Sobrepeso entre adolescentes de escolas particulares de Fortaleza, CE, Brasil
INTRODUÇÃO
O atual estilo de vida globalizado trouxe aos países em desenvolvimento uma
inversão epidemiológica: a decadência das deficiências nutricionais, doenças
infecciosas e a ascensão das doenças crônico-degenerativas, especialmente as
cardiovasculares. Tal fato pode estar relacionado às alterações da dieta e da
composição corporal dos indivíduos(1-2).
Conforme as estatísticas revelam, durante os últimos 25 anos a obesidade
tornou-se um problema de saúde coletiva na América Latina. Acompanhando
tendências globais, verifica-se que o sobrepeso e a obesidade constituem,
atualmente, o distúrbio nutricional que mais cresce no continente latino.
Especificamente entre a população abaixo de 20 anos de idade este vem assumindo
proporções de uma epidemia(1-3).
A prevalência da adiposidade juvenil ainda não é conhecida exatamente, porém,
segundo se estima, um quinto da população mundial entre 10 e 19 anos é
acometida por acúmulo de peso. No Brasil, conforme as estimativas, de sobrepeso
e obesidade ocorrem entre 13,9% e 7,7%, respectivamente, nos adolescentes(4).
Outros dados estabelecem também que a prevalência de adiposidade triplicou, em
detrimento da redução pela metade dos casos de desnutrição no Brasil(3).
Desse modo, dentro de 20 anos, se medidas não forem tomadas, o país estará na
atual situação na atual situação dos Estados Unidos, onde a obesidade e suas
complicações constituem um dos maiores problemas de saúde pública, atingindo
cerca de 26% dos jovens(1).
Sobretudo, nas classes menos favorecidas da sociedade brasileira vive-se uma
vertiginosa progressão dos casos de acúmulo de peso juvenil. Na cidade de
Fortaleza, uma das maiores do Brasil, por exemplo, o último estudo desenvolvido
no tema foi em escolas públicas, com jovens de 10 a 19 anos, e detectou uma
taxa de cerca de 13% para o excesso de peso(5). Já uma publicação anterior
desenvolvida com adolescentes de escolas públicas e particulares de Fortaleza,
detectou uma prevalência total de sobrepeso e obesidade de 19,5%, sendo que nas
escolas privadas, sobrepeso/obesidade alcançou 23,9%, frequência maior do que
nas públicas (18,0%)(6).
Mesmo assim, entre os adolescentes de melhor condição socioeconômica, inseridos
em escolas privadas, ainda há poucas investigações sobre esse assunto com
amostras e análise representativas. O que pode ser creditado às dificuldades e
restrições impostas pelos responsáveis por essas populações e/ou instituições
para a execução de pesquisas.
A obesidade, na infância e na adolescência, tem sido associada ao surgimento de
morbidades como a hipertensão, principal doença cardiovascular de países em
transição epidemiológica como o Brasil, dislipidemias, apnéia do sono,
problemas ortopédicos, distúrbios emocionais e Diabetes Mellitus tipo 2 (DM 2)
na adultícia ou ainda na própria infância e/ou adolescência. Em países
desenvolvidos, a obesidade também tem sido relacionada a um menor grau de
sucesso profissional e a menores salários(7- 8).
Diante da ascensão da prevalência do sobrepeso e da obesidade entre os jovens,
somada à carência de publicações desenvolvidas com adolescentes de Fortaleza-
Brasil, inseridos em famílias de melhor condição socioeconômica, verificou-se
ser relevante identificar casos de sobrepeso e obesidade entre adolescentes de
escolas particulares em Fortaleza - Brasil.
MÉTODO
Trata-se de um estudo transversal, cujos dados foram extraídos de um banco de
dados construído por ocasião do desenvolvimento da pesquisa "Identificação dos
fatores de risco para diabetes mellitus tipo 2 em adolescentes". Referida
investigação foi realizada em 12 estabelecimentos de ensino da rede privada,
situados na cidade de Fortaleza - Brasil. Segundo informações do Centro
Regional de Desenvolvimento da Educação (CREDE), Fortaleza é dividida em seis
regiões, e, em março de 2007, possuía um total de 69.741 alunos matriculados
nas escolas particulares, na faixa etária de interesse dessa investigação (12-
17 anos), distribuídos nas regiões, como segue na Tabela_1.
Para o cálculo da amostra utilizou-se uma fórmula para população infinita, a
saber: n= t2 5% x P x Q/e2. Onde t= valor da distribuição de Student (t5%
=1,96); P=50%; Q=100-P= 50%; e = erro amostral absoluto = 4%. Considerou-se os
valores supracitados para P e Q haja vista proporcionarem um tamanho máximo de
amostra, além do nível de significância (α=0,05) e o erro amostral absoluto de
4%. Assim, o número de participantes determinado foi equivalente a 600
adolescentes. Em virtude das prováveis perdas de sujeitos e/ou de informações,
acrescentou-se uma margem de 20% a esse tamanho amostral. Desse modo, o "n"
final abrangeu 720 estudantes (Tabela_1).
A proposta metodológica era de cada uma das seis regiões, escolher por
conveniência duas escolas, localizadas em bairros distintos e com diferentes
cenários de infra-estrutura e condições socioeconômicas, com vistas a se
construir um panorama representativo da cidade de Fortaleza. Contudo, depois
ela teve que ser alterada, pois, muitos diretores escolares recusaram a
realização da pesquisa em suas respectivas instituições, alegando como
empecilho a exposição dos alunos, o desenvolvimento de pesquisas anteriores sem
retorno para a escola, além da retirada dos alunos da sala de aula,
principalmente daqueles que estavam no ensino médio, em preparação para o
vestibular.
Dessa forma, foi necessária a modificação da proposta inicial, com a
participação de apenas uma escola nas regiões 1 e 5 e quatro escolas na região
2. Neste último caso, apenas duas escolas não foram suficientes para contemplar
a amostra estipulada para a região 2 que era maior, sendo de 363 alunos.
Portanto, a investigação ao seu final envolveu 794 alunos e 12 escolas, ou
seja, cerca de 12% de todos os adolescentes das escolas particulares de
Fortaleza na faixa de interesse da pesquisa daquele período.
Quanto à seleção dos sujeitos, deu-se de forma aleatória simples, por sorteio,
entre os que concordaram em participar da pesquisa e apresentaram o termo de
consentimento livre e esclarecido, devidamente assinado tanto por eles como por
seus pais ou responsáveis. Antes, porém, diretores, professores e alunos
receberam informações sobre os objetivos e a metodologia da investigação.
Como critérios adotados para a seleção dos alunos avaliados mencionam-se os
seguintes: 1- Ter entre 12-17 anos de idade; 2. Ser estudante dos turnos
matutino/vespertino, período em que se coletavam os dados; 3- Não apresentar
qualquer condição patológica ou outra passível de interferir na mensuração dos
dados antropométricos (peso e altura).
A opção de identificar casos de sobrepeso/obesidade na faixa etária ora citada,
ocorreu em congruência com as disposições de outros estudos, segundo os quais,
a ascensão de casos de adiposidade situa-se nessa faixa etária(7-8). A
princípio, houve interesse em se avaliar jovens de 18 anos de idade, porém,
conforme percebido já na fase de seleção das escolas, esta faixa dificilmente
seria encontrada, visto que nas escolas privadas os alunos concluem tanto o
ensino fundamental quanto o médio na faixa etária prevista pelas leis de
diretrizes e bases para educação, ou seja, antes dos 18 anos de idade.
A coleta de dados ocorreu em dois momentos, durante março-junho e agosto-
setembro de 2007. Envolveu entrevistas mediante a utilização de um formulário
com questões acerca das características sociodemográficas, além da mensuração
do peso e da altura para o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), obtido
pela fórmula [peso (kg) /altura (m2)].
Os dados antropométricos (peso e altura) foram mensurados uma única vez
mediante alguns cuidados. O peso foi obtido com os jovens descalços e com
roupas leves, por meio do uso de uma balança portátil digital com capacidade
para 150 kg e uma precisão de 0,1 kg. A estatura foi verificada a partir de uma
fita métrica com escala de 0,5cm. A fim de assegurar a precisão da estatura, os
pesquisados foram orientados a se posicionarem eretos e imóveis, com as mãos
espalmadas sobre as coxas e com a cabeça ajustada ao plano de Frankfurt(9).
Durante a análise, especificamente, do estado nutricional dos adolescentes
avaliados, via IMC, adotou-se como critério de classificação preconizado por
Cole e colaboradores (2000), referenciados em diversas publicações nacionais e
internacionais. Eles desenvolveram parâmetros para sobrepeso e obesidade em
meninas e meninos de 12 a 18 anos, a partir da relação entre IMC, idade e sexo,
baseando-se em estudos transversais representativos de seis países, dentre eles
o Brasil, cada um com mais de 10 mil participantes. Os pontos de corte foram
ajustados de forma que os percentis 85 e 95 de IMC aos 18 anos fossem
obrigatoriamente os mesmos para sobrepeso e obesidade utilizados
respectivamente para adultos (25 e 30 kg/m²)(10).
A medida da glicemia capilar foi realizada e os resultados obtidos foram
analisados conforme indicadores do Ministério da Saúde do Brasil. Dessa forma,
os valores foram interpretados, como seguem: menores que 140mg/dl, normal,
entre 141 e 199mg/dl, duvidoso, entre 200 e 270mg/dl provável diabetes e, maior
ou igual a 270mg/dl, muito provável diabetes(11) . Acerca da prática de
atividade física, os alunos foram considerados ativos quando se exercitavam, ao
menos três vezes por semana durante 30 minutos(12).
A análise dos demais dados deu-se com o auxílio do software SPSS versão 16.0.
Para averiguar a normalidade e homocedas-ticidade dos dados empregou-se o Teste
de Kolmogorov-Smirnov e de Levene, respectivamente(13). Na análise das
variáveis empregou-se o Teste de Mann-Whitney e Qui-quadrado, atendo-se aos
cuidados com a homocedasticidade e variânça. Em todos os testes fixou-se um
nível de significância de 5%.
O estudo foi conduzido a partir da aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa com
Seres Humanos da Universidade Federal do Ceará, conforme o protocolo 44/07. Foi
exigida, de todos os participantes, a apresentação de termo de consentimento
livre e esclarecido assinado pelos seus respectivos pais ou responsáveis.
RESULTADOS
Conforme as condições sociodemográficas dos 794 adolescentes investigados,
observou-se maior adesão feminina: 57,3% dos avaliados. Por sua vez, na questão
da faixa etária, percebeu-se maior participação dos adolescentes mais jovens,
no momento em que 41% e 34% encontravam-se, respectivamente, no intervalo de
14-15 e 12-13 anos (pré-adolescentes). Como observado, em média os investigados
tinham 14,3 anos de idade. Além disso, boa parte deles, 40%, cursavam entre 9º
do ensino fundamental e 1º ano do ensino médio escolar.
No tocante à questão da renda familiar dos jovens, aqui pesquisada com base no
valor do salário mínimo mensal, segundo os resultados revelaram, em sua grande
maioria, eles viviam em famílias com 0-3(43,7%) ou 4-6(28,5%) salários mínimos
mensais, enquanto outros contavam com renda superior a 10 salários mínimos,
condição verificada apenas em 8,5% dos adolescentes. Mesmo assim, a média da
renda mensal, de toda amostra estudada, foi de 15,1 salários. Entretanto, 10%
dos pesquisados não responderam essa indagação.
A maioria dos alunos realiza três (45,4%) ou quarto (28,5%) refeições diárias,
outro dado bastante preocupante é o fato de três por cento fazer uma única
refeição ao dia (p< 0,001). Em torno do estado nutricional, os resultados
verificados destacam a supremacia dos jovens eutróficos (76%), em detrimento
daqueles em situação de excesso de peso (sobrepeso/obesidade), que foram
aproximadamente 25% da amostra, e dividiram-se em sobrepeso (20%) ou obesidade
(4%).
Ao se associar os achados do IMC com o hábito de assistir tevê durante as
refeições constatou-se o seguinte: o excesso de peso foi maior e naqueles que
mantinham tal hábito em seu cotidiano, os casos de obesidade eram duplicados
(p= 0,000). Os casos de sobrepeso também foram duplicados entre os pré-
adolescentes, 12-13 anos de idade, em relação às demais faixas etárias (p=
0,042). Não foi identificado diferenças significativas ao se relacionar o IMC
com algumas variáveis como gênero, escolaridade e glicemia capilar. Em
contrapartida, por volta de 28% dos jovens que praticavam alguma atividade
física regularmente apresentavam excesso de peso. Dessa forma,
contraditoriamente, as situações de acúmulo de peso corpóreo ocorreram mais
entre os adolescentes ativos (p< 0,001) (Tabela_2).
Todos os percentuais dos fatores supracitados foram calculados com base na
amostra total, sendo que a prevalência de sobrepeso ou obesidade seguiu o
comportamento geral, ficando em torno de 20% e 4%, respectivamente.
DISCUSSÃO
O mundo inteiro têm se preocupado em estudar casos de excesso de peso entre
crianças e adolescentes. Uma pesquisa de abrangência mundial, realizada a
partir de dados nacionais de nutrição de diferentes períodos no Brasil, Estados
Unidos, China e Rússia, avaliou o excesso de peso em crianças e adolescentes na
faixa etária de 6-18 anos. Segundo os resultados revelaram, a prevalência de
sobrepeso no Brasil ascendeu de 4,1% para 13,9%. O mesmo ocorreu na China (de
6,4% para 7,7%) e nos Estados Unidos (de 15,4% para 25,6%), enquanto na Rússia
houve redução de 15,6% para 9,0%(14).
Em pesquisa brasileira, consoante ressaltado, as prevalências de sobrepeso e
obesidade em adolescentes são inferiores às apresentadas em inquéritos de
outros países (7,7%), e isso corresponde a três vezes menos que as prevalências
encontradas nos Estados Unidos e na Arábia Saudita. Todavia, de acordo com o
enfatizado anteriormente, esse quadro é dinâmico e no Brasil, o excesso de peso
entre adolescentes cresce de forma alarmante, em decorrência da transição
nutricional que o país e os adolescentes vivem(4).
Ao se relacionar os resultados desta pesquisa aos últimos estudos do tema em
Fortaleza-Brasil, é válido destacar duas pesquisas. A primeira, realizada por
Silva (2006) com 720 estudantes, entre 14-19 anos de idade, de 12 escolas
públicas identificou percentuais de 10,3% e 2,6% para, respectivamente,
sobrepeso e obesidade, a partir do método de Cole e colaboradores (2000)(5). Já
a segunda executada por Campos e autores (2007), investigou 1.158 crianças e
adolescentes (10-19 anos) de 12 escolas, sendo seis públicas e seis
particulares. Este estudo identificou uma prevalência de 19,5% de excesso de
peso, a partir do método de Must e colaboradores (1991)(6,15).
Dessa maneira, ao se relacionar os resultados desta pesquisa com Silva (2006)
que usou o mesmo método de classificação do IMC deste estudo, mas em escola
pública, ficou evidente que os casos de sobrepeso e obesidade foram duas vezes
maiores que o encontrado por Silva (2006). Já em torno da investigação de
Campos e autores (2007) fica difícil tecer comparações, pois os autores
estudaram em conjunto crianças e adolescentes e utilizou uma classificação de
sobrepeso/obesidade, diferente da nossa que dividiu em sobrepeso e obesidade(5-
6).
A divergência acerca dessas taxas de prevalência em pesquisa sobre sobrepeso e
obesidade infantil e juvenil é reflexo da variabilidade ou discordância dos
sistemas de classificação para sobrepeso/obesidade em crianças e adolescentes,
motivo de dificuldade na comparação entre estudos dessa temática e da
identificação de valores comuns(16).
Um ponto importante de discordância são as ponderações entre estado nutricional
e gênero. Quanto à relação de sobrepeso/obesidade e gênero, ainda há
controvérsias no referente a um acometimento maior de um dos sexos.
Determinados autores descrevem maior prevalência entre as meninas(4), meninos
(17) e ausência de associação entre sobrepeso/obesidade e gênero(5-6,18).
Apesar das prerrogativas biológicas, na compreensão do fenômeno da ascensão da
obesidade como problemática de saúde coletiva, a Organização Pan-Americana da
Saúde (OPAS) estima que 66% da variação do peso é influenciada pelo ambiente.
Os principais fatores desencadeadores estão ligados às mudanças no estilo de
vida e nos hábitos alimentares. O consumo exagerado de alimentos com alta
densidade energética, somado à diminuição na prática de exercícios físicos são
os dois principais motivos e estão diretamente associados à essa epidemia tanto
em adultos como em adolescentes(8,19-20).
De modo geral, independente do IMC, o jovens possuem importantes taxas de
sedentarismo. Contudo, para explicar, por exemplo, o predomínio de casos de
excesso de peso entre os alunos ativos neste estudo, levantam-se algumas
considerações. Primeiro, um número menor dos pesquisados apresentou sobrepeso/
obesidade, em detrimento dos eutróficos, assim qualquer opção de atividade
física identificada equivaleu um percentual considerável para esse grupo.
Segundo, tanto esse estudo como a maior parte das pesquisas anteriores,
mensurou a atividade física juvenil apenas a partir das ações realizadas
durante o lazer desses jovens. Dessa forma, tarefas de considerável dispêndio
energético, como transporte ativo no seu deslocamento, atividades domésticas e
até profissionais foram preteridas, tornando maior o número de sedentários.
A prática de atividade física é um sólido determinante das características
físicas dos jovens. Quantidades excessivas de tempo dedicado a atividades
sedentárias são consideradas fatores de risco para a obesidade em jovens, que
acarreta um aumento de 2% na prevalência dessa patologia para cada hora
adicional de tevê na rotina dos jovens(21). Estudo detectou uma chance maior de
excesso de peso de até 81% para meninos que assistem tevê na maior parte do seu
tempo livre(22).
Uma das limitações desta pesquisa foi não contemplar e associar o estado
nutricional desses jovens a outros comportamentos como o uso de vídeo games e
computador, que cada vez mais ocupam o tempo juvenil ocioso. Dessa maneira, a
execução de outros estudos, transversais e/ou longitudinais é pertinente para
clarificar quais os principais comportamentos e escolhas que cercam os
adolescentes acima do peso.
Por fim, torna-se prioritário o estabelecimento de estratégias precoces de
prevenção, sobretudo entre a população infanto-juvenil, quando se leva em conta
que, uma vez instalada, o acúmulo de peso ocasiona alterações fisiopatológicas
associadas passíveis de comprometer grande parte do organismo, dificultando
ainda mais seu tratamento e acarretando morbidade e queda na qualidade de vida
do indivíduo.
CONCLUSÕES
A pesquisa detectou valores importantes em torno do excesso de peso quando
associado a outras pesquisas desenvolvidas na temática da obesidade juvenil.
Estas, ao se somar as investigações realizadas em Fortaleza-Brasil vem levantar
a necessidade de se refletir e explorar mais essa problemática, amplamente
detectada, no cenário epidemiológico brasileiro. Contudo, não bastam apenas as
informações sobre a prevalência de obesidade. São também necessárias ações de
intervenção para combater os casos detectados, assim como ações de prevenção,
pois o excesso de peso é um dos principais preditores de qualidade de vida e de
saúde.