Percepção da equipe de enfermagem sobre fatores causais de erros na
administração de medicamentos
INTRODUÇÃO
A prática de administração medicamentosa em uma organização hospitalar é um
processo complexo e multidisciplinar, cujos profissionais têm um objetivo
comum, que é prestar assistência de qualidade, com segurança e eficácia ao
cliente. A segurança, a efetividade e a eficiência prestadas aos clientes, em
uma unidade hospitalar, dependem da organização dos processos envolvidos e da
gestão do plano terapêutico. O processo se inicia no momento da prescrição
médica, continua com a provisão do medicamento pela farmácia e termina com o
preparo e administração aos clientes(1-3).
Diversos autores enfatizam a complexidade do processo de administração de
medicamentos e muitos até dizem ser a mais importante responsabilidade
atribuída à equipe de enfermagem. Essa condição determina que essa prática seja
exercida de modo seguro aos pacientes e que os erros sejam prevenidos. Assim, o
enfermeiro deve conhecer todos os aspectos e fases envolvidas para de evitar
danos ao paciente. A equipe de enfermagem sempre trabalha para o bem-estar do
cliente, que confia integralmente em toda equipe e quando ocorre algum dano
essa confiança é prejudicada com sérios prejuízos à imagem da instituição(4-6).
Algumas definições são necessárias para o entendimento de evento adverso,
dentre elas estão: reação adversa que é definida como qualquer injúria devido à
medicação em doses normalmente utilizadas no homem para profilaxia, diagnóstico
ou tratamento de uma enfermidade; erro de medicação é definido como uma falha
no processo de medicação, podendo ser na prescrição, dispensação, preparo,
administração e monitoramento; erros potenciais são eventos ocorridos, porém
não causaram algum dano ao paciente, pois o erro foi interceptado antes de
prejudicar o cliente ou a dose foi administrada e não causou qualquer injúria
(2,7) .
Segundo a National Coordinating Council for Medication Error Reportin and
Prevention, erro de medicação é qualquer evento evitável que, de fato ou
potencialmente, conduz ao uso inadequado de medicamento(2,8-9).
Eventos adversos são considerados como qualquer dano ou lesão causado ao
paciente pela intervenção da equipe de saúde, seja causado pelo uso ou não uso
do medicamento quando necessário(2,4,10).
As principais recomendações apresentadas pela American Society of Hospital
Pharmacists (ASHP) para evitar erros na medicação são: prescrição eletrônica,
utilização de código de barras para medicamentos e identificação do paciente,
dispensação por dose unitária, preparação de medicação intravenosa pela
farmácia, notificação de eventos adversos, interação multidisciplinar
(farmácia, médicos e enfermeiros) e revisão da prescrição por farmacêuti-cos
(7,11,12).
A enfermagem, responsável pelas últimas etapas que é preparo e administração de
medicamentos, pode detectar alguma falha e parar todo processo, isso muitas
vezes não acontece e a culpa do evento é atribuída à enfermagem. Isto aumenta a
responsabilidade destes profissionais(3,10).
Os erros podem trazer prejuízos diversos aos pacientes, desde o aumento de sua
permanência em um ambiente hospitalar, necessidade de intervenção diagnóstica e
terapêutica, até mesmo a morte. Além de danos ao cliente, há, também, aspectos
econômicos, como, aumentos dos custos das internações hospitalares(4).
Os erros nem sempre são por falha humana, ocorrem também por falhas no sistema,
mas ainda persiste a cultura de atribuir a culpa da falha ao profissional da
enfermagem. Deste modo, os erros nem sempre são relatados devido ao medo das
medidas administrativas, punições verbais, escritas, demissões, processos
civis, legais e éticos que podem ser aplicadas ao profissional envolvido
(1,4,5,10,13).
Muitas vezes, o erro de medicação só é descoberto quando o paciente apresenta
alguma manifestação clínica após a administração, ou algum dano foi percebido
ao cliente. Perante um erro, o supervisor deve não só avaliar as falhas
técnicas, mas também os outros fatores que podem desencadeá-lo, como
organização do trabalho, sobrecarga de trabalho, recursos humanos
insuficientes, profissionais mal treinados, locais desprovidos de recursos
financeiros, como planta física inadequada, presença de ruídos e baixa
luminosidade(1,5,13,14).
Na ocorrência de um erro, o enfermeiro deve iniciar uma investigação criteriosa
evidenciando todos os detalhes, tais como, horário, pessoal envolvido, turno,
tipo de erro, estágio do processo que ocorreu o erro e possíveis falhas no
sistema a fim de corrigir e preveni-los, e não atribuir a culpa somente ao
profissional envolvido.
Portanto, o principal fator que nos levou a desenvolver esse estudo foi a
análise da complexidade da temática nas instituições de saúde, e a partir dessa
reflexão reforçou-se que é papel da enfermagem garantir a segurança em todo o
processo de administração medicamentosa ao paciente, e para isto é preciso
conhecer o processo e identificar os tipos de erros e os fatores de risco na
ocorrência de falha na administração de medicamentos, a fim de oferecer
subsídios para prevenção desses eventos e para a implementação de um processo
sistematizado, que garanta a segurança do paciente.
OBJETIVO
Identificar os tipos de erros e os fatores de risco que ocorrem durante o
processo de administração de medicamentos.
MÉTODO
Tratou-se de uma pesquisa quantitativa, descritiva e exploratória realizada nas
unidades assistenciais de um hospital privado de São José dos Campos. Trata-se
de um hospital geral, de médio porte, com 8 anos de existência e acreditado
nível II ONA. Conta atualmente com 54 leitos, sendo 40 de Clínica Médico
Cirúrgica, 8 de terapia intensiva e 6 de Hospital Dia. A taxa média de ocupação
é de 60%.
A amostra foi composta por 52 profissionais de enfermagem, sendo 0 enfermeiros,
19 técnicos e 23 auxiliares de enfermagem dos turnos diurnos e noturnos. OS
critérios de inclusão na amostra foram: atuar como enfermeiro, técnico ou
auxiliar de enfermagem na instituição onde foi realizado o estudo, e a
apresentação do termo de consentimento livre e esclarecido devidamente assinado
pelos profissionais.
Todos os profissionais que participaram da pesquisa trabalham em regime de
12x36 com duas folgas mensais. O tempo de formado dos participantes varia entre
2 a 8 anos, e o tempo de trabalho dos mesmos na instituição varia de 6 meses a
4 anos.
A composição do quadro da UTI é de um enfermeiro e quatro técnicos de
enfermagem por turno. Na Clínica Médico Cirúrgica o quadro por plantão é de
dois enfermeiros e seis auxiliares de enfermagem no período diurno e um
enfermeiro e cinco auxiliares de enfermagem no período noturno. No Hospital Dia
o quadro é de um enfermeiro e quatro auxiliares de enfermagem por turno.
As autoras elaboraram um questionário com 12 perguntas fechadas, com o intuito
de conhecer o perfil da população da equipe de enfermagem do hospital estudado,
conhecer a percepção dos mesmos em relação aos fatores causais de erros de
administração de medicamentos, e quais medidas, na opinião da população
estudada deveriam ser tomadas para redução dos mesmos. O instrumento também
elenca tipos de erros mais frequentes, onde o participante tem a oportunidade
de, conforme sua percepção, identificar os itens de maior para menor frequência
de ocorrência.
Foi realizado um pré-teste com quatro colaboradores para a validação do
questionário. Os participantes foram excluídos da amostra.
A coleta de dados foi realizada após a validação do instrumento no período de
maio ao junho de 2008.
Os princípios éticos foram considerados durante o desenvolvi-mento do estudo
conforme Resolução 196/06. O projeto de pesquisa foi analisado e aprovado pela
Comissão de Ética em Pesquisa da UNIVAP Universidade do Vale do Paraíba, em 14/
05/2008.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Como demonstra a Tabela_1, cinquenta e dois profissionais de enfermagem
responderam ao questionário proposto. Destes, 19% eram enfermeiros, 37% eram
técnicos e 44% auxiliares de enfermagem.

Os dados mostram que, no hospital pesquisado, a faixa etária da população varia
de 20 a 55 anos (Tabela_2), sendo bem distribuída entre 20 e 35 anos, faixa em
que se concentram cerca de 75% dos colaboradores estudados. Nota-se um
predomínio de mulheres, fato este que pode ser devido à própria história da
enfermagem no Brasil, pois, desde meados do século XIX, os serviços de
enfermagem e também a direção das Santas Casas de Misericórdias vêm sendo
realizadas por irmãs de caridade(15).
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Do total dos pesquisados, 67% já presenciou erros de medicação, 57% foi
notificado e 43% não foi notificado. Já, 33% informa que não presenciaram
nenhum erro. Podemos observar que houve uma porcentagem muito grande de
subnotificação, isto pode estar associado a receios e medos das punições.
Os profissionais podem sofrer processos judiciais por negligência, imprudência,
má prática e ficar sob julgamento da legislação civil. Esta é uma realidade que
deve ser mudada, e muitos hospitais vêm trabalhando para a mudança desta
cultura. As orientações, treinamentos e um sistema robusto de padrões e
procedimentos são muito mais eficazes(5,16-17).
Quando foram questionados sobre o responsável pela detecção do erro de
medicação (Tabela_3), 37% dos profissionais respondeu que o erro foi detectado
por um colega do plantão, 22% afirma que foi a chefia. Houve também detecção do
erro por colega de outro plantão, que correspondeu a 15% das respostas, e 10%
dos participantes disse que o próprio paciente detectou. A detecção do erro
também pode ser evidenciada por meio de conferência dos prontuários dos
pacientes em relação ao aprazamento dos medicamentos. Na instituição estudada,
após o médico realizar a prescrição manuscrita, o enfermeiro realiza o
aprazamento das medicações e o técnico de enfermagem encaminha o prontuário uma
hora antes da administração à farmácia, tempo suficiente para o colaborador da
farmácia separar as medicações para o próximo horário e encaminhar ao setor
solicitante. O aprazamento deve ser realizado pelo enfermeiro, e o colaborador
responsável pela administração medicamentosa do paciente deve conferir o
aprazamento durante a jornada de trabalho. Aprazar a prescrição é atividade do
enfermeiro, assim é possível não apenas prevenir as interações medicamentosas,
mas também assegurar uma prática contextualizada na ciência, pois o enfermeiro
é o responsável pelo planejamento dos horários de administração dos
medicamentos e intervalos entre aqueles da prescrição médica(6).
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Os fatores que levaram a ocorrência do erro de medicação foram agrupamos por
semelhança e notamos que 13% dos participantes responderam que a rotina de
preparação foi o fator que mais causou falha. Os medicamentos são dispensados
por horário pela farmácia e preparados à beira do leito pela equipe de
enfermagem. Segundo a American Society of Hospital Pharmacists (ASHP), a
informatização do sistema, uso de código de barras no processo de medicação,
identificação do cliente, monitoramento e relatórios de ocorrências de falhas,
distribuição por dose unitária, preparação de medicação endovenosa realizada
pela farmácia, atuação conjunta entre médicos, enfermeiros e farmácia,
juntamente com a resolução das dúvidas dos medicamentos são medidas que podem
reduzir as falhas. Os profissionais de enfermagem muitas vezes não possuem uma
visão global do sistema complexo que o processo de administração medicamentosa
está envolvido. Tal conhecimento possibilita aos profissionais condições de
análise e intervenções para a assistência responsável e segura, tanto para o
cliente quanto para a própria equipe. Estudos comprovam que o desenvolvimento
institucional de uma cultura de segurança pode diminuir os erros, tais como:
não utilizar punições, aprender com o erro, padronizar e mapear os processos,
utilizar medidas que estimulam a equipe a utilizar os cinco certos (paciente,
medicamento, dose, via e hora certas) e compreender o processo como um todo
auxilia na redução dos erros(3,7,18).
As prescrições verbais juntamente com cálculos errados de medicação foram
citadas por 12% dos pesquisados como fatores que levaram à ocorrência do erro.
Nomes similares, abreviação agrupado com distração foi citado por 11% e 10% dos
participantes, respectivamente (Tabela_3). A pressa em atender os pacientes, o
desconheci-mento da medicação e a prescrição ilegível também devem ser levados
em consideração. As falhas ocorrem até mesmo quando se conhece o medicamento.
Todos esses fatores são importantes e merecem muita atenção, pois qualquer um
deles pode gerar falhas e dizer que na instituição não ocorrem erros é mostrar
que eles ocorrem e que não estão sendo notificados, o que é negativo tanto para
o paciente, quanto para a instituição que não conhece sua realidade(10,19).
É responsabilidade do profissional de enfermagem garantir a segurança no
processo de uso de medicamentos através de medidas preventivas, como conhecer o
modo de ação dos medicamentos e reações adversas dos mesmos. Assim, o código de
ética do profissional de enfermagem proíbe que o profissional administre o
medicamento sem o conhecimento da ação da droga e de seus riscos(10,20).
Na Tabela_4 observamos que 68% dos erros foram detectados por meio da
conferência das prescrições médicas, quando a equipe de enfermagem confere os
horários, dose e apresentação dos medicamentos dispensados pela farmácia. Esta
é uma atitude que visa reduzir as falhas de administração de medicamentos. É
importante ressaltar que a enfermagem é o elo final do processo de
administração de medicamentos, e suas ações podem prevenir possíveis erros ou
não. Treze por cento da equipe de enfermagem pesquisada disseram que o paciente
relatou o erro. Este fato nos fez pensar na responsabilidade do paciente na sua
terapia medicamentosa. O paciente só saberá o que está sendo administrado se o
colaborador da enfermagem falar que medicamento será ministrado, dose, via,
etc. Isto é válido na redução de erros para pacientes orientados, conscientes e
em bom estado geral. Evidenciamos que os pacientes estão começando a participar
mais da sua terapia medicamentosa, e acabam reconhecendo o medicamento pela
cor, formato, consistência e com isso passam a auxiliar na prevenção dos erros.
Oito por cento responderam que o erro foi detectado ao aprazar a prescrição,
momento este que requer muita atenção, podendo o profissional detectar e
prevenir novos erros(1,17).
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Ao serem questionados quanto à conduta tomada frente ao erro e à conduta que
deveria ser tomada, observamos que 50% das medidas tomadas foram orientações,
20% treinamento, e 13% dos participantes observou que nada foi feito e outros
13% relataram que outras medidas foram tomadas, porém não as descreveram.
Quando falamos de medidas que deveriam ser tomadas 29% disse que outras medidas
diferentes das sugeridas deveriam ser tomadas, porém também não especificaram.
Vinte e três por cento acha que a orientação é eficaz, 17% treinamento, 15%
advertência, 12% suspensão e, por fim, 5% acham que demissão seria a melhor
conduta a ser tomada (Tabela_5).
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Fica evidente, que na instituição avaliada, a medida mais tomada é a orientação
e alguns autores citam que os coordenadores devem usar a oportunidade do erro
para orientar o colaborador e sanar qualquer tipo de dúvida. O treinamento e a
orientação da equipe devem ocorrer periodicamente, e este é um papel do
enfermeiro(4).
Segundo a percepção dos profissionais pesquisados, o erro mais frequente é
medicamento administrado em paciente errado, representando 19% das respostas.
Administração de medicamento em via errada aparece em 17% das respostas. Quinze
por cento dos participantes disse que os pacientes foram medicados com
medicamentos errados, e 12% respondeu que os pacientes não foram medicados e a
mesma porcentagem relata que os pacientes foram medicados em horário errado e,
por fim, 9% relatou que a dose foi administrada incorretamente devido a
diluição errada.
A pulseira de identificação do paciente deve ser utilizada para certificar se o
paciente a ser medicado está correto, não se deve somente chamá-lo pelo nome,
mas também conferir seu nome na pulseira(21).
A dose unitária possui inúmeras vantagens em relação à redução de erros, como
por exemplo: dose certa, hora certa, via certa, além de promover maior
integração do farmacêutico no processo de medicação e maior segurança para o
profissional e para o paciente. Também auxilia na redução dos custos dos
medicamentos e aumento do controle e uso do medicamento pela farmácia(21,22).
Na Tabela_6, observamos os erros mais comuns, segundo a consolidação dos
registros de ocorrência dos meses de setembro de 2007 a fevereiro de 2008. A
consolidação dos registros de ocorrência é o relatório final mensal, implantado
na instituição com o objetivo de conhecer as falhas evidenciadas da
instituição. Após analisar as falhas notificas e a percepção da equipe, notamos
divergências entre os dados, pois segundo a percepção da equipe de enfermagem o
erro mais comum é medicamento administrado em paciente errado e as ocorrências
registradas mostram que 71% dos registros são referentes a pacientes não
medicados. Isto nos leva a pensar na possibilidade de subnotificação, visto que
os dados não coincidem. Nos 6 meses avaliados, não houve notificação de
medicamento administrado em paciente errado. Dosagem errada do medicamento
representou 14% das consolidações de ocorrência, 10% representaram paciente
medicado no horário errado e 5% medicamento administrado errado.
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O medo das punições, demissão, o sentimento de culpa e as preocupações com a
gravidade do erro podem levar os indivíduos envolvidos a subnotificarem o erro.
Para mudarmos a realidade da subnotificação, a educação dos profissionais faz-
se necessária através de educação permanente, cursos, reciclagem e treinamentos
periódicos na administração de medicamentos(4-5).
A verificação das causas, índices e consequências dos erros na administração de
medicamentos torna-se necessária para todas as instituições hospitalares, pois
é através destes dados que o sistema poderá tornar-se mais seguro. Para reduzir
falha na execução técnica é preciso utilizar algumas estratégias, como por
exemplo, utilizar sempre os cinco certos. E o enfermeiro deve constantemente
avaliar sua equipe e levantar as dificuldades no momento do preparo das
medicações(5).
CONCLUSÃO
Por meio deste estudo, conseguimos identificar que, na percepção da população
estudada, a maioria das falhas é a troca do paciente na hora de administrar a
medicação. Porém, as notificações de erros de medicação mostram que o maior
índice é o de pacientes não medicados. Como houve discrepância entre os dados,
conclui-se que ocorre subnotificação. Assim, é importante ressaltar que a
notificação dos erros de medicação e o benefício que este ato pode trazer aos
pacientes, como prevenir novos erros, são pontos que devem ser trabalhados com
toda a equipe de enfermagem.
Sem a notificação do erro nunca vamos saber que estamos errando, então a
conscientização de toda a equipe de enfermagem de que não haverá punição na
ocorrência do erro deve ser feita. O enfermeiro deve aproveitar este momento e
identificar as dificuldades do profissional e iniciar imediatamente orientação
e treinamento.
A educação permanente, atualizações, aprimoramento e reciclagem para
incrementar os conhecimentos adquiridos na formação básica curricular também
auxiliam na redução das falhas.
Após a análise dos resultados deste trabalho, observamos que a administração
medicamentosa é uma das atividades mais importantes da enfermagem e conhecer os
tipos de erros e os fatores causais na ocorrência de falha na administração de
medicamentos é imprescindível para elaboração de medidas preventivas para
redução das mesmas. É importante que os erros sejam interpretados como
consequências e não como causas.