/08), E5 (28/02/08), E6 (13/03/08), E7 (28/03/08), E8 (26/04/08),
E9 (10/05/08) e E10 (24/05/08).
A somatória das unidades térmicas foram calculadas desde a poda dos ramos até a
colheita dos cachos, realizadas nas 10 épocas de poda. Os graus-dia foram então
calculados para duas temperaturas-base (10 e 12 oC), de acordo com Roberto et
al. (2004), a fim de se estabelecer o menor desvio padrão em dias, e com base
na equação proposta por Arnold (1959): Sd = Sdd/xt ' Tb. Em que: Sd = desvio-
padrão em dias; Sdd = desvio-padrão em graus-dia; xt = temperatura média do ar
no período considerado (oC) e tb = temperatura-base (oC).
Foram avaliadas as seguintes características: comprimento e diâmetro dos
cachos, utilizando um paquimetro, massa média dos cachos, número de folhas por
planta, número de sarmentos por planta, número de folhas por sarmento,
comprimento de diâmetro das bagas em milimetros, massa média das bagas em
gramas, sólidos solúveis (SS), acidez titulável (AT), relação SS/AT e pH. O
teor de sólidos solúveis foi determinado com um refratómetro de mão, com
controle automático de temperatura. A acidez titulável foi determinada
utilizando-se o extrato da polpa das bagas adicionados a 15 mL de água
destilada, sendo titulado com NaOH a 0,1 N padronizado, tendo como indicador a
fenolftaleína 0,1%. O pH foi verificado com um peagâmetro digital munido de
elétrodos aferidos com soluções padrão de pH 7,0 e pH 4,0.
Os dados coletados foram submetidos à análise de variância e, em caso de
significância, foram analisados através da comparação de médias, pelo teste de
Tukey ao nível de 5% de probabilidade.
Resultados e Discussão
Durante a condução do experimento observou-se que as temperaturas máximas
variaram de 26 a 30 oC, e as mínimas de 15,8 a 19,5 oC. Observou-se uma
temperatura média do período de 22,1 oC, com 850 mm de precipitação e 68,6 % de
umidade relativa média. Entre os meses de outubro a abril a precipitação foi
elevada e de junho a setembro não ocorreram precipitações (Figuras_1 e 2).
Segundo Pedro Júnior e Sentelhas (2003) trabalhando com ciclo da videira
Niagara Rosada?, a temperatura elevada durante o ciclo vegetativo antecipa a
maturação da uva e influi no aumento do teor de açúcar na baga, onde na fase de
desenvolvimento da baga o ideal está em torno de 22 ºC e na fase de maturação o
ideal seria uma média de 27 ºC. Segundo os mesmos autores, diferentes tipos de
balanço hídrico obrigam os viticultores a adotar manejos diferenciados de
acordo com sua realidade. Durante o período do ensaio, nas épocas de poda E1
(24/10/07) e E2 (09/11/07) foi observada a presença de míldio (Plasmopara
viticola) em cachos, provavelmente devido à alta precipitação e umidade
relativa em conjunto com a temperatura média entre 21,9 oC e 23,9 oC (Figuras_1
e 2).
Quanto a duração do ciclo da cultivar Niagara Rosada', em Santa Rita do
Araguaia ' Goiás ' Brasil, observou-se que os maiores ciclos (141 dias) foram
para as podas realizadas em 14/02/08 (E4) e 28/03/08 (E7), e os menores ciclos
(121 dias) para as podas em 24/10/07 e 01/02/08 (Figura_3). Pedro Júnior et al.
(1993) avaliando dados fenológicos desta cultivar, durante os anos agrícolas de
1989/90 e 1990/91, observaram diferentes ciclos para as regiões de Tietê-SP
(116 a 164 dias) e Mococa-SP (116 a 151 dias).
As épocas de poda - 01/02/08 (E3) 1322,2 graus-dia, 28/02/08 (E5) 1362,8 graus-
dia e 26/04/08 (E8) 1333,5 graus-dia - ficaram dentro da variação (Pedro Júnior
et al., 1993) que é de 1248 a 1386 graus-dia. Contudo, as épocas de poda 13/03/
08 (E6) 1.394,6 graus-dia e 10/05/08 (E9) 1.391,6 graus-dia aproximaram-se
bastante (Figura_4) ficando poucos acima do observado em diferentes regiões de
São Paulo. Nas épocas de poda de 14/02/08 (E4), 28/02/08 (E5), 13/03/08 (E6) e
28/03/08 (E7), as baixas médias de temperatura durante o ciclo levaram a um
aumento no número de dias da poda à colheita, e estas épocas foram superiores
às demais épocas com ciclos de 141, 130, 133 e 141 dias, respectivamente
(Figura_3). Para a temperatura-base de 10 ºC os valores de graus-dia
necessários para o desenvolvimento da videira situara-se entre 1.566,2 e 1717,4
graus-dia. Com a temperatura-base de 12 oC observaram-se os menores valores em
graus-dias, entre 1322,2 e 1496,1 (Figura_4). Pedro Júnior et al. (1993),
avaliando dados fenológicos de Niagara Rosada' durante os anos agrícolas de
1989/90 e 1990/91 em diferentes regiões de São Paulo - Brasil, verificaram
exigência térmica de 1322,2 e 1496,1 graus-dia, sendo a temperatura-base de 12
ºC considerada a mais adequada. Em estudos também realizados em Goiás ' Brasil,
Neis et al. (2010), avaliaram o comportamento fenológico e requerimento térmico
para esta cultivar em diferentes épocas de poda durante os anos de 2007 e 2008
e, em Aparecida do Rio Doce-Goiás-Brasil, verificaram que quatro épocas de poda
(09-07; 28-09; 03-03 e 19-04) exerceram influência sobre o comportamento
fenólógico de Niagara Rosada', com ciclo variando de 127 a 163 dias e
observaram que a exigência térmica variou nas quatro épocas de poda (09/07; 28/
09; 03/03 e 19/04), respectivamente com 1911,5; 1819,7; 1724,6 e 1638,3 graus-
dia. Nestes ensaios a época de poda que apresentou maior exigência térmica foi
para a realizada 09-07 (1911,5 graus-dia), e a menor para a poda em 19-04
(1638,3 graus-dia).
As épocas de poda de 10/05/08 (E9) e de 24/05/08 (E10) apresentaram um
comprimento de cacho significativamente superior comparativamente as épocas de
24/10/08 (E1), 09/11/07 (E2) e de 01/02/08 (E3) Quadro_1). No entanto, foram
inferiores aos encontrados por Botelho et al. (2004) e Hernandes et al. (2011),
também em estudos com Niagara Rosada' onde o maior comprimento encontrado foi
de 13,8 e 13,9 cm, respetivamente. Relativamente ao diâmetro superior do cacho,
a época 10/05/08 (E9) apresentou um valor significativamente superior ao das
épocas 14/02/08 (E4) e 28/02/08 (E5). Já para diâmetro inferior do cacho não
houve diferença estatística significativa (Quadro_1).
O peso média do cacho teve uma variação entre 110,8 e 183,0 g (Quadro_1). Esses
valores estão abaixo dos registrados por Wutke et al. (2005), em trabalho com
mesma cultivar que avaliou a interferência da cobertura vegetal do solo na
região de Jundiaí-SP, que variaram nas safras de 1999-2000, 2000-2001 e 2001-
2002 com valores médios de 124,2; 197,5 e 214,2 g, respectivamente. As épocas
de poda 26/04/08 (E8), 10/05/08 (E9), 24/05/08 (E10) apresentaram as maiores
médias de peso de cacho e diferiram estatisticamente das podas 01/02/08 (E3) e
14/02/08 (E4), que apresentaram as menores médias. De acordo com Grangeiro et
al. (2002) as condições climáticas, principalmente a temperatura e a
luminosidade no momento da diferenciação floral, podem ser os principais
responsáveis pelo aumento no peso dos cachos. Contudo, a gestão cultural exerce
um grande efeito nessa variável, podendo também ser considerado como um fator.
As maiores produções, tanto em quilos por planta quanto em toneladas por
hectare, registaram-se nas épocas de poda 13/03/08 (E6) com 11,6 kg e 9,7 t,
28/03/08 (E7) 15,2 kg e 12,6 t, 10/05/08 (E9) 11,6 kg e 9,6 t e 24/05/08 (E10)
14,5 kg e 12,1 t e a menor produção foi registrada para a época 01/02/08 (E3)
4,6 kg e 3,9 t. A produção da poda 28/03/08 (E7) com 12,6 t/ha e 24/05/08 (E10)
com 12,1 t/ha aproximaram-se dos dados apresentadas por Barni et al. (2007),
trabalhando com uvas de mesa em Santa Catarina ' Brasil, onde a cultivar mais
produzida é a Niagara Rosada' com uma média de 12.9 t/ha.
Observaram-se bons resultados fora da época de produção (dezembro, janeiro e
fevereiro) estimulando o produtor a investir nestas épocas de poda. Outro fator
importante foi a irrigação, dado que foi fundamental para a obtenção destas
produções, visto que, nestas épocas houve pouca precipitação durante o ciclo
vegetativo.
A época de poda de 10/05/08 (E9) foi a que apresentou um número de folhas
significativamente superior comparativamente com a época de poda de 24/05/08
(E10), porém não diferiu significativamente das demais épocas (Quadro_2). Para
número de sarmentos e número de folhas por sarmento não houve diferença
estatística significativa entre as dez épocas de poda. No trabalho de Neis et
al. (2010), também com a cultivar Niagara Rosada' em Aparecida do Rio Doce '
Goiás ' Brasil, o número médio de folhas remanescentes na colheita foi superior
na poda realizada em 28/09/2007, com média de 7,97 folhas, seguidas pela poda
de 19/04/2008, com média de 7,07 folhas. Guerreiro (1997) avaliando o
abrolhamento da videira Niagara Rosada' submetida à poda de frutificação em
diferentes datas no Mato Grosso do Sul ' Brasil, observou que as podas
realizadas com intervalo de tempo menor que 30 dias não afetam o abrolhamento
das plantas, mas as realizadas com intervalo maior resultam em redução desta
característica fenológica.
As épocas de poda 24/10/07 (E1) e 09/11/07 (E2) apresentaram diâmetro de bagas
significativamente maior que a época de poda 24/05/08 (E10) (Quadro_2). O
comprimento de bagas foi maior nas podas 24/10/07 (E1) e 09/11/07 (E2), sendo
significativamente superior a época 09/11/07 (E2). Já para massa média de
bagas, a época 24/10/07 (E1) foi estatisticamente superior a época 10/05/08
(E9) (Quadro_2). A massa da baga, embora seja uma característica varietal, pode
variar de 25 a 30% em função da safra, e geralmente, a baga atinge seu peso
máximo quando a concentração de açúcar é mais elevada (Rizzon e Miele, 2001). A
produtividade da uva está associada a um número considerável de fatores, entre
eles podemos citar o potencial genético da cultivar, o padrão tecnológico
utilizado, a idade do planta, as condições climáticas e o estado
fitossanitário, entre outros (Barni et al., 2007).
Os sólidos solúveis (SS) expresso em ºBrix, acidez titulável (AT) são
considerados parâmetros antagónicos, de maneira geral, na medida em que há
evolução da maturação da uva, há tendência ao incremento do conteúdo de sólidos
solúveis e redução da acidez. O aumento do conteúdo de sólidos solúveis deve-se
principalmente à acumulação de açúcares e pigmentos, à diminuição da acidez e à
redução dos principais ácidos orgânicos da uva (Rizzon et al., 2000).
Para o teor de sólidos solúveis, a época de poda 26/04/08 (E8) foi
significativamente superior da época 09/11/07 (E2) (Quadro_3). Segundo o
indicado por Mello e Maia (2001), o teores de sólidos solúveis ideais para uvas
de mesa está entre 14 e 16 oBrix. Nota-se que todos estão dentro dos padrões
mínimos esperados, com exceção das épocas 09/11/07 (E2) e 01/02/08 (E3) que
ficaram abaixo (Quadro_3).
Segundo Rizzon et al. (2000) ocorre uma redução no teor da AT com a evolução da
maturação da uva. Essa redução é destacada pela diluição dos ácidos orgânicos
devido ao aumento do tamanho da baga e a respiração celular. Isso pode ser
verificado nas épocas de poda 01/02/08 (E3) e 26/04/08 (E8) (Quadro_3).
Quanto ao pH, valores significativamente maiores foram detectado nas épocas de
poda de 26/04/08 (E8), 10/05/08 (E9) e 24/05/08 (E10), sendo considerados
valores elevados quando comparados com os valores de cultivares tintas de Vitis
vinifera L. (Rizzon e Miele, 2001). Os valores de pH significativamentes
menores, foram encontrados nas épocas 09/11/07 (E2), 01/02/08 (E3) e 13/03/08
(E6) (Quadro_3).
Conclusões
Foi possível a produção de Vitis labruscaL.xVitis viniferaL.cv. Niagara
Rosada' nas dez épocas de poda propostas. Estas influenciaram o comportamento
fenológico, mostrando diferentes exigências térmicas. Sugerimos novos trabalhos
com as melhores épocas por três ciclos de produção para fornecimento de
recomendações ao produtor rural.