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BrBRCVHe0034-71672006000500017

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Year2006
SourceScielo

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Administração de medicamentos: análise da produção científica de enfermagem REVISÃO

Administração de medicamentos: análise da produção científica de enfermagem

Medicine administration: analysis of nursing scientific production

Administración de medicamentos: analisis da producción cientifica de enfermería

Consuelo Helena Aires de Freitas LopesI;Edna Maria Camelo ChavesII; Maria Salete Bessa JorgeIII IEnfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora do Curso de Mestrado Acadêmico Cuidados Clínicos em Enfermagem da Universidade Estadual do Ceará (UECE), Fortaleza, CE. consueloaires@yahoo.com.br IIEnfermeira. Mestranda do Curso de Mestrado Cuidados Clínicos em Enfermagem da Universidade Estadual do Ceará (UECE), Fortaleza CE. Mestre em Saúde da Criança e do Adolescente. ednacam3@ibest.com.br IIIEnfermeira. Doutora em Enfermagem. Coordenadora do Mestrado Acadêmico em Saúde Pública. Docente do Mestrado Acadêmico em Cuidados Clínicos e Enfermagem da Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, CE

1. INTRODUÇÃO A administração de medicamentos é um procedimento que pode ser realizado por alguns profissionais de saúde, no entanto é uma prática realizada cotidianamente pela equipe de enfermagem. Requer conhecimentos de farmacologia relacionados ao tipo da droga, mecanismos de ação, excreção, atuação nos sistemas orgânicos; além de conhecimentos de semiologia e semiotécnica, e avaliação clínica do estado de saúde do cliente.

Entre as particularidades enquanto prática clínica, o profissional precisa ter preparo técnico e científico, em destaque, o conhecimento dos efeitos adversos das drogas que podem ser de grandes proporções. É do nosso conhecimento a possibilidade do comprometimento do sistema renal e hepático, que são sistemas responsáveis pelo metabolismo e excreção dos fármacos; além das reações ocasionadas por hipersensibilidade, situações estas que podem acontecer mesmo quando a medicação é preparada e administrada corretamente.

A complexidade que envolve esta prática leva-nos a refletir sobre questões amplamente discutidas no cotidiano, uma vez que a equipe de enfermagem fica responsável pelo preparo, armazenamento, aprazamento e administração das medicações, constituindo-se de uma prática que ocupa lugar de destaque na enfermagem.

O enfermeiro responsável pela equipe de enfermagem, tem responsabilidade neste processo de trabalho, mesmo quando esta é realizada pelos demais membros da equipe de enfermagem, em que rotineiramente a administração de medicamentos é delegada, ficando esta em nível de supervisão. Pois, embora não sendo responsável pela prescrição, o enfermeiro deve conhecer as peculiaridades e etapas que envolvem a administração de medicação, a fim de prevenir erros que coloquem em risco a vida do cliente(1). Vale ressaltar, que o ato de delegar não reduz a responsabilidade do enfermeiro envolvido nas ações assistenciais executadas por qualquer componente da equipe de enfermagem ao mesmo subordinado (2).

O interesse pelo tema surgiu em decorrência da necessidade do conhecimento da administração de medicamentos enquanto prática clínica, verificando o que vem sendo estudado e conhecido no âmbito da profissão sobre esta questão. Para a enfermagem que atua no cuidado direto ao cliente, faz-se necessária uma reflexão mais atenta acerca deste cuidado, com vistas a desenvolver estratégias que venham propiciar segurança para a equipe de enfermagem e clientes. A responsabilidade ética nos chama a atenção para estar revendo a formação profissional, conhecimentos e habilidades dos profissionais de enfermagem, além das condições de trabalho oferecidas nas instituições. Portanto, o objetivo do presente estudo, consistiu em analisar a produção científica da enfermagem acerca da administração de medicamentos enquanto prática clínica.

2. METODOLOGIA Trata-se de uma revisão bibliográfica a partir de artigos publicados em periódicos de enfermagem, acerca da temática. Este tipo de pesquisa tem como base a análise do material, através da organização e interpretação no atendimento ao objetivo da investigação(3).

Foram consultados periódicos de enfermagem indexados na LILACS (Literatura Latino-americana e do Caribe em Saúde) e MEDLINE (Literatura internacional em Ciências da Saúde), consulta aos periódicos de enfermagem disponíveis nas bibliotecas da Universidade Federal do Ceará, Universidade Estadual do Ceará, Universidade de Fortaleza, Escola de Saúde Pública e Associação Brasileira de Enfermagem. Verificou-se escassez de publicação pediátrica nesta temática nos periódicos consultados.

A fase de coleta de dados ocorreu no período de abril a junho de 2005. Foram consideradas todas as publicações encontradas nas revistas que abordassem o tema relacionado à administração de medicamentos, entre os anos de 1999 a 2004.

Os descritores utilizados foram: enfermagem, erros de medicação e administração de medicamentos. Em princípio a seleção dos artigos se deu após a leitura analítica dos resumos, foram encontrados 25 artigos em 07 revistas indexadas em Qualis periódico nacional e internacional categoria A e B. Após a identificação dos artigos, foram realizadas leituras flutuantes dos textos, pois este momento consistiu em buscar conteúdos acerca da administração de medicamentos desenvolvida em enfermagem. Nesse momento foi iniciada a organização do material, em que os trabalhos foram separados e selecionados em pastas, levando-se em conta a fonte documental. A partir daí, foi possível realizar a organização segundo classificação da revista, ano, número, volume e caracterização do conteúdo do artigo, como mostra o quadro_1.

No intuito de preservar os aspectos éticos na pesquisa, optamos em manter no anonimato quaisquer dados que pudessem identificar a autoria dos artigos, denominando-as por revista 1 com os artigos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7; revista 2, com os artigos 8, 9, 10, 11, 12, 23, 14; revista 3, com os artigos 15, 16, 17, 18, 19, 20; revista, com o artigo 21, revista 5, com o artigo 22, revista 6, com o artigo 23 e a revista 7 com os artigos 24 e 25. O quadro_1 mostra a forma como os artigos foram organizados.

Em seguida procedeu-se a fase de análise do material. Optou-se pela análise de conteúdo que consiste em um conjunto de técnicas de análise de comunicação realizada através de procedimentos sistematizados e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, de indicadores quantitativos ou não, que possibilitem inferências acerca do que está em analise(4). Assim, foram identificadas nesta análise o texto em sua totalidade, seguido de classificação e enumeração, segundo a presença ou ausência dos itens de sentido(4,5) .

Froam seguidos os passos recomendados que foram: pré-análise, exploração do material, tratamento dos resultados obtidos e interpretação, descritos no quadro_2. Foi realizada uma leitura mais atenta do conteúdo manifesto, fichamentos para determinar unidades de registro através de palavras-chave, recortes de trechos importantes que manifestavam a administração de medicamentos, enquanto prática clínica de enfermagem. A partir daí, foi possível determinar a codificação dos artigos analisados.

Posteriormente, ocorreu a fase de exploração do material, que consistiu em agregar trechos codificados em busca da compreensão. Tal agregação, possibilitou construir as seguintes categorias e subcategorias: conhecimento e habilidades técnico-cientificas, interação medicamentosa, conhecimento do aluno de enfermagem e conhecimento do cliente; prevenção de erros, instrumento, responsabilidade; informática, prescrição eletrônica e software. No quadro 2 está apresentada a forma como recortes de textos subsidiaram a formação e denominação das mesmas.

O tratamento dos dados deu-se a partir da busca dos aspectos objetivos e subjetivos contidos nas publicações de enfermagem, as opiniões e percepções dos enfermeiros acerca da pratica de administração de medicamentos no âmbito da enfermagem. Esta fase consistiu em apreender conteúdos latentes, indo além do manifesto, permitindo realizar interpretações com maior aprofundamento, para atingir os significados. A interpretação foi respaldada em literatura específica(4), realizando pontos de reflexão e crítica dos conteúdos estudados.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO Os artigos selecionados faziam referência ao processo de administração de medicamentos, desde o conhecimento e habilidades dos profissionais, formas de administração, interação medicamentosa, erros, e a informática como instrumento básico no processo do trabalho.

Verificamos que o foco de atenção das pesquisas analisadas estavam voltadas para os conhecimentos técnico científicos que os profissionais precisam ter para estarem realizando a prática, tendo-se pesquisado acerca dos conhecimentos de alunos de enfermagem e de clientes sobre as medicações recebidas.

Verificamos outrossim, atenção nas pesquisas quanto à ocorrência de erros, revelando ser uma preocupação muito presente nas pesquisas atuais, tendo forte intenção de alerta para esta questão e formas ou estratégias na prevenção de erros. A informática tem sido exaustivamente apresentada nas pesquisas, como método operacional que vem sendo introduzido nos serviços de saúde sob forma de prescrição eletrônica e produção de software com vistas a assegurar a qualidade da assistência prestada.

Constatou-se que os artigos analisados mostraram-se diretamente relacionadas com a prática profissional dos investigadores, seja na assistência, na vida acadêmica ou na pesquisa. Pudemos observar o envolvimento do enfermeiro com a temática dentro do contexto sociocultural determinado e uma constante movimentação para desenvolver ações que permeiam o cuidado. A busca pela excelência tem contribuído para o aprofundamento das questões vinculadas à assistência do enfermeiro.

Conhecimento e habilidade Nessa categoria os artigos enfocam a importância do conhecimento farmacológico, articulando teoria e prática para que a administração de medicamentos ocorra de forma adequada, durante a terapia. Apesar das deficiências em relação ao conhecimento, cabe aos profissionais buscar aprofundamento do conteúdo fornecido na graduação, uma vez que cabe ao enfermeiro a responsabilidade dentro da equipe por todo o processo. Além do papel de educador dentro da equipe, cabe à supervisão direta pelos procedimentos realizados por algum membro da equipe de enfermagem.

A administração de medicamentos é uma das práticas assistências mais executadas no cotidiano, que envolve o preparo, a técnica de administração, o acondicionamento, o acompanhamento do cliente diante das possíveis complicações clínicas e iatrogênicas ocasionadas pelo extravasamento de medições. É um procedimento que exige do profissional conhecimento e competência, em que o enfermeiro deve ver o paciente que está recebendo a medicação não apenas do ponto de vista biológico, mas como ser que está interagindo com o profissional no momento de receber o medicamento, que é a oportunidade para a recuperação da sua saúde.

A terapia medicamentosa para os alunos da graduação, é o grande gerador de ansiedade, pelo medo de errar no preparo, na administração do medicamento, na via, ocasionando dor e sofrimento, podendo levar á morte (6) .

Estes sentimentos emergem quando os alunos se deparam com tão imensa responsabilidade, pois naquele momento eles estão lidando com uma vida totalmente dependente de seus cuidados.Aqui vale a reflexão: Será que os cursos de graduação em enfermagem estão preparando os alunos para assumir suas funções como profissionais? O preparo dos medicamentos requer destreza na execução da técnica para evitar a contaminação das soluções durante a manipulação.

As administrações por via intramuscular e intravenosa são propensas a complicações relativas a técnica. Esta tarefa requer cuidados especiais, que vão desde a lavagem das mãos antes do preparo da medicação até a administração propriamente dita, que deve ser realizada por profissionais capacitados.

A interação medicamentosa é um dos assuntos complexos dentro da administração de medicamentos, pois requer aprofundamento nas bases farmacológicas das medicações utilizadas. No cenário nacional existem cerca de 1.500 fármacos com aproximadamente 5.000 nomes comerciais, com 20.000 formas de apresentações farmacêuticas diferentes(7). É importante que o enfermeiro dentro da unidade hospitalar mantenha-se, atualizado com as medicações utilizadas rotineiramente, a fim de conhecer as drogas incompatíveis, que formam cristais e culminam com a obstrução dos catéteres centrais.

Com o aumento das doenças crônicas como as cardiovasculares, o uso de esquemas terapêuticos, com associação de várias medicações, com a finalidade de melhorar a eficácia dos medicamentos, têm sido uma estratégia utilizada dentro dos serviços de saúde. Todavia, deve-se ressaltar que a composição química destas substâncias, pode reagir entre si causando efeitos orgânicos indesejados ou iatrogênicos.

Para os enfermeiros, que são responsáveis pelo aprazamento das prescrições medicamentosas, faz-se necessário um aprofundamento acerca das medicações utilizadas dentro do serviço, pois á execução cabe a equipe de enfermagem, que na maioria das vezes desconhece as possibilidades de interação medicamentosa.

Prevenção de erros A abrangência das questões éticas que envolvem a prevenção de falhas na administração de medicação, remete-nos a uma reflexão mais ampla, pois se sabe que o enfermeiro é responsável por todas as etapas do processo que envolve a administração de medicamentos, realizada por algum membro da equipe de enfermagem. A de administração de medicamentos é uma das responsabilidades mais sérias que pesam sobre o enfermeiro e equipe de enfermagem que se encontra a ele subordinada. Vai além da execução mecânica da tarefa, requer discernimento e compromisso profissional(2, 8).

Na maioria das instituições ocorre a subnotificação por falta de supervisão, por medo de represálias ou punições que possam ocorrer. Este fato é um agravante que dificulta a identificação e as possíveis intervenções para melhoria da prática.

Somente com a identificação sistemática de erros, pode-se desenvolver atividade com ênfase na educação para a modificação de uma prática(9). O registro do erro deve ser a primeira atitude de um profissional após a ocorrência do erro(12).

Todavia, pelo medo de medidas disciplinares incoerentes, os erros muitas vezes são omitidos. Os erros serão reduzidos mediante um processo contínuo de educação em serviço.

Dentre as estratégias de prevenção, citam-se as prescrições eletrônicas, que têm por objetivo facilitar a compreensão da prescrição; o papel do farmacêutico na dispensação dos medicamentos; a criação de um relatório de erros não com caráter punitivo, mas educador e um serviço de educação continuada para capacitar os profissionais de enfermagem que se encontram no final do processo de administração de medicamentos(9,11). Na prática para reduzir as complicações o enfermeiro deve supervisionar as atividades executadas pelos membros da equipe, uma vez que o acesso às prescrições informatizadas não fazem parte do contexto de todas as instituições hospitalares.

A partir das leituras reflexivas, pudemos perceber a dimensão do procedimento para a equipe de enfermagem e cliente que está sujeito o risco de erros em todo o processo de administração de medicação. O enfermeiro é responsável pela supervisão em todas as etapas do processo que vai desde o aprazamento até a administração da medicação nas unidades de saúde. Minimizar estes erros representa um desafio para a equipe profissional que atua diretamente prestando cuidado ao cliente.

A informática A tecnologia nos últimos anos, tem contribuído para a melhoria da qualidade da assistência. Com o surgimento daInternet, o acesso ás informações tem contribuído para a difusão das informações e do conhecimento dentro do nosso contexto cultural. A partir do desenvolvimento de um site em administração de medicação com informações específicas, disponibilizadas para os profissionais da saúde, alunos dos cursos de enfermagem, medicina, farmácia, professores, além do público em geral(13).

A informática tem permitido aos profissionais o desenvolvimento de software educacional como estratégias para melhoria do processo ensino-aprendizagem. Na pediatria foi desenvolvido um software educacional intitulado "A criança e o medicamento" como recurso para o ensino de enfermagem(12,13).

A produção de cursos on-line sobre administração de medicamentos, é outro aspecto que deve ser considerado para a formação dos profissionais á distância.

Nesse contexto a educação se coloca como um processo educativo, onde aprendizagem se por meio de recursos tecnológicos sem a presença de professores e alunos em sala de aula. Apesar das vantagens como a flexibilidade, maior acesso às informações, aprendizagem independente e melhoria das habilidades no computador as desvantagens se sobrepõem , pois o acesso à Internet ainda é para um grupo pequeno dentro da sociedade; ocorre o distanciamento dos discentes e docentes e ocorre o aumento na demanda de tempo (11,14).

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS A administração de medicamentos é uma prática clínica relevante para os profissionais da enfermagem, que prestam cuidados ao ser humano em situação de adoecimento.

A partir deste trabalho, deparamo-nos com uma produção significante em periódicos nacionais, apesar da dificuldade encontrada para obtenção dos artigos. Os erros envolvendo a terapia medicamentosa têm sido alvo dos pesquisadores em decorrência dos riscos a que expõem os clientes dimensão dos riscos. Tal aspecto mostra que os profissionais de enfermagem estão envolvidos e comprometidos em encontrar formas que visem à melhoria da qualidade de assistência prestada. Com isto outros aspectos começam a ser abordados como a criação de softwares para incrementar a assistência prestada.

Consiste em processo dinâmico, que requer avaliação para implementação de programas educacionais junto à equipe de enfermagem. Enquanto prática clínica na busca pela excelência da qualidade prestada, destacamos a importância do homem como ser holístico dentro de uma visão do todo. No levantamento bibliográfico, não foram encontrados periódicos que abordassem questões envolvendo avaliação clínica de enfermagem durante a terapia medicamentosa.

Vale ressaltar que as publicações na área da pediatria e da neonatologia são escassas.

No âmbito da tecnologia, observamos que a produção sobre a temática administração de medicamentos tem englobado os mais variados aspectos no processo teórico-prático, enquanto que a busca pelo homem holístico, visando todo o contexto de integridade durante o processo de administração de medicamentos tem sido pouco explorada. A propagação das informações por via on- line, tem favorecido a difusão do conhecimento no campo profissional, apesar de não existir uma seleção rigorosa do material que circula.

Constatamos, que os artigos acerca de erros de medicação se destacaram. Isto mostra a preocupação dos autores com o conhecimento da terapia medicamentosa, pois a prevenção dos erros é a única forma de não colocar em risco a vida do cliente. Cabe ao profissional de enfermagem a busca pela qualificação para soluções de problemas que repercutam nas condições de saúde, cura e qualidade de vida do ser humano. a busca pelo homem holístico.

Observamos que as produções científicas versam sobre uma diversidade de situações que ocorrem no campo de atuação da equipe de enfermagem, no entanto, para que a prática profissional seja realizada numa perspectiva de cuidado clinico de enfermagem, faz-se necessário que o enfermeiro junto a sua equipe de trabalho desenvolva a prática de administração de medicamentos indo além da aquisição de conhecimentos técnico científico de farmacologia, semiologia e semiotécnica, além do desenvolvimento da informática com prescrições eletrônicas para melhor operacionalizar o processo no trabalho com segurança e prevenção de erros.

Pontuamos aqui, a necessidade do despertar para as questões éticas acerca desta prática, não somente no que tange aos direitos e deveres de clientes e profissionais envolvidos, mas principalmente como cuidado clínico a pessoas em crise, que precisam ser ouvidas e percebidas, seja no silêncio ou no desabafo, verbal ou expressado, pelos seus sentimentos na dor, esperança, desesperança, enfim, considerando-o como ser humano, pois esta prática proporciona a possibilidade de interação da enfermagem com o cliente e família, expressando uma prática clínica de enfermagem quando fundamentada na interação entre pessoas.


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