Barreiras ao tratamento da hipertensão arterial
INTRODUÇÃO
As doenças crônicas se constituem em preocupação em todo o mundo, em virtude da
sua morbi-mortalidade, gastos do sistema público de saúde, além das perdas
individuais e das dificuldades familiares. De modo geral, o tratamento de
qualquer doença crônica não transmissível representa profundo desafio para
clientes e profissionais de saúde, sobretudo porque o desaparecimento de
sintomas, logo no seu início, induz a pessoa adoecida a acreditar que a doença
foi curada.
Esta atitude é observada em portadores de hipertensão arterial, os quais
suspendem o tratamento diante do desaparecimento dos sintomas, o que traz
sérios prejuízos em decorrência deste comportamento. Isso pode ser apontado
como um dos motivos a levar à necessidade de atendimento em serviços de
urgência pela ocorrência do aumento da pressão arterial, podendo desencadear
sequelas transitórias ou permanentes, ou mesmo causar a morte da pessoa
acometida por tal agravo(1).
Como um fator de risco independente e importante para a doença cardiovascular,
a hipertensão decorre da relação direta entre morbidade e mortalidade
cardiovascular e os valores da pressão arterial. Esta relação é mais evidente
para o acidente vascular encefálico (AVE), mas também é presente para doença
coronariana (DAC), doença vascular periférica, insuficiência cardíaca e renal.
A hipertensão arterial (HA) aumenta o risco de AVE em sete vezes e o infarto do
miocárdio em três vezes. Ademais, é a causa mais comum de insuficiência
cardíaca, e está associada aos aneurismas em 60% a 80% dos casos(1).
Medidas para manter sob controle os níveis tensionais se constituem nos
objetivos do tratamento da HA. No entanto, os clientes tendem a suspender o
tratamento não medicamentoso e também o medicamentoso, e, desse modo,
contribuem para o elevado índice de morbi-mortalidade por doenças
cardiovasculares e cerebrovasculares no Brasil e no mundo. As pessoas com HA
justificam este comportamento com argumentos pessoais, econômicos, de
relacionamento com os profissionais de saúde que os acompanham e, até mesmo, do
ambiente familiar.
No discurso daqueles com HA são comuns algumas afirmações. Entre estas, não faz
sentido manter-se em dieta hipossódica, deixar a bebida alcoólica, fazer
atividade física todo dia se não têm nenhum sintoma, dando-lhes a falsa ideia
de estarem curados. Isto, porém, vai de encontro ao preconizado pelas mudanças
no estilo de vida como componentes fundamentais no controle da doença. A
redução do consumo de sal nos alimentos é fundamental, pois além de reduzir os
níveis tensionais, determina minimização da mortalidade por acidente vascular
cerebral(2-3), contribui na regressão da hipertrofia ventricular esquerda e na
diminuição da excreção urinária do cálcio, colaborando para a prevenção de
osteoporose em idosos(4).
No cuidado a esta clientela, sobressai o enfermeiro como o profissional
responsável por tal cuidado ao acompanhá-la sistematicamente. Desta maneira,
ele poderá colaborar na minimização das barreiras ao tratamento anti-
hipertensivo, por meio de orientações, incentivo, acolhimento, escuta
qualificada, uso dos recursos disponíveis no serviço para complementar a
assistência, valorização de suas dificuldades, medos e objeções ao tratamento.
Em face do exposto, objetivou-se neste estudo descrever as barreiras
encontradas pelas pessoas com hipertensão arterial para a não adesão ao
tratamento e controle dos níveis de sua pressão arterial, mantendo-os na faixa
de normalidade. Desta forma, os resultados alcançados pelo estudo poderão
contribuir para o melhor cuidado dispensado pelos profissionais que indicam,
prescrevem, acompanham o tratamento e controlam resultados de saúde destas
pessoas.
MATERIAL E MÉTODO
Trata-se de estudo transversal descritivo realizado em seis unidades básicas de
saúde da Estratégia Saúde da Família (ESF) em Fortaleza-Ceará-Brasil. Cada
unidade contava com quatro equipes e o Programa de Controle de Hipertensão
estava implantado há dois anos. Nas seis unidades havia 1.112 pacientes
cadastrados no Programa. Destes, 246 participaram do estudo atendendo aos
seguintes critérios de inclusão: estar inscrito no Programa de Controle da
Hipertensão Arterial há no mínimo um ano, ter comparecido a todas as consultas
aprazadas no ano que antecedeu a coleta de dado e não ser portador de qualquer
outra doença crônica.
Os dados foram coletados mediante preenchimento de formulário estruturado
aplicado por meio de entrevista, cujo roteiro de perguntas dividia-se em duas
partes: a primeira para levantar dados sociodemográficos com vistas à
caracterização da amostra, e a segunda parte formada por 16 perguntas
envolvendo aspectos facilitadores/dificultadores para o seguimento do
tratamento anti-hipertensivo. A elaboração do instrumento de coleta de dados,
formulário de entrevista, fundamentou-se na definição de barreiras ao
tratamento como a avaliação sobre as influências que desencorajam a adoção de
ações promotoras de saúde(5).
Além da entrevista com os clientes, utilizou-se um formulário para registro de
dados constantes nos prontuários. As informações coletadas dos prontuários
foram: resultados das três últimas medições da pressão arterial, peso, altura e
tratamento farmacológico prescrito.
Nas entrevistas levantaram-se dados sociodemográficos e sobre alimentação
hipossódica e hipolipídica, seja a preparada em domicílio, ou a consumida em
restaurantes; a prática regular de atividade física, com duração diária e
frequência semanal. Também se investigou a contribuição e compreensão da
família e dos amigos para a realização do tratamento. Quanto ao tratamento
medicamentoso, questionou-se quantidade, frequência e regularidade no uso. Por
fim, indagou-se sobre fatores diversos que facilitam e/ou dificultam o
tratamento.
A coleta de dados deu-se no período de setembro a dezembro de 2006 e a escolha
dos participantes ocorreu por acessibilidade em salas de espera das unidades de
saúde, antes de consultas agendadas para o usuário. Em média, as entrevistas
duraram 25 minutos.
Após coletados, os dados foram organizados em uma planilha do Excel. Enquanto
os relativos à caracterização da amostra foram descritos por meio de medidas de
tendência central e de dispersão das variáveis quantitativas, os relativos às
barreiras foram expostos em uma tabela com indicação de frequência absoluta.
Aplicou-se o teste qui-quadrado para adequação do ajustamento dos resultados,
considerando o valor de 50% das observações como o esperado. Nesse caso, o
objetivo era verificar se o percentual de indivíduos que indicaram apresentar
determinada barreira ao tratamento era significativamente superior ou inferior
a 50% (maioria ou minoria). Assim, a ocorrência de um valor significativo
mostrou quais as barreiras presentes ou ausentes na maioria dos indivíduos
avaliados. Adotou-se um nível de significância de 5%.
Em atendimento ao exigido, a pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em
Pesquisa do Complexo Universitário Walter Cantídio da Universidade Federal do
Ceará, sob o protocolo nº 168/06. Todos os sujeitos foram convidados a
participar e aqueles que aceitaram foram esclarecidos sobre objetivos e
finalidades do estudo. Após cada aceite, solicitou-se assinatura de um Termo de
Consentimento Livre e Esclarecido(6).
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Na sequência, expõem-se descritivamente os resultados de caracterização dos
sujeitos e, em uma tabela, são demonstradas as informações relativas às
barreiras enfrentadas pela clientela no tratamento da HA.
Como mencionado o grupo estudado compõe-se de 246 sujeitos, dos quais 198
mulheres. A idade variou entre 38 e 89 anos e 97 tinham mais de 60 anos; a
renda familiar média foi de até 2,1 salários mínimos e a média de escolaridade
foi de 2,1 anos estudados; a maioria morava com outros familiares. Em relação
aos níveis de pressão arterial, 69 participantes estavam com pressão arterial
consoante parâmetros normais para um portador de hipertensão arterial em uso de
anti-hipertensivo, ou seja, <140x90 mmHg. Deles, 103 foram classificados como
portadores de hipertensão arterial estágio I, 68 estágio II e 6 estágio III.
Referidas circunstâncias possivelmente se relacionam às barreiras que
dificultam o tratamento(7).
Conforme observado, enquanto a monoterapia era praticada por 69 dos
entrevistados, os demais faziam uso associado de duas drogas (134), de três
drogas (39), e quatro de mais de três drogas. Ainda como observado, 92 usuários
disseram tomar todos os medicamentos prescritos, porém a maioria afirmou ser
muito desagradável tomar remédio sem apresentar sintomas.
De modo geral, as dificuldades em mudar o estilo de vida e não seguir a
prescrição medicamentosa são as duas maiores razões para a pobre aderência das
pessoas ao tratamento e controle da HA, apontando para fatores ligados ao
paciente, ao provedor de cuidados e ao ambiente terapêutico(5).
Sobressai, particularmente, a exigência de continuidade do tratamento da HA,
dificuldades somadas às barreiras para seu seguimento, as quais estão
associadas também com a quantidade de drogas prescritas, seus efeitos
colaterais, com o nível de confiança e relacionamento entre cliente e
profissional e facilidades de acesso aos serviços de saúde.
Portanto, a monoterapia se constitui uma estratégia ideal para iniciar o
tratamento da hipertensão arterial e, como tal, foi descrita pelos pesquisados
como facilitadora do processo de adesão ao tratamento. Tal fato encontra
respaldo na literatura que a considera ideal se a droga for prescrita em dose
única(5).
No tocante, ao índice de massa corporal (IMC), os pesquisados foram assim
classificados: 62 estavam com IMC normal; 123 estavam com sobrepeso e 61 foram
classificados como obesos. No referente, à circunferência abdominal, encontrou-
se 86 mulheres com índice < 0,88m e 32 homens com índice <1,02m, valores
considerados normais por sexo(7). De acordo com estes resultados, de certo
modo, existe relação entre as barreiras ao tratamento anti-hipertensivo e
mudanças no estilo de vida das pessoas com hipertensão arterial. Consoante
mencionado, barreiras relacionadas aos hábitos alimentares e ao desenvolvimento
regular de uma atividade física contribuem para que outros indicadores se
mostrem alterados. Quanto às barreiras ao tratamento e ao controle da pressão
arterial enfrentadas pelo grupo estudado, as informações estão expostas na
tabela a seguir.
Barreiras ao tratamento anti-hipertensivo são todas as dificuldades encontradas
ou interpostas pela pessoa com HA para não seguir o tratamento recomendado.
Como consta em estudos, as barreiras ao controle da pressão arterial estão em
três dimensões: pessoais, emocionais e estruturais(5). Em artigo publicado no
American Heart Journal, os autores discutem as barreiras para o controle da
hipertensão arterial e apontam a não aderência à prescrição medicamentosa como
a maior barreira(5). No estudo em tela, também se percebeu significação
estatística p<0,001 embora não tenha sido este fator o mais indicado pelos
pesquisados.
Como se vê na Tabela_1, somente as quatro primeiras barreiras (faltar condições
financeiras, tomar muitos remédios, praticar atividade física e seguir
tratamento contínuo) estiveram significativamente presentes na maioria dos
avaliados. Tais barreiras, ditas da dimensão pessoal, se estabelecem pelas
limitações impostas pelo seguimento ideal da terapêutica, ou seja, por mudanças
nos hábitos de vida, uso continuado de medicamentos e presença de efeitos
colaterais de algumas drogas anti-hipertensivas. Já as emocionais são
resultantes do convívio com a doença e suas limitações; e as estruturais se
mostram no acesso aos cuidados em serviços de saúde e mesmo a insumos
terapêuticos como os medicamentos(5,8). Ademais, idade, sexo, escolaridade e
nível socioeconômico são variáveis que devem ser consideradas como barreiras ao
tratamento(5,9).

Assim, conforme o presente estudo, as barreiras que dificultam a realização do
tratamento anti-hipertensivo e o controle da pressão arterial são de ordem
financeira, seguida da necessidade de tomar muitos remédios de modo contínuo e
da prática de atividade física, as quais mostraram níveis de significância
estatística.
Lembre-se, porém: o tratamento da hipertensão arterial é contínuo e
influenciado pelas condições financeiras, envolvendo compra de remédios e
alimentos diferenciados. Portanto, o estilo de vida representa outra barreira a
ser enfrentada nestas circunstâncias porque as pessoas adoecidas precisam
praticar regularmente atividade física e modificar seus hábitos alimentares
quanto ao teor de sal e de gordura. A adoção destas mudanças requer
persistência e determinação.
Como evidenciado, mudanças no estilo de vida de pessoas com hipertensão
arterial se constituem talvez no maior dificultador da adesão ao tratamento,
por envolver alimentação, atividade física, abstenção de bebidas alcoólicas e
fumo. Na alimentação do brasileiro em geral é comum o uso de sal em quantidade
superior ao recomendado(7), assim como de gorduras. Barreiras quanto ao consumo
de sal foram encontradas em estudos realizados em Salvador-BA, nos quais 30,2%
da amostra apontaram sua redução como fator que diminui o sabor dos alimentos.
Para minorar este efeito, os autores sugerem o uso de limão, vinagre em vez do
sal(3), mas, na prática, essa substituição não costuma ocorrer.
Ao se analisar mudanças no estilo de vida no tocante à prática de atividade
física, a maioria dos pesquisados o fazem de modo assistemático; portanto, não
atendem às recomendações dos consensos nacionais(7). As atividades físicas
influenciam na fisiologia de pessoas portadoras de hipertensão arterial,
contribuindo para a redução dos níveis de pressão arterial. Desse modo, a não
realização regular de atividade física por parte das pessoas entrevistadas é
uma barreira ao seu tratamento e controle da HA, além de ser um importante
fator de risco para lesões em órgãos-alvo(10). Já os efeitos benéficos do
exercício físico produzem bem-estar psicológico e podem ser aproveitados para
reduzir o número de medicamentos e de suas doses(11).
No contexto do tratamento da hipertensão arterial, as mudanças no estilo de
vida também têm significativa influência. Logo, as pessoas portadoras da doença
precisam pensar em como modificar seus hábitos de vida. Urge substituí-los,
reduzi-los e incorporar outros mais saudáveis. Assim, as mudanças no estilo de
vida de pessoas com doenças crônicas como a hipertensão arterial exigem
esforço, perseverança e apoio de familiares, amigos e profissionais de saúde.
Com estas iniciativas pode-se contribuir para a modificação ou formação de
hábitos saudáveis compatíveis com a nova condição de saúde e de vida, com
vistas à adesão total ao tratamento(12).
De modo geral, a prática regular de atividades físicas é uma barreira para as
pessoas com hipertensão arterial, em especial às idosas. Mesmo para aquelas que
adotam a caminhada como a modalidade escolhida, por ser mais adequada para os
menos privilegiados economicamente, há um fator dificultador, a violência
urbana, embora o ambiente onde se exercita sejam praças públicas ou áreas do
entorno de sua residência.
Outro aspecto a considerar é que a não adesão à terapêutica não medicamentosa
contribui para aumento nos valores de parâmetros importantes como o IMC e a
circunferência abdominal, assim como sua relação com lesões em órgãos alvo ou
mesmo complicações(13).
Sobre os achados do estudo, ressalta-se a ausência de significância estatística
nas demais situações questionadas não quer dizer que esses fatores não sejam
considerados barreiras importantes ao tratamento da hipertensão arterial. Na
verdade, pelos testes aplicados, conforme se pode concluir, a proporção de
indivíduos que apontou estes fatores como barreira não difere
significativamente de 50%, ou seja, consoante se pode assumir, para a metade
dos indivíduos entrevistados, as barreiras descritas nos itens 5 a 11 da Tabela
1 são consideradas fatores dificultadores para o cumprimento do tratamento
prescrito.
Com base no teste estatístico usado na análise dos dados, não receber ajuda e
compreensão da família, tomar remédio mesmo sem sentir sintomas, faltar
remédios no posto, alimentação com pouco sal e pouca gordura, conversar com o
médico, e não usar bebida alcoólica podem ser vistos como fatores
dificultadores para o tratamento anti-hipertensivo. Todos estes fatores foram
mencionados pelos pesquisados como barreira, principalmente em relação à
alimentação e à atividade física, pois muitos eram pessoas idosas e
necessitavam inclusive de ajuda para caminhar. Para aqueles que costumam fazer
refeições fora de casa torna-se difícil o controle de sal e de gorduras. Não
poder usar bebidas alcoólicas também se constituiu em barreira para a
continuidade do tratamento.
Na realização de tratamento de doença crônica, a família e o suporte social
contribuem para a continuidade regular do tratamento, incentivando,
acompanhando ao serviço de saúde, ajudando nas atividades físicas e na tomada
de medicamentos(14).
Em âmbito mundial, a problemática da baixa adesão ao tratamento da hipertensão
arterial é uma preocupação. Em países desenvolvidos, a população tem maior
poder aquisitivo, no entanto, encontra-se a adesão em menos de 25% das pessoas
com hipertensão arterial(15). Ao se projetar tal fato para países em
desenvolvimento, nos quais a população possui baixo nível socioeconômico e
dificuldades, tanto de acesso aos serviços de saúde como de obtenção dos
medicamentos prescritos, a não adesão deve ser maior e as consequências serão
muito mais graves(3).
CONCLUSÕES
Por ser uma doença crônica, ainda incurável, a hipertensão arterial exige
várias mudanças no estilo de vida/condutas com vistas ao seu controle. Contudo,
estas alterações dependem de decisão individual. Como é notório, fatores de
diversas ordens contribuem para a manutenção dessa decisão, enquanto outros são
dificultadores. As mudanças no estilo de vida, por exemplo, impõem cuidados com
a dieta, controle na ingestão de álcool, cessação do hábito de fumar,
manutenção do peso, realização de atividade física regular. Aliado a isso, o
seguimento contínuo da prescrição medicamentosa é apontado pela maioria dos
pesquisados como inadequado. Tal fato se deve ao desaparecimento de sintomas e,
até mesmo, à normalização dos níveis de pressão arterial.
Consoante observado, as barreiras ao tratamento anti-hipertensivo se mostraram
em diferentes aspectos como: o tratamento contínuo é cansativo; tomar remédios
e fazer dieta sem sentir nenhum sintoma é desagradável. O não uso de bebidas
alcoólicas também foi apontado como fator dificultador do seguimento do
tratamento.
Ainda como se verificou, as barreiras relacionadas a mudanças no estilo de vida
se constituem em fator impeditivo para a adesão ao tratamento da hipertensão
arterial. Isto repercute em outros aspectos da vida das pessoas, como a
elevação do índice de massa corporal e da circunferência abdominal. Como no
grupo avaliado esses parâmetros estavam acima dos valores de normalidade, essas
alterações favorecem condições para lesões em órgãos alvo e complicações.
Conforme se acredita, os resultados alcançados neste estudo contribuirão para a
compreensão da complexidade do problema da adesão, por profissionais,
principalmente os enfermeiros e clientes. Além disso, a sensibilização para o
tratamento deve ser uma constante no cotidiano das pessoas envolvidas com a
problemática da hipertensão arterial, sejam as pessoas portadoras ou os
profissionais que as acompanham.